Da Imprensa da CUT - Os atos de 1º de Maio tornaram-se manifestações de repúdio ao governo Temer, com mais intensidade no protesto convocado pela CUT, CTB e Intersindical em São Paulo, com presença das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Mesmo com dificuldades com o poder público municipal, os organizadores estimaram em 200 mil o número de participantes, entre a Avenida Paulista, onde o ato começou, e a Rua da Consolação, por onde seguiu uma passeata no final da tarde até chegar à Praça da República, na região central, palco de apresentações musicais, que prosseguiram até a noite.

Sindicalistas e ativistas responderam ao governo Temer, que teve alguns porta-vozes falando em "fracasso" da Greve Geral da última sexta-feira. "Fracasso é o seu Temer, é o golpe que ele deu e já está indo por água abaixo", reagiu o coordenador da Frente Povo Sem Medo e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. "Com mais de 90% de rejeição, (o governo) quer aprovar reformas infames."

Durante a manifestação, ele afirmou que a greve de sexta tem três presos políticos, acusados de agir contra a ordem pública. "Foram presos com acusações absurdas, sem nenhuma prova. Ordem pública é o povo com casa, é trabalhador com direito. Nós é que defendemos ordem pública", disse Boulos. Em referência a uma das acusações contra os militantes – provocar incêndio –, ele respondeu: "Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Agora é que vão ver o que é incêndio".

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, condenou a violência policial e citou a agressão ao estudante ante Mateus Ferreira da Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), integrante do Centro Acadêmico, sexta-feira, em Goiânia. "Ele foi barbaramente espancado e gravemente ferido", lembrou Carina. "Nós lutamos pelo futuro do Mateus e pelo direito de lutar." E a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, destacou, além desses dois episódios, a invasão ocorrida à sede da entidade, na noite de sexta.

Defensor do impeachment de Dilma Rousseff, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do Solidariedade, também falou em novas paralisações contra as reformas. "Se o governo não entendeu, vai ter mais", afirmou durante a festa da central, na praça Campo de Bagatelle, zona norte da capital paulista. O ato da CSB, no Sambódromo, também na região norte, teve mais críticas ao presidente Temer. "Essa reforma trabalhista vai acabar com os direitos históricos dos trabalhadores, com a Justiça do Trabalho e com o Ministério Público", disse o presidente da central, Antonio Neto. A entidade estimou em 50 mil o número de presentes. Já a Força falou em 700 mil.

O ato de CUT, CTB e Intersindical ocorreu em clima tranquilo, mas teve alguns incidentes. Pela manhã, os sindicalistas não puderam estacionar o carro de som diante do vão livre do Masp, como previsto. Tiveram de parar alguns quarteirões adiante, na esquina da Paulista com a Rua Haddock Lobo, perto de um prédio residencial, o que provocou reclamações dos moradores. "Eu disse ao síndico que isso é culpa do Doria (o prefeito João Doria, do PSDB), não é culpa nossa", afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Durante a manifestação, o prefeito foi várias vezes "lembrado" nos discursos.

Outro incidente ocorreu já na passeata pela Rua da Consolação, após os manifestantes deixarem a Paulista, rumo à Praça da República. No início do percurso, a Polícia Militar impediu o acesso de um caminhão de som. Sindicalistas tentaram negociar, chegaram a anunciar um acordo, mas depois informaram que a PM "confiscou" as chaves do veículo, que permaneceu parado, enquanto a marcha continuou. Mais adiante, uma senhora em um prédio provocou manifestantes com um "pixuleco" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foi vaiada. Por outro lado, crianças em uma ocupação gritavam "queremos moradia" e "Fora Temer".

Mídia

Vagner destacou a importância do movimento de sexta-feira contra as reformas e o papel da imprensa. "A Greve Geral foi pauta no mundo inteiro, em toda a mídia mundial E a mídia golpista escondeu. Precisamos imediatamente voltar a ter democracia no Brasil e fazer o marco regulatório dos meios de comunicação. Acho que a Greve Geral foi a gota d´água."

Segundo ele, a paralisação mostrou apoio popular e reprovação da sociedade contra as "reformas" da Previdência e trabalhista. "Estamos na ofensiva e temos de continuar. Vamos ocupar Brasília integralmente e não permitir que haja votação de retirada de direitos." Na próxima quinta-feira, representantes de todas as centrais e de movimentos sociais vão se reunir para discutir os próximos passos. Mas amanhã uma comitiva de sindicalistas vai a Brasília conversar com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e com a bancada do partido, para articular a resistência na Casa, para onde seguiu o substitutivo de mudança da legislação trabalhista.

Os discursos também defenderam a antecipação das eleições gerais de 2018 para este ano. "Nada funciona no Brasil porque não há credibilidade", disse o presidente da CUT.

O vice do PCdoB, Walter Sorretino, propôs a formação de uma "grande frente ampla para defender a democracia". "Esse governo usurpador colocou o país num grande impasse", afirmou. "Além de retirar direitos, o governo golpista vem aumento a repressão contra os movimentos sociais", acrescentou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também a favor a antecipação das eleições. "Em vez da PEC da Previdência, queremos a PEC das diretas." Também usaram o palco representantes do Psol, PCO e PCR. Entre os políticos presentes, estavam os deputados federais Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini (ambos do PT-SP) e Ivan Valente (Psol-SP), além do vereador paulistano e ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

Já na República, os shows começaram com a apresentação do grupo As Bahias e A Cozinha Mineira. "Todos juntos contra a reforma da Previdência", afirmaram, também com homenagens ao cantor e compositor Belchior, que morreu neste final de semana. Depois iriam se apresentar Leci Brandão, MC Guimê e Emicida.

 

[Ato político na avenida Paulista garante liberdade de manifestação, ameaçada pelo prefeito - Foto: Roberto Parizotti]

 

A classe trabalhadora chega ao seu dia sem muito o que festejar.

Muito pelo contrário, 2017 reservou ao proletariado nacional uma agenda opressora e injusta, com (contra)reformas absurdas, como a trabalhista, a previdência e a terceirização predatória, além de uma política econômica que sufoca a massa salarial para garantir uma baixa inflação que alimenta os bancos com a maior taxa de juros do planeta.

Certamente não haverá velas, bolo ou guaraná para celebrar esse dia especial. Não há clima, em meio a um massacre tão injusto, para comemorar, entretanto há, sim, uma grande disposição para luta e resistência.

Disposição essa que pode se espelhar na história: seja nos 100 anos da Revolução Russa, que representa uma vitória marcante da proletariado sobre e aristocracia local, ou na primeira greve geral do Brasil, responsável por avanços importantes da classe trabalhadora numa época de escravidão disfarçada.

Assim, se a elite políticoeconômica tupiniquim resolveu golpear os trabalhadores e trabalhadoras com uma agenda que ampliará a desigualdade social, a resposta veio a altura: com a maior Greve Geral da história brasileira.

E o SindipetroNF tem orgulho de ter participado desse evento memorável com número recorde de Plataformas paradas, alta adesão do corte de rendição no Terminal de Cabiúnas e movimentos de massa nas ruas e nas bases terrestres.

Parabéns, então, a toda categoria petroleira do Norte Fluminense e de todo o Brasil por se defender dos ataques neoliberais internos e externos que o Golpe da dupla Temer/Parente proporcionou.

Por fim, parabéns a todos trabalhadores e trabalhadoras que reconhecem que direitos e conquistas não foram benesses do patronato e sim fruto de muita disputa, no tempo e espaço, por parte dos nossos companheiros e companheira de trabalho.

E um dia do trabalhador e da trabalhadora de muita luta!

Macaé, 1º de Maio de 2017

Diretoria Colegiada do SindipetroNF


A eleição para a Diretoria Colegiada e Conselho Fiscal do SindipetroNF para gestão 2017/20 começou no último sábado, dia 29 de Abril, e vai até o dia 19 de Maio. Nesse período, mais de dez mil petroleiros e petroleiras filiadas poderão exercer o direto do voto para escolher um agrupamento que melhor represente a categoria.
 
As urnas estão espalhadas por todas as bases do Norte Fluminense e algumas cidades do Brasil e seus locais podem ser consultados aqui e aqui.   
 
Conheça melhor as propostas das duas chapas:

Chapa 1 - Democracia e Luta
 
Sindicato presente em todas as bases. Sabíamos que o golpe viria para retirar os nossos direitos. Nos colocamos como ponto de convergência para a união. Vozes foram se somando cada vez mais a medida que deixamos claro qual é o nosso papel. Não temos medo de dizer quem somos e nós temos lado. O seu lado. Nossa luta é pela Petrobrás e por cada petroleira e petroleiro, próprio ou contratado. O sindicato só te serve assim. Somos tão fortes quanto cada um que representamos.
 
Quem tem capacidade pra te representar?
 
A próxima gestão do Sindipetro-NF terá uma missão diferente. Sem prometer terreno no céu, os dirigentes terão que agarrar na unha os direitos que foram conquistados nos últimos anos. Com uma participação e capacidade de organização grande nos locais de trabalho, a Chapa 1 construiu durante anos a presença massiva em todas as instâncias com lado e posição clara. Aventuras apolíticas negam a própria essência de um sindicato. Negam a história e a luta para fazer a voz de milhares ser ouvida como uma só. Trabalhadores da Bacia de Campos conhecem os prejuízos quando alguém que nega a política os representa. O resultado é uma coleção de derrotas e entregas, como acontece hoje na representação dos empregados no CA da Petrobrás, onde tudo está sendo aprovado e sem discussão com a categoria.
 
A Chapa 1 firma compromissos:
 
- Contra o governo golpista!
Defender a Petrobrás e o petroleiro, é defender o Brasil. Seguiremos atuando em nível local e nacional garantindo que nossas demandas sejam levadas tanto para as empresas como para o governo. Sem ocupar os espaços institucionais não conseguiremos avançar em um governo ilegítimo.
 
- Lutar para revogar a entrega do Pré-sal
Revogação do processo que tira o financiamento de saúde e educação pelo petróleo brasileiro, voltando com a obrigatoriedade do conteúdo local como forma principal de gerar empregos e desenvolvimento no setor.
 
 - Combater as contrarreformas
Garantia de seguridade social e previdenciária como direito fundamental do trabalhador, enquanto pressionamos para a reposição dos postos de trabalhos perdidos com novos concursos. Ampliar as condições de segurança e saúde para todos, combatendo inclusive o assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho.
 
- Garantir o 14x21
Não abrir mão do direito conquistado de regime de 14x21 para embarcados próprios e sua expansão para o setor privado. 14x21 deve ser direito de todos, não privilégio. Restabelecer o THM de 168 e demais previstos no acordo coletivo com adicional de 100% para horas extras.
 
Defendemos a ação conjunta e nacional, agindo de maneira local para ter resultado geral. Denunciamos o golpe e as reformas. Combateremos o avanço da terceirização, ao mesmo tempo que lutaremos pela melhoria das condições daqueles terceirizados.
 
Experiência de quem construiu o Sindipetro-NF com a renovação de quem está na base e foi forjado na luta.
 
Chapa 2 - Chapa da Categoria

A Chapa 2 da Categoria é uma chapa de corte classista, suprapartidária (que está além dos partidos) voltada para a defesa dos direitos dos Petroleiros, da Petrobras e dos interesses nacionais.

Nossa Chapa é uma chapa plural, composta por grevistas, perseguidos políticos, desimplantados, ex-sindicalistas expulsos da FUP e trabalhadores de várias funções que anseiam por um sindicalismo democrático voltado para a classe petroleira com decisões emanadas da base.

Propomos a ampliação e o fortalecimento do movimento sindical com a eleição dos delegados de base prevista no estatuto desde 2010, e a convocação de assembléia estatuinte com a participação dos delegados e diretores recém-eleitos para mudar os rumos do Sindipetro Norte Fluminense.

Com assembleias regulares em todas as bases, queremos debater com a categoria a situação atual da empresa e do país, as consequências para nós trabalhadores e as estratégias de lutas a serem tomadas para manutenção dos nossos postos de trabalho e direitos.

Muitos petroleiros estão sendo desimplantados, funções e atividades fim estão sendo terceirizadas e continuamos imóveis.

Somos o maior Sindicato Petroleiro do Brasil, e ainda controlamos a maior parte da produção de petróleo e gás, por isso o protagonismo, a responsabilidade e a influência da nossa base são fundamentais para construção da luta em defesa da Petrobrás e da soberania energética do país.

Principais Propostas da Chapa 2:

1. ELEIÇÃO DOS DELEGADOS DE BASE

2. REALIZAÇÃO DE ASSEMBLEIA ESTATUINTE - PAUTAS:

- Eleição da Comissão de Ética pela base;

- Autonomia aos Departamentos;

- Liberação de dirigentes sindicais com rodízio durante o mandato;

- Limite de Mandato Sindical;

- Eleição do Conselho Fiscal independente da Diretoria;

- Calendário Eleitoral definido em estatuto;

- Referendar as filiações às entidades sindicais (Federação, Central e Confederação).

3. PRIORIZAÇÃO DE DEBATES NAS BASES COM CALENDÁRIOS DEFINIDOS (ASSEMBLEIAS E SETORIAIS)

4. FORMAÇÃO SINDICAL E POLÍTICA ABRANGENTE PARA OS NOVOS DIRETORES E DELEGADOS

- Todos dirigentes devem conhecer as principais leis, normas regulamentadoras, estatutos e práticas sindicais para atender e orientar os trabalhadores nas suas bases.

5. UNIFICAÇÃO DA CATEGORIA:

- Pela defesa da Petrobras e do Petróleo Brasileiro;

- Condições de trabalho e direitos iguais para o Setor Privado;

- Independência em relação ao governo e a gestão da empresa;

- Ações políticas no Congresso Nacional com autonomia e suprapartidarismo.

6. ORGANIZAÇÃO D O SETOR PRIVADO:

- Unificação das lutas, demandas e data base;

- Tratamento igualitário a todos associados;

- Convenção trabalhista.

7. FORTALECIMENTO DO CLASSISMO:

- Valorização das decisões de base com transparência e democracia.

8. GESTÃO E PRESTAÇÃO DE CONTAS DO FUNDO DE GREVE

9. AMPARO JURÍDICO E ORIENTAÇÃO A TODA CATEGORIA

10. GARANTIA DE CONTINUIDADE DE TODOS OS PROCESSOS JURÍDICOS

A eleição que irá definir a Diretoria Colegiada e o Conselho Fiscal que irão assumir o SindipetroNF na gestão 2017-2020 começou neste sábado, dia 29 de Abril.

Petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense poderão votar de hoje até o dia 19 de Maio, em urnas que foram estabelecidas pela Junta Eleitoral eleita pela categoria por Assembléia Geral. A apuração dos votos está marcada para o dia 20 de Maio de 2017.

O pleito do SindipetroNF é um dos maiores do país, tanto em duração quanto em quantidade de votantes. É importante que todo filiado ou filiada procure a urna mais próxima ou conveniente para exercer o direito de voto e participar do processo eleitoral.

São 26 urnas espalhadas por todo Norte Fluminense e algumas cidades do Brasil, como o Rio de Janeiro. Há urnas em locais como: as sedes de Campos e Macaé; o Terminal de Cabiúnas; as bases de terra Imbetiba, Parque de Tubos e Edinc; Os aeroportos Farol de São Tomé, Bartolomeu Lisandro (Campos), Macaé e Cabo Frio e empresas do setor privado. Os locais completos podem ser consultados aqui e aqui.   

Chapas concorrentes

Duas chapas estão inscritas para participar do sufrágio: a chapa 1 - Democracia e Luta, coordenada pelo Técnico de Operações da P-56, Tezeu Bezerra, e a chapa 2 - Chapa da Categoria NF, coordenada pela Técnica Química da UTGCab, Ana Paula Aramuni. Confira, abaixo, a relação das Chapas completa.


Chapa 1 - Democracia e luta

Coordenador: Tezeu Freitas Bezerra

Departamento Administrativo

Alessandro de Souza Trindade

Francisco José de Oliveira

Benes Oliveira Neves Junior

Rosangela Buzanelli Torres

Departamento Aposentados

Antonio Alves da Silva

Antônio Carlos Manhães de Abreu

Francisco Antônio de Oliveira Santos da Silva

Departamento de Comunicação

Tadeu de Brito Oliveira Porto

Marcelo Nunes Coutinho

Alexandre de Oliveira Vieira

Departamento Cultural

Wilson de Oliveira Reis

Guilherme Cordeiro Fonseca

Ewerson Cardoso Junior

Departamento Financeiro

Flávio de Carvalho Borges

José Maria Ferreira Rangel

Rafael Crespo Rangel Barcellos

Departamento de Formação

Conceição de Maria Pereira Alves Rosa

Luiz Carlos Mendonça de Souza

André de Lima Coutinho

Departamento Jurídico

Valdick Sousa de Oliveira

Claudio Rodrigues Nunes

Ricardo da Silva Barbosa Júnior

Departamento de Saúde

Norton Cardoso Almeida

Antônio Raimundo Teles Santos

Sergio Borges Cordeiro

Departamento do Setor Privado

Leonardo da Silva Ferreira

Antonio Carlos Pereira

Jancileide Rocha Morgado - Falcao Bauer

Eider Cotrim Moreira de Siqueira - Schlumberger

Conselho Fiscal

Titulares

1) Magnus Fonseca de Souza

2) Wilson Roberto Fernandes dos Santos

3) Marcos Frederico Dias Breda

4) José Carlos da Silva

5) Samuel Henrique Pereira dos Santos

Suplentes

1) Leny Martins Passos

2) Jorge Tadeu Alcântara da Costa

3) Vitor Luiz Silva Carvalho

4) Marlene do Rosário

5) Mucio Scevola Ferreira Jardim

 

Chapa 2 - Chapa da categoria: Vamos mudar o Sindipetro-NF

Coordenadora: Ana Paula Aramuni Alberto Ribeiro

Departamento Administrativo

Márcio Oliveira da Silva

Elder Manhães Simões

Francisco Sales Pereira Júnior

Luciano Padilha Pains

Departamento Aposentados

Juarez Fagundes Dias

Ermezindo Cabral Marcos

Departamento de Comunicação

Claudio Ferreira da Silva

Roberto Jorjan

Ivana Cristina de Lima Pinheiro

Departamento Cultural

Rodrigo Albuquerque Camargo

Glayson Canciler da Costa

Juliana Schwartz de Castro Becker

Departamento Financeiro

Aledala Miranda Cherene

Gustavo de Carvalho Mendes

Adeildo Pereira dos Santos Filho

Departamento de Formação

Edson Almeida Cordeiro

Jocimar dos Santos Souza

Carlson Magno de Carvalho Barboza

Departamento Jurídico

Edson Martins Lima

Helder Gomes Caixeta

Rosângela Quintanilha Gomes

Letícia Vasconcellos Mothé

Departamento de Saúde

Rogério Borborema dos Santos

Deisemar da Costa Nunes

Erik Schunk Vasconcelos

Claudio Ventura

Departamento do Setor Privado

Washington Pereira do Espírito Santo – Halliburton

Faraday Fernandes Negreiros de Paiva – Schlumberger

Dimas Francisco de Moraes – Halliburton

Conselho Fiscal

Titulares

1) Cícero Figueiró França

2) Eduardo Ribeiro Bastos

3) Aquila de Oliveira Rodrigues

4) Marcos Aurélio Marques Paes Júnior

5) Miguel Santos de Lima

Suplentes

1) Carlos Magno de Souza Candinho

2) Cristiano Carnaval Gouvêa

3) Vanderlei de Carvalho Crus

4) Henry Tárcio Ribeiro Barbosa

5) Fernando Ferreira Figueirôa

A Junta Eleitoral reuniu-se na tarde da quinta, 27 e aprovou um edital aditivo para estabelecer que a urna que será instalada na saída do refeitório do UTGCab (Urna 14) funcionará em todo o período de votação das 7h às 17h30 do dia 29 de abril ao dia 19 de maio e  a Itinerante dos turnos onshore (Urna 22) mantém sua data de instalação no dia 2 e segue até do dia 19 de maio.

 

[Atualizada às 17:37 de 02/05/17 para correção no número de uma das urnas que tiveram o horário ampliado]

(última atualização 14:06)

A greve no Sistema Petrobrás segue forte, com adesão total dos trabalhadores de norte a sul do país. Desde ontem à noite, os ônibus fretados pela empresa estão chegando vazios às refinarias e terminais. A paralisação é de 24 horas e teve início nos primeiros minutos desta sexta-feira, 28, em diversas unidades operacionais, com novas adesões hoje pela manhã.

Todas as 11 refinarias das bases da FUP estão sem troca de turno, assim como terminais da Transpetro, usinas de biodiesel, termoelétricas, fábricas de fertilizantes da Bahia e do Paraná, plataformas da Bacia de Campos, do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte e campos de produção terrestre do nordeste do país e norte capixaba.

Na Bacia de Campos, trabalhadores de 30 plataformas interromperam suas atividades e entregaram a produção para os gerentes. Só estão realizando procedimentos essenciais para garantir a segurança nas unidades.

Não está havendo troca de turnos na grande maioria das unidades operacionais do Sistema Petrobrás, com ampla adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados.  A participação da categoria na paralisação desta sexta-feira reflete os resultados das assembleias, onde mais de 90% dos petroleiros aprovaram a adesão à greve geral, deixando claro que não permitirão o desmonte que o governo ilegítimo de Michel Temer vem promovendo no pais.

Bases da FUP que estão na greve geral:

Exploração e produção: plataformas da Bacia de Campos (29), do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte, campos terrestres da Bahia, Rio Grande do Norte e Norte Capixaba

Refinarias: Manaus (Reman), Rio Grande do Norte (RPCC), Pernambuco (Abreu e Lima), Ceará (Lubnor), Bahia (Rlam), Duque de Caxias (Reduc), Minas Gerais (Regap), Mauá/SP (Recap), Campinas/SP (Replan), Paraná (Repar), Rio Grande do Sul (Refap).

Terminais: Cabiúnas (Macaé), Suape (Pernambuco), Guararema (SP), Guarulhos (SP), Barueri (SP), São Caetano (SP), Senador Canedo (GO), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Brasília, Temadre (BA), Tedut (RS), Tenit (RS), Terig (RS), Tejaí (PR), Aquaviário de Vitória (ES).

Usinas termoelétricas de Jesus Soares Pereira (RN), Três Lagoas (MS), Governador Leonel Brizola (Duque de Caxias), Aureliano Chaves (MG), Canoas (RS), Arembepe (BA), Muricy (BA), Bahia 1 (BA), Celso Furtado (BA), Rômulo Almeida (BA), além das fábricas de fertilizantes da Bahia e do Paraná, de usinas de biodiesel da Bahia e de Montes Claros (MG), bases administrativas e da Transpetro.

#PetroleirosNaGreveGeral
#GreveGeral
#BrasilEmGreve

 

 

Imprensa da FUP - As imagens das ruas do #BrasilEmGreve mostraram a vitoriosa #GreveGeral deste dia 28.

Segundo dirigentes da CUT Nacional, foi a maior greve dos últimos 100 anos e agora o objetivo é rever os votos dos senadores com a Reforma Trabalhista que já passou na Câmara e retirar da pauta dos deputados a Reforma da Previdência nos próximos dias.

Na tarde do dia 26, dia da Greve Geral, a Revista Veja abriu uma enquete em seu site com a seguinte pergunta: “você concorda com a greve geral desta sexta-feira?” Até às 16h do dia 28, 755.260 mil (96%) pessoas se disseram favoráveis a paralisação. Outras 28.716 mil (3,66%) se mostraram contrárias. Coincidentemente, o porcentual de pessoas contra a greve são exatamente o mesmo porcentual de aprovação do governo Temer (4%), conforme a pesquisa realizada pela consultoria Ipsos e publicada na BBC Brasil.

Essa é a maior greve trabalhista já realizada no país e foi comparada ao movimento de 1989, quando 35 milhões de trabalhadores paralisaram os trabalhos. “Ainda não há estimativa, mas a Central vai ultrapassar esse número”, disse o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas para o Congresso em Foco.

Todas as categorias e todos os Estados participaram da Greve Geral e de atos contra as Reformas de Temer e seus aliados.

“A população apoiou a greve, a população fez greve! Nós ganhamos a opinião na disputa política.  Agora tem que ganhar o que? Os votos dos caras congressistas. Quer se reeleger em 2018? Não vote com as reformas de Temer!”, disse Freitas. “Agora o Senado vai ter oportunidade de legislar com a opinião pública”, completa.

A Reforma Trabalhista foi aprovada por 296 votos a 177 e foi agora pro Senado. A proposta de rasgar a CLT pode ser recebida de forma diferente pelos senadores. Para Vagner Freitas, a Greve Geral dá condição de reverter à situação.

“É mentira que a Reforma Trabalhista vai gerar emprego. É mentira que a Previdência está quebrada. É uma greve extramente pacifica com apoio da população brasileira, sinal de que o povo entendeu que as duas reformas, tanto da Previdência quanto da trabalhista, são desastrosas para o país”, afirmou o Secretário Geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre.

Sérgio disse que o que tem que fazer agora é continuar a mobilização. “Nós marcamos um gol, mas o mais importante é lutar até que as reformas sejam retiradas “e é por isso que a população tem que continuar organizada e seguindo orientações dos movimentos sociais e das centrais sindicais e eu tenho certeza que a população brasileira vai derrotar essas reformas”.

Os sindicalistas fazem questão de frisar que o grande ganho da Greve Geral foi a consciência da sociedade.

“A sociedade hoje decretou que é contra as reformas do Temer. Que é contra o governo Temer. Governo Temer que já estava capengando, hoje é sepultado. Ele tem 5% de credibilidade com a greve geral do jeito que ela foi colocada, diminui ainda hoje!”, finalizou o presidente da CUT.

Saiba mais:

Carta Capital entrevista presidente da CUT nacional, Vagner Freitas.

A chuva não espantou a população que compareceu em peso aos atos realizados hoje em Macaé e Campos.  Na manhã parte da manhã, o ato público ocorrido em Macaé reuniu cerca de mil pessoas. A concentração teve início às 10h e depois seguiu em passeata pela Av Rui Barbosa, fez uma parada em frente à sede da prefeitura e seguiu até o Terminal onde terminou por volta das 13h30. 

O Coordenador da FUP, José Maria Rangel, participou do ato em Macaé e mandou um recado na porta da prefeitura ao Dr. Aluizio. " Se a cidade de Macaé está do jeito que está a culpa é dele. Ficava com discurso de que vamos atrair mais empresas privadas para investimento no país, mas a realidade é outra! O setor está aberto há 20 anos e pergunto qual foi o investimento feito pelas multinacionais? Não criaram uma refinaria, um terminal, nada! Se não fosse o investimento público e a Petrobrás o setor de óleo e gás não andaria. Ele (Dr. Aluizio) é um lobista. foi para Brasília fazer lobby para o fim da exclusividade da Petrobrás. Isso temos que denunciar" - disse Rangel.

Nesta tarde acontece desde às 15h, outro ato no Calçadão de Campos dos Goytacazes, no Pelourinho, que reúne mais de 800 pessoas. A adesão de categorias profissionais, instituições, estudantes e movimentos sociais. foi grande nos dois atos fizeram parte da greve geral nacional contra os cortes nos direitos trabalhistas e previdenciários. 

Petroleiros

Em Macaé, os petroleiros e petroleiras das bases administrativas não entraram para trabalhar e form chamados pelo sindicato à participação no ato da Praça Veríssimo de Melo. Por conta do mal tempo, não aconteceram voos nos principais aeroportos da região. No Farol de São Thomé cerca de 20 aeronaves não saíram do solo. Em Cabiúnas hoje corte de rendição e diversos ônibus chegaram vazios ao terminal.

Trinta plataformas aderiram ao movimento e entregaram a produção, em alguma delas a produção teve que ser parada porque os prepostos da empresas não tinham como dar continuidade ao trabalho. 

 

Um militante da Frente Brasil Popular, que segurava uma faixa na entrada do Edinc, uma das bases administrativas da Petrobrás em Macaé, foi atropelado na manhã de hoje por um carro dirigido por um empregado da companhia, que tentou entrar à força no local. 

A vítima é o professor de história e geografia da rede municipal de ensino de Macaé, Fabiano Emmerick, de 40 anos, que depois de atingido foi para a delegacia do município para registrar a ocorrência e fazer exames físicos. O motorista agressor não foi identificado.

O Sindipetro-NF condena de modo veemente a agressão. A manifestação nas entradas das bases é uma estratégia clássica do movimento operário, que neste caso específico contou com aprovação dos próprios trabalhadores do Edinc, e de modo algum pode ser maculada pelo sentimento autoritário e individualista de um fura greve.

 

A base de Cabiúnas, em Macaé, participa de modo intenso da greve geral desta sexta-feira, com o corte de rendição desde às 23h de ontem. Na manhã de hoje, os ônibus que trazem os trabalhadores chegaram vazios ao terminal.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, que é lotado na base, a gerência da empresa não aceitou assumir o controle da operação na noite de ontem. Os trabalhadores, então, decidiram ficar nas instalações para garantir a segurança.

No horário seguinte de troca de turno, às 7h, houve atraso na passagem de serviço mas a empresa acabou aceitando assumir a operação por meio dos seus prepostos, às 7h35.

Os trabalhadores da base que chegaram a ir para o terminal foram encaminhados para a atividade sindical no portão da Praia Campista, em Imbetiba, e depois participarão do ato das 10h na Praça Veríssimo de Melo.

 

Dois grandes atos públicos estão programados para a região neste dia de greve geral nacional contra os cortes nos direitos trabalhistas e previdenciários. O primeiro, às 10h, será realizado na Praça Veríssimo de Melo, em Macaé. O segundo, às 15h, será no Calçadão de Campos dos Goytacazes, no Pelourinho.

A expectativa é de grande participação dos trabalhadores. Nas duas maiores cidades do Norte Fluminense é grande a adesão de categorias profissionais, instituições e movimentos sociais.

Em Macaé, os petroleiros e petroleiras das bases administrativas não entraram para trabalhar e estão sendo chamados pelo sindicato à participação no ato da Praça Veríssimo de Melo. A categoria que está em Campos também deve participar do protesto da tarde.

 

Em entrevista à Rádio NF nesta manhã, o diretor do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, deu informes sobre a participação petroleira na greve geral de hoje. Falando ao vivo do Heliporto do Farol, o sindicalista afirmou que 29 plataformas estão no movimento, não houve corte de rendição em Cabiúnas às 23h de ontem e, nas bases de terra em Macaé, os petroleiros não estão entrando para trabalhar.

Em razão da chuva desta manhã na região, não há voos para as plataformas na Bacia de Campos, o que também contribui para que os saguões se tornem locais de diálogo com a direção sindical sobre a realidade do País.

"São Pedro está a favor dos trabalhadores e os aeroportos estão fechados.", brincou Bezerra.

Segundo ele, o movimento está forte e os trabalhadores estão conscientes de que este é um momento diferente no País, que é preciso ir à luta.

Piquete na SIT

Em outra frente de atuação nesta madrugada, o diretor sindical Alessandro Trindade participou de piquete no portão da empresa de ônibus SIT, em Macaé, junto ao movimento estudantil do município. Os manifestantes conseguiram a adesão dos trabalhadores e os ônibus não saíram da garagem.

Adesão ainda pode ser feita

As plataformas que não realizaram assembleias ainda podem entrar no movimento. A aprovação da maioria ampara a adesão, mesmo que não seja feita uma assembleia de adesão a bordo, basta comunicar a entrega da produção à empresa, de acordo com as orientações do Sindipetro-NF.

 

[Foto: Piquete na SIT nesta madrugada, com atuação de petroleiros e estudantes]

 

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