O sindicato está sendo procurado pelos sindicalizados para emissão de documento de quitação da contribuição sindical para que não haja desconto do Imposto Sindical. Segundo o diretor Administrativo, Rafael Crespo, a expedição desse documento não cabe ao Sindipetro-NF. De acordo com o artigo 585 da CLT (veja abaixo) tal documento é devido somente pelos sindicatos representativos das respectivas profissões liberais.
 
"Art. 585. Os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da contribuição sindical unicamente à entidade sindical representativa da respectiva profissão, desde que a exerça, efetivamente, na firma ou empresa e como tal sejam nelas registrados. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976) (Vide Lei nº 11.648, de 2008)

Parágrafo único. Na hipótese referida neste artigo, à vista da manifestação do contribuinte e da exibição da prova de quitação da contribuição, dada por sindicato de profissionais liberais, o empregador deixará de efetuar, no salário do contribuinte, o desconto a que se refere o Art. 582. (Redação dada pela Lei nº 6.386, de 9.12.1976)"

A atual diretoria do Sindipetro-NF, segue orientação da CUT, e devolve todo ano aos seus sindicalizados o dinheiro retido como Imposto Sindical.

 

Do Jornal Brasil de Fato - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) encaminhou questionamento à direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em relação ao direcionamento dado às suas redações para que manifestações políticas durante as festividades do carnaval não fossem divulgadas.

Durante todo o carnaval, manifestações contra o governo de Michel Temer (PMDB) ocorreram por todo o país, em blocos de rua e também em apresentações de artistas.

Em Salvador, por exemplo, o grupo musical BaianaSystem protestou, acompanhado pelo público, durante seu show, entoando palavras de ordem como "fascistas, machistas: não passarão" e "Fora, Temer!". O caso ganhou notoriedade em diversos meios de comunicação e nas redes sociais.

O protesto de foliãs e foliões contra Temer, em fantasias e canções, também foi noticiado por diversos veículos, das mais variadas linhas editoriais.

Tom político

A EBC é responsável, entre outros veículos, pela TV Brasil, pela Rádio Nacional e pela Agência Brasil. Uma rápida pesquisa pela expressão "Fora, Temer" na página de internet da Agência Brasil, até o fim da tarde da quarta-feira (1º) não apresenta retorno de nenhuma matéria relacionada, apesar da notoriedade que os protestos tomaram.

Segundo o SJPDF, foi dada uma orientação "para que, durante o carnaval, os jornalistas da empresa não cubram temas políticos, não fazendo sequer imagens de faixa e cartazes críticas a políticos e governos".

"É dever deste Sindicato zelar pelo código de ética da categoria, segundo o qual o jornalismo deve se pautar por uma cobertura equilibrada, retratando os acontecimentos sem preconceitos, direcionamentos e dando espaço à pluralidade de vozes na sociedade", continua a entidade sindical. "Princípios como diversidade, pluralidade, equilíbrio, independência dos governos de plantão estão presentes na própria Lei de criação da empresa. Eles também constam do Manual de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação", completa.

Polêmica

Desde que Temer assumiu seu mandato tampão, a EBC vem sendo alvo de polêmicas. O peemedebista exonerou o então presidente da Empresa, desrespeitando o estatuto da entidade, que confere mandato fixo ao cargo.

Além disso, encaminhou Medida Provisória ao Congresso extinguindo o Conselho Curador da entidade, responsável por garantir participação da sociedade civil e dos funcionários na direção da EBC.

Resposta

A reportagem tentou contato com a direção da EBC, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

 

Érica Aragão / Da Imprensa da CUT

A sobrevivência do povo no campo e a produção de alimentos que abastece a mesa da população brasileira estão ameaçados pela próxima pauta legislativa do governo ilegítimo de Michel Temer

O debate sobre o Projto de Lei (PL) da estrangeirização das terras está previsto para começar já em março. E a base aliada tem pressa e não quer muita discussão. Com a alegação de que a medida destravaria bilhões de dólares de investimento no Brasil e tiraria o país da recessão econômica, já está em trâmite em regime de urgência no Congresso o PL 4059/2012, um Projeto de Lei da bancada ruralista com apoio do governo Temer, que trata da venda irrestrita de terras à estrangeiros. Em entrevista ao portal da CUT, o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), Gerson Teixeira, desmistifica a justificativa do governo para defender este PL, esclarecendo que objetivo real da urgência deste tema é aquecer o mercado, vender as riquezas nacionais para o capital estrangeiro e gerar mais lucros para o agronegócio.

Uma Medida Provisória (MP) com o mesmo conteúdo do PL vinha sido elaborada pelo executivo, mas foi descartada devido a polêmicas geradas pelo governo com os militares. “A ideia era que a MP estivesse valendo em 30 dias, mas os militares regiram alegando que se empresas e cidadãos estrangeiros tivessem acesso livre as terras brasileiras poderiam controlar lugares estratégicos para a defesa do país, como as fronteiras, por exemplo”, explica Gerson. Ele ainda afirma que o PL em trâmite no Congresso desde setembro de 2016 vai ter emendas, mas não tem expectativa de mudanças. “O relator do atual projeto será o Deputado Federal Newton Cardoso (PMDB-MG) e ele tem muitos negócios com a terra e será bem fácil que ele incorpore algumas ideias do governo ao PL que está no plenário”, denuncia.

Para Gerson é fundamental a ampla discussão com a sociedade sobre o tema, porque limitar o acesso à terra para estrangeiros é garantir o controle e a soberania alimentar. Segundo ele, a venda irrestrita fará com que a produção de alimentos interna seja trocada por produção de commodities, que serão exportadas aos países de origem destas empresas ou pessoas que comprarem terras. “Imagina a China comprar milhares de hectares no Brasil e fazer aqui uma extensão do território deles, produzindo para a segurança alimentar dos chineses? Além de diminuir o acesso à terra destinado a produção de alimentos no nosso país, produzirá com recurso natural do Brasil e ainda seria beneficiada pela Lei Kandir, medida que isenta o ICMS dos produtos destinados à exportação”.

Atualmente há limites para a compra de terras por estrangeiros. É possível a aquisição de até 3 módulos rurais, sem qualquer condicionalidade. Acima deste número é necessária a aprovação das compras pelo Estado Brasileiro, com limites de 50 módulos por pessoa física e 100 por pessoa jurídica e garante a distribuição de terra para famílias camponesas que realizam a função social de plantar, colher e alimentar a população, prática mais conhecida como Reforma Agrária. A proposta do PL é anular as restrições e acabar com a Reforma Agrária.

Gerson lembra que boa parte das terras brasileiras já são de estrangeiros e que a reforma agrária não é prioridade deste governo. O relatório “DataLuta Brasil”do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), atualizado em janeiro deste ano aponta que a reforma agrária segue em ritmo bem menor que o agronegócio, principalmente por causa da grilagem (falsificação de documentos de propriedade de terra) e do processo de estrangeirização de terras.

Segundo o documento, há donos de terras oriundos de pelo menos 23 países, sendo os principais os Estados Unidos, o Japão, o Reino Unido, a França e a Argentina e os principais investimentos são em commodities: soja, milho, canola, colza, sorgo, cana de açúcar e monocultura de árvores, além da produção de sementes transgênicas.

A vice-presidenta da CUT Nacional, Carmen Foro destaca que normalmente as empresas internacionais que compram terra para produzir fora de seus países estão articuladas com as maiores redes de produção de veneno. “Na visão desse governo vender terra para estrangeiros dá mais lucro, favorece o agronegócio e consequentemente a bancada ruralista, que é quase metade dos parlamentares no Congresso Nacional”, completa.Segundo Carmen, a reforma agrária transforma-se numa realidade bem distante, porque as terras não estarão mais à disposição para serem desapropriadas para a produção de alimentos, aumentando o êxodo rural, poluindo nossas riquezas naturais e envenenando nossa comida.

Carmen, que é agricultora familiar da base da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), lembra que todos e todas serão atingidas com estas medidas sobre a venda de terras para estrangeiros. “Os trabalhadores e trabalhadoras rurais serão atingidos fortemente, mas a população que mora na área urbana também sentirá o impacto”.

A dirigente nacional da CUT e agricultora familiar da base da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (FETRAF), Elisangela dos Santos Araújo conta que nenhum dos grupos interessados em comprar terra brasileira tem interesse em produzir alimentos. “Há uma tendência de cada vez mais diminuir o público da agricultura familiar e isso traz um problema para a população brasileira. Se esse setor que produz alimento seguro não tiver mais terra, vai diminuir produção, aumentará os preços dos alimentos e teremos problemas sociais para o nosso país, muito mais fome, mais doença e miséria no campo e na cidade”.

A opinião da Secretária Nacional da Saúde do Trabalhador da CUT, que também é agricultora familiar da base da CONTAG, Madalena Margarida da Silva é que esta medida acentua as desigualdades sociais, de vida e o trabalho no campo e chama o povo pra luta. “O governo golpista está decidido entregar nossas riquezas e terras para o capital estrangeiro. Não há outro caminho que não seja continuarmos firmemente a lutar pela terra, mobilizando e organizando os trabalhadores e trabalhadoras e os movimentos sociais que atuam no campo e cidade em defesa do território nacional e da agricultura familiar e camponesa”.

Carmen destaca que a estrangeirização das terras é um problema de soberania nacional e precisa ser amplamente divulgado para as pessoas compreenderem o que está acontecendo. A vice-presidenta da CUT afirma que o Congresso da CONTAG, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de Março em Brasília, deverá aprofundar a reflexão e debater a estratégia no plano de luta olhando para essa questão.

“A CONTAG é contra o PL que libera irrestritamente a venda de terras brasileiras a estrangeiros e defende a abertura de um amplo processo de discussão com a população e com as entidades do setor, para a elaboração que um projeto de lei que realmente atenda ao texto constitucional e aos interesses da população brasileira e, em especial, um desenvolvimento rural sustentável e solidário”, finaliza Carmen.

Sobre as Idas e vindas da política brasileira no assunto de venda de terras à estrangeiros

O artigo 190 da Constituição de 1988, que limita o acesso de gringos ao patrimônio brasileiro e preservava o acesso continuo dos trabalhadores e trabalhadoras rurais para a produção de alimentos, está ameaçada com PL 4059/2012. Não é a primeira vez que este assunto é colocado em xeque. Considerado um tema polêmico, a estrangeirização das terras já é um caso brasileiro antigo.

Até 1998, uma lei de 1971 permitia que empresas com sede no Brasil comprassem terras no país. Naquele ano, a Advocacia Geral da União (AGU) interpretou que empresas nacionais e estrangeiras não poderiam ser tratadas de maneira diferente e liberou a compra. A mudança teve impacto imediato e milhares de alqueires foram vendidos a empresas de capital estrangeiro. Diante do avanço da estrangeirização, em 2010 um novo parecer da AGU vetou a venda de terras para estrangeiros e é o que vale hoje. “O parecer é frágil, o que eles querem é um instrumento com força de lei que possa garantir a estabilidade jurídica para os investidores”, explica Gerson.

Nos governos Lula e Dilma este tema jamais seria aprovado. Segundo Carmen, um dos motivos do golpe contra a presidenta Dilma foi esta pauta da estrangeirização das terras. “Com ela não teria acordo nenhum para aprovar esta matéria. Ela entendia a importância da Reforma Agrária para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, mas não conseguiu avançar porque a correlação de forças não permitiu”.

 

Ferramenta criada pela CUT e pelo Dieese, o Aposentômetro (aposentometro.org.br) vai ajudar no alerta à população sobre o tamanho do golpe que querem aplicar na Previdência. É preciso divulgá-lo muito para contribuir na mobilização contra a reforma. Quando o peão vir o seu caso específico poderá se sentir mais estimulado a entrar na briga. Isso é vital neste momento em que o País está espanando as cinzas do Carnaval para voltar à rotina de arrocho e precarização.

Ainda vai levar um tempo para que a população perceba que as denúncias sobre os ataques contra os direitos trabalhistas e previdenciários não são “mimimi de petistas” ou “dos petralhas que quebraram o País”. Infelizmente, estas noções foram fortemente massificadas pela grande mídia e dissipá-las será um trabalho muito lento. Todo argumento, agora, que questione ações do governo Mishell enfrenta na cabeça do interlocutor médio essa espécie de vacina inoculada pela Globo e congêneres.

Mas o ataque aos direitos é violento, capaz de produzir retrocessos de várias décadas, e a reação a ele não pode esperar que a verdade sobre estes nossos tempos encontre melhor terreno para ser semeada. O trabalho de esclarecimento e conscientização tem que ser para ontem, imediato, e com dados muito claros para que todos compreendam.

Daí a importância de um instrumento como o Aposentômetro. Ele desperta a curiosidade de qualquer trabalhador em conhecer qual a expectativa de aposentadoria, quanto tempo falta de contribuição ou com qual idade poderia se aposentar. A consulta é muito fácil.

Quando o trabalhador ou a trabalhadora percebe a sua situação real, quando vê que precisará de oito, nove, dez anos a mais de trabalho ou de contribuição para conseguir uma aposentadoria integral, pela PEC do golpe da Previdência, aí fica mais claro o que estão fazendo: tirando dos pobres para dar para os ricos.

O potencial de mobilização decorrente desta constatação precisa ser capitalizado por todos aqueles que, não é de hoje, lutam por justiça social, com crescimento econômico baseado na inclusão e não em concentração de renda. Vamos todos divulgar o Apotentômetro e alertar para o que realmente quer Mishell e sua gangue: acabar com a Previdência Pública para alimentar um fabuloso mercado privado no setor.

 

[Clique aqui para acessar outros textos da edição 981 do Nascente]

 

 

 

O Sindipetro-NF divulga edital de convocação de Assembléia Geral Extraordinária (abaixo) para eleger a junta que conduzirá as eleições para a diretoria e conselho fiscal da entidade para o mandato 2017/2020.

Estão aptos para participar da assembleia os associados que preencham os requisitos do estatuto da entidade, que prevê o cumprimento da carência de 180 dias de filiação; a condição de estar em dia com as mensalidades e as contribuições excepcionais fixadas em Assembleia Geral; e não estar sob alguma sanção de suspensão ou expulsão dos quadros associativos.

A Assembléia Geral Extraordinária será realizada no próximo dia 9 de março, às 17h30 em primeira convocação ou às 18h em segunda convocação, na sede do Sindipetro-NF, em Macaé.

Para marcar a passagem do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, o Sindipetro-NF organizou uma série de atividades que incluem atos nas bases de terra, exibição de filmes com debates, transmissão ao vivo na TV/NF e no facebook e apresentação do Coral dos Petroleiros.

As atividades começam no dia 7 e vão até 10 de março. Os atos seguem a linha nacional contra a Reforma da Previdência, medida que tramita na Câmara dos Deputados como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287. Nesta proposta, as mulheres vão ter que trabalhar mais e tanto quanto os homens. Ela acaba com critérios diferentes de gênero e adota idade mínima de 65 anos para trabalhadores e trabalhadoras como condição para requerer a aposentadoria.

Os atos também irão mostrar os avanços que as mulheres petroleiras conquistaram nos últimos anos e avaliar a conjuntura nacional, relacionando tudo que as mulheres tinham em nível nacional e que o governo golpista de Michel Temer tirou.

A exibição dos filmes e debates acontecerão de forma simultânea em Campos e Macaé e são abertas ao público.

Veja a programação completa abaixo: 

Dia 07/03

7h -  Ato na Imbetiba

12h  -  Transmissão ao vivo sobre os  “Avanços das Mulheres no Brasil” com a bancária e Secretária da Mulher da CUT, Marlene Miranda, a diretora do Sindipetro-NF, Conceição de Maria e a Mestre em Educação - Universidade Federal Fluminense (UFF), Guiomar Valdez.

 

Dia 08/03

7h - Ato no Parque de Tubos

12h - Ato no Edinc

18h - Apresentação do Coral dos Petroleir@s e exibição do filme: As Sufragistas.

( Teatro de Macaé e Auditório em Campos)

 

Dia 10/03

7h –  Setorial e ato em Cabiúnas

15h - Exibição do  filme "O Sonho de Rose - 10 anos depois" com as participação de mulheres dos movimentos sociais e debate posterior.

 (Teatro de Macaé /Auditório de Campos)

 

Filmes

As Sufragistas

Sinopse : No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios (Não recomendado para menores de 14 anos).

Data de lançamento:  24 de dezembro de 2015 (1h 47min)

Direção: Sarah Gavron

Elenco: Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep mais

Gêneros Drama, Histórico

Nacionalidade : Reino Unido

 

Sonho de Rose

Sinopse: Seguindo os passos dos personagens do filme Terra Para Rose, primeiro documentário da diretora Tetê Moraes, O Sonho de Rose mostra como vivem hoje algumas das 1500 famílias que participaram da ocupação do MST à Fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul. Após anos de luta vivendo acampados em barracas de lona, enfrentando a polícia e negociando com o governo, eles conseguem transformar seus sonhos em realidade trabalhando como pequenos agricultores em cooperativas ou associações.

Direção: Tete Moraes

Elenco: Lucélia Santos

Gênero: Documentário

Nacionalidade : Brasil

 

* Sinopses publicadas no site www.adorocinema.com.br.

 

 

A diretoria do Sindipetro-NF fará hoje, 2/03, um face to face com a categoria sobre a eleição da Junta Eleitoral que organizará o pleito para eleição da nova diretoria do sindicato. A transmissão será realizada às 20h no facebook do sindicato. É importante a participação da categoria. 

O Sindipetro-NF confirmou que os quatro trabalhadores feridos no acidente foram atendidos na UNIMED ontem. Até o momento a informação é que três foram liberados para voltar a trabalhar e um será afastado para tratamento. Haviam dois tripulantes e oito trabalhadores na aeronave da OMNI no momento do acidente.

Após insistência do sindicato, a gerência de TA - Transporte Aéreo confirmou que as pás se quebraram e que ocorreu o disparo dos flutuadores de forma automática pelo tombamento e negou o princípio de incêndio, mas disse que a espuma foi lançada preventivamente para evitar que ocorresse um incêndio. Segundo os trabalhadores, houve princípio de incêndio que foi debelado pela Brigada do heliponto.

O Diretor Rafael Crespo participa da Comissão de Investigação do acidente pelo sindicato e embarcou hoje, 2, na P-37 acompanhando comissão da Petrobras e Cenipa - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

O SindipetroNF recebeu duas denúncias gravíssimas da categoria da P-20, plataforma da UO-BC presente no campo de Marlim.
 
Em primeiro lugar, o NF apurou que a gestão local, em conjunto com a gerência geral da UO-BC, está, arbitrariamente, implementando a política de "Operador Mantenedor", atitude que o sindicato repudia de todas as formas, por entender que essa dupla função além de ser ilegal ainda precariza o trabalho a bordo. Esse fato foi denunciado também em outras plataforma e pode ser visto aqui.  
 
Em segundo lugar, o NF recebeu queixa que a redução de efetivo na P-20 chegou num momento drástico, principalmente no que diz respeito a equipe de embarcação da plataforma. Segundo o sindicato pôde averiguar, a equipe que contava com 15 técnicos de estabilidade (TE's) hoje conta com menos da metade, chegando a 6 técnicos.
 
Para piorar a situação, o NF descobriu que a empresa solicitou para que os seis TE's trabalhem em regime de escala 14x14 durante a campanha da UMS da unidade. 
 
Tal atitude, além de ser um total desrespeito com os trabalhadores e trabalhadoras e com o ACT que determina a escala de trabalho de14x21 no ambiente offshore é, ainda, um política de negligência a saúde dos petroleiros e petroleiras que trabalharam em alta intensidade (numa campanha de UMS) dentro de uma escala que explora, ainda mais, sua mão de obra.
 
"Quando a gestão Parente parece ter atingido o fundo do poço, eles encontram uma porta secreta e afundam ainda mais", destaca o diretor Tadeu Porto. "Que ele tem um plano com o Temer para voltarmos ao passado das privatizações todos já sabemos, mas querer retroceder ao tempo do 14x14 é duvidar demais da capacidade dos petroleiros e petroleiras em se mobilizar." finalizou Porto.
 
Além disso o Coordenador do SindipetroNF e também Técnico de Estabilidade, Marcos Brêda, relembra que essa função é crucial em qualquer plataforma e que, recentemente, tivemos  diversos acidentes na Bacia de Campos - entre esses dois abalroamentos - que acenderam o alerta da categoria para a volta de tragédias como a P-36: "Fazer experiências com redução drástica de efetivo em qualquer setor é grave, em uma plataforma e em uma área como o lastro pode levar a acidentes e mortes como há 16 anos em P-36".
 
Marcos ainda destacou que o Sindipetro não ficará inerte frente a esse absurdo e que buscará todos os tipos de denúncias cabíveis para evitar tal atrocidade "o regime de trabalho é acordado no ACT e para o pessoal embarcado é de 14x21, qualquer mudança desse regime deve passar pelo crivo do sindicato. Existe inclusive uma comissão de regimes permanente entre a empresa e a FUP que tem que ser respeitada, e nesse caso de P-20 não fomos sequer informados. Vamos denunciar o fato, tanto internamente, via comissão de regimes, como externamente, via MTE.", concluiu Brêda.

O Sindipetro-NF confirmou a notícia de que uma aeronave da OMNI tombou ao pousar no heliponto de P-37. Pelas informações repassadas até o momento há três feridos leves, sendo um da equipe do heliponto, mas a aeronave encontra-se tombada na plataforma. Pelas informações passadas pela categoria, durante a manobra de pouso, os flutuadores teriam sido acionados indevidamente, as paletas do rotor principal teriam quebrado e havido um princípio de incêndio que foi controlado. A hélice chegou a tocar no heliponto, segundo a Petrobras.

Apesar da pressão e do assédio que os trabalhadores de P-37 estão sofrendo nesse momento, o Sindipetro-NF orienta a categoria a bordo que tente repassar informações para que a entidade possa atuar melhor. Em paralelo, diretores sindicais estão cobrando mais informações da gestão.

"O Sindipetro-NF já batalhou muito, por vários anos, para garantir o direitos dos embarcados de voar com segurança. O último acidente com fatalidade aconteceu em 2011, e essa política equivocada de economia na Petrobrás pode acabar por interferir também na segurança aérea. É contra isso que os petroleiros devem estar atentos e denunciar qualquer anormalidade" - afirma o Coordenador do Sindipetro-NF, Marcos Breda.

 

Hoje pela manhã, por volta das 06h, a equipe de emergência  de  PCH-1 respondeu a um pedido de  socorro do barco de pesca “Só Benção”, cujo tripulante, um pescador, estava com ferido com um anzol atravessado na sua perna direita.

O ferimento era grave e demandava  socorro rápido, segundo apurou o Sindipetro NF, e a equipe de emergência de Cherne 1 prontamente atendeu ao pedido para poder auxiliar o trabalhador em perigo.

Com apoio fundamental da equipe de alpinistas da empresa EDRA, o pescador foi retirado do barco, trazido para as instalações de PCH-1 e levado pela equipe de emergência para a UMS São João da Barra onde teve o atendimento médico adequado. O resgate foi difícil, uma vez que as condições de vento e mar eram adversas.

O NF se solidariza com o pescador ferido e deseja melhoras para que ele possa voltar à suas atividades cotidianas. Ademais, o sindicato parabeniza a todos trabalhadores e trabalhadoras a bordo de PCH-1 que estiveram envolvidos no salvamento e não se furtaram da responsabilidade de poder ajudar um trabalhador de outra embarcação.      

O SindipetroNF recebeu, nesses últimos dias, pelo menos três denúncias acerca de um política da gestão da UO-BC de se implementar a prática do "Operador Mantenedor", onde o petroleiro ou petroleira desenvolve a função de operar e fazer manutenção da planta ao mesmo tempo.
 
Segundo relatos, as gerências da P-35, P-20 e P-18 estariam dispostas a implementar esse desvio já em Março, atropelando qualquer tipo de diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras e, arbitrariamente, assumindo uma postura que contraria o plano de cargos e salários da categoria petroleira.
 
Caso semelhante foi denunciado pela equipe de P-31, no começo desse ano. Na época, o NF destacou que "o PCAC da Companhia, instituído em 2007 não prevê tal função de operador mantenedor, definindo como carreiras distintas: operação e manutenção. No entendimento da categoria petroleira sempre uma das tarefas será negligenciada em detrimento da outra".
 
Desde a denúncia da P-31, o NF vem estudando medidas cabíveis contra esse absurdo que, na visão dos trabalhadores, gera exploração da mão de obra no ambiente de trabalho e aumenta a terceirização irrestrita.
 
Não obstante ao esforço de barrar essa prática via órgãos de fiscalização o Sindipetro também irá comunicar essas instituições de que qualquer acidente que ocorra será de responsabilidade dos gestores. 
 
"Se eles estão movimentando pessoas baseado em um número mínimo queremos conhecer e discutir esse número, afinal,o efetivo deve ser transparente", destacou Marcos Brêda, Coordenador Geral do NF. "O sindicato irá pedir um mesa de entendimento com SRTE e ANP para tratar essa arbitrariedade. Com base nos debates ocorridos, vamos buscar a responsabilização dessa gestão irresponsável que parece não ter aprendido nada com as tragédias do passado. Essa negligência não ficará impune", completou Brêda.
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