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Editorial

Pior do que está pode ficar

Na velocidade bem humorada das redes sociais, em que o brasileiro e a brasileira, para espanto de muitos estrangeiros, consegue rir e produzir riso mesmo à beira do abismo, mal havia sido concluída a apuração dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais que apontaram a primeira colocação de uma candidatura fascista — de um candidato que tece elogios públicos, inclusive no parlamento, a torturadores — subia a hashtag galhofeira “#FicaTemer”.
A brincadeira tem um fundo trágico de verdade: mesmo que, por um surto democrático, uma iluminação sobrenatural ou por qualquer outro fenômeno, o candidato da direita extremista resolvesse, se eleito (bate na madeira) respeitar regras democráticas, controlar a sua turba violenta e manter os militares (incluindo o seu vice) aonde devem estar, restaria ainda o futuro sombrio da acentuação da agenda neoliberal que penaliza os mais pobres e faz a festa dos mais ricos.
Seria um Temer ainda mais violento, ávido por aceitação dos donos do “mercado” e, desta vez, ungido pelo voto popular. Em um Congresso que continua de ampla maioria conservadora — tendo a própria bancada do partido do inominável se tornado a segunda da Câmara Federal, atrás apenas do PT —, as condições para acelerar no corte de direitos trabalhistas e sociais estariam ainda mais dadas do que no cenário já trágico em que nos encontramos. Ou seja, o que é ruim pode piorar.
Por isso é que todo brasileiro e toda brasileira que tem o mínimo de senso acerca do que está em jogo, tanto sob o ponto de vista do funcionamento da democracia quanto sob o ponto de vista dos direitos, não pode manter-se em omissão neste momento crítico. É preciso dialogar com amigos, parentes, vizinhos. É preciso posicionar-se nas redes sociais, ajudar a combater notícias falsas e divulgar as propostas da candidatura que verdadeiramente promove justiça social e distribuição de renda, que fará o País crescer de baixo para cima, com mais inclusão, como ocorreu no País antes que a onda conservadora iniciasse uma desestabilização institucional que culminou com o Golpe de 2016.
A CUT, a FUP e o Sindipetro-NF, estão ao lado dos trabalhadores e das trabalhadoras, como sempre. E por isso não vacilam, não ficam em cima do muro, não brincam com coisa séria: todos e todas com Haddad para a Presidência.

 

Espaço aberto

Aniversário da Petrobrás

Douglas Alessandro Vital Alves**

Hoje [03 de outubro] é um dia especial para os brasileiros e ao mesmo tempo um dia triste. Comemoramos os 65 anos da maior empresa totalmente brasileira, a Petrobras.
Voltamos à década de 40, segunda guerra mundial. Alemães e ingleses lutam no norte da África pelo petróleo árabe. Hitler invade a União Soviética para se apoderar do petróleo russo do Cáucaso. Quem detivesse o petróleo, alimentaria a máquina de guerra e venceria o conflito.
Em 1953, Getúlio Vargas cria a Petrobrás. Em 1950, é criada a Frota Nacional de Petroleiros, antecessora da Petrobrás e no mastro do navio tanque Vênus, o maior navio tanque sulamericano, é içada pela primeira vez, a bandeira da Petrobrás. Quando vejo a Petrobrás vencer desafios, me lembro do grande escritor Monteiro Lobato, me lembro dos trabalhadores mortos na construção da empresa, me lembro dos brasileiros exilados, me lembro dos brasileiros presos e torturados, me lembro de todos aqueles que lutaram para que hoje vejamos a bandeira de nossa empresa tremular no mastro mais alto desta embarcação chamada P-35. Não existe diferença entre petroleiros e contratados, não existe diferença entre um homem de área e um engenheiro. Todos nós somos iguais, todos nós somos trabalhadores, todos nós ajudamos a construir esta companhia. Forças estrangeiras e pseudonacionais tentam destruí-la
Trabalhadores, uni-vos! Defender a Petrobrás é defender o nosso querido Brasil, é amar a nossa nação além do que os nossos olhos possam enxergar, é ter a bandeira brasileira cravada no nosso peito.
Nos meus sonhos vejo as lágrimas de Monteiro Lobato e ao mesmo tempo, vejo nas suas mãos, a sua caneta disparar balas contra todos aqueles que lutam pelo fim de um sonho chamado Petrobrás.
Assinado, um pobre cabo foguista do maior petroleiro já construído pela Petrobrás, o José Bonifácio, hoje Petrobrás 35.

*Editado em razão de espaço. Íntegra disponível no site do Sindipetro-NF, em bit.ly/2pJzApF.
**Petroleiro da P-35.

Capa

PARA ESCOLHER, BASTA LER

Nascente compara os programas de Haddad e de Bolsonaro para a Petrobrás. O primeiro quer fortalecer a empresa, o segundo quer seguir com a venda da companhia aos pedaços

Para escolher, basta ler. O Nascente verificou os programas dos dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno no próximo dia 28, Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, para identificar o que propõem para a Petrobrás. Sem surpresa, os caminhos anunciados em caso de vitória de um ou de outro não poderiam ser mais opostos.
Haddad se compromete, no documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (bit.ly/2Ot0FeE), a retomar a companhia à “sua função de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, garantindo-a como empresa petrolífera verticalizada — atuando em exploração, produção, transporte, refino, distribuição e revenda de combustíveis — e como empresa integrada de energia, presente no ramo de petróleo e em biocombustíveis, energia elétrica, fertilizantes, gás natural e, sobretudo, petroquímica”.
No sentido contrário, Bolsonaro, também no programa registrado no TSE (bit.ly/2N9Sdgv), defende “promover a competição no setor de óleo e gás, beneficiando os consumidores. Para tanto, a Petrobrás deve vender parcela substancial de sua capacidade de refino, varejo, transporte e outras atividades onde tenha poder de mercado”.
Há diferença considerável ainda entre os programas no que diz respeito ao detalhamento do que é proposto para a Petrobrás. No caso de Haddad, o programa se atém de modo mais específico, cita a recuperação do regime de partilha no pré-sal, a volta da política de conteúdo local, a reorientação na política de preços dos combustíveis, entre outros pontos. No caso de Bolsonaro, passa-se rápido pelo tema, avançando um pouco mais apenas para defender que “os preços praticados pela Petrobrás deverão seguir os mercados internacionais” e a promoção da competição no setor de gás.
NF tem lado
Para o Sindipetro-NF, além de todos os outros temas que possam ser levantados para comparação das candidaturas, especialmente os relacionados às garantias democráticas e à manutenção de direitos trabalhistas e sociais, esta comparação específica sobre a Petrobrás é muito ilustrativa da diferença entre os projetos de País que estão em jogo nestas eleições. A entidade, como manifestado desde o primeiro turno, avalia que a candidatura de Fernando Haddad é a que representa aqueles que defendem uma Petrobrás forte, indutora do desenvolvimento e da geração de empregos em toda a cadeia produtiva, como quer a categoria petroleira e demais trabalhadores e trabalhadoras do País.

 


Saúde

Alerta na base sobre Benzeno

Sindicato promove Face to Face e contatos com a categoria nas bases para conscientizar sobre o tema

O 5 de outubro é o Dia Nacional de Luta Contra a Exposição ao Benzeno. Neste mês, as comissões nacional e estaduais do benzeno, os sindicatos e demais entidades que lutam contra a exposição dos trabalhadores ao agente desenvolvem atividades de conscientização nos locais de trabalho e de pressão nas instâncias de poder.
O Sindipetro-NF, que tem longo histórico de luta contra a exposição ao benzeno, também realiza neste mês uma série de ações em contatos com a categoria nas bases. Ontem, a entidade também realizou uma transmissão ao vivo pelo Facebook para contribuir na luta pela saúde dos trabalhadores e trabalhadoras.
Um dos diretores da entidade, Cláudio Nunes lembra que o sindicato tem um histórico de conquistas na área, ainda que a luta imponha muitos desafios. Ele destaca a presença do NF na construção de portarias do Ministério do Trabalho na área e a conquista da participação dos cipistas nas reuniões sobre benzeno.
Outra ação dos sindicatos lembrada por Nunes, que é coordenador da bancada dos trabalhadores na Comissão Estadual do Benzeno, foi a visita, pela primeira vez, da Comissão Nacional do Benzeno a uma plataforma, que ocorreu em São Paulo. No Norte Fluminense, há a iminência do reconhecimento à exposição ao benzeno em um local de trabalho do setor privado, assim como continua a luta pelo mesmo reconhecimento em relação a outras unidades e à base de Cabiúnas.
Além da ação política, o NF também atua nas áreas Jurídica e de Formação, com batalhas também nos tribunais pelo reconhecimento do nexo entre o benzeno e doenças no trabalho — como ocorre com caso recente na P-50 —, e com os cursos e eventos anuais sobre o agente cancerígeno.

 

Normando

Defender a democracia

Da 2ª Guerra Mundial veio a sinalização esperançosa da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948.
Na Declaração, ao custo de 55 milhões de vidas, a Humanidade fixou seus valores irrecusáveis. Não há paz sem pão. Não há liberdade sem trabalho digno. Não há governo legítimo sem democracia.
Somente a observância desses princípios pode evitar a repetição da tragédia, e o ressurgimento do Fascismo e de suas consequências: violência como instrumento da política, discriminação institucionalizada, extermínio e, por fim, genocídio.
Porém, alguns acham que o mundo só existe em torno de seus umbigos hipertrofiados, e que apenas sua experiência de vida é toda a história da humanidade.
Brasil
Nem entre nós, na falsamente pacífica Pindorama, o Fascismo e seus “feitos” são novos. Tudo o que hoje nos apavora (com destaque para assassinatos, espancamentos e ameaças, a eleitores de Haddad e jornalistas), já foi vivido em nosso passado despótico e trevoso.
Foi contra o Fascismo que foi a escrita a Constituição de 1988, a partir de claros valores fundamentais, com destaque para a soberania, a cidadania, a dignidade humana, e o pluralismo político. E na Constituição a sociedade brasileira fixou como objetivos:
- a construção de uma sociedade livre, justa e solidária;
- a erradicação da pobreza e da marginalização, e a redução das desigualdades sociais e regionais;
- a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Advogad@s
E os que exercem a advocacia juraram defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os Direitos Humanos, e a Justiça social.
Em qualquer campo, porém, existem os invertebrados de valores, os ignorantes, ou os que meramente esquecem o que juram. A honra da palavra pesa pouco para muitos.
São cúmplices da apologia da violência política, do espancamento e assassinato de dissidentes, do estupro de feministas, e das mais abjetas discriminações. Defendem um candidato que prometeu, no último domingo, “acabar com todos os ativismos”.
Não há diferença de valores entre agir como agem, e exterminar 6 milhões de judeus nos campos da morte. A diferença é só numérica. Não de valor.
Quando voltarmos ao desenvolvimento da democracia, tais profissionais serão muito bem sucedidos, pois terão muitos fascistas por defender. Já que é só isso o que lhes importa.
Mas jamais se sentarão à mesa dos que valem algo.

Curtas

Aposentados
Depois da pressão e da luta da FUP exigindo que a atual gestão da Petrobrás restitua os aposentados dos valores do Benefício Farmácia não reembolsados desde junho, a empresa emitiu nota divulgando que pagará no dia 25 de outubro os valores atrasados. Os aposentados que efetuaram os pedidos de reembolso receberão os valores referentes aos meses de junho, julho, agosto e setembro no próximo dia 25. Para as futuras solicitações, a empresa comunicou que serão creditados nos contracheques do mês seguinte.

Palestra no NF
O Sindipetro-NF promove, no próximo dia 18, às 18h, no Teatro da entidade em Macaé, a palestra "Quando o trabalho adoece e mata", com a professora Terezinha Martins. Doutora em psicologia pela PUC-SP, a palestrante é integrante do Departamento de Saúde Coletiva da UNIRIO. O evento dá continuidade ao Ciclo de Debates e Palestras sobre a questão de gênero e assédio, realizado pelo NF desde agosto.

Morte no SS-57
O NF continua a acompanhar a apuração da morte do petroleiro da Expro, Washington Luiz Siqueira Melo, 49 anos, no último dia 3. O trabalhador morreu a bordo da SS57. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, ele sentiu dores no peito, recebeu procedimentos de ressuscitação na enfermaria, mas não resistiu. O sindicato teve dificuldades de obter mais informações sobre o caso junto à Petrobrás e cobrou da companhia a participação da entidade em uma comissão de investigação.

Petros
O Sindipetro-NF está recolhendo comprovantes de residência dos sindicalizados que moram em Macaé e em Guarapari e que continuam a ter o desconto do equacionamento Petros. Os sindicalizados residentes comprovadamente em uma dessas cidades abrangidas por liminar devem encaminhar o documento para o email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , para que o desconto pare.

ESTUDANTES NO NF
O Sindipetro-NF recebeu na terça, 9, alunos da Escola Municipal Letícia Peçanha de Aguiar, de Macaé, para exibição das peças “A Gatinha do Rei Leão” e “Como Nascem os bebês”, que fazem parte do Projeto de Teatro Macabu em Cena, que conta com parceria da entidade.

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