Gerência de PRA-1 tenta impedir contato entre o sindicato e os trabalhadores

Terça, 09 Janeiro 2018 17:09

A gerência da PRA-1 tentou, de forma totalmente arbitrária, impedir o contato entre o Sindipetro-NF com os trabalhadores na plataforma. Esse tipo de ação é totalmente inaceitável para o NF e pode gerar sérios prejuízos a segurança do trabalhador.

De acordo com o diretor Alexandre Vieira, assim que ele chegou à plataforma solicitou a ida as áreas com pendência na ATA de CIPA. Inicialmente o gerente da unidade informou que não poderia permitir, devido a uma orientação da gerencia da base. Após a informação veemente que isto configura prática anti-sindical foi feito um novo contato com a gerencia de base, que permitiu o acesso a área.

Contudo, em outras praticas a gerencia não recuou e continuou com a proibição de reunião entre o sindicato e trabalhadores a bordo da unidade. Inclusive o Geplat da unidade escoltou o representante sindical até a base da GANGWAY da UMS-Carapebus solicitando que o mesmo somente retornasse para a reunião no dia seguinte.

Como se não bastasse tamanhos absurdos contra a classe, o diretor também foi impedido de falar sobre a influência das práticas anti-sindicais na segurança da unidade para que a informação fosse incluída na ATA de CIPA. Essa atitude descumpre a NR-5,  no disposto 5.28.1 que diz que "não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação, será instalado processo de votação, registrando-se a ocorrência na ata da reunião".

Mesmo com tais atitudes da gerência, alguns trabalhadores conseguiram contato com a representação sindical e passaram algumas informações de segurança que necessitavam constar na CIPA. O que reforça, que essa situação, causou prejuízos a segurança da unidade e dos trabalhadores a bordo. Já que quando o trabalhador não se sente a vontade e seguro, ele se cala. O Sindipetro-NF destaca que a participação do sindicato nas reuniões de CIPA é um direito adquirido pelos trabalhadores e trabalhadoras. Inclusive, uma das lutas da categoria foi manter tal direito, dentro das clausulas do ACT recém assinado.

O Sindicato reforça ainda que esse tipo de atitude além de ser anti-sindical, também fere os direitos e liberdades fundamentais presentes no Art 5º da Constituição Federal de 1988. Configurando-se ato inconstitucional. 

Por fim, esperamos que a gestão de SMS da Petrobras corrija esse equívoco e entenda que ouvir as demandas de segurança dos trabalhadores é uma benéfico para a empresa. Pois quando a relação entre empregados e empresa é conturbada tanto a empresa quanto os trabalhadores são prejudicados.

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