A greve da última sexta-feira foi um termômetro da disposição de luta para mobilizações e paralisações mais intensas. E a temperatura se mostrou alta. Ainda assim, está clara a disposição do governo, do congresso e da mídia em tentar ignorar a pressão dos trabalhadores. Foi vergonhosamente criminosa a maneira como a grande imprensa minimizou a greve. Se eles estão fingindo que não ouvem, o barulho, então, terá que ser cada vez maior.

Estão brincando com fogo. Qualquer um que tenha ido a alguma das milhares de manifestações recentes pelo país pode testemunhar o crescimento da indignação popular e da rearticulação das forças de esquerda, agora com a vitalidade das formas horizontalizadas de participação.

Desde o golpe, ainda que se mantenham as democráticas, saudáveis e até mesmo essenciais diferenças entre tendências dos movimentos sindical e social, aumenta a comunhão de agenda entre os setores progressistas. Como há muito não se via, o grito vai se unificando para algo muito além de um “Fora Temer”. Trata-se de resistência a um estado de exceção que tomou conta do País, com militantes presos e movimentos sufocados.

No Rio, nem mesmo as TVs abertas puderam esconder o massacre da polícia, que a pretexto de reprimir “manifestantes mascarados”, avançou sobre a multidão que estava diante de um palanque, sem máscara, assistindo aos oradores que se revezavam no palco montado em frente ao Teatro Municipal. Acabaram com uma manifestação em segundos, ao vivo, diante de todo o País, sem que isso tenha sido considerado pelos narradores da imprensa como algo passível de denúncia.

Estão perigosamente banalizando a repressão. O resultado, recente na história do País, todos conhecemos. Não por acaso, há quem faça a leitura de que estaríamos em transição semelhante à que ocorreu entre 1964 e 1968, do golpe ao endurecimento do regime por ele instaurado.

O movimento sindical é responsável, não trabalha como a tática do “quanto pior, melhor”, e espera que os senadores revertam os ataques da Câmara. Mas, se insistirem com os cortes direitos, o cenário será recrudescido e se tornará incontrolável.

 

[Nascente 990]

 

As centrais sindicais que lutam contra as reformas Trabalhista e da Previdência reuniram-se nesta quinta-feira (4) para agredecer ao apoio da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).

De acordo com a nota, as organizações decidiram manifestar de forma oficial o reconhecimento e gratidão ao apoio claro e explícito que a CNBB manifestou à luta pela justiça dos trabalhadores e do povo brasileiro no período recente, e particularmente por ocasião da Greve Geral realizada no último dia 28 de abril.

Confira abaixo a nota:

Para
S. Eminência Reverendíssima
Dom Sérgio, Cardeal Rocha
DD. Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.


Prezado Dom Sérgio,

Reunidos em São Paulo nesta data, dirigentes sindicais das Centrais Sindicais – CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros ; CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Brasil ; CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil ; CUT - Central Única dos Trabalhadores ; CSP – Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas; Força Sindical ; Intersindical Central da Classe Trabalhadora ; NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores ; UGT – União Geral dos Trabalhadores, decidimos manifestar de forma oficial nosso reconhecimento e nossa gratidão ao apoio claro e explícito que a CNBB no Brasil manifestou à luta pela justiça dos trabalhadores e do povo brasileiro no período recente, e particularmente por ocasião da Greve Geral realizada no último dia 28 de abril.

A coragem e a generosidade reconhecidas de muitos Bispos ao publicarem explicitamente seu apoio ao Movimento, e sobretudo as declarações claras e enérgicas por parte da própria Assembléia, provocaram, dom Sérgio, um encorajamento, um ânimo muito grande em nossa gente.

Queremos que o Senhor saiba deste nosso reconhecimento porque sabemos também o quanto lhes custa tomar estas posições, e as pressões que os poderosos exercem em defesa de seus privilégios e de seus projetos que legalizam a exploração e a exclusão.

Dom Sérgio, esteja certo: não estamos lutando por privilégios de grupos ou corporações. Estamos lutando para que os mais pobres e excluídos deste Brasil não sejam ainda mais massacrados por reformas legais que falam em modernização mas que se constituem na prática formas cruéis de aumentar a exploração; lutamos para que nosso País não tenha alienados seus bens mais estratégicos, para que o sistema financeiro e o mercado não sejam a única orientação política deste País.

Confessamos ao Senhor e aos membros desta Assembléia que nem nós imaginávamos que este Governo fosse chegar tão longe em suas ações de retirada de direitos daqueles que historicamente já foram vítimas da exclusão. E a cada dia uma nova surpresa: veja, dom Sérgio o escândalo desta nova proposta de legislação trabalhista para o campo, que quer impor ao trabalhador condições análogas à escravidão: 18 dias de trabalho seguidos, jornada de 12 horas, pagamento em casa ou alimentação, venda total das férias... Veja o relatório da CPI da Funai e do Incra, criminalizando aqueles que ousam defender a população indígena, vítima extrema da espoliação.

Dom Sérgio, o combate que eles fazem ao financiamento sindical é outra tentativa de fragilizar a resistência a seus projetos; enquanto isso, as entidades Patronais auferem, através do sistema S, recursos infinitamente maiores.

É contra esta sanha exploradora que nos levantamos e vemos com satisfação que nosso grito se faz ouvir cada dia mais pela população e por entidades da importância da CNBB.

Muito obrigado, dom Sérgio, por podermos compartilhar esta luta pela justiça. Transmita, por favor a Dom Leonardo e a todos os Bispos, este nosso reconhecimento. Ao mesmo tempo, devemos lhe dizer que nossa luta deverá ser dura e muito longa. Continuamos, por isso, contando, com sua generosidade, sua coragem profética e seu apoio de Pastores.

São Paulo, 4 de maio de 2017.

 

[Escrito por: CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros ; CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Brasil ; CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil ; CUT - Central Única dos Trabalhadores ; CSP – Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas; Força Sindical]

 

Da Imprensa da CUT - As Centrais Sindicais anunciaram, na tarde desta quinta-feira (04), em São Paulo, mais uma nova iniciativa de pressão contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. As entidades divulgaram a semana “Ocupa Brasília”, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de maio.

Durante o encontro, realizado na sede nacional da CUT, os dirigentes sindicais fizeram um balanço positivo da Greve Geral do último dia 28 de abril. “Nós trouxemos o Brasil inteiro para a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora. O movimento sindical brasileiro é absolutamente vitorioso na história das conquistas da classe trabalhadora e nós vamos continuar defendendo os trabalhadores. Por isso exigimos a retirada das reformas”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Central.

O Secretário Geral da CUT, Sérgio Nobre, anunciou a programação para as próximas semanas e destacou o movimento “Ocupa Brasília”, que será organizado pelas centrais sindicais. De 15 a 19 de maio, haverá uma vasta programação na capital federal, com apoio de diversos movimentos sociais, e um dia de marcha da classe trabalhadora sobre Brasília, que deve terminar no Congresso Nacional.

Uma semana antes, entre os dias 8 e 12 de maio, os sindicatos e suas bases irão pressionar os parlamentares nos aeroportos em seus estados de origem e também na região onde concentram seus votos. Dirigentes das centrais sindicais irão à Brasília para debater com parlamentares indecisos sobre seus votos nas reformas.

Avaliação

Houve consenso entre as centrais sindicais sobre as ações divulgadas. Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), comemorou a unidade das entidades. “No Senado, o ambiente está diferente, acredito que a votação da reforma (Trabalhista) será feita de outra forma. Para isso, essa união nossa é importante, foi assim que trouxemos a sociedade para o nosso lado no dia da Greve Geral”, afirmou.

O Secretário Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, convocou sua base. “Essa marcha à Brasília, na semana da votação, é fundamental e os nossos sindicatos irão participar. Assim como ocorreu na Greve Geral, quando a grande maioria dos sindicatos brasileiros e de categorias aderiram ao movimento nacional.”

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirmou que a Greve Geral está no horizonte do movimento. “As mudanças propostas pelo governo vão ter efeito dramático sobre a vida dos trabalhadores. Nós precisamos ir à Brasília construir o diálogo com os parlamentares e derrubar essas reformas.”

No final da reunião, as centrais anunciaram que após as mobilizações em Brasília, irão anunciar se uma nova Greve Geral será convocada e, caso se confirme, a data da paralisação.

 

[Foto: Roberto Parizotti - Dirigentes das centrais sindicais se reúnem e anunciam ocupação em Brasília de 15 a 19 de maio]

 

NOTA DO SINDIPETRO-NF

NF apura e condena demissão de concorrente na eleição sindical

A diretoria do Sindipetro-NF tomou conhecimento hoje, de forma não oficial, de que uma candidata nas eleições para a diretoria e conselho fiscal 2017/ 2020 teria sido demitida pela empresa Petrobrás Transporte S.A..

A entidade, imediatamente, enviou ofício cobrando da Transpetro um posicionamento sobre o caso, de forma a proteger esta e os demais candidatos ao pleito, de qualquer uma das chapas concorrentes, das investidas das empresas. Não é admissível que a gestão tente interferir na vontade soberana da categoria petroleira.

Caso confirmada a demissão, a diretoria do sindicato cobrará a imediata reversão, registrando desde já o repúdio à atitude da empresa, assim como a solidariedade da classe trabalhadora.

Macaé, 04 de maio de 2017
Diretoria do Sindipetro-NF

 

Da Rede Brasil Atual - O Senado abriu uma consulta pública, por meio da plataforma on-line ecidadania, para que as pessoas opinem sobre o projeto de "reforma" trabalhista, que tramita na Casa. Os números revelam ampla rejeição. Até o fechamento desta reportagem, 25.224 pessoas (95% do total) se manifestam contra a proposta e 1.273, a favor. Em conjunto com a reforma da Previdência, o projeto desencadeou protestos e a greve geral da última sexta-feira (28).

A reforma, apresentada pelo governo Michel Temer (PMDB), sob alegação de necessidade de "modernização", altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em mais de 100 pontos. O Projeto de Lei 6.787, com substitutivo do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), foi aprovado pelo plenário da Câmara em 26 de abril.

Agora como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38, a proposta foi lida no plenário do Senado ontem (2). O governo tenta conduzir em ritmo acelerado, mas já esbarra na oposição, que quer a matéria em debate nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta inicial prevê a discussão apenas nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS). Hoje, representantes de centrais sindicais se reuniram com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL).

“Estamos falando de aumento na jornada de trabalho para 12 horas diárias. Estamos voltando para a escravidão. A reforma também versa sobre os contratos de trabalho, que serão precarizados”, afirmou a vice-presidente da CUT, Carmen Foro. “É um verdadeiro massacre (…) As pessoas precisam saber quais são os interesses que motivaram cada voto”, diz o presidente da central, Vagner Freitas.

 

Em tempos de "reforma" trabalhista e ameaças à organização sindical, o Dieese divulgou nota técnica na qual enfatiza a importância das entidades de trabalhadores na busca de melhores condições de vida, "novos patamares civilizatórios" e na consolidação da democracia no Brasil. O documento destaca que, historicamente, ainda no século 19, os sindicatos se originam de uma reação a precárias condições de trabalho.

Nos principais países industrializados, as entidades conseguiram reconhecimento institucional a partir do final daquele século. "Desde então, (os sindicatos) têm exercido papel fundamental na organização da classe trabalhadora para a luta por uma sociedade justa e democrática, pressionando pela ampliação dos limites dos direitos individuais e coletivos ainda hoje estreitos em muitos países, entre os quais o Brasil", diz o Dieese, que também é resultado da organização dos trabalhadores – foi criado em 1955, a partir da desconfiança com os índices oficiais de inflação e pela necessidade de contar com um instituto confiável de assessoria técnica.

Um dos marcos do reconhecimento das organizações sindicais, aponta o Dieese, ocorreu com o surgimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), após a criação da Liga das Nações, em 1919. "Nos documentos e convenções da OIT, são reconhecidos os direitos de sindicalização, de negociação coletiva e de greve, instrumentos de afirmação dos interesses dos trabalhadores e do poder sindical." O Dieese também cita o Artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovado em 1948 pelas Nações Unidas: "Toda pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.

O instituto destaca ainda como resultado de uma ação organizada avanços sociais como a redução da jornada de trabalho – de até 16 horas diárias, no século 18, "para as atuais 8 horas ou menos, na maioria dos países". Aqui, discute-se aumento de jornada.

No Brasil, acrescenta o instituto, a atuação dos sindicatos nos comitês pró-participação popular da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, "contribuiu decisivamente" para que a Carta promulgada naquele ano reservasse o Artigo 7º aos direitos dos trabalhadores, reconhecidos como fundamentais. São 34 incisos.

A nota aponta fortalecimento da negociação coletiva. De 2007 até fevereiro deste ano, foram registrados pelo Ministério do Trabalho aproximadamente 56 mil convenções e 308 mil acordos coletivos, firmados por 65% dos sindicatos registrados no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES), ou 6.007 das 9.202 entidades de trabalhadores no setor privado). São itens dos mais diversos, como salários, adicionais, modalidades de contratação, condições de trabalho, jornada, saúde e segurança e relações sindicais.

Mas, muitas vezes, há dificuldade para implementação do direito conquistado. "A falta de fiscalização, por negligência do poder público ou insuficiência de fiscais para atender todo o território nacional, faz com que o cumprimento da lei e dos Acordos ou Convenções Coletivas nem sempre seja observado", diz o Dieese.

O instituto ressalta também a presença de entidades sindicais em temas nacionais, como a obtenção da política de valorização dos salário mínimo, a partir de uma campanha desencadeada pelas centrais. "Estima-se que 47 milhões de pessoas têm rendimentos – salários ou benefícios previdenciários e assistenciais – referenciados no salário mínimo, o que mostra sua capacidade de dinamizar o mercado interno de consumo e estimular a economia." O Dieese lembra ainda a participação de entidades de trabalhos em conselhos de políticas públicas e de gestão de fundos públicos (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador e Conselho Curador do FGTS).

O movimento sindical também participou de ações como as mesas para aperfeiçoamento das condições de trabalho nos setores da construção civil e da cana de açúcar. Em ambos os casos, foram firmados compromissos nacionais.

De acordo com CNES, existiam no ano passado 11.698 entidades de trabalhadores, sendo 8.755 urbanos (74,8%) e 2.943 rurais (25,2%). O Dieese lembra que, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, aproximadamente 50 milhões de trabalhadores são representados por essas entidades.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA TÉCNICA DO DIEESE

Com informações da Rede Brasil Atual

A Comissão Eleitoral da Petros sorteou na terça-feira, 02/05, os números das chapas dos candidatos que concorrem às vagas de representantes dos participantes ativos nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Fundação. A eleição será realizada entre 12 e 26 de junho, quando os trabalhadores escolherão uma dupla de titular e suplente para cada um dos Conselhos, com mandato de quatro anos. 

Os candidatos apoiados pela FUP e por seus sindicatos no Conselho Deliberativo são Rafael Crespo (NF) e André Araújo (BA), dupla de número 47. No Conselho Fiscal, a Federação apoia a dupla de número 51, formada por Arthur Ferrari (RJ) e Fernando Maia (RS).

Ao todo, seis chapas disputam a vaga do Conselho Deliberativo e outras três pleiteiam a cadeira do Conselho Fiscal.

Votação será pela internet e pelo telefone

No período de 12 a 26 de junho, todos os participantes ativos e assistidos da Petros poderão votar pela internet, no Portal Petros, ou por telefone. Pelo portal, basta acessar a Área do Participante, com login e senha, clicar no banner das eleições e confirmar o voto, fornecendo CPF ou data de nascimento.

Quem preferir votar por telefone, será disponível ligação gratuita pela 0800 602 7550. O participante precisará de uma senha específica que será encaminhada pela Petros por e-mail ou pelos Correios para o endereço que consta em seu cadastro.

Somente poderá ser escolhida uma dupla para cada Conselho. Independentemente do número de planos em que o participante esteja inscrito, assim que o voto for confirmado, o sistema impedirá uma segunda tentativa.

O processo eleitoral será acompanhado e certificado por empresa especializada em segurança da informação. A apuração dos votos começará meia hora após o encerramento da votação e será acompanhada por fiscais indicados pelos candidatos. O resultado deve ser divulgado uma hora após o fim da votação.

Candidatos apoiados pela FUP

Conselho Deliberativo – dupla 47

Rafael Crespo, Empregado da Petrobrás lotado em Macaé desde 2006, sempre atuando na área de fiscalização e auditoria de contratos. Tendo diversas especializações na área da previdência complementar, como governança corporativa, Comunicação, Investimentos e Gestão baseada em riscos, controles internos e auditoria, além de estar em certificação pelo ICSS (Instituto de Certificação dos Profissionais de Seguridade Social). Com ampla experiência em negociações corporativas, aos 30 anos de idade, atua em defesa dos petroleiros tanto dentro da corporação, quanto no âmbito institucional. 

André Araújo, 40 anos, é bacharel em Direito, Advogado inscrito na OAB-BA, pós-graduando em Direito Civil e atualmente cursando Ciências Sociais na UFBA. Ingressou na Petrobras em 2004 como Inspetor de Segurança Interna. Em 2011 ingressou na direção do Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia, onde assumiu o Setor Jurídico a partir de 2014 é responsável pelo Setor Financeiro. Participou do Curso de Previdência Complementar ministrado pela AEPET e tem buscado especialização na área de Direito Previdenciário objetivando melhorar a atuação em defesa dos direitos dos participantes da Petros. 

 Conselho Fiscal – dupla 51 

Arthur Ferrari, Técnico de Suprimentos de Bens & Serviços Sênior, 34 anos Petrobrás, graduado em Administração de Empresas 1996, Consultant Material Management SAP certificate ID1709905 2003, Pós Graduado em Engenharia e Gestão de Processos de Negócios, UFRJ/COPPE2008, MBA Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, FGV/RJ, 2010. Admissão na Petrobrás como eletricista embarcado UN-BC, e TABG durante 10 anos. Ex-consultor e coordenador de inúmeros projetos de implantação de sistemas integrados de negócio no Brasil e no exterior durante 22 anos. 894 h de docência na UP-RJ e PESA-AR. Orgulho de ser Petrobrás. 

Maia, Técnico em Química, formado na Escola Técnica Federal de Pelotas, ingressou na PETROBRÁS em 1988, como Técnico de operação. Formado em Tecnólogo em Gestão Financeira e Extensão em Previdência Complementar, na Universidade Positivo – Curitiba/PR. Atual Presidente do Sindipetro-RS, em terceiro mandato, tendo sido Diretor Financeiro entre 2005 e 2008. Diretor da FUP desde 2014. Representante eleito pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da Refap S.A. no período da reincorporação à Petrobrás, após a desastrosa política de privatização de FHC.

 

 
A diretoria do NF soube que desde a sexta, 28 de abril, não foram disponibilizados os créditos dos Vales Alimentação/Refeição e Vale Transporte dos trabalhadores da Saybolt de Macaé.
 
A diretoria do NF já cobrou providências à empresa através do oficio n° 85/2017 para que os créditos sejam feitos de forma imediata ou que a empresa apresente uma alternativa ainda hoje. A Saybolt alegou problemas com o fornecedor dos créditos, mas para o NF este caso tem que ser resolvido o quanto antes.
 
"A categoria vai trabalhar sem comer e pagar do próprio bolso seu transporte? Em meio aos ataques aos direitos dos trabalhadores que vemos hoje no país esse tipo de prática deve ser repudiada veementemente. São conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras da Saybolt que estão em nosso ACT e exigimos uma solução imediata para o caso", ressaltou o Coordenador do Setor Privado, Leonardo Ferreira.
 
Além de Ferreira, o diretor do NF Sergio Borges, que é lotado na base de Imbetiba, onde uma grande quantidade de trabalhadores da Saybolt atuam, está acompanhando de perto a situação.
 
"Já estamos atuando próximo a categoria e se necessário for acionaremos a gerencia de contrato para que se resolva o quanto antes esse caso", destacou o Coordenador do Departamento de Saúde, Sergio Borges.

Imprensa da FUP - Não faz muito tempo, a Offshore Technology Conference (OTC), que anualmente reúne em Houston, nos Estados Unidos, as maiores empresas do mundo de exploração e produção de petróleo no mar, era sinônimo de orgulho para a Petrobrás. Lá, a estatal brasileira foi várias vezes premiada por seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que a levaram a descobrir o Pré-Sal, onde estão concentrados os maiores campos de petróleo da atualidade. Graças aos investimentos que recebeu nos últimos anos, a Petrobrás passou a ser referência do evento, como uma das gigantes do setor e a mais reconhecida nas atividades exploratórias em águas ultra profundas.

Em meio ao desmonte que vem fazendo de tudo o que a empresa conquistou, Pedro Parente transformou a edição deste ano da OTC em um balcão de venda de ativos. Desde ontem (01/05), quando foi aberta a Conferência, ele vem atuando como garoto propaganda, alardeando as promissoras ofertas que a Petrobrás fará "muito em breve", quando pretende colocar novamente à venda os ativos, cuja negociação havia sido suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e por ações na Justiça, devido a uma série de irregularidades, inclusive a falta de licitações públicas.

Nesta terça-feira, 02, o feirão de Parente continuou. Sua palestra na OTC teve o sugestivo tema “Oportunidades da Petrobras em um novo cenário de petróleo e gás”. O objetivo foi divulgar a cartela de ativos que estarão à venda e atrair os investidores estrangeiros para parcerias em áreas estratégicas, como o E&P e o refino.

Os golpistas já deixaram claro que o principal chamariz para os investimentos estrangeiros é o petróleo. Abriram o caminho para as multinacionais operarem o Pré-Sal, desmontaram a política de conteúdo nacional e agora correm contra o tempo para vender tudo o que puderem da Petrobrás.

As refinarias, que até então, estavam de fora dos ativos ofertados, são a novidade do novo pacote que será anunciado pela empresa. “Refino é importante para a Petrobrás. Mas acreditamos que não é bom para a empresa e nem para o país concentrar 100% do refino nas mãos de uma única empresa”, declarou Pedro Parente ontem na OTC.

Seu objetivo é vender as refinarias aos pedaços, repetindo a estratégia adotada no governo FHC, quando foi ministro do apagão e homem forte dos tucanos no Conselho de Administração da Petrobrás. A fórmula que ele quer repetir é a mesma que aplicou na Refap, quando autorizou a venda de 30% das ações da refinaria para a multinacional Repsol. Uma negociata que lesou a empresa em 2,3 bilhões de dólares e é alvo de uma ação de reparação que já corre há 16 anos na justiça. Os trabalhadores da refinaria sofreram uma série de perdas e levaram uma década para conquistar de volta o direito de serem 100% Petrobrás.

Os petroleiros já viram esse filme e não permitirão que ele seja reprisado. A categoria mostrou mais uma vez a sua força na greve geral do dia 28, deixando claro que não aceitará o desmonte da Petrobrás, nem os ataques aos direitos dos trabalhadores. Que sirva de alerta para o governo Temer e para os gestores da empresa. A cada ativo que colocarem à venda, reagiremos. 

⁠⁠⁠As eleições para a  Diretoria Colegiada e Conselho Fiscal do Sindipetro-NF, mandato 2017-2020  tiveram início no sábado, 29 de abril e segue até o dia 19 de maio.  Para facilitar a participação do petroleiro, as listas de votantes estão completas, com todos os associados, em todas as urnas.

O trabalhador deve escolher um local disponível através do site e votar, naturalmente, apenas uma vez. A entidade adverte que o voto em duplicidade não é aceito nas eleições sindicais, sendo passível de eliminação definitiva do sindicalizado do quadro social. O sindicato mantém um sistema de verificação de duplicidade que identifica quando há má fé no voto que pode levar a sansão prevista no estatuto.

Como prevê o artigo 8º do Estatuto do Sindipetro-NF, o associado que incorrer em voto em duplicidade “está sujeito a advertência, suspensão de até 180 (cento e oitenta) dias e eliminação do quadro social, quando cometer desrespeito a este Estatuto e às decisões da Assembléia Geral”, com o complemento do parágrafo 4º: “O associado que votar em duplicidade no processo eleitoral sindical é passível de eliminação definitiva do quadro social, desconsiderada a gradação a que se refere o Parágrafo anterior, porém observado o direito de defesa e a instrução na qual se comprove a intenção do eleitor pela duplicidade”.

Começou no último sábado, 29, e segue até o dia 19 de maio, a votação nas eleições para a Diretoria e o Conselho Fiscal do Sindipetro-NF para o mandato 2017-2020. Foram disponibilizadas 26 urnas, entre fixas e itinerantes. O edital com os locais de funcionamento foi publicado no site do NF e na edição passada do Nascente.

Duas das urnas divulgadas tiveram o funcionamento ampliado, por decisão da Junta Eleitoral em reunião no último dia 27. Trata-se da urna 14, na saída do refeitório do UTGCab, que funcionará em todo o período de votação, das 7h às 17h30 do dia 29 de abril ao dia 19 de maio, e a urna 22, itinerante dos turnos nas bases de terra, que mantém sua data de instalação no dia 2, mas passa a seguir até do dia 19 de maio.

O site do Sindipetro-NF também publicou as propostas de campanha das duas chapas que concorrem à direção do Sindipetro-NF e ao Conselho Fiscal. As íntegras dos documentos estão disponíveis aqui

A votação acontece com tranquilidade nos pontos de votação. Confira abaixo os locais das urnas e participe:

1. Sede Sindipetro-NF – Macaé - 29/04/2017 a 19/05/2017, de 8h às 18h

2. Sindipetro/NF – Campos - 29/04/2017 a 19/05/2017, de 8h às 17h

3. Medical Center – Campos - 02/05/2017 a 19/05/2017, de 8h às 17h (exceto sábados e domingos)

4. Imbetiba – Entrada, lado esquerdo - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

5. Imbetiba – Entrada lado direito - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

6. Imbetiba – Entrada dos Bancos - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

7. Praia Campista – Entrada Principal - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

8. Parque de Tubos – Portaria da Igrejinha - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30

9. Parque de Tubos – Entrada Principal - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

10. Parque de Tubos – Portão dos Fundos - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

11. EDINC – Hall principal - 02/05/2017 a 05/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

12. Aeroporto Macaé – Saguão entrada - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

13. Aeroporto Macaé – Saguão Principal - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

14. UTGCAB – Saída do refeitório - 02/05/2017 a 19/05/2017 e de 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h

15. Aeroporto Farol – Tenda 01 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

16. Aeroporto Farol – Tenda 02 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

17. Aeroporto Farol – Tenda 03 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

18. Aeroporto de Campos – Tenda 01 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

19. Aeroporto de Campos – Tenda 02 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

20. Aeroporto Cabo Frio – Tenda 01 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

21. Aeroporto Cabo Frio – Tenda 02 - 29/04/2017 a 19/05/2017 das 6h às 17:30h

22. Itinerante 01 Turnos onshore:

Roteiro 01: Porto/ 220 / 207 / CCO /Sertel-ETA/Turno-PT – 02/05/2017 a 05/05/2017 e 08/05/2017 a 19/05/2017, a partir de 7h; e

Roteiro 02: Porto (Pier); SCR-CCO; PT - 02/05/2017 a 05/05/2017 e 08/05/2017 a 12/05/2017, a partir de 19h.

23. Itinerante 02 – Setor Privado

Saybolt (base) – 02/05/2017, das 7h às 14h;

Baker Hughes (Lagomar) – 03/05/2017 e 04/05/2017, das 7h às 14h;

Schlumberger/Falcão Bauer - 05/05/2017 e 10/05/2017, das 7h às 14h; e

Halliburton – 11/05/2017 e 12/05/2017, das 7h às 14h.

24. Itinerante 03 – Rio:

FUP – 02/05/2017 a 05/05/2017, das 8h às 17h; e

EDIHB – 08/05/2017 a 12/05/2017, das 7h às 17:30h.

25. CEPE – Cavaleiros -29/04/2017 a 19/05/2017 (11h às 20h de terça a sexta, e 10h às 16h nos sábados e domingos)

26. Itinerante 04 – Estados:

Roteiro 01: Sede do Sindipetro/ES (Vitória) – 03/05/2017 a 05/05/2017 de 8h às 18h;

Roteiro 02: CEPE Birité (Belo Horizonte) – 09/05/2017 a 12/05/2017 de 10h às 15h; e

Roteiro 03: Sede do Sindipetro/BA (Salvador) –15/05/2017 a 18/05/2017 de 8h às 18h.

 

Da Imprensa da CUT - Foram mais de 40 milhões de pessoas que participaram e apoiaram a Greve Geral do último dia 28. Contrários mesmo, lembrou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apenas o presidente ilegítimo Michel Temer e sua base de apoio.

Durante o ato deste 1º de Maio, na Paulista, Vagner disse que no próximo dia 4, em Brasília, as organizações dos movimentos sindical e sociais se reunirão para discutir os próximos passos. As alternativas são uma marcha de 100 mil pessoas até a capital federal ou uma nova Greve Geral. Também é possível que ambas as ações aconteçam.

Antes, haverá diálogo com o Congresso. As centrais devem se encontrar nesta terça-feira (2) com a bancada e com o líder do PMDB no Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), além do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para debater o destino da Reforma Trabalhista, aprovada na Câmara.

“Parece que o Senado já entendeu que foi feito um atentado contra a classe trabalhadora. Vamos tratar disso e da necessidade de adiamento da Reforma Previdenciária, especialmente neste momento em que Ibope e Datafolha atestam o que CUT e Vox Populi já diziam: mais de 70% das pessoas são contra as reformas de Temer, o presidente mais impopular da história, que não tem legitimidade e credibilidade”, falou Vagner.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada no último dia 30, 89% reprovam atuação do golpista e 71% são contra a reforma da Previdência. “Volto a dizer a dizer aos parlamentares, o Temer não tem compromisso com popularidade, porque tem prazo de validade, vamos tirá-lo já ou até outubro. Já os deputados e senadores que quiserem continuar vão ter de ter voto e quem votar nas reformas teremos o prazer de divulgar para que não se reelejam em 2018”, alertou o presidente.

Negociação

Vagner Freitas reforçou que a CUT e as demais organizações estão dispostas a negociar com o Congresso Nacional, especialmente o Senado, e resta saber quem os parlamentares ouvirão, as ruas ou Temer.

“Os Senadores vão ouvir a opinião pública ou morrerão abraçados com um governo que já acabou?”, questionou. “Se quiserem entendimento para retirar essas propostas e num momento mais normal trazermos essa discussão para uma mesa de negociação, com um governo legítimo e eleito pelo povo, isso podemos discutir. Queremos eleições diretas já, o Temer não tem condições mais de ser presidente”, falou.

Presos políticos

Representante da Frente Povo Sem Medo e do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, lembrou que há três manifestantes do movimento presos por cometerem o crime da livre expressão.

“Quando um governo perde condição de governar, recorre à repressão e criminalização contra aqueles que lutam. Na última sexta (28), foram detidas varias pessoas e três permanecem presas: Luciano Antonio Firmino, Juraci Alves do Santos e Ricardo Rodrigues dos Santos, ativistas do MTST, detidos sob acusação esdrúxula, sem nenhuma prova, e que permanecem na carceragem do 63º DP. No sábado, o pedido de liberdade foi negado sob alegação da juíza Marcela Fillus Coelho de defesa da ordem pública, algo próprio de regimes de exceção a autoritário que tratam assim os opositores. São presos políticos da greve que amanhã devem ser encaminhados ao presídio e iremos reagir a isso”, alertou.

 

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