Como destruir um País em dois anos: o legado de Temer é oposto ao de JK

Terça, 15 Maio 2018 15:26

Balaio do Kotscho - "Em mais um ataque de megalomania e total falta de noção da realidade, Michel Temer resolveu se comparar a Juscelino Kubitschek para 'comemorar' os dois anos do golpe que derrubou Dilma Rousseff. 'O Brasil voltou, 20 anos em 2', dizia o convite para a festa no Palácio do Planalto, um plágio canhestro e mentiroso do bordão de JK que prometeu fazer o Brasil progredir '50 anos em 5'", reforça o jornalista Ricardo Kotscho.

De acordo com o blogueiro, "só pode ser delírio querer vender a ideia de que o Brasil voltou aos bons tempos nas mãos desta gente corrupta e medíocre, que destruiu os direitos sociais, concentrou a renda, aumentou a mortalidade infantil, fez o brasileiro voltar a cozinhar no fogão a lenha, aumentou o número de desempregados para 14 milhões de trabalhadores e não passa uma semana sem ser ameaçado por novas denúncias".

O jornalista lembra da entrevista da historiadora Maria Vitória Benevides na coluna de Bernardo Mello Franco em O Globo. Autora do livro “O governo Kubitschek _ Desenvolvimento Econômico e Estabilidade”, a estudiosa afirma ser "de um ridículo atroz" fazer comparações entre os dois governos." Não há nenhum ponto de contato entre os dois governos", disse ela.

Segundo Kotscho, "entre a realidade da vida dos brasileiros e a fantasia vendida pelos marqueteiros do Palácio do Planalto, há um abismo em que Temer empurrou o presente e comprometeu o futuro da Nação".

Leia a íntegra do texto:

Como destruir um País em dois anos: Legado de Temer, oposto ao de JK

Em mais um ataque de megalomania e total falta de noção da realidade, Michel Temer resolveu se comparar a Juscelino Kubitschek para “comemorar” os dois anos do golpe que derrubou Dilma Rousseff.

“O Brasil voltou, 20 anos em 2”, dizia o convite para a festa no Palácio do Planalto, um plágio canhestro e mentiroso do bordão de JK que prometeu fazer o Brasil progredir “50 anos em 5”.

Como bastava tirar a vírgula para resumir esse período de regressão que devolveu o país às trevas, rapidamente trocaram o slogan para “Maio/2016 – Maio/2018: O Brasil voltou”.

Voltou para onde? cabe perguntar.

A lambança do convite é apenas mais um retrato do fim de feira deste governo golpista que acabou antes do final do mandato, preocupado apenas o seu “legado”.

Só pode ser delírio querer vender a ideia de que o Brasil voltou aos bons tempos nas mãos desta gente corrupta e medíocre, que destruiu os direitos sociais, concentrou a renda, aumentou a mortalidade infantil, fez o brasileiro voltar a cozinhar no fogão a lenha, aumentou o número de desempregados para 14 milhões de trabalhadores e não passa uma semana sem ser ameaçado por novas denúncias.

“É de um ridículo atroz. Não há nenhum ponto de contato entre os dois governos”, rebateu a historiadora Maria Vitória Benevides na coluna de Bernardo Mello Franco em O Globo.

Autora do livro “O governo Kubitschek _ Desenvolvimento Econômico e Estabilidade”, Benevides lembra que o período de JK foi marcado pelo otimismo, ao contrário do que acontece hoje:

“Foi um período de euforia, desenvolvimento e criação de empregos. Agora o sentimento da população é de desencanto”.

Com a economia parada à espera das eleições, sem qualquer sinal de esperança no horizonte, as contas públicas arruinadas, o Congresso Nacional só esperando a Copa do Mundo e as festas juninas para sair em campanha, Temer está comemorando o quê, exatamente?

Sem poder sair às ruas com medo de ser novamente escorraçado, como aconteceu em São Paulo na tragédia do prédio dos sem-teto, Temer se vangloria de ter baixado os juros e a cotação do dólar, que já voltou a subir, consequência da recessão econômica e da instabilidade política destes dois anos de desgoverno.

Entre a realidade da vida dos brasileiros e a fantasia vendida pelos marqueteiros do Palácio do Planalto, há um abismo em que Temer empurrou o presente e comprometeu o futuro da Nação.

Nesta volta ao passado que o período Temer representou, vai levar bem mais de 20 anos para o Brasil recuperar a confiança e a auto-estima, recuperar os alicerces de um país democrático e o respeito do resto do mundo.

Quando ainda conspirava para derrubar Dilma, Temer proclamava que era preciso unir novamente o país e se ofereceu para exercer este papel.

Pois ele conseguiu unir o país, mas foi contra o seu governo, rejeitado por nove entre cada dez brasileiros.

Este é o seu legado, o oposto daquele de JK, o presidente que nos fez ter orgulho do nosso país e confiança em dias melhores.

É muita cara de pau, um acinte.

Vida que segue.

 

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