Após um dia de contatos intens os com a categoria nas bases e aeroportos e de adesões ao movimento iminente de greve, a diretoria do Sindipetro-NF voltou a participar, no final da noite de ontém,23, de uma transmissão ao vivo pela Facebook, site da entidade e da rádio para interagir com os trabalhadores e dar orientações sobre a greve.

     A entidade reforça o chamado para que todos permaneçam atentos aos informes sindicais por meio dos seus canais oficiais. O sindicato segue monitorando os passos da Petrobrás, com informações da categoria sobre o embarque dos pelegos das equipes de contingência, para decidir o momento exato do início da paralisação.

    A orientação geral é de manutenção de muita unidade, serenidade e firmeza, em sintonia fina com o sindicato. Quem tem razões para estar apreensivos são os gestores da companhia, não os trabalhadores.

     Os diretores do NF também lembraram a importância de ampliar a adesão ao indicativo de paralisação, que já está bastante forte e pode ficar ainda mais robusto, com a demonstração de grande disposição de luta da categoria. Na quarta, 22, as plataformas P-40 e P-43 enviaram atas com adesões ao movimento.
     

     O sindicato também esclareceu as dúvidas dos petroleiros sobre a tentativa da Petrobrás em envolver o TST nas negociações. O NF considera pertinente o entendimento da FUP de que, neste momento, não é possível confiar em uma moderação do TST, e que este movimento da companhia é apenas uma forma de buscar levar o jogo para o campo dela.
     

     A Federação e os sindicatos cobram da empresa é respeito aos trabalhadores, que só chegaram a adotar a medida extrema de aprovar uma greve em razão do comportamento da gestão da companhia nas negociações. Os trabalhadores não aceitam o descumprimento de acordo, o rebaixamento de salários e a continuidade dessa política de desmonte privatizante e entreguista.

Plataforma_P-52_FUP

Blog O Cafezinho - Na "guerra" entre governo e organizações sindicais pela aprovação de medidas que retiram direitos dos trabalhadores, como, por exemplo, a mini reforma trabalhista, a FUP declarou seu posicionamento e prometeu fazer "jogo duro" nas negociações. Em publicada no site dos petroleiros, a categoria afirma: "Em jogo que vale "gol de mão", a FUP não entra!".

Na FUP

FUP não irá ao TST

Às 7h da manhã de hoje a Petrobrás anunciou que na quinta-feira, 22, protocolou um "pedido de mediação" no Tribunal Superior do Trabalho.

O Pedro, Parente de FHC, tenta se explicar. Alega ser uma tentativa de continuar as negociações, com a intermediação do presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho.

O que ocorreria se a FUP aceitasse essa "mediação"?

Independentemente de filiação partidária, Pedrinho é quadro orgânico do PSDB.

E o ministro Ives também.

A tentativa de chamar a FUP à mediação vem no momento em que o golpista Temer anuncia o maior assalto aos direitos trabalhistas, desde 1967.

Assalto centrado na proposta de fazer prevalecer o resultado de qualquer negociação sobre a lei. Proposta esta que tem como autor intelectual o ministro Ives.

Não por acaso, o golpista Temer cogita chamar o Parente de FHC para cargo chave no Planalto. E, não por acaso, o ministro Ives correu aos jornais para elogiar o assalto, e o golpista Temer.

Trata-se de um jogo combinado. A FUP iria para ouvir a ameaça de um dissídio coletivo. Algo como o que o ministro Ives já anunciou no dissídio da RMNR, que aguarda julgamento para Fevereiro: "Vocês estão ganhando, mas podem perder aos 48 do 2° tempo, com um gol de mão".

Jogo combinado, preparado, pronto para ser encenado. Em jogo que vale "gol de mão", a FUP não entra!

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A diretoria do Sindipetro-NF realizará mais uma transmissão ao vivo nesta sexta, 23, às 23h pela sua página oficial no facebook, site da entidade e pela Rádio NF (www.radionf.org.br). Durante a transmissão os diretores repassarão à categoria as definições sobre a greve que pode ser deflagrada a qualquer momento a partir de hoje, 23.

A transmissão de quinta, 22, atingiu mais de 11 mil pessoas de todo país e teve grande participação da categoria petroleira na página do facebook. Essa participação é fundamental para que não fiquem dúvidas em relação ao movimento e deve continuar hoje.

No dia 20 de dezembro, às 14h, o Sindipetro-NF esteve reunido com representantes da CETCO para debater o Acordo Coletivo dos trabalhadores. Essa foi a segunda mesa de negociação realizada. A data base dos trabalhadores é setembro e o índice de reajuste para o período é 8,57% segundo ICV do Dieese.

Uma próxima negociação será agendada em janeiro. "Nós estamos trabalhando de forma vigorosa no intuito de que não haja perdas salariais e nem de direitos para os trabalhadores" - afirma o diretor do Sindipetro-NF, Antônio Carlos Bahia.

Imprensa da FUP

Rio Grande do Norte

Depois de realizadas 14 sessões deliberativas, nas principais bases administrativas e operacionais, a categoria petroleira norte-rio-grandense decidiu dar um sonoro “NÃO” à quarta contraproposta de Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho - ACT 2015/2017 apresentada pela Petrobrás. E, atendendo à indicação do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros - FUP, os trabalhadores e trabalhadoras participantes também aprovaram a realização de paralisações, a partir da zero hora desta sexta-feira, 23 de dezembro.

O resultado das votações demonstra o grau de insatisfação da categoria petroleira. Submetida à apreciação de centenas de trabalhadores e trabalhadoras, a última contraproposta apresentada pela Petrobrás foi rejeitada por 95,4% dos consultados, com 2,7% de abstenções e míseros 1,9% de aceitação. Já, o indicativo de paralisação obteve a aprovação de 78,3%, com 10,2% de votos contrários e 11,5% de abstenções.

Norte Fluminense

Os trabalhadores rejeitaram a proposta de Termo Aditivo ao ACT e aprovaram a greve.Na região, as assembleias foram realizadas da sexta, 16, à quarta, 21. Trinta e oito plataformas, o Terminal de Cabiúnas e as bases administrativas avaliaram os indicativos. Votaram a favor da rejeição da proposta 1416 trabalhadores, contra 531 e 36 abstenções. Aprovaram a greve 895 trabalhadores, contra 842 e 181 abstenções, mesmo com a presença de gestores nas assembleias que buscou coagir os trabalhadores a votarem contra os indicativos do sindicato e, em algumas bases, esse movimento antissindical da empresa influenciou o resultado.

A proposta foi rejeitada porque a Petrobrás insiste pautar a redução de jornada com redução de salário, mas que para a FUP deve ser tratada na Comissão de Regime de Trabalho, assim como a redução do número de horas extras realizado na companhia. Outro ponto é o descumprimento do termo aditivo do ACT 2015/2017, com uma proposta onde não há nenhuma resolução sobre o ATS da Fafen, o que os petroleiros não concordam, pois acordo assinado é para ser cumprido.

Para os petroleiros do Norte Fluminense, as mobilizações indicadas também terão o caráter de protestar contra a venda de ativos e as privatizações.

Caxias

Depois de 6 dias seguidos e 19 assembleias realizadas em todas as bases do Sindipetro Caxias, mais uma vez a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo foi rejeitada pela categoria. 

Seguindo o encaminhamento do Conselho Deliberativo da FUP que aconteceu na terça-feira, 13 de dezembro, as assembleias aconteceram entre os dias 16 a 21 de dezembro na REDUC, UTE-GLB, TECAM e ECOMP/Arapeí. 

Também foram aprovados, em votação separada, o indicativo da FUP de paralisação a partir do dia 23 de dezembro. 

83,79% Rejeitaram a proposta da Petrobrás

65,14% Aprovam as paralisações a partir do dia 23/12/2016

Bahia

Os petroleiros da Bahia encerraram nesta quarta (21\12) o calendário de assembleias em todas as unidades do Sistema Petrobrás, reafirmando a rejeição à proposta da Petrobrás e aprovando paralisação a partir  do dia 23/12.  Em todas as unidades, a maioria da categoria não aceita assinar o termo aditivo do ACT, com reajuste inferior ao índice da inflação do período.

Os trabalhadores também se manifestaram contra a discussão de assuntos que não fazem parte do termo aditivo, como a redução da jornada de trabalho com redução salarial e perdas de direitos.

O resultado final confirma 934 votos a favor do indicativo da FUP de rejeição da proposta da empresa, 39 contra e 35 abstenções. Com relação à paralisação a partir do dia 23/12, votaram a favor 670 trabalhadores, 154 contra e 90 abstenções.

Paraná e Santa Catarina

Encerrou a série de 19 assembleias realizadas nas unidades do Sistema Petrobrás nos estados do Paraná e Santa Catarina. Mesmo com os apelos da direção da empresa e o assédio dos gestores locais, a proposta da Petrobrás foi amplamente rechaçada, com 397 votos pela aprovação do indicativo de rejeição da FUP e sindicatos. Foram registrados apenas 15 votos contrários ao indicativo e 27 abstenções.

O segundo ponto de pauta das assembleias, paralisações a qualquer momento a partir do dia 23, também foi aprovado por expressiva maioria: 345 favoráveis, 38 contrários e 57 abstenções. No total, 439 petroleiros participaram das assembleias.

Com esses resultados, as assembleias reafirmam a resistência da categoria petroleira frente aos desmandos dessa gestão ilegítima da estatal, cujas ações se resumem a arrochar salários, retirar direitos e vender importantes ativos, ou seja, tenta destruir a Petrobrás, empresa que é patrimônio de todo o povo brasileiro.     

Unificado São Paulo

Resultado final dos votos validos: 81% rejeição da Proposta e 67% paralisações a partir de hoje.

Após meses de campanha e sucessivas rejeições das propostas apresentadas pela empresa, bateu o desespero na gestão da Petrobrás e vemos as práticas de manipulação à opinião dos trabalhadores chegar a um novo patamar. Como as cartinhas do Pedro já não fazem o mesmo efeito, inovaram mais uma vez. Além de usar os tais “cargos de confiança”, e representante no CA, agora obrigam os trabalhadores terceirizados a disseminar, por meio da panfletagem de um material mentiroso, a visão de uma gestão privatistas da empresa. 

Realizamos assembleias e setoriais a cada etapa da campanha. Enquanto a empresa usa gerentes e panfletos frios, nós dialogamos diretamente com os trabalhadores e decidimos coletivamente cada passo. Mais uma vez a gestão dá um tiro no pé e demonstra a pressa para fechar um termo aditivo ao ACT com itens que não estão completamente esclarecidos. 

As ameaças sobre nossos direitos são a porta de entrada da privatização da empresa, que, se ocorrer, vai gerar milhares de demissões, perda irreversível de direitos e entrega de nossa principal riqueza à iniciativa privada internacional.

 

 

 

 

 

Desde março deste ano, meses após o Terminal de Cabiúnas começar a receber gás oriundo do pré-sal, trabalhadores tem denunciado casos de intoxicação. Inicialmente os casos denunciados aconteceram  na área de Processamento de Gás 2, parque de tanques C5 e dentro do laborátório.  Os trabalhadores  terceirizados  que trabalham em áreas próximas também apresentaram relatos de intoxicação e o grupo da manutenção próximo à Process 6-2 (área que recebe o gás do pré-sal).

Os sintomas observados são desmaios, mal estar e tontura.  E nas últimas semanas  três trabalhadores  relataram esses problemas.

Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) tem atuado e o sindicato vem cobrando as avaliações ocupacionais e ambientais, como corrente líquida, para poder verificar o que está acontecendo de fato.

"Na última reunião de Cipa, o NF orientou para a realização de uma reunião extraordinária para que o caso seja registrado em ata e sirva para uma posterior denúncia ao Ministério do Trabalho, caso seja necessário" - afirma Nunes.

Ele conta que na semana passada saiu o resultado das avaliações ambientais que mostram que alguns produtos estão três vezes acima dos níveis "aceitáveis" da tabela FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos), que é um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725.

A reunião extraordinária foi agendada para o dia 21 de dezembro, mas a empresa cancelou e adiou para o dia 28 próximo, alegando como motivação a ameaça de greve no NF. Para Cláudio esse adiamento descumpre a norma regulamentadora e demonstra o pouco caso da gestão com a saúde de seus trabalhadores.

" Entendemos que os trabalhadores não podem ficar expostos à uma situação insalubre. A empresa precisa apresentar medidas mitigadoras e tirar os trabalhadores daquela situação de risco, pois não se deve aguardar uma lesão grave ou morte por causa por exemplo, de queda na área operacional por causa de tontura, provocado por intoxicação." - conclui Nunes.

A greve dos petroleiros foi iniciada à zero desta sexta-feira (23) e mobiliza a categoria em diversas unidades do Sistema Petrobrás no país. A estratégia aprovada nas assembleias são paralisações a qualquer momento a partir de hoje.

 No Paraná, o movimento atingiu a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), ambas em Araucária; a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; e o Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar). Na Repar, Fafen-PR e Tepar houve corte de rendição do turno de revezamento ininterrupto à zero hora. Já na SIX foi realizado atraso na entrada do expediente.

A categoria protesta contra a proposta da direção ilegítima da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017. Neste ano deveriam estar em negociação apenas cláusulas econômicas, mas a empresa insiste em querer impor a redução da jornada com diminuição de salários para o regime administrativo dos trabalhadores com horário flexível.

Outro entrave crucial nas negociações é o não-cumprimento do acordo do Adicional por Tempo de Serviço (ATS) na Fafen-PR, firmado ainda em novembro do ano passado.

 Os petroleiros também demonstram revolta com a gestão da direção da empresa, cujas ações se resumem a arrochar salários, retirar direitos e vender importantes ativos, ou seja, tenta destruir a Petrobrás, empresa que é patrimônio de todo o povo brasileiro.     

O Sindipetro-NF recebeu nesta manhã duas atas de assembleias em plataformas com adesões ao indicativo de greve, a qualquer momento, a partir de hoje. As unidades P-40 e P-43 são as que agora também fazem parte do movimento iminente. A primeira não havia feito assembleia no prazo fixado até a última quarta-feira. A segunda havia feito, mas inicialmente com rejeição à paralisação. 

O sindicato continua a estimular a adesão das bases e unidades marítimas ao indicativo de paralisação, que pode começar a qualquer momento. Hoje à noite, às 23h, será feita uma nova transmissão ao vivo, no perfil do Facebook do sindicato, com interação e orientações para a categoria.

Após o final do prazo de assembleias para avaliar os indicativos de rejeição da proposta da Petrobrás e realização de paralisação a qualquer momento a partir de 23 de dezembro, o sindicato passa a considerar válidas apenas assembleias de adesão ao movimento que já está aprovado — evitando eventuais resultados contrários contaminados por equipes de contingência da empresa.

 

Nota da FUP - Às 7h da manhã de hoje a Petrobrás anunciou que na quinta, 22, protocolou um "pedido de mediação" no Tribunal Superior do Trabalho.

O Pedro, Parente de FHC, tenta se explicar. Alega ser uma tentativa de continuar as negociações, com a intermediação do presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho.

O que ocorreria se a FUP aceitasse essa "mediação"?

Independentemente de filiação partidária, Pedrinho é quadro orgânico do PSDB.

E o ministro Ives também.

A tentativa de chamar a FUP à mediação vem no momento em que o golpista Temer anuncia o maior assalto aos direitos trabalhistas, desde 1967.

Assalto centrado na proposta de fazer prevalecer o resultado de qualquer negociação sobre a lei. Proposta esta que tem como autor intelectual o ministro Ives.

Não por acaso, o golpista Temer cogita chamar o Parente de FHC para cargo chave no Planalto. E, não por acaso, o ministro Ives correu aos jornais para elogiar o assalto, e o golpista Temer.

Trata-se de um jogo combinado. A FUP iria para ouvir a ameaça de um dissídio coletivo. Algo como o que o ministro Ives já anunciou no dissídio da RMNR, que aguarda julgamento para Fevereiro: "Vocês estão ganhando, mas podem perder aos 48 do 2° tempo, com um gol de mão".

Jogo combinado, preparado, pronto para ser encenado. Em jogo que vale "gol de mão", a FUP não entra!

 

É greve a qualquer momento

Dezembro 23, 2016 05:07

Do Boletim Nascente - Desde a 0h de hoje a categoria petroleira da maioria das bases da FUP, entre elas a do Norte Fluminense, pode iniciar a qualquer momento uma paralisação. Os trabalhadores rejeitaram a mais recente proposta de Termo Aditivo ao ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e aprovaram a greve, que agora se torna iminente.

Na região, as assembleias foram realizadas da sexta, 16, à quarta, 21. Trinta e oito plataformas, o Terminal de Cabiúnas e as bases administrativas avaliaram os indicativos. Votaram a favor da rejeição da proposta 1416 trabalhadores, contra 531 e 36 abstenções. Aprovaram a greve 895 trabalhadores, contra 842 e 181 abstenções. Unidades que não realizaram assembleias, ou que fizeram mas rejeitaram, podem realizar assembleias de adesão ao movimento a qualquer instante, para se somarem à luta de todos. [Veja o resultado final das assembleias]

As votações foram marcadas por forte assédio dos gerentes, que se fossem coerentes agora acatariam o resultado da maioria e fariam a greve. A presença de gestores nas assembleias buscou coagir os trabalhadores a votarem contra os indicativos do sindicato e, em algumas bases, esse movimento antissindical da empresa influenciou o resultado. Mas, no somatório da região, esses assediadores foram derrotados pela maioria comprometida com a luta pelo ACT, pela Petrobrás e pelo País.

O movimento será deflagrado e a proposta foi rejeitada porque a Petrobrás insiste pautar a redução de jornada com redução de salário, mas que para a FUP deve ser tratada na Comissão de Regime de Trabalho, assim como a redução do número de horas extras realizado na companhia. Outro ponto é o descumprimento do termo aditivo do ACT 2015/2017, com uma proposta onde não há nenhuma resolução sobre o ATS da Fafen, o que os petroleiros não concordam, pois acordo assinado é para ser cumprido.

Para os petroleiros do Norte Fluminense, as mobilizações indicadas também terão o caráter de protestar contra a venda de ativos e as privatizações .

 

A reforma trabalhista anunciada nesta quinta-feira (22) pelo governo do ilegítimo e golpista Temer é ineficaz, inoportuna, autoritária e não resolve o problema do Brasil. É ineficaz por não enfrentar o principal problema do País, que é a estagnação econômica, a crise da indústria e o desemprego que atinge milhões de famílias.

É inoportuna porque está fora da realidade, foi elaborada às vésperas do Natal, o que demonstra a falta de compromisso dos golpistas com o povo, com a classe trabalhadora. É autoritária porque é unilateral, decidida sem amplo debate com as centrais sindicais e a sociedade.

A CUT não negociou esse pacote. Ao contrário do que disse o governo Temer, não é verdade que a CUT foi chamada em algum momento para negociar mudanças na legislação trabalhista.As questões referentes ao mercado de trabalho são extremamente importantes para serem discutidas e encaminhadas em formato de Medida Provisória.

Ao tomar essa decisão, o governo do golpista e ilegítimo Temer demonstra mais uma vez o desrespeito para com a representação e a negociação de temas extremamente importantes para toda a sociedade. O método só comprova o “modus operandi” de um governo ilegítimo, que não foi eleito e não tem preocupação com as relações sociais nem com a opinião da sociedade.

É um atentado à negociação. É um golpe à classe trabalhadora.

A CUT é contra toda e qualquer retirada de direito da classe trabalhadora e lutará para que isso não aconteça.

Nenhum direito a menos!

 

Central Única dos Trabalhadores

São Paulo, 22 de dezembro de 2016.

Quando, em 2013, o movimento estudantil em São Paulo reagiu a um reajuste de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus, houve quem tivesse desprezado o potencial das mobilizações por um motivo supostamente menor. Logo, então, espalhou-se nas redes sociais a campanha espontânea que explicou que não eram apenas vinte centavos, muito mais estava em jogo. E deu no que deu, uma das maiores ondas de protestos da história recente do País, que viria a ser desvirtuada em seguida pela apropriação que dela fizeram a direita e os grandes meios de comunicação.

Agora, entre os petroleiros, o raciocínio se aplica. Durante as assembleias desta semana surgiram questionamentos sobre as motivações para a paralisação chamada para ser realizada, a qualquer momento, a partir de hoje. Não é apenas por uma cláusula que a categoria vai cruzar os braços, mas contra todo um cenário de retrocessos que tendem a ser ainda maiores se os trabalhadores não demonstrarem disposição para resistir.

Uma das maiores greves da história da categoria petroleira, a de 1995, foi feita essencialmente em razão de o governo FHC não ter honrado um compromisso assumido pelo governo anterior com os petroleiros. O resultado daquele enfrentamento foi o de ter impedido que aquele ciclo neoliberal arrastasse a Petrobrás para o mesmo ralo privatizante que sugou outras grandes estatais, como a Companhia Vale do Rio Doce.

Agora, mesmo quando o clima em nossas famílias é de festas de fim de ano, é preciso manter elevada a temperatura no trabalho, visto que a gestão da Petrobrás e o governo também não arrefeceram os seus ímpetos entreguistas e de destruição de direitos dos trabalhadores.

Não tem trégua, não tem pausa, não tem Natal e nem Réveillon para quem insiste em destruir a Petrobrás e atacar a sua força de trabalho. Vamos para cima deles!

[Clique aqui para ler outros textos da edição dessa semana do boletim Nascente]

 

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