Durante o XVII Confup, muitos delegados, delegadas e dirigentes sindicais comentaram que esta edição do congresso foi uma das melhores. Claro que cada momento guarda as suas dificuldades e comparações são sempre imprecisas. Uma categoria como a petroleira já realizou tantos congressos históricos, em cenários cruciais da vida brasileira, que é difícil e até mesmo desnecessário estabelecer alguma medida de sucesso para um evento específico, quando o verdadeiro sucesso se dá é na luta constante.

No entanto, há um aspecto que merece ser registrado, e que certamente foi o que motivou as falas elogiosas de tantos participantes: o nível elevadíssimo dos expositores das mesas de debates. Ao mesmo tempo em que se posicionavam politicamente com clareza, os painelistas apresentavam dados que sustentam a luta e qualificam a intervenção.

Um dos destaques, entre tantos, foi a pesquisadora do Instituto de Economia da UFRJ, Denise Lobato Gentil, que demostrou com uma incrível solidez o erro trágico da política de ajuste fiscal do governo, provando que ela é que levará a Previdência a quebrar, e não o contrário. “O governo age como se o crescimento econômico fosse algo desnecessário. O importante é cortar gasto público [na visão do governo]”, argumentou.

A pesquisadora mostrou como o resultado da Previdência é determinado de fora para dentro, com a sua falência sendo consequência do corte radical nos investimentos sociais, da renúncia de receitas de contribuições sociais, dos juros elevados, do câmbio valorizado, da redução do crédito público, entre outros fatores que retraem a atividade econômica e, consequentemente, comprometem as contas previdenciárias.

A receita neoliberal do governo está condenando o País a uma realidade de queda no investimento agregado, redução da produção industrial, redução do consumo das famílias, aumento do endividamento e elevação do desemprego. O objetivo desse caminho intencionalmente adotado é o de reduzir salários e desmontar os movimentos sociais. Trata-se de uma encomenda do sistema financeiro.

De volta às suas bases após estes dias de debates, as lideranças estão mais energizadas e qualificadas para a luta. A categoria resistirá e vencerá esta sucessão de golpes contra os trabalhadores.

 

[Nascente 1004]

 

Os resultados financeiros e operacionais da Petrobrás no segundo trimestre, que serão divulgados nesta quinta-feira, 10, devem refletir os impactos causados pela desintegração da empresa. “Tudo indica que haverá uma nova queda na produção de derivados e aumento da exportação de óleo cru”, revela Rodrigo Leão, um dos economistas que integram o Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Óleo e Gás (Geep), que assessora a FUP.

São indicadores que reforçam a estratégia da atual gestão de quebrar o Sistema Petrobrás, que até um tempo atrás atuava de forma integrada, em toda a cadeia produtiva do setor de energia, do poço ao poste.  “A Petrobrás vive um processo de desindustrialização, saindo das atividades de refino e direcionando suas ações para extração e exportação do petróleo cru. Uma empresa cada vez mais do poço ao porto", afirma Rodrigo.

O balanço do primeiro trimestre já sinalizava para isso: as exportações de óleo cru praticamente dobraram em relação ao mesmo período do ano passado, saltando de 307 mil para 609 mil barris diários, enquanto a produção de derivados caiu de 1,96 milhão para 1,81 milhão de barris. Segundo os analistas do Geep, neste segundo trimestre a produção de derivados deve ficar em torno de 1,74 milhão de barris/dia, o que equivale a 75% da capacidade das refinarias da Petrobrás.

Enquanto isso, as importações de gasolina e diesel seguem a pleno vapor, beneficiando empresas que concorrem diretamente com a Petrobrás. O país registrou um crescimento de mais de 50% nas importações de combustíveis entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. “Isso implicará numa redução do nível de utilização das refinarias da Petrobrás abaixo dos 70% e, consequentemente, no aumento dos custos de refino para a empresa”, alerta Eduardo Costa, professor do Instituto de Economia da UFRJ e também integrante do Geep. Em sua avaliação, o balanço da Petrobrás já refletirá a redução da participação da empresa no mercado de distribuição de gasolina e diesel.

O mesmo acontece com o desmonte da Transpetro. Se a venda da maior malha de gasodutos do país (NTS) gerou US$ 4,23 bilhões para a Petrobrás neste segundo trimestre, nos próximos meses significará custos da ordem de US$ 1 bilhão anual, já que a companhia terá agora que pagar para utilizar os dutos que ela mesma construiu. Ou seja, em quatro anos, a Petrobrás terá gasto em aluguel o valor que arrecadou com a venda da NTS.

A farsa da gestão Parente

A despeito dos efeitos negativos da desintegração do Sistema Petrobrás, tanto para a empresa como para a economia e a indústria nacional, o mercado deve enaltecer o balanço do segundo trimestre, cujos resultados financeiros tendem a ser semelhantes aos do período anterior. As estimativas são de que a empresa registre um lucro operacional entre R$ 20 e R$ 25 bilhões - valor próximo ao do primeiro trimestre de 2017.  A alta produtividade do pré-sal, garantida pelos investimentos que a Petrobrás recebeu nos governos anteriores, mais uma vez é o que alavancará os resultados da empresa.

Assim como no primeiro trimestre, o aumento do preço do barril do petróleo também terá impactos positivos no balanço. Além disso, o alongamento da dívida e a capitalização - propostas que FUP defendeu na Pauta pelo Brasil – contribuirão para a desalavancagem, reforçando que a companhia tem condições de melhorar seus indicadores financeiros, sem que precise vender ativos.

Fica, portanto, cada vez mais claro que os problemas da Petrobrás não são estruturais, como tentou fazer crer Pedro Parente, para justificar a falácia de que a empresa estava quebrada. Não foi à toa que abusou dos testes de impairments no balanço de 2016, manobra contábil que utilizou para desvalorizar ativos e superestimar os prejuízos, passando para a sociedade a falsa ideia de que a Petrobrás havia sido dilapidada pelas gestões anteriores. O objetivo dessa “estratégia de gerenciamento de resultados”, alerta o economista Eduardo Costa, é tentar “legitimar a desenfreada vendas de ativos como a única alternativa possível para resolver os problemas financeiros” da empresa, o que é uma falácia.  O exemplo da NTS é a prova disso.

Federação Única dos Petroleiros - FUP

Os representantes dos trabalhadores reivindicaram em mesa de negociação realizada hoje, 9, com a Schlumberger o reajuste salarial com a recuperação da perda inflacionária, de acordo do ICV-Dieese, além de uma melhora significativa nos benefícios do acordo.
 
A segunda mesa de negociação com a Schlumberger sobre o termo aditivo ACT 2016/18 aconteceu na sede da Federação Única dos Petroleiros no Rio e Janeiro e contou com a participação do Coordenador da Federação,  Zé Maria Rangel,  pela FUP, Eneias Zanelato e Tadeu Porto; pelo Sindipetro-NF, Wilson Reis e Eider Cotrim, assessoria jurídica Marco Aurélio Parodi e Nestor Nogueira e pelo Dieese, Iderlei Colombini.
 
Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 21, às 14h, no mesmo local.

As ameaças e assédios estão cada vez mais constantes na Bacia de Campos. Na manhã desta quarta, 9, os trabalhadores de P-40 encaminharam denuncia, que também chegou à Ouvidoria da Petrobrás sobre a atuação de um coordenador de produção da  empresa. Os relatos da categoria são de que ele faz uma verdadeira “caça às bruxas" durante os dias que está embarcado proporcionando um clima tenso entra as pessoas.

Entre suas práticas assediadoras está a convocação de funcionários de turno para trabalhar a quinzena toda durante o dia (por necessidade e/ou falta de contingente) e depois ameaça cortar os adicionais noturno (ATN) desse mesmo funcionário, por não ter trabalhado no período da noite.

Esse mesmo coordenador faz ameaças do tipo: “tomem cuidado pois a liderança está de olho como nunca esteve, a casa vai cair”, durante o DDS. Também chama os subordinados para a  sua sala com o intuito de ameaças, constranger e assediar ou passeia na área da planta de processo, somente com o objetivo de pegar alguma falha dos seus subordinados, para chamar a atenção e mostrar sua autoridade.

A equipe também está se sentindo sobrecarregada devido ao baixo efetivo a bordo. Para agravar, esse coordenador faz solicitações exagerada de serviços. Levando trabalhadores à exaustão.

A categoria a bordo alega que sempre teve boa convivência e satisfação em realizar suas funções, mas agora a ambiência está tão ruim que torce para não embarcar com esse coordenador.  

A diretoria do Sindipetro-NF irá cobrar da gestão da empresa explicações em relação a essa postura assediadora do coordenador e solicita que continuem relatando fatos semelhantes ao sindicato pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

*Sergio Borges

Em meio ao anúncio de vendas de plataformas, o Sindipetro-NF recebeu uma denúncia de que o efetivo das plataformas P-09 e P-12 está seriamente comprometido a ponto de colocar em risco todos os trabalhadores dessas unidades, assim como a própria instalação e o meio ambiente. Assédios, sobrecarga e falta de treinamento são aspectos comuns enfrentados pelos empregados que embarcam nesses unidades e também em várias outras da Bacia de Campos.

A denúncia recebida pelo sindicato relata uma série de problemas como falta de operador de lastro, falta de geplat, operador trabalhando sozinho, falta de treinamentos para funções específicas e pessoal com pouca experiência assumindo a operação. Tudo isso em meio a possibilidade de perseguição, ameaças de desembarque e um clima de instabilidade política no qual a empresa está submetida.

A direção do sindicato entende que as condições de baixo efetivo das plataformas fazem parte de um planejamento estratégico de fragilizar a Petrobras por dentro que está sendo implementado pelo governo e gestão golpista da dupla Mishel/Parente. Essa redução se faz necessária para facilitar a venda dos ativos, uma vez que, uma folha salarial reduzida facilitaria a entrada dos investidores internacionais e reduziria as possíveis dividas trabalhistas.

O grande problema é que essa redução também traz consequências graves para a segurança e saúde dos trabalhadores, que estão cada vez mais sobrecarregados sendo obrigados a cobrir áreas e atividades que não estavam previstos nos procedimentos internos da empresa. Relatos de trabalhos sendo executados só com uma pessoa, operador cobrindo várias áreas e pisos onde existiam vários operadores, números excessivo de permissões de trabalho, reembarques e horas extras que não estão sendo pagas estão se tornando cada vez mais comuns.

Dessa forma o trabalhador é assediado para cumprir toda demanda, muitas vezes não concordando com seus superiores, ou enfrentar o assédio e as ameaças de punições e desembarques. Essa ambiência vem gerando muitos problemas de saúde, principalmente nos aspecto da saúde mental, e traz consequências tanto no âmbito familiar, quanto na qualidade das tarefas laborais. A sobrecarga, o estresse, o cansaço, a falta de experiência ou treinamento favorece a ocorrência de acidentes, principalmente com os trabalhadores diretamente envolvidos nessas atividades.

A direção do Sindicato está denunciando às autoridades fiscalizadoras quanto ao descumprimento normativo que os gestores da Petrobras estão fazendo e encaminha que os trabalhadores que tenham mais informações entrem em contato com o sindicato através do email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

*Coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF

NOTA DA REDAÇÃO:  O departamento de saúde entrou em contato com o setor de SMS da empresa que respondeu ao sindicato negando a maioria das denúncias. No caso da denúncia de que os trabalhadores de P-09 que saíram da manutenção e foram transferidos para produção já terem assumido os postos de trabalho, sem fazer todos os cursos necessários, a empresa alega que eles não estão operando. A empresa também alega que nenhum operador de lastro em período de estágio supervisionado fica sem acompanhamento.  

 

Começa hoje, 9, às 19h30, na sede do Juquinha em Macaé o 13º Torneio de Futsal do Sindipetro-NF.  Após a abertura oficial acontecem dois jogos um amistoso feminino entre o News Macaé e o time de Quissãmã; depois, às 20h30 terá início o primeiro jogo entre CABP e Primos.

Os jogos acontecerão sempre nos dois horários 19h30 e 20h30. Participam as equipes Barsemlona, Pré-Sal, Passa Drible, Fúria Normatel, Cata Cata F.C., Albacora, CABP, Submarino (Atual Campeão), Comau do Brasil, Quem nunca? F.C., Baker Drilling, Estrela F. C, Bola Cheia, Independente, Primos F. C. e Família F.C.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Wilson Reis, o torneio é um momento de integração, que aproxima a categoria do sindicato e contribui na formação política, como demonstra o próprio slogan da edição desse ano: "Gols de luta e resistência".  As partidas serão realizadas até o dia 1º de setembro, na quadra do Tênis Clube de Macaé. 

A diretoria do Sindipetro-NF participa hoje, 9, da segunda mesa de negociação com representantes da Schlumberger. Em pauta as cláusulas econômicas da Proposta do termo aditivo do acordo coletivo 2016-2018 do grupo econômico que envolve também a Mi Swaco, Geoservices e Smith. 

Os trabalhadores do grupo tem data base em maio. A proposta de pauta foi aprovada pela categoria numa reunião setorial realizada no dia 6 de julho e a primeira mesa aconteceu no dia 27 de julho. Participam da reunião os diretores do NF, Wilson Reis, Eider Cotrim e Tadeu Porto, que também é diretor do Setor Privado da FUP.

Candidata ao Conselho de Administração (CA) da Transpetro, a técnica de operação do Terminal Aquaviário de Madre de Deus (BA), Fabiana dos Anjos, recebeu, na noite deste sábado, 05, total apoio dos petroleiros presentes no Confup para sua eleição. Fabiana disputa o segundo turno do processo eleitoral, que acontece entre os dias 10 e 20 de agosto.

No CA, Fabiana, que trabalha há 14 anos na Transpetro, se compromete a lutar em defesa dos direitos e empregos dos trabalhadores e contra um possível processo de privatização da subsidiária, o que levaria ao enfraquecimento do Sistema Petrobrás. A candidata pretende abrir um canal de comunicação com os trabalhadores e as lideranças sindicais. “A Transpetro é essencial na manutenção da Petrobrás como empresa integrada do setor de petróleo, do poço ao posto”, afirmou.

Vote Fabiana dos Anjos para o CA da Transpetro! Vote 3233!

Imprensa FUP e Unificado

RBA - Em audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, no Senado, nesta segunda-feira, 7, especialistas voltaram a negar a existência do alegado déficit e destacaram discurso contraditório do governo que, ao mesmo tempo que alega rombo nas aposentadorias para justificar uma reforma, abre mão de receitas com refinanciamento para setores específicos.

O funcionamento foi da CPI foi estendido por mais quatro meses, a pedido do presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS). Segundo ele, o governo Temer não tem 308 votos na Câmara, nem 49 no Senado, para aprovar o projeto de reforma. 

O consultor do Senado Luiz Alberto dos Santos disse que, só em 2017, o sistema de Seguridade Social, que engloba a Previdência, deve registrar superávit de R$ 110 bilhões. Segundo ele, desonerações, incentivos fiscais e renegociação das dívidas das empresas retiram do sistema de Seguridade cerca de R$ 150 bilhões. 

Já o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, afirmou que, ao conceder condições vantajosas para renegociação aos devedores da Previdência (leia abaixo), enquanto segue alardeando déficit, o governo escancara uma conduta favorável ao empresário e contra o trabalhador. 

"Nós, auditores fiscais do trabalho, somos contra a reforma da Previdência, porque ela não representa um olhar amplo e universal. Representa um olhar dirigido ao mercado financeiro, especialmente, ao mercado da previdência privada", afirmou o presidente do Sinait. 

O Sindipetro-NF vai começar a elaborar a pauta de reivindicações dos trabalhadores das empresas com data base em setembro (Halliburton, Franks, Cetco e Superior). É a partir desse documento que o sindicato negocia com as empresas e fecha os Acordos Coletivos. Para que essa pauta represente as necessidades da categoria é importante a participação de todos, através do envio de propostas e sugestões de cláusulas a serem incluídas na pauta.

O envio de sugestões deve ser feito o mais rápido possível. Converse com seus colegas e participem desse processo. As propostas devem ser encaminhadas para o e-mail do Departamento - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Imprensa da CUT - Em 90 dias, o governo ilegítimo de Michel Temer garantiu o perdão da dívida de aproximadamente R$ 30 bilhões do Bradesco, Itaú e Santander.  A medida rendeu críticas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

“É uma grande preocupação nossa, esse discurso das reformas Tributária e da Previdência, de que os culpados pela dificuldade de orçamento e receita são os trabalhadores. Esse montante perdoado, ajudaria a pagar, inclusive, o alegado déficit da Previdência”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Santander e Itaú tiveram suas dívidas perdoadas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O primeiro teve seu caso analisado pelo órgão no dia 20 de julho e viu a dívida de R$ 338 milhões com o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e CSLL. As dívidas eram referentes ao processo de aquisição do Sudameris, em 2003.

O Itaú acumulava R$ 25 bilhões de dívidas com a Receita Federal do processo de aquisição do Unibanco. Em audiência no dia 10 de abril, o Carf decidiu perdoar os impostos milionários da transação.

A operação para perdoar a dívida do Bradesco foi ainda mais escusa. O governo, através da Ativos, empresa controlada pela Banco do Brasil, uma empresa pública, para comprar a dívida de R$ 4 bilhões em carteiras de crédito vencidas do banco privado.

Roberto von der Osten mostrou preocupação com a benevolência do governo com os banqueiros. “Com o perdão da dívida, o governo mostra que um setor da economia brasileira pode fazer o que quiser que não pagará pela conta”, afirmou o dirigente, que deve anunciar uma reação dos trabalhadores às medidas.

“Nós devemos lançar uma campanha contra o perdão de divida de grandes devedores. Estamos reunidos e nesta semana ainda teremos uma resolução sobre como reagiremos à esse perdão de dívida”, encerrou Osten

Nova rodada da pesquisa do Vox Populi, encomendada pela CUT e divulgada hoje (7), aponta rejeição à "reforma" trabalhista do governo Temer, materializada pela Lei 13.467, sancionada em julho. Para 57% dos entrevistados, a mudança é boa apenas para os patrões, enquanto 15% acreditam que não beneficia ninguém. Apenas 12% afirmaram que a reforma é boa para ambos e só 3% disseram que ajuda os empregados. Outros 14% não souberam ou não responderam.

A rejeição aumenta para 63% na região Nordeste e vai a 57% no Sudeste. Fica na média no Centro-Oeste/Norte e cai para 48% na região Sul. É um pouco maior entre homens (58%) do que mulheres (56%), e entre adultos (59%) do que jovens (57%) e maduros (49%). Também sobe, para 59%, entre pessoas de nível superior e com renda equivalente a até dois salários mínimos.

Sobre possíveis efeitos, 72% afirmam que o desemprego, atualmente em nível recorde, deverá aumentar. E 14% avaliam que continuará como está.

Os pesquisadores perguntaram sobre dois itens da nova lei. Para 60%, negociar sozinho, sem a presença do sindicato, é ruim ou péssimo e para 13%, ótimo ou bom. Outros 17% consideram regular e 11% não quiseram ou não souberam responder.

A maioria também foi contrária ao dispositivo que permite à mulher gestante ou lactante trabalhar em locais insalubres, mediante um atestado médico. Pouco mais da metade dos entrevistados (51%) disseram que isso é bom só para os patrões e 18%, para ninguém. Nas demais respostas, 11% acreditam que é bom para ambos e 6%, para os empregados, enquanto 14% não responderam ou não souberam responder.

Foram entrevistadas 1.999 pessoas nos dias 29 e 31 do mês passado, em 118 municípios de áreas urbanas e rurais. A margem de erro é estimada em 2,2 pontos, com intervalo de confiança de 95%.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a reprovação só não superou os 90% porque os trabalhadores ainda não têm pleno conhecimento das novas regras. Segundo ele, Temer institucionalizou o chamado "bico" no mercado de trabalho.  

"O governo e o Congresso Nacional esconderam dos trabalhadores que a reforma acaba com garantias incluídas na CLT", diz Vagner. "Disseram apenas que geraria empregos, o que não é verdade. Não disseram, por exemplo, que os empregos decentes serão substituídos por empregos precários, com salários mais baixos e sem benefícios, entre tantas outras desgraças previstas na nova lei trabalhista."

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