Nascente Setor Privado 121



 

 

Editorial

O fascismo nas ruas

É com grande apreensão que estamos assistindo através das mídias sociais e dos blogs progressistas o crescimento de atitudes fascistas em nosso país. São cartazes de #Foratemer, sendo rasgados nos estádios pelo bem da Olimpíada, pessoas presas por tentar expressar sua opinião ou protestar contra algo que não concordam, jovens sendo arrastados pelos cabelos e sindicalistas sendo subjulgados por PMs que agem de forma truculenta.
O Nascente dessa semana alertou que assim como em 1964, a burguesia nacional começa a engolir um golpista e a fechar os olhos para o que andam fazendo, com a sua complacência, os guardas da esquina.
Por guardas da esquina entendam-se agentes da segurança pública, coronéis políticos locais, empresários influentes e até mesmo setores da imprensa. Quando a sinalização que vem de cima é a de que vale tudo para “manter a ordem”, estes prepostos do sistema se sentem empoderados para cometer os mais absurdos abusos de poder, confiantes na impunidades ou, em alguns casos, se auto-atribuindo algum sentido heróico. No mundo cotidiano, são eles que prendem, torturam e matam, enquanto os generais dão festas nos salões. E o fazem pelos mais aleatórios motivos, liberados da necessidade de estabelecerem qualquer conexão com o que é razoável ou legal mesmo para parâmetros autoritários.
E não pensem que tudo isso está distante de nós! Na semana passada, o Sindipetro-NF foi atingido diretamente por um destes guardas da esquina, ao ver um dos seus diretores, Cláudio Nunes, ser detido de modo insano e truculento na terça, 9, em Brasília — quando também foi detido o diretor do Sindipetro Unificado de São Paulo, Gustavo Marsaioli —, quando apenas aguardavam em uma fila para entrar no Congresso.
O companheiro Nunes foi derrubado, algemado, arrastado à força, sob acusação de desacato e resistência à prisão. O que os policiais chamaram de desacato e resistência à prisão é tão somente o direito humano básico de se insurgir contra a privação de liberdade Se cada brasileiro não perceber que o arbítrio ronda a sua porta, teremos as condições para que se implantem anos de terror de estado no Brasil. Cada atentado à liberdade de expressão e de manifestação política é um atentado a todos nós. Resistiremos.
Fascistas não passarão.

 

Espaço aberto

Falsa ilusão II

*Leonardo Ferreira

No texto passado debatemos sobre o dilema que envolve a entrega do Pré-Sal e a queda da lei da partilha através do PL 4567/2016.
Tal movimento, alardeado como benéfico pra criação de empregos, não passa de um tiro no pé da classe trabalhadora. Primeiro que através da partilha, partes maiores dos lucros de exploração vão direto para saúde e educação. Isso representa o inicio da independência da classe trabalhadora, que hoje tem seus ACT's poluídos, dentre outros, com auxílios educação e planos de saúde, pontos que são dever e obrigação do Estado, segundo a CF de 88.
Cabe ressaltar aos mais afoitos que não somos contra essas conquistas da categoria, que o Sindipetro-NF tem encampado em suas lutas. Hoje elas são um mal necessário, mas o que propõe o sistema de partilha do Pré-Sal é justamente a quebra desses grilhões para que possamos avançar cada vez mais em pontos mais importantes como ganho real no salario.
Segundo que está claro pra nós que todas as outras empresas que cobiçam o Pré-Sal tem um único objetivo: Aumentar o lucro, explorando o trabalhador (Mais-Valia).
No caso de Carcará, entregue por menos da metade do valor a StatOil, podemos afirmar que em curto prazo não irá gerar novos empregos na região. Com o preço do barril instável, a tendência é que a produção seja a conta-gotas, aguardando uma super-alta do barril. Não podemos nos esquecer que a doutrina do deus-mercado diz que quanto menos óleo produzido maior é a tendência de alta do seu preço. Mais um reforço de que nesse jogo só existe uma preocupação: Lucro!
Continuaremos esse importante debate na próxima edição
*Coordenador do Departamento do Setor Privado e Petroleiro da Petrobrás, na Bacia de Campos.

 

Baker/BJ: NF cobra por negociação

Com data base em maio, trabalhadores aguardam empresa fechar calendário com sindicato. NF já propôs quatro datas, mas até o fechamento dessa edição não havia resposta

O Sindipetro-NF e demais Sindicatos ligados à FUP aguardam uma resposta Baker/BJ para a realização da primeira reunião sobre o ACT 2016/2017. A data base dos trabalhadores é maio.
No dia 26 de julho a proposta foi enviada e na mesma data o movimento sindical propôs três datas para realização da primeira rodada de negociação. Na semana passda o NF e a FUP sugeriram outras datas de 16, 17, 23 e 24 de agosto, mas até o fechamento dessa edição a empresa não havia se posicionado.
"Esperamos que o mais rápido possível a Baker/BJ entre em contato com o movimento sindical para que possamos agendar essa primeira rodada de negociações", afirmou o Coordenador do Setor Privado, Leonardo Ferreira.
Entre as principais propostas por parte dos trabalhadores estão:
- ICV Dieese acrescido de 5% de ganho real.
- Ticket Refeição de R$ 35,00 por dia.
- Ticket Alimentação de R$ 770,00.
- Cesta de Natal de R$ 500,00.
- Vale combustível de R$ 350,00.
"É importante que nesse momento a categoria se mantenha mobilizada e em contato contínuo com a direção do NF. Estamos ainda passando por uma conjuntura adversa e só com muita luta nós iremos ter avanços e principalmente manter os direitos conquistados nos últimos anos, onde tivemos ganho real e a retirada de itens inexequíveis a clausula e PLR. Quem luta conquista", concluiu Ferreira.

 

Em defesa do pré-sal

Sindicalistas presos por defender petróleo

Na manhã da terça, 9, diretores do Sindipetro-NF, sindicatos petroleiros, FUP e militantes de base realizaram um ato para esclarecer a população sobre a tentativa de entrega do pré sal. Munidos de faixas e cartazes fizeram um movimento pacífico no Aeroporto de Brasília.
Em seguida se dirigiram para a Câmara dos Deputados com o objetivo de participar da Audiência Pública na Comissão Geral que discutiu o projeto que retira da Petrobrás a obrigatoriedade de ter participação mínima de 30% da exploração dos poços do pré-sal. Para o Sindipetro-NF, a FUP e demais sindicatos petroleiros, trata-se, na prática, de entregar o pré-sal às multinacionais.
Durante a tentativa de participação na Audiência, os dirigentes sindicais Claudio Nunes, do Sindipetro-NF, e Gustavo Marsaioli, do Sindipetro Unificado de São Paulo, foram presos. Segundo o Coordenador do Sindipetro-NF, Marcos Breda, a polícia Militar agiu de forma truculenta, sem motivo algum. Os dois foram levados para a Coordenação de Polícia Judiciária, em razão da prisão ter ocorrido na entrada da Câmara dos Deputados.
Imagens divulgadas pela Mídia Ninja e por militantes sindicais comprovaram a truculência da polícia. Os sindicalistas permaneceram algemados das 10h às 14h foi preciso que os demais dirigentes realizassem protesto no plenário da Câmara para que Nunes e Marsaioli fossem soltos.
Somente após os dirigentes e militantes da FUP e dos movimentos sociais ocuparem por mais de três horas o plenário da Câmara, eles foram liberados.

Tensão dentro do Plenário
A Comissão Geral foi realizada em um clima de muita tensão e resistência, com participação dos petroleiros da FUP e da FNP, representantes da Aepet, do Clube de Engenharia, profissionais da educação e dirigentes da CNTE e da Andes, militantes e dirigentes da Frente Brasil Popular e do MAB, entre outras organizações populares.
Os diretores do Sindipetro-NF e da FUP permaneceram em Brasília na semana passada para pressionar os deputados e coletar assinaturas em favor da realização de um plebiscito popular sobre o destino do pré-sal.

 

Weir-Spm

Atraso por reformulação

A proposta de pauta de reivindicações dos trabalhadores da Weir-SPM foi enviada no dia 5 de agosto. A empresa alega que está passando por reformulação na sua base de Macaé por isso ainda não apresentou resposta.
A diretoria do Sindipetro-NF aguarda o agendamento da primeira rodada de negociações.
Segundo Leonardo Ferreira, a expectativa é que a reunião aconteça ainda no mês de agosto e que traga bons resultados.


Campeonado de Futsal

Primeira rodada vai até dia 17

A abertura do 12º Torneio de Futsal aconteceu na noite de terca-feira, 9, foi marcada por discursos em defesa da democracia. Os diretores presentes Wilson Reis, Sergio Borges e Marcelo Nunes falaram sobre a história do torneio e do reconhecimento da dificuldade do trabalhador do setor privado, principalmente, participar das lutas diárias e de eventos desse tipo.
"O setor privado, no ano de 2015, teve 993 demissões de trabalhadores de empresas representadas pelo sindicato, só em 2016 de janeiro a junho o número chega a cerca de 1200 trabalhadores. Essa ameaça de demissão constante tem deixado os petroleiros do setor reticentes em relação às suas lutas" - reconheceu o diretor Marcelo Nunes.
Wilson Reis comentou que a organização do campeonato esse ano também deve ser vista como um exercício de resistência, diante dos problemas políticos e econômicos que o país está passando. Ele informou que os trabalhadores demitidos de suas empresas, que já estavam inscritos no campeonato, tiveram garantida a participação.
A luta diária dos trabalhadores também foi comentada pelo diretor Sergio Borges, que fez questão de apresentar a Frente Brasil Popular e sua atuação na região para os cerca de 80 pessoas presentes, entre jogadores e público.
O resultado do jogo de abertura entre os times CABP e União da Produção, foi de 3 a 1, respectivamente. Em seguida o time do Sindipetro-NF perdeu para o Albacora por 7 a 0.
No dia 11, o time da Expro venceu por 4 a 2 a equipe dos Guerreiros de Imbetiba. O atual campeão Submarino venceu Cartoleiros por 4 a 1.

 

Expro

Negociação em atraso

Os trabalhadores da Expro também estão em Campanha Salarial. A pauta foi encaminhada no dia 5 de julho e agora o Sindipetro-NF aguarda que a empresa encaminhe uma ata para que uma nova reunião aconteça.
Com data base em maio, os trabalhadores reivindicam o pagamento do ICV Dieese mais 5% de ganho real; Ticket Refeição de R$ 35,00, Ticket Alimentação mensal de R$ 550,00 e auxílio creche de R$ 350,00.
“Já se passaram dois meses e meio do início da Campanha e até o momento não conseguimos nos reunir para debater a proposta. No ano passado, o Acordo só foi fechado em dezembro. Nossa expectativa é que isso não aconteça e que o processo negocial comece o mais breve possível” - comenta o Coordenador do Setor, Leonardo Ferreira.


Jurídico

Assédio moral

Marco Aurélio Parodi**


Infelizmente na Indústria do Petróleo, assim como em outras diversas atividades laborais, muitos trabalhadores são constantemente expostos a situações humilhantes, constrangedoras, prolongadas e repetitivas no ambiente de trabalho.
Sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias entre o patronato e os trabalhadores, as condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando o dia a dia do obreiro no seu ambiente de trabalho , forçando muitos trabalhadores desistir do emprego.
O assédio pode assumir tanto a forma de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações públicas) quanto indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social).
O assedio moral caracteriza-se pela pressão constante praticadas pelos patrões e seus representantes , para fazer o empregado a pedir demissão, desestabilização emocional e profissional do indivíduo,, provocar a remoção ou transferência para outro local de trabalho além de fazer com que o indivíduo se sujeite passivamente a determinadas condições de humilhação e constrangimento, a más condições de trabalho e outras situações que muitas vezes pode ser por vícios de conduta e caráter dos patrões, visando, entre outros motivos, aumentar a produtividade das suas atividades e a redução de custos principalmente no momento econômico e político que vivemos, aumentando os seus lucros ou anemizando seus prejuízos financeiros.
Segundo vários especialistas sobre o tema, o assedio moral é identificado pela humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida dos empregados ou subordinados de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
Então petroleiro fique atento, condutas com ou sem explicação visando fragilizar, humilhar, ridicularizar ou menosprezar em frente aos seus pares ou individualmente, com o escopo de provocar a desestabilização emocional de forma prolongada ou continua caracteriza o assedio moral, cada vez mais percebido na indústria do petróleo assim como outros ramos e atividades laborais do nosso país.
A direção do Sindipetro-NF e sua assessoria jurídica estão atentos e a disposição da categoria para combater esse mal cada vez mais presentes em épocas de crise e durante o dia a dia dos petroleiros.
Saudações Sindicais,

* Assessor Jurídico do Sindipetro-NF

 

Curtas

Mesa limpa
Os trabalhadores do PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Osvaldo de Oliveira assinaram nesta semana um contrato com a prefeitura de Macaé para fornecimento de alimentos para a merenda escolar. A partir de novembro de 2016 serão fornecidos mensalmente 600 kg de feijão e 200 kg de batata doce. Em 2017, além desses alimentos também serão fornecidos 400 kg de abóbora, 100 kg de quiabo e 3.800 kg de aipim.

Espaço aberto
A coluna Espaço aberto, publicada na página 2 deste boletim, tem debatido a necessidade de criação de novos postos de trabalho na região Norte Fluminense. Este assunto vem sendo mal utilizado por aqueles que querem romper com o sistema de partilha, com o intuito de enganar a classe trabalhadora.

Perbras
O Sindipetro-NF orienta aos trabalhadores da Perbras que não receberam as verbas rescisórias até agora, que procurem o Jurídico do sindicato. O departamento do Setor Privado continua recebendo denúncias que a Perbras está pagando errado o reajuste, menor que os 7% pactuado e também não está quitando as diferenças e retroativos do ACT 2015/2016 para alguns trabalhadores.

Campanhas
O sindicato está montando a pauta de negociação das empresas com data base em setembro. Halliburton, Cetco, Frank's, Superior, PWR e Perbras. Nessa etapa os trabalhadores devem contribuir encaminhando suas propostas para a pauta de reivindicações para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Esse documento que servirá de base para as negociações entre sindicato e empresas.

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