Da Imprensa da CUT - Em reunião na sede da CUT nesta sexta-feira (8), as principais centrais sindicais do Brasil – CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, Intersindical, Conlutas e CGTB – definiram entrar em estado de greve contra a reforma da Previdência. Uma nova reunião já foi agendada para o próximo dia 14 para avaliar as movimentações na Câmara dos Deputados e a possível colocação da reforma em pauta.

“A greve acontecerá no dia em que os golpistas colocarem para votar a nova proposta de reforma”, disse Vagner Freitas, presidente da CUT.

E durante todo o mês de dezembro, as centrais realizarão com seus sindicatos, federações e confederações uma jornada de luta para mobilizar, aquecer e preparar a greve em todo o Brasil.

O centro da estratégia discutida na reunião desta sexta é impedir a votação da nova reforma da Previdência, utilizando todo o tipo de pressão já a partir deste domingo (10), quando começa a jornada de luta, que consiste em ações como, abordagem aos parlamentares nos aeroportos, idas aos gabinetes dos deputados e deputadas, denúncias em suas bases eleitorais, assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras, panfletagens à população.

O dia 13, quarta-feira, será um dia especial para a base da CUT mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras com atos em todas as capitais e grandes cidades, visitas às bases dos parlamentares e panfletagens. “Tudo isso é um aquecimento para greve que faremos no dia em que a Câmara colocar a proposta em votação”, salienta Vagner.

Com esse tipo de ações impedimos a aprovação do desmonte da aposentadoria até agora, lembra Vagner, que afirma: “Eles não votaram porque nós conseguimos disputar a opinião pública e vencer. O povo entendeu que não é reforma, é desmonte, é o fim do direito de se aposentar.”

Segundo Vagner, a pressão nas bases eleitorais dos parlamentares e a mobilização das categorias em todo o Brasil estão surtindo efeito. “Não podemos ter dúvidas disso. Precisamos intensificar as ações na próxima semana e, se for necessário, a greve será mais um instrumento da nossa luta”, explica o dirigente.

Vagner diz que vai ter greve, sim, mas isso só ocorrerá quando a Câmara colocar na pauta a votação da nova proposta de reforma.

“O dia em que colocarem para votar, nós vamos parar o Brasil”, garante o presidente da CUT.

O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, explica que o golpista Temer (PMDB-SP) não tem a menor preocupação com a classe trabalhadora, nem mesmo com a opinião pública, já que se conformou com a popularidade de 1% nas pesquisas.

“Ele tem uma tarefa a cumprir e está sendo pressionado para isso. Votar a reforma da Previdência a qualquer custo este ano é o recado que o governo precisa dar ao mercado”, diz Sérgio.

Segundo ele, quem tem preocupação com a opinião pública são os deputados, pois estão de olho nas eleições de 2018. “O governo sabe que ano que vem pode ter mais dificuldade em passar a reforma, por isso está tentando de tudo para aprovar e nossa tarefa urgente neste momento é manter a pressão”.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, reforça que a base da Central está em estado de greve e pode cruzar os braços a qualquer momento. “Estamos criando as condições necessárias para que os sindicatos e os trabalhadores e trabalhadoras possam realizar uma grande e excelente greve”, explica.

“A CUT está junto dos seus sindicatos na construção da greve para o que der e vier”, completa.

“A greve geral do dia 28 de abril é um excelente exemplo do que podemos fazer caso ousem votar a reforma da Previdência na última semana antes do recesso parlamentar”, alerta Vagner.

Na Pressão: quem vota, não volta em 2018!

É hora de colocar pressão nos parlamentares e dizer que eles não serão reeleitos caso votem pelo fim do direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras. De acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), 167 deputados declararam que vão votar a favor da reforma. Outros 152 disseram que vão votar contra e 198 estão indecisos.

Uma das formas de pressionar os deputados e deputadas é utilizar o site Na Pressão, uma ferramenta da CUT lançada em junho deste ano e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais.

O Na Pressão possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor do governo do ilegítimo Temer pelo link "Ativar Ultra Pressão". Ao clicar na foto individual do parlamentar, é possível acessar informações completas do deputado, como partido, estado e até mesmo contato para envio de mensagens por meio do whatsapp. Entre agora e pressione!

[Foto: Roberto Parizotti/CUT]

 

Da Imprensa da FUP - A Petrobrás agendou nova reunião com a FUP, para a manhã desta terça, 12, no Rio de Janeiro, para dar prosseguimento às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2017. Em ofício enviado à Federação Única dos Petroleiros na última sexta, 8, a empresa diz que irá apresentar a última proposta, mas isto quem decide são os trabalhadores.

Como já foi aprovado em assembleia, o ACT deve manter todos os direitos, contemplando os trabalhadores da Petrobrás e de todas as subsidiárias, inclusive a Araucária Nitrogenados, com renovação e validade por dois anos, assim como o termo aditivo, com as salvaguardas à contrarreforma trabalhista. E em caso de qualquer redução de direitos, os petroleiros farão greve por tempo indeterminado.

 

Brasil de Fato - Dois milhões de trabalhadores têm sentido na pele as consequências do processo de desmonte da indústria nacional. Valtenir Oliveira dos Santos faz parte desta estatística. O lixador industrial trabalhou no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, e há um ano e meio foi demitido do emprego. 

Santos era contratado de uma empresa terceirizada da Petrobras e não recebeu a indenização referente a sua demissão até hoje. O caso do lixador industrial é bem similar aos mais de 30 mil trabalhadores que atuavam no Comperj e foram demitidos. O Complexo Petroquímico foi um dos principais impulsionadores de emprego no estado do Rio.  

“Foi um sonho para todos nós, em especial o morador do Rio de Janeiro que tinha a esperança de ficar trabalhando no Comperj. Sofremos este golpe e logo depois tudo desmoronou. Muitos trabalhadores de Itaboraí e São Gonçalo  ficaram morando na rua, muitos sofreram depressão, se mataram”, conta  Santos que também integra o Movimento Somos Todos um Só Rio composto por trabalhadores desempregados de todo o estado. 

Lava Jato é uma das responsáveis pela crise econômica 

A crise econômica que tem impactado a indústria nacional encontra a sua origem em uma série de medidas como o ajuste fiscal implementado pelos governos federais, estaduais e municipais; a redução do papel do Estado na economia; as altas taxas de juros; a queda no preço das commodities; a crise política e também a condução da Operação Lava Jato. 

Cloviomar Cararine é técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e assessor da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Ele explica que a consequência da Lava-Jato na economia brasileira tem sido desastrosa.   

“Esse modelo que a Lava-Jato adotou de combate à corrupção atacou diretamente o setor mais dinâmico da economia brasileira, que é o setor de petróleo, que tem a Petrobras como a principal empresa. Junto com isso, a Lava-Jato também atingiu as empresas que prestam serviço para a Petrobras, que tinham relação direta com a companhia, afetando toda uma cadeia produtiva”, destaca o economista. 

De acordo com Cararine, os estados mais afetados com a onda de desemprego na indústria nacional são aqueles que tinham estaleiros. É o caso do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.  

“No caso da Petrobras diretamente, entre próprios e terceiros, identificamos 260 mil empregos a menos nesse período. Na indústria naval notamos 47 mil empregos a menos”, detalha Cararine. 

A saída apontada pelo pesquisador e também por outros especialistas da área para evitar que o cenário de desemprego chegue a proporções alarmantes como a atual, está em rever a estratégia utilizada pela Justiça brasileira para combater à corrupção. Segundo Cararine, a empresa não pode ter o seu investimento prejudicado por práticas ilegais realizadas por terceiros. Ele aponta que para combater a corrupção é importante identificar o que é lícito e ilícito na relação Estado e setor privado e, a partir daí, tomar as medidas cabíveis para evitar que práticas de corrupção ganhem espaço. 

 

Edição: Vivian Virissimo

A FUP e seus sindicatos realizaram esta semana, nos campos de produção do Norte Capixaba e da Bahia, mais um ato pela manutenção do atual Acordo Coletivo de Trabalho, com a recuperação das perdas inflacionárias nos salários e benefícios e contra as práticas antissindicais da Perbras. Outros atos serão realizados até a solução da questão.

No Espírito Santo foram paralisadas as sondas de produção de petróleo (SPT) nos campos de SM, CANCAN e FAL, com a participação dos representantes da FUP, Eneias Zanelato e Priscila Patricio, do Sindipetro-NF, Wilson Reis e Andre Coutinho, Sindipetro-BA, Radiovaldo Costa e Adson Brito, Sindipetro-RN Ivis Corsino e Cassio Jeronimo e do Sindipetro-ES Reinaldo Alves, Clodoaldo e Patricia Silva.

Na Bahia foram paralisadas as sondas e os serviços de monitoramento das áreas de Santiago, Buracica e Taquipe, tendo à frente os diretores Gilson Sampaio (Morotó) João Marcos, Jorge Mota, Ariosvaldo dos Santos (Ari), Matos Júnior, Eliú Evangelista, Climério Reis (Mero), Antonio Vieira e George Arleo.

A FUP e seus sindicatos reafirmam sua reivindicação de manutenção do atual Acordo Coletivo de Trabalho com a recuperação das perdas inflacionárias nos salários e benefícios, além de uma solução emergencial para os problemas regionais com por exemplo a mudança no Plano de Saúde para o plano da Amil, que não atende os trabalhadores nas cidades onde atua a empresa, dentre outras questões.

Nova rodada de negociação foi solicitação a Perbras para que a empresa a apresente uma nova proposta que atenda as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras.

A cesta básica no município de Macaé registrou pequeno aumento no mês de novembro em relação a outubro, de 0,17%, passando a custar R$ 370,11, completando um semestre com registro de variações negativas do custo médio da cesta macaense. Comparada com novembro de 2016, o custo da cesta também apresentou quedano preço médio, com retração de 8,60%.

 

TABELA 1

Gasto, variações mensal e anual e tempo de trabalho necessário

Macaé-RJ – Novembrode 2017

Produtos

Quantidades

Gasto mensal (R$)

Variação (%)

Tempo de trabalho

Novembro 2017

Outubro2017

Mensal

Em 12 meses

Novembro2017

Outubro2017

Carne

6 kg

110,34

108,24

1,94

-6,41

25h55m

29h28m

Leite

7,5 l

27,23

26,93

1,11

-5,45

6h23m

7h12m

Feijão

4,5 kg

23,49

23,13

1,56

-32,31

5h31m

8h41m

Arroz

3 kg

10,05

10,32

-2,62

-9,70

2h22m

2h47m

Farinha

1,5 kg

4,29

4,22

1,66

-15,88

1h01m

1h17m

Batata

6 kg

12,36

14,04

-11,97

-34,39

2h54m

4h43m

Tomate

9 kg

32,13

33,21

-3,25

-16,20

7h32m

9h35m

Pão

6 kg

56,76

56,82

-0,11

4,88

13h20m

13h32m

Café

600 g

14,42

14,26

1,12

14,35

3h23m

3h09m

Banana

7,5 dz

32,93

32,25

2,11

-16,21

7h44m

9h50m

Açúcar

3 kg

9,54

9,45

0,95

-16,97

2h14m

2h52m

Óleo

900 ml

4,09

4,04

1,24

0,49

0h58m

1h01m

Manteiga

750 g

32,48

32,58

-0,31

13,88

7h38m

7h08m

Total da Cesta

 

370,11

369,49

0,17

-8,60

86h54m

86h45m

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Fonte: DIEESE

 

Na comparação mensal, entre outubro e novembrode 2017, oito dos treze produtos pesquisados registraram variações positivas do preço médio, contudo, abaixo de 2%, com exceção da banana, que encareceu 2,11%.Os outros produtos que obtiveram aumento foram a carne (1,94%), a farinha (1,66%), feijão(1,56%), o óleo de soja (1,24%), o leite(1,11%),o café (1,12%), e o açúcar (0,95%).

Cinco produtos apresentaram queda nos preços, com destaque para a batata (-11,97%), devido, principalmente,à retomada das chuvas em outubro e subsequente impacto nas colheitas durante o mês de novembro, provocando, portanto, aumento da oferta do produtoOutros produtos que apresentaram redução foram o tomate (-3,25%), o arroz (-2,62%)manteiga (-0,31) e o pão (-0,11%).

No acumulado em doze meses, o preço médio da cesta básica macaense registrou queda de 8,60%. Dentre os itens que apresentaram redução dos preços médios, destacaram-se o feijão (-32,31%), a batata (-34,39%), o arroz (-9,70%), o tomate (-16,20%), a banana (-16,21%) e o açúcar (-16,97%). Por outro lado, entre aqueles que registraram aumento nos preços, o destaque vai para o café (14,35%) e a manteiga (13,88%).

O trabalhador que reside em Macaé com rendimento equivalente a um salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 86 horas e 54minutos para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. O valor gasto com essa cesta havia representado, em outubro, 42,93% do salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos da Previdência Social.

O custo da cesta básica de Macaé representou 90,85% do valor apurado no município do Rio de Janeiro (R$ 407,37) no mês de novembro.

Em outubro, o custo do conjunto de alimentos essenciais caiu em 15 das 21 capitais brasileiras pesquisadas pelo DIEESE. As maiores quedas foram registradas em Rio de Janeiro (-3,25%), Belém (-2,26%) e Brasília (-2,20%).Entre as capitais que registraram aumento no preço médio da cesta básica, as variações foram anotadas em Recife (0,64%), Maceió (0,44%) e Aracajú (0,21%).

A partir da cesta básica mais cara, que em novembro foi verificada na cidade de Porto Alegre (R$ 444,17), o DIEESE calcula o Salário Mínimo Necessário, isto é, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. O valor calculado para o mês de novembrofoi de R$ 3.731,48, ou 3,98 vezes o mínimo de R$ 937,00.

 

Da Imprensa da FUP - Centenas de estudantes e militantes do Levante da Juventude realizaram na manhã desta sexta-feira, 08, um escracho contra a presença do juiz federal Sérgio Moro, em um evento realizado pela diretoria da Petrobrás, na sede da empresa, no Rio de Janeiro. Com cartazes, faixas, paródias, jograis e performances, os jovens denunciaram os impactos da Lava Jato na economia do país e criticaram os métodos e a parcialidade de Moro na condução da operação.

Além do Levante, participaram do protesto a FUP, seus sindicatos e movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

“Não me engana mais, sabemos que o Sérgio Moro quer vender a Petrobrás”, entoavam os jovens, com tambores e percussão, chamando a atenção da população que passava em frente à sede da Petrobrás.

Nem a chuva fina que caiu no início do ato diminuiu a energia dos militantes. Uma das paródias mais animadas foi a que usou o refrão da música “Sua cara”, um dos hits da cantora Anitta, com Pabllo Vittar:

“Juventude em luta pela educação | garantindo o futuro da nação | só com o pré-sal vai ter evolução | prepara, se prepara, a Petrobrás não pode ser privatizada”.

Jessy Dayane, vice-presidente da UNE e integrante da Coordenação Nacional do Levante da Juventude, explicou a importância do escracho contra a presença de Sérgio Moro na sede da principal empresa brasileira, que está sendo vítima do maior ataque e desmonte de sua história, desde que teve início a operação Lava Jato, em março de 2014. “Estamos aqui para denunciar a atuação do juiz Sérgio Moro na condução da Lava Jato. Esse ato é pra mostrar que esse juiz tem lado, ele serve a interesses políticos do capital estrangeiro, um juiz que tem como objetivo entregar a nossa nação, entregar as riquezas do país, entregar a nossa Petrobrás. Queremos combater a corrupção, mas não aceitamos que vendam a nação”, afirmou.

Ela lembrou que os métodos do juiz responsável pelos julgamentos da Lava Jato foram questionados recentemente pelo ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, durante depoimento à CPI da JBS, no dia 30 de novembro. Ele acusou o melhor amigo e padrinho de casamento de Moro, o também advogado Carlos Zuccolo Júnior, de ter carta branca para negociar com os presos da Lava Jato reduções de penas, multas e outros benefícios, em troca de propinas e de delações direcionadas. Tacla Duran apresentou à CPI cópias periciadas de mensagens de celular trocadas com Zuccolo Júnior, onde ele pedia 1/3 dos honorários “por fora” para garantir os “acordos” paralelos. O advogado, além de padrinho de Sérgio Moro, é também sócio da esposa dele, em um escritório de advocacia em Curitiba.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltou a importância da participação dos jovens nas lutas em defesa da soberania e contra o desmonte do Estado brasileiro. “Vocês têm sido fundamentais nessa aliança que construímos com os movimentos sociais para defender a Petrobrás e o Pré-Sal de entreguistas, como o juiz Sérgio Moro”, declarou o petroleiro. “A vinda de Moro aqui hoje é uma afronta para todos nós. É preciso acabar com essa farsa de que tudo isso que está acontecendo no nosso país, o desemprego, a quebra da indústria nacional, dos estaleiros, a privatização da Petrobrás, tem como pano de fundo o combate à corrupção. O Moro está acabando com a nossa empresa, de caso pensado”, revelou Zé Maria, afirmando que nenhum cidadão de bem é favor da corrupção, “mas não podemos aceitar que o combate à corrupção seja seletivo, que acabe com o Estado brasileiro”, declarou.

“O Moro tinha que devolver à Petrobrás e ao país os milhões de empregos que foram retirados do povo brasileiro”, cobrou o coordenador da FUP, afirmando que a máscara do juiz da Lava Jato está caindo. “A sociedade brasileira está enxergando a cada dia que passa, o quanto essa farsa está prejudicando o país. Não podemos e não vamos continuar assistindo o desmonte da nossa nação de braços cruzados”, avisou.

[Foto: Imprensa da FUP]

 

A plataforma P-56, na Bacia de Campos, receberá nesta segunda, 11, uma visita indesejada: a do presidente entreguista da Petrobrás, Pedro Parente. O Sindipetro-NF foi informado de que a gerência da unidade está "estimulando" os trabalhadores a "deixarem tudo perfeito", executando um conjunto de PTs (Permissão de Trabalho) que foi até apelidada de "rota do presidente".

"Pedro Parente não é bem-vindo na P-56 e em nenhuma unidade da Petrobrás. Se dependesse apenas dele, a empresa já teria sido vendida por completo. O seu DNA é privatista. Por enquanto, vendeu o que pode em ativos e segue no desmonte da empresa", afirma o coordenador geral do sindicato, Tezeu Bezerra.

Parente é alvo de denúncia da FUP (Federação Única dos Petroleiros) na Procuradoria da República. Uma representação pelo seu impedimento foi protocolada no órgão em junho deste ano. O documento lista medidas tomadas pelo presidente contra a nação e demonstra a existência de conflito de interesses, já que Parente é sócio fundador da Prada Consultoria — um grupo de gestão financeira e empresarial que é presidido por sua esposa, especializado em maximizar os lucros de milionários brasileiros com relações diretas com a Petrobrás.

A promiscuidade da gestão da empresa com o mercado financeiro também foi denunciada pela FUP em relação a outro privatista, o diretor de governança e conformidade da companhia, João Elek, que depois de ser afastado por ter sido denunciado à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, foi reconduzido à função pelo Conselho de Administração controlado pela atual gestão. Ele contratou sem licitação, por R$ 25 milhões, a consultoria financeira Deloitte, empresa onde sua filha passava por processo de seleção.

Embarque do NF adiado

Curiosamente, um embarque do coordenador geral do Sindipetro-NF na P-56, que estava programado também para esta segunda-feira, para reunião de Cipa no dia seguinte, foi adiado pela Uo-Rio para a próxima quinta-feira, para reunião na sexta. O sindicato protestou junto à gerência contra essa mudança de data. A empresa alega que o embarque precisou ser mudado em razão de um evento festivo referente aos 40 anos da Bacia de Campos, que inclui o embarque de Parente na P-56.

[Foto: Marcelo Camargo-ABr]

 

 

Da Imprensa da FUP - Petroleiros e movimentos sociais realizam na manhã desta sexta-feira, 08, ato em frente à sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, onde a alta direção da empresa homenageia o juiz federal Sérgio Moro. A FUP e seus sindicatos denunciam o desmonte que a operação Lava Jato causou à indústria de óleo e gás, um dos setores mais importantes da economia do país. “É preciso, sim, combater a corrupção, mas sem destruir empregos, nem inviabilizar a indústria nacional”, destaca o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Enquanto a comitiva de Moro é recebida com pompas e circunstâncias pela gestão de Pedro Parente, que usa a sede da empresa como palco para enaltecer as ações da Lava Jato, os trabalhadores brasileiros sofrem na pela as consequências do desemprego em massa e da desindustrialização causados pela operação. Além de mais de dois milhões de postos de trabalho que foram fechados no rastro da Lava Jato, a Petrobrás cortou investimentos estratégicos para o país, privatizou uma série de ativos e subsidiárias e fez o PIB do país encolher em 2,5%.

Uma das mais graves consequências desse desmonte é o fim da política de conteúdo local que o governo Temer, com apoio da atual gestão da Petrobrás, vem realizando. A Medida Provisória 795/2017, que isenta de impostos até 2040 as petrolíferas e libera as importações de plataformas, navios, peças e equipamentos, causará ao Brasil um prejuízo 26 vezes maior do que todo o montante que a Lava Jato espera recuperar. As consultorias legislativas e de orçamento da Câmara dos Deputados Federais estima que o país perderá R$ 1 trilhão durante os 25 anos de renúncia fiscal.

Diversos outros países que também tiveram casos de corrupção envolvendo empresas que são tão fundamentais para suas economias, quanto a Petrobrás, enfrentaram o problema, sem comprometer o desenvolvimento econômico de suas nações. É o caso da Coréia do Sul, que apurou e puniu os crimes de corrupção envolvendo os executivos da Samsung, preservando os empregos e investimentos da empresa, cujas atividades são responsáveis por um quarto da economia do país.

Saldo da Operação Lava Jato

Total de ressarcimento pedido: R$ 38,1 bilhões

Valores alvo de pedidos de recuperação judicial: R$ 10,3 bilhões

Valores devolvidos à Petrobrás: R$ 1,45 bilhões

Impactos na Petrobrás entre 2014 e 2016

Perda de valor de mercado: R$ 96 bilhões

Quanto que a empresa deixou de investir neste período: R$ 49 bilhões

Perdas com desvalorização de ativos: R$ 112,4 bilhões

Privatizações realizadas: R$ 41,521 bilhões

Quantos empregos foram perdidos na cadeia produtiva do setor: 2 milhões

Reflexos na economia do país: redução de 2,5% do PIB

Quanto o país deixou de arrecadar em impostos: R$ 10 bilhões

Isenção fiscal de Temer às petrolíferas (MP 795/2017)

Quanto o Brasil deixará de arrecadar em 25 anos: R$ 1 trilhão

Prejuízos anuais ao país: R$ 40 bilhões

Fontes: Petrobrás, FGV, Dieese, Consultoria Tendências, MPF/PR, Consultorias Legislativa e de Orçamento da Câmara dos Deputados Federais

 

[Foto: Imprensa da FUP]

Da Imprensa da FUP - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse considerar "inaceitável" a paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj) "O Comperj está fechado, mas eu teimei de vir aqui porque queria fazer uma foto. É inaceitável que um País em meio a essa crise econômica e esse desemprego deixe parada uma obra dessa magnitude por irresponsabilidade de um governo", afirmou Lula em seu terceiro dia de caravana pelo Rio de Janeiro.

"Eu vim até aqui para mostrar que isso não é correto", disse. "Se estivesse produzindo, quanto imposto estaria sendo gerado, quantos empregos? Parada, ela só dá prejuízo e desespero. O Comperj chegou a gerar 20 mil empregos", completou.

Durante o ato, Lula disse que a Operação Lava Jato tem contribuído para a atual crise econômica. "O País só fala em corte de gastos e corrupção", afirmou. "Quem roubou tem que estar preso, mas as empresas não podem fechar", observou.

Segundo Lula, somente a Petrobras perdeu 197 mil trabalhadores e outros 50 mil postos de trabalho foram fechados na indústria naval. "Essa gente toda não roubou, essa gente foi roubada", destacou.

"Este país não fala mais em desenvolvimento industrial, geração de empregos... Só fala em corte, corte, corte e corrupção", afirmou o ex-presidente, aol lado do coordenador da FUP, José Maria Rangel, e de outras lideranças sindicais que participaram do ato no Comperj.

"Pararam as obras para entregá-la de graça aos chineses", disse Lula, em referência a notícia veiculada ontem (6), de que uma empresa chinesa disputa a construção de uma unidade de gás do complexo, por R$ 1,9 bilhão, que aproveitará a produção do pré-sal.

Na quarta-feira, 06, à noite, em Maricá, o ex-presidente voltou a criticar o mercado e a imprensa por promover "terrorismo" sobre sua eventual candidatura. "Mesmo se eu marcar um gol de bicicleta a imprensa não vai dar, preferem transmitir o gol de canela do adversário", brincou. Sobre sua relação com o mercado, Lula foi enfático. "Eu não preciso do mercado, eles que vão precisar do meu governo."

A caravana segue pelo Rio após passar por Vitória e Cariacica, no Espírito Santo. Na parte da tarde, Lula estará percorrendo a Baixada Fluminense. Faz paradas em Duque de Caxias, Belford Roxo e, finalmente, encerra o quarto dia com outro ato no calçadão da Praça Rui Barbosa, em Nova Iguaçu.

Caxias

Durante o ato em Caxias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a Petrobras e fez críticas ao desmonte da indústria naval brasileira pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

"Eu tenho consciência de que nós transformamos a Petrobras na 2ª maior petrolífera do mundo. Reconstruímos a indústria naval, passamos a construir aqui, com empregados brasileiros, navios e plataformas que agora as multinacionais estão comprando lá fora, sem precisar pagar imposto", criticou o ex-presidente.

Para uma multidão que o aguardava na praça do Relógio, no centro da cidade, Lula reforçou que, caso seja presidente do país outra vez, vai recuperar os direitos sociais perdidos da população e revogar as medidas que estão acabando com o Brasil. "Se eu voltar a disputar as eleições eu vou ganhar. E a Petrobras vai voltar a ser do povo brasileiro. A Caixa não será privatizada. O Banco do Brasil voltará a ser banco público. E eu vou ganhar sem ódio", ressaltou Lula, que foi homenageado com o título de cidadão de Duque de Caxias.

[Com informações da Rede Brasil Atual e do Brasil 247 | Foto: Ricardo Stuckert (caravana de Lula)]

Da Imprensa da FUP* - A Câmara concluiu na madrugada desta quarta-feira, 06, a votação dos destaques apresentados pela oposição para tentar modificar o conteúdo da Medida Provisória 795/2017, que concede por 25 anos vantagens e isenções fiscais às empresas de petróleo, beneficiando, principalmente as multinacionais, que podem trazer de fora todos os equipamentos, peças, plataformas, navios e demais produtos, sem pagar sequer um centavo ao país. Todos os nove destaques propostos foram rejeitados e a matéria segue imediatamente para votação no Senado. Se passar pela Casa, a Medida implicará em renúncias fiscais na ordem de R$ 1 trilhão, segundo estudos das Assessorais Legislativa e do Orçamento da Câmara. As estimativas feitas são de que o pais perderá R$ 40 bilhões por ano em arrecadação.

O governo Temer editou a MP em 18 de agosto e no dia 11 de outubro lançou novo ato, prorrogando por mais 60 dias o prazo da Medida. O texto-base da "MP do Trilhão", como ficou conhecida, foi aprovado em tempo recorde na Câmara, no dia 29 de novembro, no rastro da denúncia feita pelo jornal britânico The Guardian de que o ministro do Comércio do Reino Unido, Greg Hands, teve seguidas reuniões com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, para que favorecesse a Shell, a BP e outras petrolíferas britânicas na exploração do Pré-Sal. Entre as cobranças feitas pelo ministro britânico estavam isenções fiscais, flexibilização das exigências de conteúdo local e liberação de licenças ambientais, segundo telegramas diplomàticos obtidos pelo The Guardian.

No dia 30 de novembro, a FUP denunciou o caso à Procuradoria da República no Rio de Janeiro, cobrando investigação do representante do MME por crime contra a administração pública.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas (Abimaq), a MP 795 eliminará um milhão de empregos diretos e indiretos gerados pelo setor de equipamentos de óleo e gás. A indústria naval, que já sofre com o desmonte da Petrobrás e da política de conteúdo local, será uma das mais prejudicadas pela “MP da Shell”, já que as multinacionais estão liberadas para trazer de fora suas embarcações sem pagar taxa alguma ao país.

A FUP solicitou uma audiência com o procurador chefe no Estado do Rio de Janeiro, José Gomes Ribeiro Schettino, para apresentar argumentos e provas sobre os prejuízos que o país terá com essas medidas, que foram feitas sob encomenda para as petrolíferas estrangeiras.

O ato de “patrocinar direta ou indiretamente interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário” é crime contra os interesses nacionais e é urgente que as autoridades se manifestem contra isso.

Saiba quem são os deputados que votaram a favor da MP do Trilhão

Confira a íntegra da MP 795/2017

Acesse o estudo de Luiz Alberto dos Santos, consultor legislativo do Senado Federal, denunciando os impactos que a MP terá para o país

[* Com informações do Congresso em Foco]

 

Qualquer um que tenha assistido ao menos a uma das duas falas de Lula em Campos dos Goytacazes, na passagem da Caravana Lula pelo Brasil pelo município nesta semana, ainda que não seja simpatizante do ex-presidente, não poderá negar o seu profundo compromisso com a população mais pobre. Após dois mandatos presidenciais, prestígio internacional, hoje aos 72 anos, ele poderia estar desfrutando os louros da sua trajetória e levando uma vida tranquila no olimpo da galeria histórica, onde certamente figurará daqui a 50 ou 100 anos em patamar semelhante ao de Getúlio Vargas. 

Mas essa não foi a sua opção. Colocou novamente o pé na estrada, diz que faz exercícios físicos duas horas por dia e esbanja uma saúde de aço, de dar cansaço em muitos dos que o acompanham nas andanças pelo Brasil. Para ele, trata-se de uma missão coletiva, uma constante da sua própria vida de retirante nordestino e operário. 

Este reconhecimento não é um elogio gratuito. Antes, é um chamado a um compromisso público que anda desacreditado, desestimulado, justamente para que o vazio político seja tomado por quem deseja apenas defender interesses privados.

Para a categoria petroleira e para tantos outros trabalhadores — e esta é a razão da relação transparente e democrática que o Sindipetro-NF mantém com o ex-presidente e com todas as lideranças que se disponham a representar um projeto de País socialmente justo e soberano —, este é um exemplo de que não se pode renunciar ao protagonismo na disputa política, não se pode deixar que os outros façam a história. A classe trabalhadora é que, consciente de si, caminha com autonomia e organização para mudar os rumos dos acontecimentos.

Não é de hoje que o sindicato tem que explicar o tipo de apoio que dá a Lula. Mas os pronunciamentos do ex-presidente, ouvidos de boa fé, explicam tudo. Para o sindicato, sempre esteve clara a diferença entre o Lula governante — cobrado, pressionado, puxado para o lado dos trabalhadores — e o Lula símbolo da luta operária no País, que catalisa as aspirações do povo humilde na luta contra a desigualdade. Esse é o nosso Lula. Lutar por ele, é lutar por nós.

[Nascente 1021]

Dando continuidade na luta pelo retorno do Sindipetro-NF às negociações do Acordo Coletivo, petroleiros da Perbras realizaram nesta quinta-feira, 7, um ato na frente da empresa em São Matheus, Espírito Santos. A atividade durou cerca de três horas e contou com a participação do  coordenador do Departamento de Trabalhadores do Setor Petróleo Privado, Wilson Reis, e do diretor André Coutinho.

Em paralelo, também aconteceram atos nas áreas de Santiago, Buracica e Taquipe, que correspondem as regiões de Catu, Alagoinhas e São Sebastião. A luta "Sem o NF não tem acordo" na Perbras tem realizado atos em todo país onde há base instalada da empresa. 

Cerca de 500 petroleiros atuam na Perbras no Norte Fluminense. A representação dos empregados da empresa foi retirada do Sindipetro-NF por outra entidade sindical, o Sinditob, que recentemente fechou acordo com 0% de reajuste.

Protestos

Já aconteceram atos no dia 28, em Catu, na Bahia e no dia 6 Parque de Tubos no Norte Fluminense. O primeiro ato contou com a participação da FUP e sindicatos petroleiros, como o Norte Fluminense, Bahia e Espírito Santo, todos contra a exclusão do NF das mesas de negociação com a Perbras.

O movimento sindical denuncia que a empresa simulou uma assembleia de trabalhadores que teria decidido pela mudança da representação sindical para o Sinditob. A própria categoria denunciou ao NF em setoriais que essa assembleia não foi divulgada e teve quórum baixíssimo.

 

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