Dinheiro que falta para pagar servidor é usado para comprar parlamentar, afirma presidente da CUT-RJ

Sábado, 15 Julho 2017 12:16

 

O presidente estadual da CUT, Marcelo Rodrigues, está em Campos dos Goytacazes, nesta manhã, na sede do Sindipetro-NF, para participar de plenária regional da CUT-RJ, preparatória para congressos extraordinários da Central. Antes do evento, ele conversou com a Imprensa do NF para destacar os pontos em discussão com os representantes dos movimentos sindical e social. O sindicalista afirma que só a pressão popular poderá reverter o cenário de golpes contra os trabalhadores, lembrando que uma maioria parlamentar está sendo comprada no Congresso Nacional com o dinheiro "que está faltando no estado do Rio de Janeiro para pagar servidor". Confira:

 

Imprensa do NF - Como estão as atividades das atividades regionais?

Marcelo Rodrigues - Aqui em Campos nós estamos realizando a terceira plenária regional, preparatória para plenária estadual da CUT e preparatória para a plenária nacional. Isso para nós é um  momento fundamental, é um momento para atualizar a conjuntura, da gente olhar para tudo o que está acontecendo e nos preparar para estes novos tempos, nos preparar sobretudo para a disputa que vem por aí. 2018 vem a todo vapor. Se nós não conseguirmos as diretas nós estamos prontos para as eleições de 2018.

 

Imprensa do NF - Qual a perspectiva de reversão de todos estes ataques que estão sendo feito aos direitos dos trabalhadores?

Marcelo Rodrigues - Temos que trabalhar com todos os cenários. Para reverter isso é povo na rua e pressão. Os parlamentares começam a ficar mais sensíveis à pressão popular à medida que vai chegando o ano eleitoral. Então é aumentar a pressão. A gente viu esses dias uma deputada que houve um protesto muito forte na porte do casamento dela. Isso já gerou uma repercussão muito grande. O momento é esse mesmo. Não adianta. Golpista não vai ter descanso nem por um minuto.

 

Imprensa do NF - Como enfrentar essa maioria que o Temer tem no Congresso?

Marcelo Rodrigues - Só com pressão. Essa maioria é feita a partir de cargos, de emendas. O dinheiro que está faltando para muita coisa, que está faltando no estado do Rio de Janeiro para pagar servidor, em que a União poderia ter tido uma outra relação com o estado, está sendo liberado em emenda para comprar parlamentar. Brasília virou um balcão de negócios. Os trabalhadores estão sendo vendidos e o Temer bota preço nos trabalhadores.

 

Imprensa do NF - Quais são os principais temas discutidos nessa plenária?

Marcelo Rodrigues - Vamos discutir é essa conjuntura. Hoje em dia não tem muito como fugir disso. Tem que discutir essa conjuntura e o que fazer com essa conjuntura. Quais são as perspectivas para os trabalhadores e trabalhadoras. É uma plenária de mobilização. Todas as nossas atividades fora da CUT tem como palavra de ordem a mobilização.

 

Imprensa do NF - E essa mobilização tem conseguido chegar à população, ultrapassando àqueles que já são mais engajados nos movimentos?

Marcelo Rodrigues - Sem dúvida. Prova disso é a unidade das centrais. Temos todas as centrais sindicais trabalhando em unidade. Até muitas vezes a Força Sindical, rompendo muitas vezes com o Paulinho, indo contra orientação do Paulinho, e fazendo movimentação de rua, deixando de lado as diferenças e fazendo mobilização unitária. Nossa unidade tem que ser na ação, e nós vamos ampliar isso. Quando você tem uma unidade grande no campo da esquerda você amplia isso para toda a população.

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