Da Imprensa da FUP - Falta pouco mais de uma semana para início da eleição dos petroleiros que irão representar os trabalhadores nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros. É importante que os participantes da ativa, aposentados e pensionistas comecem a se informar sobre os candidatos que disputam o pleito. A eleição será realizada entre 12 e 26 de junho, quando os trabalhadores escolherão uma dupla de titular e suplente para cada um dos Conselhos, com mandato de quatro anos.

Ao todo, seis chapas disputam a vaga do Conselho Deliberativo e outras três pleiteiam a cadeira do Conselho Fiscal. As duplas apoiadas pela FUP e por seus sindicatos, assim como pelo Conselho Nacional de Aposentados e Pensionistas, são a de número 47 - que disputa a vaga do Conselho Deliberativo, com os petroleiros Rafael Crespo (NF) e André Araújo (BA) - e a de número 51, que concorre ao Conselho Fiscal, com os petroleiros Arthur Ferrari (RJ) e Fernando Maia (RS).

Votação será via internet e através de ligação telefônica

Todos os participantes ativos e assistidos da Petros poderão votar pela internet, no Portal Petros, ou por telefone. Pelo portal, basta acessar a Área do Participante, com login e senha, clicar no banner das eleições e confirmar o voto, fornecendo CPF ou data de nascimento.

Quem preferir votar por telefone, será disponível ligação gratuita pela 0800 602 7550. O participante precisará de uma senha específica que será encaminhada pela Petros por e-mail ou pelos Correios para o endereço que consta em seu cadastro.

Somente poderá ser escolhida uma dupla para cada Conselho. Independentemente do número de planos em que o participante esteja inscrito, assim que o voto for confirmado, o sistema impedirá uma segunda tentativa.

O processo eleitoral será acompanhado e certificado por empresa especializada em segurança da informação. A apuração dos votos começará meia hora após o encerramento da votação e será acompanhada por fiscais indicados pelos candidatos. O resultado deve ser divulgado uma hora após o fim da votação.

 

Candidatos apoiados pela FUP

 

Conselho Deliberativo – dupla 47

 

Rafael Crespo, funcionário da Petrobrás lotado em Macaé desde 2006, sempre atuando na área de fiscalização e auditoria de contratos. Além de ter diversas especializações na área da previdência complementar, como governança corporativa, Comunicação, Investimentos e Gestão baseada em riscos, controles internos e auditoria, conta também com certificação pelo ICSS (Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social). Aos 30 anos de idade, traz em seu currículo ampla experiência em negociações corporativas, sempre atuando em defesa dos petroleiros, tanto dentro da corporação, quanto no âmbito institucional.

 

André Araújo, 40 anos, é bacharel em Direito, advogado inscrito na OAB-BA, pós-graduando em Direito Civil e atualmente cursando Ciências Sociais na UFBA. Ingressou na Petrobras em 2004 como Inspetor de Segurança Interna. Em 2011 iniciou seu primeiro mandato na direção do Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia, onde assumiu o Setor Jurídico e em seguida o Setor Financeiro. Participou do Curso de Previdência Complementar ministrado pela AEPET e tem buscado especialização na área de Direito Previdenciário objetivando melhorar a atuação em defesa dos direitos dos participantes da Petros.

 

Conselho Fiscal – dupla 51

 

Arthur Ferrari é Técnico de Suprimentos de Bens & Serviços Sênior da Petrobrás, onde está há 34 anos. Graduado em Administração de Empresas em 1996, tem também formações em Consultant Material Management SAP certificate ID1709905 2003, Pós-Graduação em Engenharia e Gestão de Processos de Negócios (UFRJ/COPPE2008), MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria (FGV/RJ, 2010). Na Petrobrás, já atuou como eletricista embarcado na UN-BC e TABG durante 10 anos e foi também consultor e coordenador de inúmeros projetos de implantação de sistemas integrados de negócio no Brasil e no exterior durante 22 anos. Tem 894 horas de docência na UP-RJ e PESA-AR. Orgulho de ser Petrobrás.

Maia é técnico em Química, formado na Escola Técnica Federal de Pelotas (RS) e Tecnólogo em Gestão Financeira e Extensão em Previdência Complementar, na Universidade Positivo – Curitiba/PR. Ingressou na Petrobrás em 1988, como Técnico de Operação. Foi representante eleito pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da Refap S.A. no período da reincorporação à Petrobrás, após a desastrosa política de privatização de FHC. Atualmente, é presidente do Sindipetro-RS, em seu terceiro mandato, tendo sido também Diretor Financeiro entre 2005 e 2008. É ainda diretor da FUP desde 2014.

 

O Departamento de Saúde do Sindipetro-NF tem recebido muitas reclamações, da categoria petroleira, sobre a AMS, a assistência médica da Petrobrás. Na maior parte do casos as queixas são sobre a demora para autorizar exames.

"São dificuldades para autorização de exames e cirurgias, com exigências para cotação de material levando tempo excessivo", explica a assistente social do Sindipetro-NF, Maria das Graças Alcântara.

Há reclamações também sobre a demora no trâmite para permanecer no plano após aposentadoria. "Há casos de se levar meses para regulamentar a nova condição do trabalhador para aposentado", afirma a assistente social. 

Os usuários enfrentam ainda problemas com pedidos de descredenciamento de clínicas, por falta de pagamento no repasse das faturas.

Mobilização contra precarização

Para o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, os problemas com a AMS são decorrência de uma estratégia de cortes de direitos. "Como na era FHC, eles vão precarizando o serviço até o ponto de cortá-lo, mas nós não vamos permitir isso. Vamos priorizar o tema nas comissões de RH e SMS, no Congrenf e nas mobilizações", afirma.

De acordo com o sindicalista, além de pautar o assunto nas reuniões com a empresa, é essencial associar problemas como o da AMS ao desmonte geral da Petrobrás e do Estado brasileiro. 

"Essa precarização se enfrenta é com mobilização, com as greves, com as ocupações. Enquanto não tirarmos esse governo golpista que está aí, os ataques aos trabalhadores vão continuar", defende o diretor.

[Foto: Reprodução de cartaz em uma clínica de Macaé, que avisa aos usuários o seu descredenciamento da AMS]

 

Do Nascente - A categoria petroleira na região têm assembleia na próxima quarta, 7, às 10h, na sede de Campos do Sindipetro-NF, para eleger delegados para dois grandes eventos de organização da classe trabalhadora: o Congresso Nacional da CNQ (Confederação Nacional do Ramo Químico), que será realizado entre os dias 12 e 14 de julho, e do Congresso Extraordinário da CUT, entre os dias 28 e 31 de agosto.

No evento da CNQ, serão tratados temas como conjuntura política e econômica, empregabilidade, jornada de trabalho, formação sindical, campanhas, mobilizações, entre outros. No Congresso da CUT, será discutida a conjuntura política do país e a organização da classe trabalhadora para enfrentar os cortes nos direitos trabalhistas.

Do Nascente - O Sindipetro-NF recebeu informações de que a Petrobrás quer desativar, ainda nesta semana, seus postos avançados de atendimento aos petroleiros no Norte Fluminense. A entidade é contrária à medida e vai mobilizar os trabalhadores contra a decisão unilateral da gestão da empresa.

Os postos avançados estão presentes em cidades como Campos dos Goytacazes e Cabo Frio e prestam diversos serviços administrativos aos trabalhadores, da ativa e aposentados, que precisam resolver pendências com a companhia, sem que necessitem fazer um deslocamento até à sede da empresa na região, em Macaé.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Rafael Crespo, a Petrobrás alega que os serviços prestados nos postos podem ser feitos pela internet, o que, para o sindicato, não é uma justificativa válida. “Temos muitos trabalhadores que preferem e precisam do atendimento pessoal. São vários os assuntos, ligados a recursos humanos e AMS, por exemplo, que exigem um atendimento presencial”.

Para o sindicalista, a desativação dos postos seria “mais um ataque da gestão da empresa contra os direitos da categoria petroleira”.

 

O que há em comum entre os grandes e recentes protestos pelas Diretas Já, em Brasília e no Rio? Sim, isso mesmo, ambos foram convocados por militantes sociais e sindicais, reunidos na Frente Brasil Popular e na Frende do Povo Sem Medo, com adesão tanto de atores políticos experientes quanto de cidadãos que não chegam a ter uma militância diária, mas se sentem impelidos a atuar em um momento grave como este.

E o que estes dois protestos têm de diferente? Sim, também é possível que você tenha notado. No primeiro, de Brasília, dia 24, houve “cenas de vandalismo” e o uso farto, pela imprensa, do “a polícia dispersou a manifestação”. No segundo, do Rio, dia 28, não houve isso. Será que foi por não haver “vândalos”? Ou foi por não haver polícia?

Está evidente que, em algumas manifestações, os governos estão orientando as suas polícias a atuarem de modo a “quebrar o movimento”, criar uma ambiência tal de aparente descontrole que acabe por desencorajar quem está em casa a aderir também. Podem, para isso, tanto usar de reação desproporcional a eventuais agressões dos manifestantes quanto, o que é mais usual do que se imagina, plantar agentes provocadores em meio à multidão.

O que justifica o que aconteceu ao próprio coordenador do Sindipetro-NF, Marcos Breda, em Brasília? Ele foi ferido por uma bomba de efeito moral não por uma má sorte de ser atingido entre milhares por um petardo vindo do céu, mas por ser sido alvo direto, a queima roupa, de um policial com quem tentava dialogar, pedindo que não atirasse bombas em um local aonde havia pessoas sendo atendidas pelos bombeiros. 

Reprimir na base da porrada um protesto na zona sul do Rio, com atores e cantores famosos tanto no palco como no chão, seria um custo muito maior, que o governo do Rio decidiu não pagar. Daí que no caso do protesto fluminense o policiamento se ateve ao que deve ser: manter-se à margem, protegendo o cidadão que exerce o direito de protestar, sem atuar como agente político.

Mais de 60 anos após o golpe de 1964, ainda são profundas as raízes de uma formação militar da polícia que é treinada para odiar “os vermelhos”, não para amar a democracia.

 

[Nascente 994]

Nesta quinta-feira, 01, tem Face to Face na página do facebook do Sindipetro-NF. Desta vez o tema será "Vamos falar da Petros?" e será debatido pelos companheiros Rafael Crespo, André Araujo e Paulo César (PC). 

Contamos com a participação dos companheiros!

[CUT] A previsão de que o PLC 38/2017, que trata da Reforma Trabalhista, seja votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já na próxima semana motivou as centrais sindicais a intensificar, entre quinta-feira (01) e segunda-feira (05) os esforços para impedir esse que é o maior retrocesso na área dos direitos da classe trabalhadora desde a redemocratização.

Essa foi a avaliação dos senadores de oposição e dirigentes sindicais em reunião na tarde desta quarta-feira (31) com o líder do PMDB no Senado Renan Calheiros (PMDB/AL). A estratégia é mostrar aos parlamentares o descontentamento com as reformas e intensificar a mobilização social, com o povo na rua, para barrar a iniciativa do governo ilegítimo de Michel Temer.

O secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, reforçou que a maioria da população é absolutamente contra as reformas propostas de Temer e afirmou que a Central seguirá com as ações regionais para constranger os parlamentares a não votarem a matéria. “A CUT seguirá nas ruas e nos aeroportos para lembrar que quem vota nas reformas não volta ao Congresso Nacional”. Ele também defendeu que o presidente do Senado libere a entrada dos representantes de todas as centrais e movimentos nos dias de votação. “Tivemos que entrar com pedido de habeas corpus para que os dirigentes CUTistas pudessem ter acesso às comissões e aos parlamentares”, destacou o dirigente.

Para o senador Paulo Paim (PT/RS), a estratégia de cerco aos senadores e senadoras está funcionando, pois os parlamentares governistas “não estão tranquilos com a atual situação do país”. Ele disse que a pressão não pode parar pois a previsão de votar a matéria na CAE é no mesmo dia em que o TSE retomará o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dima-Temer. “Com esse adiamento de uma semana, a reforma deverá ser votada no plenário do Senado em meados de junho e até lá muita coisa ainda pode acontecer”, destacou o senador. Ele lembrou, ainda, que os senadores que aspiram uma candidatura aos governos estaduais e Presidência da República são os mais sensíveis a mudar de voto a favor da classe trabalhadora.

Renan Calheiros se comprometeu a encaminhar a demanda das centrais sindicais para que as regras de acesso a Casa sejam alteradas. Ele também falou que o caminho que está sendo desenhado pela maioria da bancada do PMDB poderá levar o Brasil a um colapso. “Nenhum país do mundo sai de uma crise agravando a recessão e sem fazer a economia crescer e reduzindo o poder de compra da população. Assim fica difícil sair dessa situação”. Participaram, ainda, os senadores Roberto Requião (PMDB/PR) e Hélio José (PMDB/DF).

Chega ao sétimo dia, a greve dos trabalhadores de WP da Halliburton. Nesta quinta-feira, 01, os diretores do Sindipetro-NF estiveram no aeroporto de Farol e Cabo Frio conscientizando os trabalhadores sobre a importância da mobilização.

A greve, que é legitima, tem como objetivo reivindicar o cumprimento de um acordo firmado em 2011, que garantiu, também através de um movimento grevista, o aumento do valor de bônus e a compra de dias de folgas suprimidas. Porém, desde abril do ano passado, a empresa decidiu, sem consultar aos trabalhadores, não cumprir mais este último item.

Ainda hoje, haverá uma nova rodada de negociação entre representantes do NF e da empresa. Na mesa realizada dia 25,a empresa solicitou um prazo de vinte e quatro horas para analisar as demandas informadas pelo sindicato, se comprometendo a trazer soluções, algo que foi registrado em ata, mas acabou não sendo cumprido pela empresa na reunião desta sexta, 26. 

Imprensa da CUT - Acordo adia votação da reforma trabalhista no CAE do Senado e presidente da CUT diz que Central vai pressionar ainda mais parlamentares para mudarem voto

Geraldo Magela - Agência SenadoSenador Paulo Paim (PT-RS) conversa com os senadores da oposição durante a reunião da CAE


Com receio de não conseguir o número de votos necessários para aprovar a Reforma Trabalhista, os senadores da base do ilegítimo Michel Temer (PMDB) aceitaram fazer um acordo com a oposição para adiar a votação do PLC 38/2017 (Projeto de Lei da Câmara) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A leitura do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável ao projeto, ficou para a próxima terça-feira (6).

Nas contas do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), com a mudança de três votos a classe trabalhadora conseguirá enterrar o desmonte de Temer.



O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirmou que a Central já orientou suas bases para que mapeie todos os senadores presentes na CAE e pressione ainda mais os parlamentares nos estados, nos aeroportos e em todos os espaços por onde eles circulam para fazê-los mudar os votos.

“Nossa pressão tem de ser constante e ainda maior porque temos de barrar esse projeto do ilegítimo e corrupto Temer, que deu um golpe para destruir as conquistas da classe trabalhadora”, apontou.

Para o dirigente, a reconquista da democracia se torna ainda mais importante porque qualquer governo eleito por vias indiretas prosseguirá com o ataque a direitos - o debate sobre votação indireta começou no inicio deste mês quando o empresário Joesly Batista, do grupo JBS/Friboi delatou o presidente e seu preposto, o deputado Rocha Loures, e ambos passaram a ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal.

“A agenda de reformas não é de governo, é de mercado, e qualquer governo indireto vai prosseguir com ela. Por isso, além de Fora Temer e suas reformas, agora reforçaremos nas ruas a luta pelas Diretas Já”, falou.

Em quem mirar 

Na avaliação do analista político e assessor legislativo do Diap Neuriberg Dias, as centrais devem focar a pressão em parlamentares do PSB, PSD e PMDB, que serão o fiel da balança, a partir dos votos já mapeados entre governo e oposição. 

“A reversão é possível, porque se o governo garantisse a aprovação já teria acelerado a votação. Tanto na comissão quanto no plenário, se passar, esses partidos é que vão dar a tendência de rejeição ou aprovação”, avaliou.

Na votação do parecer do relatório, semana passada, o resultado foi de 11 favoráveis e nove contra. Caso ocorra empate, quem decide é o presidente da CAE, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), favorável ao texto. Por isso a necessidade de mais três votos.

Jereissati foi responsável por uma decisão polêmica na semana passada, quando considerou lido o texto do projeto, sem que isso tivesse realmente acontecido, aproveitando-se de um momento de tensão e discussão entre os senadores.

Mais uma semana de luta

Na visão do membro suplente da CAE o senador Paulo Paim (PT-RS), a mobilização das centrais tem sido e será fundamental para fragilizar Temer e sua base.

“Hoje estamos taco a taco com os governistas por conta da crise. Amanhã teremos uma reunião às 15h com o Renan Calheiros (PMDB-AL) e pedimos a presença de um representante das centrais para nos ajudar a mapear votos e convencer outros parlamentares a votarem conosco. Acreditamos que há grandes chances de reverter”, falou.

Ainda segundo Neuriberg Dias, outro termômetro que demonstra a tendência de alteração do projeto é número de emendas. Atualmente são 242.

“Há divisão no Senado em relação ao assunto e o clima é de redução da amplitude da reforma, em todos os aspectos, desde a tentativa de minimizar o papel da Justiça do Trabalho, até o desejo de enfraquecer a organização sindical. É justamente o contrário da Câmara, onde atuaram para ampliar a reforma, porque os senadores entendem que os deputados foram longe demais e agora é necessário enxugar.”

A greve legítima dos trabalhadores de WP da Halliburton segue forte e chega ao seu sexto dia. Apesar dos movimentos da gestão da empresas para deslegitimar o movimento, a diretoria do Sindipetro-NF lembra que na semana passada, exatamente no dia 22 de maio foi encaminhado à Halliburton um comunicado de greve, que foi respondido no dia 24 com um ofício reconhecendo que o aviso cumpriu o prazo legal e chamando o sindicato para negociar. A negociação aconteceu no dia 25, mas não chegaram a nenhum consenso.  

"Ao contrário do que a empresa tem dito o movimento é para a retomada do pagamento das conquistas de 2011, que a Halliburton deixou de pagar de forma unilateral. Cabe avisar que o Acordo Nacional só será negociado após solução desse problema local" - explica o Coordenador do Setor Privado, Leonardo Ferreira. 

O movimento hoje

Nesta quarta, 31, diretores e trabalhadores estão realizando um movimento de convencimento da categoria sobre a importância da greve em todos os aeroportos. A polícia esteve no aeroporto de Cabo Frio, analisou o movimento como ordeiro e pacífico e se retirou do local.

No Farol de São Tomé, a segurança aérea em conivência com a segurança patrimonial tomaram a atitude ilegal de embarcar os trabalhadores da Halliburton por um portão sem detector de metais. A medida fere procedimentos da  Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicados no dia 18 de outubro de 2010 no Diário Oficial da União. 

" A diretoria do Sindipetro-NF vai denunciar a atitude à ANAC, pegar as imagens do pessoal entrando em local indevido e encaminhar ao órgão. É um absurdo a atitude da segurança aérea do aeroporto" - critica o diretor do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra 

Em matéria publicada nesta segunda-feira, 29, o jornal Estado de São Paulo traça um panorama do desmonte do setor naval. 

Principais trechos da reportagem:

Símbolo de um Brasil que tentou repetir o crescimento dos anos 70, o setor naval entrou em colapso. De um conjunto de 40 estaleiros instalados no País, 12 estão totalmente parados e o restante está operando bem abaixo da capacidade instalada. Sem encomendas, com o caixa debilitado e, em alguns casos, com sócios envolvidos na Operação Lava Jato, cinco desses estaleiros entraram em recuperação judicial ou extrajudicial. Dos tempos de euforia, sobraram uma dívida bilionária para pagar no mercado e quase 50 mil trabalhadores demitidos, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval).

(...) A euforia de investimentos em estaleiros começou no governo Lula, com a descoberta do Pré-Sal pela Petrobrás. A partir daí, começaram a pipocar projetos de novos estaleiros em todo o litoral brasileiro, uma grande notícia para o governo que queria gerar emprego e turbinar a economia. Para quem aceitasse o maior porcentual de conteúdo local nas embarcações, o governo se propunha a financiar até 90% do projeto. De 2007 para cá, algo em torno de R$ 45 bilhões foram desembolsados do Fundo de Marinha Mercante (FMM) por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e demais bancos públicos e privados para financiar o setor.

(...) Até 2014, a política do governo se mostrava positiva, apesar de alguns atrasos na entrega de projetos. A essa altura o setor empregava 82 mil pessoas e desenvolvia uma enorme cadeia produtiva. Mas, com a Operação Lava Jato, que atingiu em cheio a Petrobrás, queda no preço do petróleo e derrocada da Sete Brasil, empresa responsável pela contratação de navios para a estatal, a indústria naval brasileira desmoronou com uma sequência de cancelamentos de encomendas de embarcações. “Foi a tempestade perfeita”, diz André Carvalho, da Veirano Advogados.

 Leia a integra da matéria

 

 

Por Rodrigo Pimentel Ferreira Leão, economista que integra o Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas (GEEP) da FUP

Nos últimos anos, o Produto Interno Bruto do Nordeste cresceu a taxas superiores do que a média nacional. Além de políticas setoriais e econômicas importantes, os investimentos da Petrobras contribuíram do modo significativo para o crescimento econômico e a industrialização da região. As atuais medidas de desinvestimento adotadas pela gestão da estatal contribuem, porém, para desestruturação dessas políticas que resultaram na expansão da economia nordestina.

Mais um exemplo dessas medidas é a intenção de Pedro Parente, presidente da companhia, de vender 70% da refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), localizada na Bahia, para a francesa Total. É apenas mais um passo dado pela petroleira de encerramento de um conjunto importante de atividades no Nordeste, pois além do refino, a empresa vendeu ativos em diversos setores, tais como como biodiesel, petroquímico, exploração e produção, termoelétricas e refino.

Os efeitos desse processo de desinvestimento da Petrobras no Nordeste vão muito além do que a redução de suas atividades na região, uma vez que isso provocará uma forte desarticulação do complexo industrial nascente, impactando negativamente (aumento do desemprego e redução da geração de renda) à sociedade local.

Entre o fim de 2015 e meados de 2016, a Petrobras colocou à venda nove campos de águas rasas de produção de petróleo e gás na Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará, bem como divulgou a compra por parte da Mitsui de participação da Gaspetro nas distribuidoras estaduais de gás natural. No fim daquele ano, foi anunciado o encerramento das atividades da usina de biodiesel de Quixadá, no Ceará, além da venda do Terminal de Regaseificação da Bahia de Todos os Santos e duas térmicas para a francesa Total. No início de 2017, foi a vez da Petrobras aprovar a venda da Petroquímica Suape e da Citepe para a mexicana Alpek. Agora, o próximo alvo é a RLAM e ainda existe a possibilidade de venda de participação da Petrobras na Braskem, o que a tiraria completamente do setor petroquímico nordestino e nacional.

Esses ativos compuseram uma forte ampliação dos investimentos da Petrobras e do setor petroquímico, que, em parceria com a política de conteúdo local, tiveram um impacto central no processo de crescimento e industrialização, além de fomentar novos projetos de inovação no Nordeste.

Segundo a professora da Universidade Federal de Pernambuco, Tania Bacelar, duas políticas da empresa exerceram um papel fundamental na recente expansão produtiva do Nordeste, a de compras e a de expansão de refinarias: “A política de compras passou a ser usada para estimular o setor produtivo nacional, com destaque para a aquisição de sondas e navios, (...) que leva estaleiros para vários estados do Nordeste (Pernambuco, Alagoas, Bahia e Maranhão). No caso das refinarias, a empresa deixou de ampliar as existentes (concentradas no Sudeste e Sul) e partiu para construir novas unidades, três delas no Nordeste”.

Cabe ressaltar, por sua vez, que esses investimentos não apenas geraram um novo dinamismo econômico, mas tinham o intuito de atender um conjunto de demandas reprimidas na região. A construção de novas refinarias no Nordeste visou suprir a incapacidade de abastecimento local de derivados de petróleo. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, principalmente a partir de 2008 houve uma forte aceleração do consumo de derivados não atendida pelas refinarias locais. Entre 2009 e 2013, a produção das refinarias do Nordeste foi de 434,7 milhões de barris equivalente de petróleo (bep), enquanto que as vendas pelas distribuidoras foram de 524,5 milhões, ou seja, uma incapacidade de atender cerca de 90 milhões de bep.

Somado aos investimentos novos no polo petroquímico, a Petrobras sustentou grande parte de sua posição na produção terrestre nordestina até 2014, cujos efeitos locais foram historicamente imensos, diferentemente do que ocorre agora.

Como o setor petróleo historicamente teve (e tem) repercussões centrais para a industrialização e a urbanização dessa região, a saída da Petrobras nas atividades de terra deve impactar severamente as economias locais nordestinas. Em primeiro lugar, do ponto de vista fiscal, caso as atividades sejam encerradas, uma vez que os royalties e impostos ligados à atividade do petróleo tem grande participação na arrecadação dos municípios produtores.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os royalties representaram cerca de 50% da arrecadação do município de Carmópolis (SE) e quase um terço do município de Madre de Deus (BA) em 2012. Em segundo lugar, do ponto de vista dos impactos sociais, há a possibilidade de ampliação dramática do desemprego, apenas em Sergipe são cerca cinco mil trabalhadores no setor, e a queda na renda provocada por esse encolhimento da atividade também será significativa.

Além das mudanças provocadas pelo complexo químico e de petróleo, a indústria de biocombustíveis, a partir da Petrobras, estabeleceu uma forte articulação local entre a produção de biodiesel, o desenvolvimento da logística local e dos pequenos produtores agrícolas.

A própria criação da Petrobras Biocombustiveis teve como uma de suas funções articular a cadeia de suprimento de biodiesel, logística local e desenvolvimento técnico da produção de insumos. Nesse processo, até 2012, cerca de 34 mil agricultores familiares firmaram contratos com a Petrobras para participar desse processo. Esses contratos auxiliaram os produtores em três frentes: fornecimento de sementes, apoio ao gerenciamento e desenvolvimento técnico da produção e garantia de venda dos produtos para as usinas. Ou seja, além das demissões provocadas pelo fim dessas atividades, milhares de agricultores locais perderam uma importante fonte de renda e desenvolvimento local.

Portanto, a saída da Petrobras do Nordeste é muito mais do que uma simples venda de empresas. Representa uma forte desarticulação e fragilização de uma estrutura industrial ainda incipiente. Desorganiza a produção de fornecedores locais, tanto da indústria quanto da agricultura, e a criação de clusters para o desenvolvimento industrial, reduzindo a autonomia que a região vinha criando do eixo industrial do Centro-Sul.

Certa vez, Celso Furtado ensinou que na industrialização do Nordeste, ao longo de sua história, as relações estruturais estabelecidas na região foram, “no essencial, uma prolongação do desenvolvimento industrial do Centro-Sul, e só secundariamente uma resposta aos requerimentos da população local”. Se ainda existe alguma política que busca modificar essa dinâmica, a Petrobras parece não mais fazer parte dela. 

O autor desse estudo, Rodrigo Leão, é economista (FACAMP) e mestre em desenvolvimento econômico (IE/UNICAMP). Foi gerente executivo de planejamento da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). Atualmente, é pesquisador da Cátedra Celso Furtado/FESP-SP e um dos membros do Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas (GEEP) da FUP

 

 
Pagina 10 de 687

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700