A diretoria do Sindipetro-NF divulga hoje, 23, um conjunto de orientações aos petroleiros e petroleiras que realizarão a greve de 24 horas no próximo dia 30. O movimento será aprovado em assembleias, que começaram a ser realizadas pelo Sindipetro-NF, nesta sexta-feira, 23, e seguem até segunda-feira, 26.

Estão disponíveis abaixo os modelos de documentos necessários para a entrega da plataforma e para responder à convocação de trabalho, caso seja feita pela Petrobrás (Termo de Responsabilidade pela Integridade das Instalações e Resposta a Convocação da Petrobrás)

Em caso de dúvida, o sindicato orienta que o trabalhador entre em contato pelo email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , ou diretamente com os diretores da entidade pelos celulares (link com celulares dos diretores do sindicato).

 

GREVE GERAL DIA 30

 Confira as orientações para a greve do dia 30 e os modelos de documentos:

1 – A partir das 20h do dia 29 de junho os petroleiros realizarão reunião para organização da mobilização;

2 - A partir das 23h do mesmo dia os trabalhadores (dos dois grupos) se manterão reunidos em plenária, inicialmente na sala de controle, para a entrega aos prepostos da Petrobras; Após a entrega, devem se concentrar em local público e amplo da unidade (cinema, quadra, etc.);

3 - O objetivo é manter os trabalhadores unidos e reduzir a possibilidade de serem assediados de forma isolada; Todos os assédios ocorridos antes e durante a mobilização devem ser denunciados, imediatamente, ao Sindicato, se possível por e-mail, informando o nome e a função do responsável, e descrevendo a ocorrência; Os trabalhadores devem estar preparados para as tentativas da empresa de desgastá-los com represálias e punições, corte de comunicações, ameaças a familiares, etc;

4 - Os petroleiros também enviarão para o Sindicato o nome e função de todos os que estiverem a bordo, fora de sua turma, ou que não embarcam normalmente na plataforma para furar a greve.

5 - Cada unidade deverá eleger uma comissão de mobilização para representar os trabalhadores nos contatos com os representantes da empresa, e conduzir as discussões na plenária; Essa comissão deve ser composta pelo número de membros que for conveniente, podendo haver rodízio, pelo número de horas que for estabelecido pelos trabalhadores; Em hipótese alguma membros da comissão deverão se reunir com gerentes da Petrobrás sozinhos!.

6 - No momento da entrega, primeiro minuto do dia 30 de junho de 2017, os trabalhadores deverão cobrar dos prepostos da Petrobrás que assinem o documento divulgado pelo Sindipetro-NF, declarando que possuem condições técnicas para dar continuidade à operação segura da unidade; A partir daí os trabalhadores devem seguir as recomendações abaixo, conforme cada uma das situações:

 

Situação 1: Caso os prepostos da empresa se neguem a assinar o documento - Os trabalhadores devem registrar a situação; Todos servirão de testemunha deste fato, assinando embaixo do registro; Isso não impedirá que a unidade seja considerada entregue pelos trabalhadores;

 

Situação 2: No momento da entrega, se os prepostos alegarem não ter condições técnicas e entenderem necessária a parada para preservar a segurança - Os trabalhadores devem se colocar à disposição para realizar a parada segura da unidade; A greve é com entrega da operação e a decisão de parar, se acontecer, é sempre da Empresa nesse tipo de mobilização; Nesse momento, decidida a parada pelo preposto da empresa, deverá ser avaliada pelos grevistas envolvidos diretamente com a atividade da plataforma a condição de parada de cada um dos poços produtores e injetores, bem como a situação de intervenção de cada poço, as manobras de transferências e outras atividades sendo realizadas, de modo a levar para uma condição segura que garanta o retorno das atividades no fim da greve;

 

Situação 3: Se os prepostos decidirem dar continuidade às operações e, mais tarde, resolverem parar a unidade - Os trabalhadores não vão participar e os prepostos terão que realizar, eles próprios, a parada;

 

7 - Após a entrega, os trabalhadores do grupo de folga retornarão ao descanso e os trabalhadores do grupo que estaria em serviço permanecerão reunidos em plenária no local pré-definido; Sairão deste local para realizar somente as atividades que impactem em saúde, segurança e habitabilidade das 24 horas da mobilização; No caso de queda da geração da unidade, a manutenção da energia elétrica para garantir a habitabilidade, a ventilação e o ar condicionado do casario são itens necessários e devem ser restabelecidos, além de outros sistemas necessários definidos pelos trabalhadores; Não serão tomadas iniciativas para retorno da geração que atenda unicamente à atividade fim da plataforma;

 

8 - Quaisquer atividades ou PT´s programadas, que forem solicitadas pelos prepostos da empresa e gerem dúvidas sobre o impacto à saúde, segurança e habitabilidade, serão analisadas pela comissão e, se necessário, pelo conjunto dos trabalhadores; Se ainda assim as dúvidas permanecerem, o sindicato deverá esclarecer;

 

9 - Os trabalhadores não vão participar de cursos ou treinamentos no dia da mobilização;

 

10 – Os trabalhadores continuarão integrando as equipes de brigada, abandono e resgate, já que estas impactam na segurança da plataforma;

 

11 – Todos os fatos anormais ocorridos deverão ser relatados ao sindicato; Devem ser denunciadas todas as situações que atentem contra a segurança e dignidade das pessoas a bordo; Esse relato também se aplica a incidentes, acidentes, e ocorrências anormais quaisquer, compreendendo mesmo eventuais erros operacionais que ocorram.

 

Modelos de documentos

 

RESPOSTA A CONVOCAÇÃO DA PETROBRÁS

 

Em resposta à convocação que me foi endereçada, datada de ......., e assinada por ...(nome e cargo)..., venho informar à Petrobrás o seguinte:

 

1 – Como aderi à Greve deliberada para 30 de junho de 2017, e informada a esta empresa no prazo legal, meu contrato de trabalho estará suspenso no referido período;

 

2 – Desta forma, também estão suspensas minhas obrigações contratuais, pelo que devo desconsiderar a convocação a mim dirigida, aproveitando para registrar que a mesma é contrária a lei,  na forma do Artigo 6o da Lei 7.783/89 (Lei de Greve);

 

3 – Informo ainda que as obrigações previstas nos Artigos 9o, 10 e 11 da mesma Lei são tanto da Empresa como do Sindicato, e não de minha pessoa, individualmente; Nesse sentido, recomendo a Vossas Senhorias que se dirijam a quem de direito, tendo em vista que a FUP e os Sindicatos diversas vezes encaminhou de regulamentação da Greve, a qual, nunca houve resposta da Empresa.

 Por último, sugerimos que Vossas Senhorias concentrem esforços na superação do impasse negocial que resultou no movimento paredista em questão.

 

Respeitosamente

 

...(Local e data)...

 

Assinatura, nome legível e matrícula”

 

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TERMO DE ENTREGA DA PLATAFORMA

 

Termo de Entrega da Plataforma _______ para os prepostos da Petrobras

 

Nós, empregados da Petrobras da plataforma ________ declaramos, para os devidos fins, que esta unidade encontra-se operando dentro da normalidade, com o que concordam os prepostos da empresa.

 

Pelo presente instrumento, entregamos a operação da unidade, durante as vinte e quatro horas da mobilização, com início previsto para zero hora do dia 30 de junho de dois mil e dezesete, aos prepostos da Petrobras que por esse termo assumem total responsabilidade e atestam que tem condições seguras de dar continuidade as operações.

 

No momento da entrega, os trabalhadores ofereceram participar da parada segura da unidade caso fosse essa a decisão dos prepostos da empresa.

 

Declaramos que permaneceremos uniformizados e disponíveis para realizar as tarefas que impactem diretamente na saúde, segurança e habitabilidade das 24 horas da mobilização e estaremos reunidos em (escrever o local). Uma vez sendo necessária nossa atuação nesses termos, os prepostos deverão submeter solicitação à comissão de mobilização.

 

Data, hora, assinatura de todos os presentes e do representante da empresa

 

No caso de os prepostos não assinarem escrever: Atestamos que os prepostos da Petrobras não quiseram assinar o termo de entrega da Plataforma e consideramos entregue.

A categoria petroleira realiza a partir da segunda, 26, o 13º Congrenf (Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense), com três dias de debates sobre a conjuntura brasileira e do setor petróleo, na sede do Sindipetro-NF, em Macaé.

No evento, os trabalhadores e trabalhadoras também discutem propostas para a Pauta de Reivindicações e elegem delegados e delegadas ao Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros).

Para o Sindipetro-NF, esta edição do congresso encontra o País mergulhado no pior cenário de sua história recente, com grandes desafios impostos aos trabalhadores para manter a resistência e combater diversas tentativas de cortes de direitos.

A preocupação com este momento crítico está presente no tema evento, “Diretas por Direitos”, que expressa a necessidade de restabelecimento da legitimidade democrática no País para sejam preservadas garantias constitucionais trabalhistas e sociais.

De acordo com Tadeu Porto, um dos diretores do NF que participam da organização do Congresso, a programação procura contemplar “mesas plurais, abordando temas que não só interessam os petroleiros e petroleiras na questão do seu trabalho, como a luta contra a privatização da empresa, mas também no âmbito político nacional, debatendo as mazelas do Golpe, as medidas de resistência como a Greve Geral e a possibilidade das diretas já".

O Congrenf terá transmissão das mesas de debates ao vivo, da Rádio NF e TV NF, nas redes sociais do Sindipetro-NF. 

 

Confira abaixo a programação do Congrenf:

Décimo Terceiro Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense - Diretas por Direitos

Local: Sede do SindipetroNF - Macaé
Data: 26 a 28 de Junho de 2017
Tema: Diretas por Direitos

Programação

Primeiro dia (26/06/17)

- 10h às 18h - Credenciamento

- 18h às 19h30 - Abertura

Descerramento da placa dos 20 anos (diretoria 14-17); Apresentação Coral Sindipetro- NF; e
Mesa de abertura com forças políticas e falações: NF, FUP, CUT, CTB, CNRQ, MST, UNE, FBP e Secundaristas.

19h30 às 21h - Mesa 1: Conjuntura Política: Diretas já e Greve Geral para derrotar o Golpe: Júneia batista (CUT-BR), Ricardo Gebrim (FBP)

21h - Coquetel de abertura

Segundo dia (27/06/17)

- 08h às 10h - Credenciamento final

- 08h às 12h - Eleição Mesa Congrenf e votação do Regimento Interno do congresso

- 12h às 14h: Almoço

- 14h às 14h30 - Apresentação Macaé Cordel

- 14h30 às 18h - Roda de conversa: Debatendo Saúde e Segurança

- 18h às 18h30 - Lanche

- 18h30 às 19h30 - Lançamento do Livro: “SindipetroNF 20 anos - uma história de lutas”

- 19h30 - Mesa 3: O Golpe é contra os trabalhadores e as trabalhadoras: Rosângela Maria Santos (Coletivo de mulheres FUP / Sindipetro-BA), Jéssica Naime (Dieese-RJ) e Maria Goretti Nagime (Advogada e ativista das mídias sociais)

- 21h - Coquetel segundo dia


Terceiro dia (28/06/17)

- 07h às 09h: Grande ato em defesa da vida

- 09h às 10h: deslocamento e café da manhã no sindicato

- 10h às 12h - Mesa 3: O golpe é para privatizar a Petrobrás: Iderley Colombini (Dieese-NF), Roberto Moraes (Iff - Campos) e William Nozaki (Geep - FUP)

- 12h às 14h - Almoço

- 14h às 16h - Discussão de propostas

- 16h às 16h30h - Lanche

- 16h30 às 20h - Discussão de propostas, eleição da Chapa do Confup e encerramento do evento


Outras atrações do evento

- Exposição e venda da feira de agricultura familiar do MST.

- Aferição de pressão arterial por alunos Enfermagem da UFRJ.

- Campanha de conscientização do Hemocentro.

- Exposição e venda de livros da Núcleo Piratininga de Comunicação.

- Exposição sobre Che Guevara e exibição de vídeo sobre os 100 anos da Revolução Russa.

 

 

[Da Imprensa da CUT] O momento não é de negociar redução de danos com golpista que respira por aparelhos e muito menos desistir das mobilizações com a ilusão de que é possível negociar com o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) porque estaria fragilizado.

Esse foi o recado dado pelo Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, durante encontro da direção da Central, nesta quinta-feira (22), em São Paulo, quando a entidade reafirmou a disposição para a greve do dia 30 de junho.

Na avaliação do dirigente, a Greve Geral, do dia 28 de abril, e a o Ocupa Brasília, no dia 24 de maio, conseguiram mexer com o único fiapo que ainda sustenta Temer no poder, uma base conservadora no Congresso que busca acelerar a tramitação das reformas Trabalhista e Previdenciária.

A derrota da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais no Senado (CAS), defendeu Vagner, é algo que deve ser usado como argumento, inclusive, para convocar toda a sociedade a aderir à greve.

“Jamais o governo esperava que fosse perder a votação na CAS, com sua própria base votando contra, com senadores chamando Temer de corrupto e convocando Diretas Já! O que promoveu essa mudança foi nossa pressão e entramos quebrando o imenso apoio parlamentar, já que esse governo não tem qualquer apoio popular e social. Convocamos todas as centrais e todos os sindicatos para estarem nessa greve. Não acreditamos numa saída negociada com golpista”, falou.

Vagner voltou a dizer que não aceita discutir um programa de redução de danos na retirada dos direitos trabalhistas. “Apostamos na greve, no enfrentamento e na construção do dia 30. Suspender essa mobilização agora ajudaria o governo golpista no ataque aos trabalhadores e seus direitos”, acrescentou.

 

 

Começam hoje, nas plataformas da Bacia de Campos, assembleias para avaliar indicativo do Sindipetro-NF de adesão à Greve Geral Nacional, convocada pelas Centrais Sindicais para o próximo dia 30. Em bases de terra, as assembleias estão sendo realizadas desde ontem e seguem até a próxima segunda, 26.

Para os petroleiros e petroleiras da região, o modelo indicado de greve para o dia 30 é o mesmo utilizado pela categoria na greve do dia 28 de Abril, com entrega da produção ou parada nas plataformas (caso a gestão não assuma o controle), corte de rendição em Cabiúnas e não entrada no trabalho nas bases administrativas.

A categoria está em Estado de Assembleia Permanente desde o final de Abril, quando foi aprovada a primeira greve geral.

Para o Sindipetro-NF, a greve geral do próximo dia 30 é essencial para enterrar de vez o pacote de golpes contra os trabalhadores, nas chamadas reformas trabalhista e previdenciária, além de defender a Petrobrás do desmonte empreendido por Mishell Temer e Pedro Parente.

Confira os locais, datas e horários das assembleias.

Base / Data / Hora

Cabiúnas ADM / Sexta, 23 / 7h
Imbetiba (P.Camp) / Quinta, 22 / 13h
Cabiúnas Grupo A / Quinta, 22 / 15h
Parque de Tubos / Sexta, 23 / 13h
Cabiúnas Grupo D / Sexta, 23 / 23h
Edinc / Segunda, 26 / 13h
Cabiúnas Grupo E / Segunda, 26 / 23h

Plataformas: De sexta, 23, a domingo, 25, com retorno de atas até às 12h do dia 26.

Indicativo

- Realização de Greve Geral no dia 30 de Junho.

 

Petroleiros da plataforma P-63, na Bacia de Campos, denunciam que a unidade está, há uma semana, com um vazamento de água em temperatura ambiente sobre um motor elétrico em funcionamento, no módulo 81.

"Não é goteira, muito menos um jato, digamos que seja uma enxurrada que a deixa quase submersa. E para completar, a mesma precisa estar ligada para o sistema de resfriamento da plataforma, mesmo a plataforma estando parada sem produção de óleo", relatam os trabalhadores ao sindicato.

O NF cobrou da gerência de SMS da Petrobrás a imediata solução para o problema, que expõe os trabalhadores a grave risco. 

A entidade solicita aos trabalhadores que mantenham a diretoria informada sobre o andamento do caso, pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

[Do Boletim NPC] Será lançado na próxima semana o livro que conta a história do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense desde sua gestação, na dura e combativa década de 1990, até os dias atuais. O trabalho coordenado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação contou com longa pesquisa de Beatriz Passarelli Gomes e Juliane Furno. A história da entidade é relatada através de depoimentos de petroleiros e de documentos históricos, como atas e listas de presença.

Devemos muito ao jornal Nascente e à revista Imagem, produzidos pela equipe de comunicação do Sindicato. Sem eles, seria impossível contar essa história. O material é de grande interesse para os trabalhadores da região, mas nele estão também pedaços importantes da história do petróleo, da Petrobrás e do Brasil. O livro tem edição e organização de Luisa Santiago Vieira Souto, supervisão de Fernanda Viseu e Tadeu Porto, e projeto gráfico de Daniel Costa.

Veja um pedacinho:

“Em 1997, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, através da lei 9.478, conhecida como nova lei do petróleo, revogou a lei nº 2004 de 1953. Assim foi extinto o monopólio estatal do petróleo. A exploração, produção, refino e transporte deixaram de ser monopólio da Petrobrás. No mesmo ano, seguindo a cartilha do neoliberalismo, o governo FHC leiloou a estatal Vale Do Rio Doce. No dia 6 de maio de 1997, em pouco mais de dez minutos, uma das maiores empresas mineradoras do mundo foi vendida. Tratava-se de um patrimônio público, do qual o governo federal era, até então, seu acionista majoritário.”

 

[Foto: Luisa Santiago Vieira Souto, editora e organizadora do livro / NPC]

Petroleiros e petroleiras da Saybolt têm assembleia na sede do Sindipetro-NF, na próxima terça, 27, às 17h30 (em primeira convocação, com segunda convocação às 18h) para apreciar proposta de acordo coletivo apresentada pela empresa.  
 
Após reunião de negociação com o sindicato, na quarta,  21, a Saybolt formalizou, hoje, proposta que inclui reajuste de 8,08% (ICV); vale alimentação de R$ 250,00; vale refeição de R$ 33,00. Todos com retroativo a outubro e em única parcela.
 
A proposta também prevê troca do Vale Transporte para Vale combustível (opcional) — no valor da passagem para quem possui veículo, obedecendo o desconto estabelecido por Lei de 6% — e pagamento de PLR no valor mínimo de 50% do piso salarial a cada funcionário, em três parcelas, sendo a primeira parcela no dia 20 de julho, a segunda no dia 20 de agosto e a terceira no dia 20 de setembro/17.

[Da Imprensa da FUP] A gestão Pedro Parente já está em fase final para entrega do Campo de Azulão às multinacionais. O campo, 100% Petrobrás, é localizado na Bacia do Amazonas e “representa uma oportunidade para desenvolver uma descoberta de gás natural, perto de infraestrutura já existente, bem como de linha de transmissão de energia”, como anunciou a empresa em fato relevante divulgado nesta quarta-feira, 21.

O processo de venda do Campo de Azulão está na chamada "fase vinculante", que é quando os gestores da Petrobrás enviam cartas convite aos potenciais compradores habilitados na fase anterior. Além deste campo, Pedro Parente colocou também à venda em maio o Campo de Juruá, na Bacia do Solimões.

Esses dois campos, com valores significativos de gás natural, pertencem integralmente à estatal brasileira e agora estão na iminência de serem apropriados pelas multinacionais, que há muito tempo estão de olho nos recursos da região amazônica.

Além de se apossarem desses ativos valiosos, as empresas estrangeiras terão a seu dispor toda a logística construída pela Petrobrás na região, podendo, inclusive, utilizar os dutos que interligam o polo produtor de Urucu a Manaus.

Pedro Parente, que assumiu a presidência da estatal pelas mãos de Michel Temer para entregar o petróleo brasileiro aos grupos econômicos que financiaram o golpe, não tem legitimidade alguma para continuar no comando da Petrobrás, doando as riquezas do povo brasileiro. A FUP e seus sindicatos estão em luta para que ele e sua diretoria sejam afastados da companhia e que todas as medidas desta gestão golpista sejam anuladas.

 

[Da Subseção Dieese – CUT Nacional] No dia 21, foram divulgados os números de maio do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), indicador que o Ministério do Trabalho utiliza para mensurar os índices formais de emprego no Brasil. A Subseção do Dieese da CUT fez as seguintes considerações sobre os dados divulgados pelo governo:

• O saldo no mês de maio foi positivo em 34.254.

• Esse número ė resultado da contratação de 1.242.433 e da demissão de 1.208.180.

• Ou seja mesmo com saldo positivo, a rotatividade ė alta e continua com efeito negativo sobre as médias salariais, isso ocorre porque os novos contratados possuem salários médios menores (R$ 1.441,99) do que os demitidos (R$ 1.648,83).

• Lembrando que o crescimento da massa salarial (soma de todos os salários no mercado formal, nesse caso, dos admitidos e demitidos em maio) é elemento importante para o crescimento do consumo e retomada da economia. No mês de maio, mesmo com saldo positivo do emprego, devido à rotatividade, a massa salarial teve queda de -10%.

• O saldo do mês de maio (34.254) ė menor 42,8% do que o verificado no mês anterior, abril (59.856), demonstrando que o cenário do mercado de trabalho ainda não é estável.

• Em relação aos anos anteriores, maio de 2017 ė maior que o verificado em 2015 e 2016 (que registraram numeros negativos), mas muito menor do que os saldos registrados nesse mês desde 2002 até 2014.

• O resultado registrado tem forte impacto da Agricultura, que teve saldo positivo de 46.049, por ser o período de contratações no setor, devido ao início do ano-safra.

• Por outro lado, o Comércio e a Construção Civil registraram números negativos, -11.254 e -4.021, respectivamente.

• A Indústria registrou saldo positivo de 1.400 postos de trabalho. Esse número ė resultado do saldo positivo de 7.281 no segmento na indústria de alimentos e 62 no segmento de material de transporte. Por outro lado, a indústria metalúrgica, mecânica e eletroeletrônicos registraram resultados negativos de -3.077, -2593 e -373, respectivamente.

 

[Da Imprensa da CUT] A CUT lançou na manhã desta quinta-feira (22), em São Paulo, durante reunião da Direção da Central, a plataforma ‘Na Pressão’ (napressao.org.br) uma ferramenta para cobrar autoridades como parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por meio de e-mail, telefone e das redes sociais será possível enviar mensagens e participar de campanhas cadastradas no site. Já estão no ar as mobilizações de combate às reformas Trabalhista e Previdenciária e de defesa das Diretas Já!

Apenas na primeira hora de lançamento foram mais de sete mil e-mails enviados, o que comprova, conforme aponta o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a necessidade de ter uma plataforma para chegar às bases parlamentares de maneira rápida e objetiva.

“As nossas ações no local de votação e de trabalho se faz muito mais eficaz do que a ida a Brasília onde sequer temos acesso aos deputados e senadores, enclausurados em seus gabinetes. Todas as vezes que conversamos com eles, dizem que o que os deixam com medo é justamente a pressão nas bases, então, a ideia é justamente furar o bloqueio e mostrar a indignação dessas bases”, falou.

Secretário de Comunicação, Roni Barbosa, reforçou que o instrumento está aberto a qualquer organização que deseje defender a democracia. “A plataforma é construída pela CUT, mas não é feita apenas para nós e nossa base. Qualquer entidade que queira cobrar as autoridades e fazer uma campanha em defesa dos direitos trabalhistas e sociais pode entrar conosco para promovermos juntos essa luta”, explicou.

Como funciona

O ‘Na Pressão’ é um banco de dados que permite acessar os contatos de autoridades que irão decidir sobre projetos e leis. Já estão cadastrados os contatos de parlamentares e ministros envolvidos com as Reformas Trabalhista e Previdenciária, além de ministros do STF, que tratarão da proposta de eleições diretas em caso de saída do ilegítimo Michel Temer (PMDB).

Quem acessar poderá ver a foto da personalidade e os meios para enviar mensagem. O site também disponibiliza uma sugestão de texto para encaminhar e permite refinar a busca por diversos critérios que vão desde gênero até região.

É possível acionar, por exemplo, apenas deputados de São Paulo ou acionar o botão ultrapressão para cobrar todos os parlamentares favoráveis à Reforma Trabalhista.

 

Duas pautas que se cruzam nesta edição do Nascente precisam de atenção especial da categoria petroleira: uma, diz respeito à organização da Greve do próximo dia 30, chamada pelas Centrais Sindicais. Outra, anuncia a realização do 13º Congrenf (Congresso Regional dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense). Ambas estão inseridas em um contexto de enfrentamento aos golpes contra os trabalhadores, dentro do espírito resumido na bandeira “Diretas por direitos”.

Desde o momento em que elege delegados e delegadas ao Congrenf, a categoria está construindo a sua Pauta de Reivindicações e a sua estratégia de defesa e ampliação de direitos. É uma forma de luta, de resistência, contra a contínua pressão do Capital pela precarização do trabalho, formação de exército de reserva, redução de salários e de “custos” com benefícios e segurança.

Cada tijolinho é fundamental para a concretização da obra. Não é possível dissociar o empenho individual de uma liderança que, no local de trabalho, estimula os colegas a realizarem uma assembleia, como as que ocorreram nas últimas semanas, das lideranças sindicais que estão nos aeroportos, nas manifestações, na pressão sobre o Congresso. É uma corrente classista que não pode ser rompida. No Congrenf, estes elos se materializam pela atuação dos delegados e delegadas.

Com a construção de uma nova Greve Geral não é diferente. Os trabalhadores viram, nesta semana, por diferença de um voto no Senado, o quanto vale a pena pressionar para pôr empecilhos a cada frente do golpe que se coloca. Foi uma barreira importante erguida contra a Reforma Trabalhista em uma comissão, essencial em termos formais de tramitação e em termos simbólicos, mostrando que não é tão fácil como pensam passar o trator sobre direitos conquistados por décadas e décadas.

Tudo isso mostra que, além de ser preciso, é produtivo lutar. Dá resultado estar em sintonia com a causa correta. Ainda que não vencendo todas as batalhas, mas com a recompensa de estar cumprindo um dever ético, atuando do lado certo da história, brigando por inclusão, por justiça, por democracia, respeito e dignidade para todos, e não apenas para alguns privilegiados.

Vamos lutar no Congrenf, vamos lutar na Greve, vamos lutar em todas as frentes. A história é a gente quem faz. Diretas por direitos já!

 

[Nascente 997]

[FUP] A direção do Sindipetro Unificado de São Paulo comunica que a greve de 48 horas contra a redução do efetivo mínimo nas áreas operacionais será deflagrada no início da madrugada desta sexta-feira (23.06). A mobilização foi aprovada pelos trabalhadores da base, em assembleias realizadas entre os dias 4 e 18 de abril.

Na segunda-feira (19), a Replan efetivou a redução do efetivo no turno das 15h30, com a eliminação de nove postos de trabalho. Diante da medida unilateral e da situação de insegurança, os trabalhadores iniciaram, nesta tarde, a vigília controlada.

O movimento será suspenso, de acordo com o Sindicato, assim que a empresa aceitar as condições estabelecidas no ofício, que propõe um calendário de avaliação do estudo, enviado na tarde de hoje ao gerente geral da refinaria.

A declaração do Direito de Recusa, que deve ser preenchida pelo trabalhador e entregue uma cópia ao supervisor, está disponível no site do sindicato. 

Contra redução de efetivo, Sindicato entra com denúncia e ação na Justiça

O Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) encaminhou, nesta semana, uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho e entrou com uma ação de tutela cautelar na 1ª Vara de Paulínia contra a Replan, que reduziu de forma arbitrária e unilateral o efetivo mínimo operacional da unidade. Na segunda-feira (19), os trabalhadores do turno da tarde foram surpreendidos com a implementação da medida, que eliminou nove postos de trabalho de cada grupo, totalizando 54 cortes na refinaria.
A denúncia ao MP foi apresentada pelos advogados do Unificado na segunda-feira, após a empresa efetivar os cortes, e ainda não tem uma conclusão. O documento requer providências, que a gerência da Replan cumpra com as determinações da legislação, bem como do Acordo Coletivo de Trabalho vigente e suspenda, imediatamente, a redução do efetivo, recompondo o número anterior.

O pedido de tutela foi ajuizado nesta terça-feira (20), na 1ª Vara de Paulínia. Na ação, é solicitado que a Petrobrás apresente à direção sindical a íntegra dos estudos realizados para a implantação do novo efetivo mínimo. É requerido também que a empresa volte a operar com os mesmos números de trabalhadores do dia 18 de junho, até que sejam encerradas eventuais negociações e tratativas previstas em acordo coletivo, a fim de possibilitar que os trabalhadores voltem a cumprir seus turnos de trabalho regulares.                        

A redução do efetivo mínimo na refinaria, que já operava no limite, aumenta os riscos de acidentes e torna ainda mais preocupante as condições de segurança dos petroleiros, das instalações e do entorno da refinaria. A direção do Sindicato tem insistido na abertura de um canal de negociação com a empresa, sem sucesso, e espera, a partir de agora, que a situação seja restabelecida por meio da justiça.

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