Editorial: Hora de firmeza e juízo

Sexta, 21 Setembro 2018 08:17

Como já registrado neste espaço, o Sindipetro-NF, afinado com a CUT e com a FUP, tem lado, não fica em cima do muro, e discute as suas posições com transparência. Nestas eleições, defende a candidatura presidencial de Fernando Haddad, que traz o legado dos governos Lula e tem compromisso com a revogação das medidas golpistas de MiShell Temer.

Nesta semana, o crescimento do processo de transferência de votos do ex-presidente para Haddad animou a militância, mas impõe pé no chão e muito trabalho. Visando um segundo turno em que provavelmente todas as forças democráticas do País terão que estar unidas para vencer a barbárie encarnada pela candidatura que por ora desponta como oponente, a esquerda precisa ter juízo para admitir palanques plurais.

Todos sabemos que, se forem confirmados os prognósticos das pesquisas divulgadas nesta semana, estarão em jogo não apenas projetos muito distintos no que diz respeito ao papel da Petrobrás, aos programas sociais e aos direitos trabalhistas, mas também visões opostas sobre garantias democráticas, direitos humanos e liberdades individuais. Além da luta de classes, será uma questão civilizatória.

A democracia é uma construção muito frágil no Brasil, golpeada em vários momentos, por vezes por períodos muito longos, e ainda estamos distantes de podermos considerá-la estável. A prova mais recente é a que nos deu o Golpe de 2016, claramente uma reação ao resultado das eleições de 2014, não admitido pelos perdedores.

Ainda que não fosse uma questão ampla e vital quanto os destinos do País que estivesse em xeque, haveria de sobra questões muito específicas da categoria petroleira que se relacionam diretamente com as próximas eleições. Segurança no trabalho, salários, participação nos resultados, ambiência, concursos públicos, ampliação dos empregos privados no setor, é vasta a lista de aspectos da atividade petroleira que estão submetidos diretamente às decisões da Presidência da República e do Congresso Nacional.

Por isso, é essencial que a categoria petroleira, tradicionalmente politizada e consciente do seu papel histórico, esteja nas ruas e nas redes para influenciar positivamente aos demais trabalhadores e trabalhadoras neste momento crucial da vida brasileira. A esperança vencerá o ódio.

[Nascente 1058]

 

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