Garantir nossas conquistas de muitos anos e nos proteger da contra reforma

Quarta, 20 Dezembro 2017 09:06

Petroleiros e petroleiras

*Marcos Breda

É muito importante que cada um de nós possamos ter em mente o cenário que estamos vivendo e os objetivos que devem ser prioridade nesse momento. Estamos em um cenário de profundo ataque de direitos fundamentais e históricos da classe trabalhadora, no caso particular dos petroleiros é ainda mais grave pois conquistamos mais que os demais trabalhadores. Direitos como a AMS, a gratificação de férias, adicionais maiores que os legais, remuneração de hora extra a 100% só para citar alguns. Temos que centrar nossa ação na defesa desses e outros direitos que a mudança da lei trabalhista a partir de 11 de novembro está jogando por terra. Os petroleiros estão na eminência de ter suas relações trabalhistas reguladas pela contra reforma a partir do dia seguinte ao fim da validade do acordo. 

Para reverter isso a FUP usou o alto grau de adesão na aprovação de seus indicativos e sua capacidade de conduzir com inteligência as negociações para arrancar uma proposta que garante nossas conquistas de muitos anos e ainda nos dá proteção para os ataques da contra reforma que o golpe impôs.

Os mesmos personagens de sempre querem e aproveitar do momento para provocar o máximo desgaste para as direções da FUP e dos sindicatos tentando convencer a categoria que o ACT é ruim. Pergunto: Quando foi disseram que o ACT era bom em todos esses anos? Esse ACT que todos queremos ver renovado sempre foi classificado por eles como "rebaixado". Agora se transformam em grandes defensores do que sempre criticaram?  O mais lamentável sãos os verdadeiros motivos que longe de tentar preservar qualquer conquista tem como fim disputas eleitorais dos sindicatos. É no mínimo uma irresponsabilidade fazer esse jogo com algo tão caro aos petroleiros é petroleiras. Por isso companheiros peço a todos que estejam atentos aos próximos passos que daremos. 

O país está assistindo o último capítulo do golpe com a tentativa de consolidar em 2018 a direita no poder. Os petroleiros são atores importantes nessa luta e devem estar prontos para a luta contra o desmonte da Petrobrás, por isso o indicativo mantém o estado de assembléia e o estado de greve. Por mais que uma ou outra mudança na forma de conceder nossos direitos conquistados tenha significado para alguns não há motivo para nós distrair da nossa verdadeira batalha pela Petrobrás é pelo Brasil.

*Ex-coordenador geral e atual membro do Conselho Fiscal do Sindipetro-NF.

 

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