Da Imprensa do NF e da Agência Brasil - Uma passeata ontem, 29, em Copacabana, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, protestou contra a violência que atinge as mulheres negras em todo o país. O Sindipetro-NF participou do protesto, representado pelas diretoras Conceição de Maria e Jancileide Morgado, e pelo coordenador geral Tezeu Bezerra. A entidade também prestou apoio para viabilizar a participação de militantes do movimento negro do Norte Fluminense.

Segundo dados do Atlas da Violência 2018, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de homicídio de mulheres negras no país é de 5,3 por 100 mil habitantes. O número é 73% superior ao registrado entre as mulheres não negras, cuja taxa de homicídios é de 3,1 por 100 mil habitantes. Os dados são de 2016. Em dez anos, a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto entre as não negras caiu 8%.

A Marcha das Mulheres Negras, feita anualmente desde 2015, tem uma pauta com 27 reivindicações, que incluem o fim do feminicídio da mulher negra, a investigação dos casos de violência doméstica, o fim do racismo e sexismo na mídia, o acesso à saúde de qualidade, o fim da violência contra religiões de matrizes africanas e a entrada de mais mulheres no poder.

“A gente vem denunciando isso desde que o mundo é mundo. O Estado brasileiro tem um projeto de execução [morte] do povo preto. E essa execução não se dá só com arma de fogo. Ela se dá quando você não tem saúde, quando você não tem casa, não tem educação, não tem qualidade de vida. A gente está comemorando neste ano os 70 anos da Carta dos Direitos Humanos [da ONU] e a gente está procurando esses direitos humanos até hoje”, disse Clatia Vieira, do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio, uma das organizadoras da marcha.

Segundo Clatia, o assassinato de Marielle Franco, vereadora negra do PSOL carioca, que foi executada a tiros em março deste ano, coloca um peso maior na luta pelos direitos das mulheres negras.

“É claro que a execução da Marielle traz muitos medos para a gente que é militante. A gente tem medo. Mas o medo também traz a coragem, porque a gente precisa viver e sobreviver para cuidar dos nossos. A Marielle fica como um estímulo para a gente dizer que a luta é muito grande. A gente tem uma intervenção racista que não escuta a comunidade negra e que não tem proposta para a gente. Os números só são matar, matar preto”.

 

Do Sindipetro Bahia - A categoria petroleira participou na manhã desse sábado (28), no Clube 2004, em Salvador, de um debate sobre o Plano de Carreiras e Remuneração da Petrobrás (PCR).

Os assessores jurídicos da FUP e do Sindipetro Bahia, Normando Rodrigues e Clériston Bulhões e a diretora da FUP e coordenadora do Sindipetro-SP, Cibele Vieira, falaram sobre o PCR e os prejuízos que o plano causa à categoria, ressaltando “a falta de transparência e a insegurança do PCR em um cenário político e jurídico de total incerteza”.

“O PCR é uma faceta da reforma trabalhista no seio da categoria petroleira”, alertou Clériston Bulhões, que também chamou a atenção para o fato de o empregado que aderir ao plano ficar nas mãos do empregador, sujeito às regras que podem ser alteradas de acordo com decisão gerencial.

Para o advogado, o PCR fere a Constituição, “é uma afronta ao concurso público e, ao aderir, o trabalhador está renunciando ao cargo que conquistou através do concurso e se tornando um empregado multifuncional”.

Retirada de direitos

Para Cibele Vieira, o PCR é o começo da retomada do processo de retirada de direitos. Segundo ela uma das provas de que o PCR é lesivo é o fato da Petrobrás não querer negociar com a FUP e seus sindicatos. “Não se enganem”, advertiu, “o objetivo da empresa, entre outros, é flexibilizar a estabilidade dos empregados nos cargos, alocar o pessoal de forma compulsória e dividir os trabalhadores enquanto categoria”.

Ela acredita que a tendência é a redução do número de pessoas que está migrando para o novo plano e conclamou os trabalhadores a fortalecer o coletivo não tomando decisão individual. “ao parar de apertar o botão, a categoria vai fortalecer os sindicatos e a FUP, forçando a Petrobrás a negociar e assim avançar nas regras”.

O objetivo é a privatização

O advogado Normando Rodrigues fez um relato histórico, citando as tentativas de privatização da estatal e das retiradas de direitos, ressaltando o movimento de resistência dos trabalhadores a exemplo da greve de 1995. Ele mencionou ainda o que aconteceu na década de 90, com o PIDV lançado durante o governo de FHC, lembrando que a maioria que aderiu se arrependeu e criou uma associação para tentar anular este PIDV”.

Rodrigues acredita que através do PCR a atual gestão da Petrobrás terá facilidade para transferir das áreas operacionais para o administrativo aqueles trabalhadores que interessam à empresa, o restante fica onde está e vai fazer parte do negócio, ou seja, as unidades serão vendidas com a “porteira fechada”.

Ao final, o advogado deu um recado: “a classe trabalhadora só ganha quando se mobiliza, atrás de cada sentença jurídica há uma categoria mobilizada. A solução só é possível através da ação coletiva e da luta”.

A categoria também participou através do facebook, acompanhando o debate ao vivo e enviando perguntas que foram respondidas pelos palestrantes.

 

[Foto: Imprensa do Sindipetro-BA]

 

Ação ocorreu na madrugada deste sábado (28), a área pertence a Rafael Saldanha de Camargo, fazendeiro influente na região.

O Acampamento Hugo Chávez, onde 450 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam a Fazenda Santa Tereza, no município de Marabá, no sudeste do Pará, foi atacado por pistoleiros na madrugada deste sábado (28).

Segundo relatos das famílias que estão no local, por volta da uma da manhã os pistoleiros chegaram atirando e tocando fogo nos pertences e carros que estavam no acampamento. Algumas pessoas também foram agredidas fisicamente, mas até o momento não há informação de nenhum ferido em estado grave. Ao todo, segundo informações do MST, os jagunços queimaram 9 carros e 10 motos.

De acordo com Maria Raimunda, da direção estadual do MST e que está à caminho da área, o movimento procurou a Delegacia de Conflitos Agrários (DECA) de Marabá para denunciar e intervir no conflito. "Eles disseram que havia ordem de comando superior de que não poderiam agir, mesmo que houvesse uma carnificina", conta Raimunda. Há suspeitas de que policiais também tenham participado da ação.

Brasil de Fato entrou em contato com a Polícia Civil do Pará, mas até o momento não obteve nenhuma resposta.

Acirramento

Para Maria Raimunda, a ação dos fazendeiros na região tem se intensificado no último período, principalmente após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016. "Faz 15 dias que o [Jair] Bolsonaro (pré-candidato à presidência da República pelo PSC) esteve na curva do 'S'. Durante o palanque ele incentivou que os fazendeiros matassem os sem-terra", relata Raimunda.

A curva do 'S' é o local onde ocorreu o Massacre de Eldorado dos Carajás, na BR-155, quando 21 pessoas ligadas ao MST foi brutalmente assassinada pela Polícia Federal, em 1996.

"O que já era de certa maneira permitido, mas de modo camuflado, agora está sendo publicamente legitimado inclusive por pré-candidatos à presidência. Bolsonaro deu a ordem de matar publicamente. Estamos vendo um acirramento da luta e principalmente da violência na região", comenta a sem-terra.  

Contexto

A Fazenda Santa Tereza foi reocupada na madrugada desta sexta-feira (27) por 450 famílias ligadas ao MST. De acordo com o movimento, a fazenda foi grilada (registrada de forma fraudulenta) pelo latifundiário Rafael Saldanha de Camargo, fazendeiro influente na região e um dos suspeitos, segundo o Ministério Público, pelo assassinato dos líderes sem-terra Doutor e Fusquinha, há mais de 20 anos.

A fazenda Santa Tereza foi ocupado em junho de 2014. Ainda segundo o MST, a fazenda é, na verdade, uma área pública e Rafael também é acusado de cometer crimes ambientais. Apesar disso, as famílias dos sem terra foram despejadas em dezembro de 2017 pela vara agrária de Marabá.

Edição: Luiz Felipe Albuquerque. Brasil de Fato

 

A assessoria jurídica da FUP considera a decisão monocrática de Toffoli, durante o recesso do STF, grave e irracional.

Chama atenção o seguinte trecho do despacho do Ministro Toffoli :

"... a própria certidão do julgamento (do TST) faz expressa referência à norma do artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal,
para aduzir que *não houve vulneração* a seu comando, *fato esse que* , aliado à escassa maioria formada quando do julgamento, **torna bastante verossímil a tese de que há, efetivamente, matéria constitucional em
disputa** acerca da matéria..."

OU SEJA:

- O TST DECLAROU QUE NÃO HÁ MATÉRIA CONSTITUCIONAL...

- MAS COMO DECLAROU "POR ESCASSA MAIORIA"...

HÁ MATÉRIA CONSTITUCIONAL!!!

Além do evidente casuísmo manifestado, a decisão contraria o próprio Supremo Tribunal. Vejamos:

1° - A SÚMULA 505 DO STF, determina que "Salvo quando contrariarem a Constituição, não cabe recurso para o Supremo Tribunal Federal, de quaisquer decisões da Justiça do Trabalho, inclusive dos presidentes de seus Tribunais."

Percebam que a jurisprudência sumulada não menciona a "hipótese" de contrariedade, muito menos quando declarada inexistente, mas sua efetiva presença;


2° O STF JÁ DECLAROU A INEXISTÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL NO DEBATE DA RMNR

Isso se deu em 2015; O que terá mudado, desde então? O Golpe de Estado de 2016?

A FUP recorrerá da decisão, mas denuncia, desde já, seu caráter absolutamente estranho ao mundo do Direito.

 

Imprensa da CUT - A greve dos caminhoneiros que paralisou o país em maio último, acendeu a luz sobre os preços praticados pela Petrobras não apenas na questão do diesel e da gasolina, mas também no quanto afeta o orçamento familiar, o preço do botijão de gás.

A partir dessa premissa, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez o levantamento de preços e as conseqüências dos constantes reajustes dos derivados de petróleo praticados após o golpe de 2016, sobre o orçamento doméstico, principalmente das famílias mais pobres.

Entre as famílias 10% mais pobres, o preço do gás pesou mais no orçamento daquelas que viviam no Maranhão (59,0%), Acre (51,5%) e em Sergipe (50,7%). Os menores percentuais foram registrados em São Paulo com (10,8%), Distrito Federal (10,1%) e Santa Catarina (8,9%).

Os dados confirmam a tese de que a política de preços da Petrobras, após o golpe de 2016 está deixando um forte impacto negativo na renda dos brasileiros.

A nota do Dieese diz que “o valor do botijão de GLP residencial (13 kg) ficou congelado em R$ 13,51 nas refinarias da Petrobras, entre janeiro de 2003 e agosto de 2015. Em julho de 2017, estava em R$ 17,81 e, em dezembro desse mesmo ano, chegou a R$ 24,38, salto de 37%”.

“A nova política de preços adotada pela direção da Petrobras para o GLP de 13 kg não leva em consideração a resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que “reconhece como de interesse para a política energética nacional a prática de preços diferenciados, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, pois tem elevado impacto social, posto que seu custo de do custo do botijão de gás no orçamento doméstico”.

Para o diretor técnico do Dieese Clemente Ganz Lúcio, os números apresentados pela pesquisa demonstram que a Petrobras tem um peso importante na vida dos brasileiros.

“A paralisação dos caminhoneiros mostrou o impacto da política absurda de preços da Petrobras, e para o Dieese é importante alertar a população e ajudar o movimento sindical a ter mais informação de forma organizada, de que como a formação de preços da estatal afeta a economia brasileira”, diz Clemente.

Veja a íntegra da pesquisa aqui

Dia do Basta – 10 de agosto

E para dar um basta aos desmandos do governo ilegítimo de Temer e as medidas de retirada de direitos dos trabalhadores, como a reforma trabalhista, a política de preços dos derivados de petróleo e pelo direito de Lula ser candidato às próximas eleições, a CUT e demais centrais sindicais realizarão o Dia do Basta, em 10 de agosto, com paralisações, atrasos de turnos e atos nos locais de trabalho e nas praças públicas de grande circulação de todo o País.

Cada cidade do país terá seu local de realização de atos. Em São Paulo será na Avenida Paulista, na altura do nº1313, em frente à Fiesp, a partir das 10h da manhã.

[Via CUT]

 

 

Diretores do Sindipetro-NF voltam a realizar interação ao vivo com a categoria petroleira, nesta segunda, 30, às 19h30, na página da entidade no Facebook. Será mais uma oportunidade para a troca de opiniões, análises e perguntas aos sindicalistas.

O Face to Face vai discutir os ataques da Petrobrás aos trabalhadores, entre eles o PCR (Plano de Cargos e Remunerações), neste ambiente de golpes contra direitos trabalhistas, sociais e à democracia.

 

O Sindipetro-NF realiza, na próxima semana, edições do Café da Manhã com os trabalhadores e trabalhadoras em bases de Macaé, na entrada do expediente. A programação segue de segunda a quarta-feira, antes da ida dos diretores e diretoras da entidade para a VII Plenafup (Plenária Nacional da FUP), no Rio.

Nesta segunda, 30, a base que recebe o Café da Manhã com o NF é o Edinc. Na terça, a atividade será em Imbetiba. E na quarta, 01, o Parque de Tubos terá o momento de diálogo.

Entre os temas a serem tratados nos encontros com a categoria estão PCR, Petros e a conjuntura nacional.

 

Levantamento realizado por diretores do Sindipetro-NF nesta semana, que tiveram acesso aos números de adesões ao PCR da Petrobrás (Plano de Cargos e Remunerações), mostra que apenas 14% dos petroleiros e petroleiras embarcados nas plataformas da Bacia de Campos aderiram ao plano. Para a entidade, essa baixa adesão mostra que a categoria está entendendo as advertências do sindicato, que tem mostrado os danos dessa armadilha feita pela gestão da companhia.

"Não vamos aderir a esse PCR, é fraudulento, é inconstitucional, a gente não pode aceitar essa imposição da Petrobrás, que vem pressionando os trabalhadores para que se crie um desespero geral", protesta o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, que junto com o também diretor Alexandre Vieira, fez o levantamento.

Os números levantados mostram a adesão em 45 plataformas da UO-BC e UO-Rio até às 12h do último dia 25. Dos cerca de 14% que aderiram ao PCR nestas unidades, 6% ocupam cargos de chefia, o que revela uma maior adesão proporcional neste segmento mais afinado com a alta gestão da empresa. O sindicato não teve acesso aos números de adesão nas bases administrativas.

O sindicato tem reafirmado a orientação de não aderir ao plano, advertindo que o PCR está sendo imposto pela Petrobrás, prejudica os trabalhadores e não foi negociado com a FUP e seus sindicatos.

"As gerências, o RH da empresa, têm feito campanha pelo PCR, continuam mentindo, dizendo que negociaram com o sindicato. Foram até pegos em flagrante por uma diretora nossa. Parem de mentir, não teve negociação. Nós somos contra esse PCR que só traz malefícios aos trabalhadores. Se queriam implementar o PCR, por que não negociaram? O PCAC foi negociado", denuncia o coordenador do NF.

Prejuízos aos trabalhadores

Matéria publicada pelo boletim Nascente desta semana traz simulações realizadas pelo economista Iderley Colombini, do Dieese no Sindipetro-NF, partindo de determinados cenários, que demonstram o prejuízo ao trabalhador que aderir ao PCR. Em um caso onde o empregado tenha avanço de nível por antiguidade e sem penalidades, no PCAC, em 10 anos, ele terá um crescimento de 30%, no PCR o mesmo aumento levaria 35 anos.

No PCAC, para alcançar o ultimo nível, o trabalhador precisa de 48 anos, enquanto no PCR seriam nada menos do que 165 anos. Ainda no PCAC, em cinco anos, o cargo traz um ganho de 2,7 remunerações a mais que o PCR.

"No PCAC, sem penalidades, a cada 1,5 anos há um aumento real de 3,8% na remuneração, o reajuste salarial negociado em acordo coletivo. O abono que a Petrobrás dá para a migração é de duas remunerações, mas em cinco anos o PCAC já tem um ganho de 2,7 remunerações a mais", explica o economista.

Ação na Justiça

O Sindipetro-NF ingressou, no último dia 10, com ação judicial para cancelar o PCR (Plano de Cargos e Remunerações), implantado unilateralmente pela Petrobrás. A companhia insiste em uma série de ilegalidades, mente sobre a inexistente concordância dos sindicato e usa gerentes para coagir trabalhadores e trabalhadoras a aderirem individualmente.

A ação movida pelo Sindipetro-NF requer à Justiça que seja considerada nula a alteração nos contratos individuais, que o "cargo amplo" (previsto no PCR) seja declarado ilícito, que a Petrobrás seja condenada a retornar todos os contratos individuais à situação anterior à adesão e retificar apontamentos nas carteiras de trabalho e registros dos empregados.

 

Da Imprensa da FUP - Em meio a uma das mais difíceis conjunturas política e econômica da história do país, os petroleiros reúnem-se entre os dias 01 e 05 de agosto, no Rio de Janeiro, para deliberar sobre questões fundamentais para o futuro da categoria. Com o tema “Petroleir@s pelo Brasil: Reagir, Lutar, Vencer”, a VII Plenária Nacional da FUP (Plenafup) será realizada na região da Lapa, no Centro histórico da capital de um dos estados mais afetados pela entrega dos campos de petróleo e pelas privatizações no Sistema Petrobrás. O setor naval fluminense, que chegou a empregar cerca de 30 mil trabalhadores em 2014, hoje gera menos de oito mil postos de trabalho.

Em tempo recorde, os golpistas conseguiram desmontar o projeto nacional de soberania e de desenvolvimento, que tinha a Petrobrás e o Pré-Sal como principais alicerces. Não faz muitos anos, a petrolífera brasileira despontava entre as maiores empresas de energia do planeta e o Pré-Sal era tido como o passaporte que garantiria o futuro do país. Hoje, a estatal está sendo esfacelada e privatizada a toque de caixa, enquanto a maior descoberta de petróleo da atualidade é entregue de bandeja às multinacionais.

Frear o desmonte da Petrobrás e a retirada de direitos

Com uma greve por tempo indeterminado aprovada nacionalmente, os petroleiros discutirão na VII Plenafup alternativas de resistência ao desmonte promovido pelos golpistas. A reconquista do Estado Democrático permeia a defesa dos direitos da classe trabalhadora e da soberania nacional. Os petroleiros, assim como outros trabalhadores de empresas estatais, enfrentam as privatizações e uma avalanche de ataques a direitos, que colocam em risco a manutenção dos empregos, a Petros, a AMS e o próprio Acordo Coletivo, através de ações unilaterais da gestão da Petrobrás, como o PCR e o O&M.

Solenidade de abertura será na quadra da Tuiuti

A quadra da escola de samba Paraíso do Tuiuti será palco da solenidade de abertura da VII Plenafup, na noite da próxima quarta-feira, 01/08. Os petroleiros não poderiam ter um local mais inspirador para iniciar os debates políticos que darão o tom desta plenária. A escola de samba do bairro operário de São Cristóvão, na Zona Central do Rio, surpreendeu o país no carnaval deste ano com um enredo repleto de críticas ao golpe.

Com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, a agremiação questionou os 130 anos da Lei Áurea e denunciou a atual escravidão criada pelas reformas trabalhista e da Previdência. Uma alegoria gigante de Michel Temer caracterizado como "vampiro" desfilou pelo Sambódromo, ao lado de “manifestantes fantoches” fantasiados de paneleiros com camisetas da CBF e de patos da Fiesp controlados pelas mãos gigantes da mídia.

O samba-enredo, considerado um dos melhores do ano, caiu no gosto popular com refrãos emocionantes, como “Não sou escravo de nenhum senhor/Meu paraíso é meu bastião/Meu Tuiuti, o quilombo da favela/ É sentinela na libertação” e “Meu Deus, meu Deus/Se eu chorar, não leve a mal/Pela luz do candeeiro/Liberte o cativeiro social”.

A escola conquistou o segundo lugar e promete para o carnaval de 2019 mais críticas ácidas, com o enredo “O Salvador da Pátria”, que contará a história do bode Iôiô, eleito vereador em Fortaleza, nas eleições de 1922, em um protesto feito pela população. “Vendeu-se o Brasil num palanque da praça/E ao homem serviu ferro, lodo e mordaça…/Vendeu-se o Brasil do sertão até o mangue/E o homem servil verteu lágrimas de sangue/Do nada um Bode vindo lá do interior/Destino pobre, nordestino sonhador/Vazou da fome, retirante ao Deus dará/Soprou as chamas do dragão do mar”, diz o samba divulgado recentemente pela Tuiuti e que dá pistas do que está por vir.

Serviço

Quando: 01 a 05 de agosto

Onde: Hotel Galé - Avenida Riachuelo, Lapa, Centro do Rio de Janeiro

Solenidade de abertura: 01/08, às 18h, na quadra da Paraíso do Tuiuti, localizada no Campo de São Cristóvão, 33.

Transporte das delegações: haverá ônibus saindo do hotel para a quadra da Tuiuti

Programação completa

01/08 - quarta-feira

12h - Chegada das delegações e credenciamento

18h - Ato de abertura na quadra do GRES Paraíso do Tuiuti

02/08 - quinta-feira

06:30h – Ato na PETROS

09h - Eleição da mesa diretora e aprovação do Regimento interno

10h – Análise da Conjuntura pelas forças politicas que compõem a FUP

12h – Almoço

14h – Painel – “Reconstruir a democracia, a soberania e o desenvolvimento nacional”, com participação de representantes da Fundação Maurício Grabois, Fundação Perseu Abramo, Fundação Lauro Campos, Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini e Fundação João Mangabeira

18h - Jantar

19h - Reunião do CNMP e filme sobre Nísia Floresta

03/08 - sexta-feira

9h – Painel – “Mobilizar e ampliar o diálogo com a sociedade”, com participação de representantes da CTB, CUT, Via Campesina e Paulo Fontes

12h - Almoço

14h – Painel – “Protagonismo dos trabalhadores frente ao golpe”, com participação de representantes do DIEESE/FUP/FNU/CONTRAF/FENAE

16h – Debates: Grupo 1 – Previdência/Resolução 23; Grupo 2 – Condições de Trabalho (Efetivo/Regime/Carreira); Grupo 3 – Luta contra a Privatização

19h - Jantar

04/08 - sábado

9h – Painel - “Geopolítica do petróleo e erros de estratégias da Petrobrás”, com participação de representante do INEEP, de Igor Fuser e de José Maria Rangel

12h - Almoço

14h – Painel – “Violência de gênero na política”, com as palestrantes convidadas Márcia Tiburi, Lígia Fabris e Manuela D'Ávila. Homenagem em forma de mística à vereadora Marielle Franco.

18h – Jantar

19:30h – Plenária

05/08 - domingo

9h - Oficina de Formação e Encontro de Comunicação

12h – Encerramento

13h - Almoço e retorno das delegações

 

Tatiana Melim / Da Imprensa da CUT - Mesmo mantido como preso político há mais de 100 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba, e atacado ferozmente por setores do Judiciário e da mídia, o ex-presidente Lula continua imbatível e seria eleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje, de acordo com pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 18 e 20 de julho.

Ao contrário do que os opositores sonharam, Lula segue na liderança e nem mesmo as manobras políticas e jurídicas para mantê-lo preso abalaram as intenções de votos no ex-presidente.

É o que comprovou a pesquisa, inclusive nas simulações de segundo turno, onde Lula também derrotaria qualquer adversário por ampla margem de votos.

Pesquisa estimulada

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, as intenções de voto em Lula aumentaram para 41% contra 39% registrado em maio.

Já a soma de todos os outros adversários alcançou 29%, segundo a pesquisa CUT/Vox Populi, divulgada nesta quinta-feira (26).

No segundo lugar, com praticamente um terço das intenções de votos de Lula, está o deputado Jair Bolsonaro (PSL), que se manteve com 12%; seguido por Ciro Gomes (PDT), que alcançou 5%. Marina Silva (Rede) caiu de 6% para 4%, empatando com Geraldo Alckmin (PSDB), que também registrou apenas 4%.

Manuela D’Ávila (PC do B) e Álvaro Dias (Podemos) têm cada um 1% das intenções de votos. Os entrevistados que disseram que irão votar em outros candidatos atingiu 2%. O percentual dos que não vão votar em ninguém, brancos e nulos totalizou 18% e não sabem ou não responderam, 12%.

 


Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, Lula segue na liderança de todas as pesquisas eleitorais porque os brasileiros sentem saudade de seu governo e não esquecem como a vida era melhor quando ele era presidente do Brasil.

O ex-presidente Lula, lembra Vagner, fez a economia crescer e ainda distribuiu renda, gerou mais de 20 milhões de empregos sem alterar uma vírgula a CLT, tirou milhões de brasileiros da fome e da miséria e proporcionou a maior inclusão social e educacional da história, com a ampliação do acesso de milhões de brasileiros e brasileiras às universidades.

“Com o golpe, praticamente 80 mil alunos deixaram de ingressar no ensino superior privado neste ano por causa da crise. Já são quase 14 milhões de desempregados, fora os mais de 27 milhões de subempregados, que poderiam estar trabalhando, mas não há vaga no mercado de trabalho”, critica Vagner, ao destacar que as pessoas voltaram a passar fome no País e milhares de famílias estão endividadas e sem esperança.

“O povo sabe que a vida era melhor com Lula e tem a consciência de que ele é o mais preparado para tirar o Brasil da crise provocada por Temer e seus aliados golpistas, por isso ele é continua sendo o preferido pelo povo.”

Nordeste inteiro está com Lula

No Nordeste, a saudade de Lula é ainda maior e ele continua sendo imbatível e o mais querido pelo povo da Região.

O ex-presidente tem 58% das intenções de votos entre os nordestinos contra os 8% alcançado por Ciro, seguido por Bolsonaro, com 7%. Alckmin aparece com 3% e Marina caiu de 6% para 2%. Os demais não pontuaram.

Aumentam as intenções de votos no Sul

No Sul, aumentou de 31% para 34% as intenções de voto em Lula. Em segundo lugar aparece Bolsonaro, com 19%, seguido por Álvaro Dias, que caiu de 10% para 5%, empatando com Ciro Gomes (5%). Marina e Alckmin também aparecem empatados com 4% cada. Manuela tem 1% e outros 4%.

No Sudeste, Lula tem 33% das intenções de voto contra 12% de Bolsonaro. O candidato tucano, Geraldo Alckmin, apesar de governar São Paulo por quase 14 anos, aparece com apenas 6% das intenções de votos na Região. Marina tem 4%; Ciro 2%; Manuela e Álvaro Dias 1% cada; e outros 3%. O percentual dos que não vão votar em ninguém, brancos e nulos atingiu o maior índice no Sudeste, sendo a opção de 25% dos entrevistados.

Centro-Oeste também está com Lula

No Centro-Oeste e Norte, Lula também é o preferido pelo eleitorado e tem 39% das intenções de votos. Em segundo lugar aparece Bolsonaro com 17%, seguido por Marina (8%); Ciro (6%); Alckmin (2%); Álvaro Dias (1%); e outros (1%).

Cenário espontâneo

Na pesquisa espontânea, Lula também está bem na frente dos demais candidatos.

O ex-presidente passou de 34% para 37% das intenções de votos. Bolsonaro se manteve em segundo lugar, com 10%; Ciro tem 3%; Alckmin caiu de 3% para 2% e segue empatado com Marina Silva (2%) e com o ex-presidente FHC, citado por 2% dos entrevistados.

Joaquim Barbosa, Sergio Moro, Aécio Neves, Eduardo Jorge e Álvaro Dias aparecem com 1% das intenções de voto cada.

Os que disseram que vão votar em outros candidatos alcançaram 3%. Ninguém, brancos e nulos 18% e não sabem ou não responderam 18%.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula derrotaria todos os adversários com tranquilidade.

O ex-presidente tem 50% das intenções de votos contra 16% de Bolsonaro (em maio Lula tinha 47% e Bolsonaro 16%).

Lula também ganharia com folga da candidata da Rede com 50% dos votos contra 12% de Marina (em maio o placar era de 45% contra 14%).

Contra Ciro, o resultado é semelhante. Lula tem 50% das intenções de voto e o candidato do PDT tem 11%.

Já quando o adversário é Alckmin, o ex-presidente Lula passa dos 50% para 52% das intenções de votos contra apenas 10% do candidato tucano (em maio, Lula tinha 47% contra 11% de Alckmin).

A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada com brasileiros de mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos.

Foram ouvidas 2000 pessoas, em entrevistas feitas em 121 municípios. Estratificação por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

[Confira aqui a íntegra da pesquisa]

 

 

 

Fruto da luta de uma geração que entendeu que o Norte Fluminense, em razão da sua produção estratégica e das demandas locais, precisava de um sindicato próprio, o Sindipetro-NF tem raízes profundas na região, tratamento diário das demandas da base e interação constante com sindicatos e movimentos sociais de Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras, entre outras cidades do entorno. 

Mas, também em virtude dessa relevância da Bacia de Campos, a entidade sempre teve grande presença nas discussões ampliadas da categoria e de outros movimentos, entendendo que a conjuntura nacional impacta no local e vice-versa. Nos últimos anos, essa atuação tem se tornado ainda maior, o que orgulha o sindicato e contribui para a luta da classe trabalhadora. O orgulho se estende ao fato de haver, na categoria, a consciência da importância dessa presença além dos limites territoriais do NF. Praticamente não há ato nacional, em qualquer ponto do País, que não tenha a participação do nosso sindicato. Onde tem protesto petroleiro, lá está o jaleco laranja — encampado como símbolo da categoria até por outras bases e pela FUP.

Em tempos de violentos ataques às organizações sindicais e aos movimentos sociais, quando os tentáculos do Golpe de 2016 buscam enfraquecer todas as entidades dos trabalhadores, manter um sindicato como o Sindipetro-NF é vital para os lutadores e as lutadoras do povo. Portanto, diferentemente de soar como soberba, essa expressão nacional do NF deve ser tomada como responsabilidade e compromisso de parceria e sintonia com todos os demais sindicatos petroleiros e de outras categorias combativas.

Nossa trajetória mostrou que por meio da boca de um gerente ditador, das mãos de um chefete assediador, ou da negligencia de um gestor assassino, atuam os comandados pelo mercado dentro da empresa e dentro do governo, numa cadeia de ventríloquos e marionetes irmanados no projeto capitalista de concentração do capital e exploração da mão de obra à exaustão.

A luta é contra todos eles, os daqui e os de lá, e onde eles estiverem nós também estaremos.

 

[Nascente 1050]

 

Aconteceu hoje, 26, um ato nacional na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Junto com a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. O diretor do Sindipetro-NF, Antonio Carlos Pereira (Bahia) representou a entidade na mobilização.

O ato fecha o calendário de mobilizações deste mês de julho contra as privatizações no Sistema Petrobrás e a unidade foi escolhida por ter sido colocada à venda, num pacote fechado, que inclui ainda cinco terminais e 770 Km de oleodutos.

O negócio, barrado momentaneamente por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede o governo de vender empresas públicas sem autorização do Legislativo, faz parte do projeto de privatização das refinarias anunciado em abril pelos gestores da Petrobrás.

O objetivo é entregar à concorrência 60% do controle acionário das refinarias do Nordeste e do Sul do país, em dois grandes conjuntos de ativos, que incluem as unidades que atendem cada uma destas regiões, além de todo o sistema de logística da Transpetro para distribuição e escoamento dos derivados produzidos por elas.

O ativo Sul inclui a Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná, sete terminais e 736 km de oleodutos. Essas quatro refinarias representam 36% da capacidade de refino do país e são responsáveis por abastecer toda região Sul, Norte e Nordeste, além de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Para denunciar os impactos que esse desmonte causará ao país, a FUP e seus sindicatos realizaram neste mês de julho atos em todas as refinarias ameaçadas de privatização. A primeira mobilização foi na RLAM, no dia 03 de julho, seguida da REFAP, no dia 12 de julho, e da REPAR, no dia 17 de julho.

 

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