Imprensa da FUP - Nesta quinta-feira, 20, as assessorias jurídicas da FUP e de outras entidades representativas de trabalhadores de empresas estatais federais, realizaram um encontro em Brasília para discutir medidas de proteção contra os impactos da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Publicada em janeiro deste ano, a medida do governo Temer altera as regras dos programas de saúde geridos pelas empresas estatais federais, prejudicando milhares de trabalhadores do setor. 

Além de limitar a concessão de benefícios oferecidos pelos planos de assistência de saúde, a Resolução 23 oferece sérios riscos de retirada do plano para os novos empregados e futuros aposentados. As assessorias jurídicas destacaram que as imposições e parâmetros estabelecidos pela medida ferem a Súmula 51, que trata do princípio do Direito Adquirido e afrontam a livre negociação, garantida pela Constituição Federal (Artigo 7, XXVI).

As entidades representativas dos trabalhadores têm se organizado para impedir a implementação da Resolução 23 e estão tomando as devidas medidas judiciais neste sentido. A FUP foi representada no Encontro pelo diretor Luiz Lourenzon e pela advogada Jéssica Caliman, que integra a assessoria jurídica da entidade.

O que é a CGPAR?

A Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) é o órgão do governo federal responsável por traçar diretrizes para atuação dos gestores de empresas estatais federais (Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, entre outras), com o objetivo de defender os interesses da União.

O que prevê a Resolução 23?

Estabelece diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais. As principais são:

Art. 05 - Fica vedado à empresa estatal federal participar de operadora de benefício de assistência à saúde na qualidade de mantenedora.

Art. 09 - A oferta de benefício de assistência à saúde, na modalidade autogestão, será permitida, desde que haja cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e/ou renda e limitação da inscrição, como beneficiários dependentes de seus empregados, a cônjuge e filhos.

Art. 11 - Os editais de processos seletivos para admissão de empregados das empresas estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde.

Art. 17 -As empresas que estiverem operando seus benefícios de assistência à saúde em desacordo com o previsto nesta Resolução deverão se adequar em até quarenta e oito meses, a contar da data da vigência desta Resolução.

Art. 15 - As empresas estatais federais que possuam o benefício de assistência à saúde previsto em Acordos Coletivos de Trabalho ACT deverão tomar as providências necessárias para que, nas futuras negociações, a previsão constante no ACT se limite à garantia do benefício de assistência à saúde, sem previsão de qualquer detalhamento do mesmo.

Todos contra a Resolução 23!  Saúde não é mercadoria! Em defesa dos planos de autogestão das estatais federais!

FUP

Da Imprensa da FUP - Em mais uma tentativa de resolver o impasse criado pela Petrobrás em relação à quitação da Participação nos Resultados (PR), a FUP volta a se reunir com a empresa nesta sexta-feira, 21, às 14h. A reunião será com o RH.

Desde que anunciou os resultados de 2017 e as metas cumpridas pelos trabalhadores, a direção da Petrobrás informou que pagaria a PR, mas deixaria de fora os petroquímicos da Fafen-PR (Araucária Nitrogenados), subsidiária 100% Petrobrás, que está em processo de privatização.

A FUP e seus sindicatos não aceitam essa discriminação e vêm se mobilizando para que os gestores procedam como fizeram em 2015, quando pagaram a PR de 2014 para todos os trabalhadores do Sistema, inclusive os companheiros da Araucária.

PR para todos, uma questão de justiça

Em reunião no início de agosto com o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobrás, Jorge Celestino, a FUP reiterou que o pagamento da PR para os trabalhadores da Fafen-PR, além de cumprimento de acordo, é uma questão de justiça. Vários documentos da subsidiária foram apresentados ao diretor, como o Termo de Quitação da PR 2014, que atende aos parâmetros estabelecidos no Acordo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobrás.

A FUP também apresentou o informe que a Araucária enviou aos trabalhadores em março de 2016, admitindo que, mesmo com o lucro registrado pela empresa em 2015, não haveria distribuição da PLR, em função do Sistema Petrobrás ter registrado prejuízos naquele ano.

“O que os gestores estão fazendo agora, ao se recusarem a pagar a PR 2017 para os trabalhadores da Fafen-PR é uma clara discriminação, o que é inadmissível, pois somos todos do Sistema Petrobrás. Os resultados da empresa foram construídos por todos. Nossas conquistas são coletivas, assim como o nosso acordo. Se permitirmos que os gestores discriminem os companheiros da Araucária, amanhã farão o mesmo em outra unidade”, alerta o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho.

Entenda os fatos:

2014 – Após ampla negociação com a Petrobrás, a FUP e seus sindicatos pactuam o Acordo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobrás, que tem validade até 2019.

Junho de 2015 - Araucária Nitrogenados e Sindiquimica-PR assinam termo de quitação da Participação nos Resultados (PR) de 2014, conforme pactuado no Acordo de Metodologia para Pagamento da PLR, após negociação com a FUP e seus sindicatos.

Dezembro de 2015 - A diretoria da Araucária Nitrogenados reúne os trabalhadores em auditório para comemorar o lucro e os resultados conquistados no ano.

Março de 2016 - Trabalhadores da Araucária recebem e-mail da empresa, informando que a PLR não seria paga, pois a subsidiária acompanha as diretrizes praticadas pela holding. Como o Sistema Petrobrás não auferiu lucro, nem atingiu as metas, os gestores da Fafen-PR informaram que seguiriam a holding e não pagaram a PLR.

Setembro de 2017 – Petrobrás comunica início do processo competitivo para venda da Araucária Nitrogenados e da unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), cuja planta, em Três Lagoas (MS).

Março de 2018 – Após divulgação do Balanço de 2017, Petrobrás comunica ao mercado que irá pagar a Participação nos Resultados aos trabalhadores.

Maio de 2018 - Petrobrás e Araucária se negam a pagar para os trabalhadores da Fafen-PR a Participação nos Resultados. Uma das alegações é que a subsidiária não faz parte do Sistema Petrobrás.

 

Do Boletim Nascente - Decepcionada com a política, a população muitas vezes é induzida a acreditar e a reproduzir máximas como “político é tudo igual”, ou “o que temos é uma salada de partidos”, o que pode servir para expressar uma justificada indignação mas não corresponde à realidade. Para a categoria petroleira, chama a atenção, por exemplo, a diferença no comportamento das bancadas dos partidos em questões centrais que envolvem o setor petróleo e a soberania nacional. Nesta edição, o Nascente ilustra a grande diferença que há no comportamento de deputados e senadores quando o assunto é a exploração do pré-sal.

Votado no Senado em 24 de fevereiro de 2016, o projeto de lei 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB-SP), que desobrigou a Petrobrás de investir o mínimo de 30% em cada área de exploração de petróleo na camada pré-sal, é um destes exemplos de clara clivagem partidária. Votaram a favor do projeto todos ou a grande maioria dos senadores de partidos como o PSDB, PP, PR, DEM, PSD, entre outros do campo conservador. Contra o projeto, portanto em defesa da Petrobrás, votaram também a totalidade ou a grande maioria dos senadores de partidos como PDT e PT, entre outros do campo progressista ou com inclinações nacionalistas.

Depois de aprovado no Senado, o projeto seguiu para a Câmara Federal, onde o padrão de comportamento dos partidos se manteve: foram favoráveis a maioria ou a totalidade de deputados de siglas conservadoras como PSDB, DEM, PRB, Solidariedade e PMDB. A favor da obrigação mínima de participação da Petrobrás no pré-sal votaram, igualmente na totalidade ou em maioria da bancada, partidos como PCdoB, PDT, PT e Psol.

Este é apenas um exemplo em dezenas que poderiam ser tomados em votações estratégicas que envolvem, além do tema da soberania nacional, questões ligadas a direitos dos trabalhadores, previdência, investimentos sociais, entre outros de interesse da classe trabalhadora.

Pense bem

Por isso, a CUT, a FUP, seus sindicatos, entre outras entidades, têm chamado a atenção para a análise criteriosa do voto para as casas legislativas, priorizando a opção por aquelas candidaturas de siglas que historicamente estão ao lado dos interesses nacionais, dos direitos dos trabalhadores e do combate à miséria.

Como já registrado neste espaço, o Sindipetro-NF, afinado com a CUT e com a FUP, tem lado, não fica em cima do muro, e discute as suas posições com transparência. Nestas eleições, defende a candidatura presidencial de Fernando Haddad, que traz o legado dos governos Lula e tem compromisso com a revogação das medidas golpistas de MiShell Temer.

Nesta semana, o crescimento do processo de transferência de votos do ex-presidente para Haddad animou a militância, mas impõe pé no chão e muito trabalho. Visando um segundo turno em que provavelmente todas as forças democráticas do País terão que estar unidas para vencer a barbárie encarnada pela candidatura que por ora desponta como oponente, a esquerda precisa ter juízo para admitir palanques plurais.

Todos sabemos que, se forem confirmados os prognósticos das pesquisas divulgadas nesta semana, estarão em jogo não apenas projetos muito distintos no que diz respeito ao papel da Petrobrás, aos programas sociais e aos direitos trabalhistas, mas também visões opostas sobre garantias democráticas, direitos humanos e liberdades individuais. Além da luta de classes, será uma questão civilizatória.

A democracia é uma construção muito frágil no Brasil, golpeada em vários momentos, por vezes por períodos muito longos, e ainda estamos distantes de podermos considerá-la estável. A prova mais recente é a que nos deu o Golpe de 2016, claramente uma reação ao resultado das eleições de 2014, não admitido pelos perdedores.

Ainda que não fosse uma questão ampla e vital quanto os destinos do País que estivesse em xeque, haveria de sobra questões muito específicas da categoria petroleira que se relacionam diretamente com as próximas eleições. Segurança no trabalho, salários, participação nos resultados, ambiência, concursos públicos, ampliação dos empregos privados no setor, é vasta a lista de aspectos da atividade petroleira que estão submetidos diretamente às decisões da Presidência da República e do Congresso Nacional.

Por isso, é essencial que a categoria petroleira, tradicionalmente politizada e consciente do seu papel histórico, esteja nas ruas e nas redes para influenciar positivamente aos demais trabalhadores e trabalhadoras neste momento crucial da vida brasileira. A esperança vencerá o ódio.

[Nascente 1058]

 

 

Em mais uma tentativa de resolver o impasse criado pela Petrobrás em relação à quitação da Participação nos Resultados (PR), a FUP volta a se reunir com a empresa nesta sexta-feira, 21, às 14h. A reunião será com o RH.

Desde que anunciou os resultados de 2017 e as metas cumpridas pelos trabalhadores, a direção da Petrobrás informou que pagaria a PR, mas deixaria de fora os petroquímicos da Fafen-PR (Araucária Nitrogenados), subsidiária 100% Petrobrás, que está em processo de privatização.

A FUP e seus sindicatos não aceitam essa discriminação e vêm se mobilizando para que os gestores procedam como fizeram em 2015, quando pagaram a PR de 2014 para todos os trabalhadores do Sistema, inclusive os companheiros da Araucária.

PR para todos, uma questão de justiça

Em reunião no início de agosto com o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobrás, Jorge Celestino, a FUP reiterou que o pagamento da PR para os trabalhadores da Fafen-PR, além de cumprimento de acordo, é uma questão de justiça. Vários documentos da subsidiária foram apresentados ao diretor, como o Termo de Quitação da PR 2014, que atende aos parâmetros estabelecidos no Acordo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobrás.

 A FUP também apresentou o informe que a Araucária enviou aos trabalhadores em março de 2016, admitindo que, mesmo com o lucro registrado pela empresa em 2015, não haveria distribuição da PLR, em função do Sistema Petrobrás ter registrado prejuízos naquele ano. 

“O que os gestores estão fazendo agora, ao se recusarem a pagar a PR 2017 para os trabalhadores da Fafen-PR é uma clara discriminação, o que é inadmissível, pois somos todos do Sistema Petrobrás. Os resultados da empresa foram construídos por todos. Nossas conquistas são coletivas, assim como o nosso acordo. Se permitirmos que os gestores discriminem os companheiros da Araucária, amanhã farão o mesmo em outra unidade”, alerta o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho.

Entenda os fatos:

2014 – Após ampla negociação com a Petrobrás, a FUP e seus sindicatos pactuam o Acordo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobrás, que tem validade até 2019.

Junho de 2015 - Araucária Nitrogenados e Sindiquimica-PR assinam termo de quitação da Participação nos Resultados (PR) de 2014, conforme pactuado no Acordo de Metodologia para Pagamento da PLR, após negociação com a FUP e seus sindicatos.

Dezembro de 2015 - A diretoria da Araucária Nitrogenados reúne os trabalhadores em auditório para comemorar o lucro e os resultados conquistados no ano.

Março de 2016 - Trabalhadores da Araucária recebem e-mail da empresa, informando que a PLR não seria paga, pois a subsidiária acompanha as diretrizes praticadas pela holding. Como o Sistema Petrobrás não auferiu lucro, nem atingiu as metas, os gestores da Fafen-PR informaram que seguiriam a holding e não pagaram a PLR.

Setembro de 2017 – Petrobrás comunica início do processo competitivo para venda da Araucária Nitrogenados e da unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), cuja planta, em Três Lagoas (MS).

Março de 2018 – Após divulgação do Balanço de 2017, Petrobrás comunica ao mercado que irá pagar a Participação nos Resultados aos trabalhadores.

Maio de 2018 - Petrobrás e Araucária se negam a pagar para os trabalhadores da Fafen-PR a Participação nos Resultados. Uma das alegações é que a subsidiária não faz parte do Sistema Petrobrás.

[FUP]

O Sindipetro-NF recebeu denúncia que condicionamento de ar de P-62 está apresentando problemas crônicos desde o dia 17 de setembro. O funcionamento estava intermitente e nos últimos dias o ambiente ficou insustentável, devido a parada dos trocadores de calor em consequência de furos.

Segundo a denúncia, por conta do calor as pessoas estão dormindo com as portas abertas, algumas até nos corredores, pois o ar que sai dos dutos de ventilação dos camarotes está com a temperatura elevada.

Após questionamento do sindicato, a Petrobras declarou que um novo sistema está em processo de compra e propôs, como solução paliativa, a utilização de ventiladores portáteis que ainda vão embarcar na unidade. 

A diretoria do Sindipetro-NF repudia veementemente a solução apresentada como alternativas da empresa para atenuar o problema. Tudo indica que a adoção de uma circulação interna de ar não irá adequar as condições de conforto ao que determina o item 10.5.1.1 VI. do anexo II da NR-30 (leia abaixo).

O Sindipetro-NF tomará as medidas cabíveis para que os trabalhadores não paguem pela inabilidade dos gestores em manter os equipamentos e as condições de conforto dos trabalhadores.

"O NF se contrapõe a solução medíocre de se utilizar ventiladores ao invés de condicionadores de ar portáteis em busca de uma economia financeira, que imputa penalidades nas condições de conforto dos trabalhadores. Os quais não são os responsáveis pela falta de manutenção ou inadequação dos equipamentos e portanto não devem pagar com a degradação de suas condições de conforto e o aumento da insegurança no trabalho acarretada pela falta de descanso adequado. Quem deve ter o ônus é a Petrobras  seus gestores únicos responsáveis por esta situação" - afirma a direção.

Anexo II da NR-30
10.5.1.1 Os camarotes, camarotes provisórios e módulos de acomodação temporária devem:

VI. ser providos de ventilação, exaustão ou ar condicionado, de modo a garantir conforto térmico e mantidos em condições higiênico-sanitárias satisfatórias.

No dia 25 de agosto, o Sindipetro NF verificou que houve uma mudança nos contracheques dos trabalhadores em relação ao total de horas trabalhadas (THM). Alguns não tiveram calculado com base em 360, mas em 168 e a rúbrica que vinha pagando o RSR a 150% sumiu.

Isso é reflexo da decisão do TST foi favorável a ação rescisória da Petrobras sobre a ação do Repouso Semanal Remunerado, que já havia sido julgada em fevereiro desse ano. O NF já entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal, para impedir essa injustiça com os trabalhadores da Petrobras.

Em fevereiro desse ano, o jurídico já havia alertado que a empresa poderia começar a atuar nesse sentido e que a saída é também a mobilização da categoria petroleira.

Sobre os contracheques, o Sindipetro-NF está apurando o que aconteceu e solicita aos trabalhadores que vieram com 360 no contracheque que enviem cópia para o NF, através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

A decisão do TST

Como divulgado no dia 20 de fevereiro no site do Sindipetro-NF, o TST anulou todo o processo coletivo do Reflexo das Horas Extras no Repouso Remunerado que já havia transitado e sido julgado. Por uma decisão vergonhosa e unânime a Subseção II de Dissídios Individuais 2 (SDI-2), do Tribunal Superior do Trabalho deu ganho de causa à ação rescisória da Petrobras nesta terça, 20 de fevereiro.

Para o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, “o resultado do TST já era esperado diante dos ataques que o governo golpista vem impondo à classe trabalhadora”.

 

No dia 18 de setembro o Jurídico do Sindipetro/NF conseguiu nova liminar, suspendendo o pagamento do Equacionamento para os associados moradores de Campos.

Agora pressionamos o Judiciário para o cumprimento imediato da decisão, e sabemos que a Petros e o governo golpista recorrerão para cassar também esta liminar.

Liminar cassada no Rio de Janeiro

No dia seguinte a Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu recurso da Petros para derrubar a 1ª liminar do Sindipetro NF, que era restrita aos associados residentes apenas na capital. Assim, infelizmente, esses companheiros voltarão a pagar o famigerado Equacionamento.

Infelizmente, também, percebemos que é esta a tendência da Justiça Cível fluminense, seja para ações coletivas dos sindicatos, seja para ações individuais, com advogados particulares. Pouco importa o caos social que o Equacionamento impõe.

Oportuni$ta$ e discurso burro

Setores equivocados caíram na enganação dos golpistas, e culparam os governos do PT pelo déficit do PPSP, gerador do Equacionamento. Demonstramos mais de uma vez que o grosso do déficit tem fundamento na estrutura anacrônica do plano (Família Real, por exemplo), e no descumprimento, pela Petrobrás, do acordo da Repactuação (Pré-70). Mas é mais facil para esses setores se juntarem aos golpistas do que admitir que estavam errados quanto à Repactuação.

Ontem os petroleiros do Rio foram prejudicados, com a cassação da liminar, exatamente por efeito deste discurso burro de setores do movimento sindical. Um dos 3 desembargadores que votou pela cassação justificou seu voto exatamente com a fala desses setores: “a culpa é do PT”.

Agora circula um audio no WhatsApp em que pseudo liderança desse mesmo setor tenta atrair clientes para advogados privados, prometendo liminar fácil porque a ação deles é diferente e “corre na Justiça Cível”, como se as ações do Sindipetro/NF assim não fossem. Cuidado com os aventureiros!!!

Quais são os caminhos?

A conclusão de sempre: a luta continua! Quem veste jaleco laranja, não desanima.

É importante sempre lembrar, insistimos: a solução não virá do Judiciário.

Somente no campo do debate e da negociação com a Petrobrás e a Petros, com a correlação de forças resultante da MOBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES, Poderemos resolver definitivamente esse problema.

O Jurídico continuará sua atuação, sempre como instrumento do movimento. Teremos ainda outras novidades, dos novos caminhos que essas e outras ações tomarão, tais como a ACPU da FUP, que revê valores bilionários, de responsabilidade da Petrobrás, injustamente lançados no déficit.

Por fim, ratificamos: mais do que nunca é importante participar das reuniões sobre o tema, no sindicato, falar com os diretores responsáveis, mobilizar, construir e combater. Para tanto disponibilizamos não deixe de acompanhar as páginas do Sindipetro/NF (http://sindipetronf.org.br/equacionamento/) e da FUP (https://www.fup.org.br/ultimas-noticias/itemlist/category/624-aposentados).

Imprensa da FUP - A Petrobrás firmou acordo judicial esta semana com o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, assumindo uma série de compromissos com a segurança dos trabalhadores e as condições operacionais das plataformas. A empresa se comprometeu a fiscalizar as paradas programadas de manutenção, verificar se os planejamentos de manutenção dos equipamentos estão adequados, garantir a integridade dos equipamentos e condições seguras de operação das embarcações próprias e contratadas.

O acordo é fruto da Ação Civil Pública que o MPT ajuizou em abril do ano passado contra a estatal e a empresa BW Offshore, proprietária do navio plataforma FPSO Cidade de São Mateus, que em fevereiro de 2015 foi placo de um dos mais graves acidentes da indústria petrolífera do país. Um vazamento de gás, seguido de explosão, causou a morte de nove trabalhadores, deixou 26 feridos (sete em estado grave) e outros 39 traumatizados. A embarcação tinha 74 trabalhadores a bordo e era contratada da Petrobrás no Espírito Santo.

A apuração feita pela Polícia Federal e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) apontaram graves erros de gestão que levaram ao acidente. As investigações mostraram que a embarcação precisava passar por reparos em praticamente todos os tanques e que houve negligência por parte da Petrobrás na fiscalização dos serviços contratados. 

Apesar dos órgãos fiscalizadores terem responsabilizado dirigentes e gerentes da BW e da estatal brasileira, até hoje nenhuma punição foi aplicada aos culpados. Pelo contrário. Um dos trabalhadores da BW que denunciou as falhas e insegurança recorrente na casa de bombas da embarcação, onde ocorreu a explosão, foi demitido, mesmo estando em seu mandato de Cipista, o que é ilegal (saiba mais aqui).

Petrobrás descumpriu 28 itens do SGSO

O relatório de investigação da ANP revelou que a Petrobrás descumpriu 28 itens do Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO). O documento apontou que "decisões gerenciais tomadas pela Petrobrás e BW Offshore, ao longo do ciclo de vida do FPSO Cidade de São Mateus, introduziram riscos (...) que  criaram as condições necessárias para a ocorrência deste acidente maior", como destaca a página 13 do documento.

A investigação constatou ainda que a principal causa da explosão foi a estocagem inadequada de condensado, que não estava prevista no contrato assinado entre a Petrobrás e a BW.  Entre outras falhas de gestão apontadas pela ANP como causas do acidente estão degradação do sistema de cargas, equipes de trabalhadores despreparadas, operações equivocadas, equipamentos impróprios, exposição dos trabalhadores ao risco, além da adoção de materiais inadequados em uma atmosfera explosiva. Tudo isso sob as barbas da Petrobrás, que permitiu que a FPSO se transformasse em uma bomba relógio, com 74 trabalhadores a bordo.

“Esperamos que a Petrobrás cumpra o acordo com o MPT e garanta a segurança operacional e o direito dos trabalhadores voltarem vivos para casa”, afirma o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho, ressaltando a importância da forte atuação do Sindipetro-ES, em defesa da segurança dos trabalhadores. Ele lembra que as refinarias e os terminais vivem a mesma situação de risco, com problemas graves de manutenção, que têm causado uma série de acidentes, como a explosão na madrugada de 20 de agosto na Replan, que parou por quase uma semana a maior refinaria do país. “Por questões de minutos, não houve vítimas. Poderíamos estar diante de mais uma nova tragédia anunciada. Foi questão de sorte não termos mortos nem feridos”, revela.

Em caso de descumprimento do acordo firmado com o MPT, a Petrobrás terá que pagar multa de R$ 200 mil por cada infração cometida.

 

O 14º Torneio Lula Livre de Futsal entra em sua segunda fase hoje, 20 de setembro, com jogos das equipes Spartanos x Fúria Normatel e Primos x Submarino. Amanhã jogam Joga 10 x Pré-sal. As partidas acontecem no Ginásio Juquinha do Tenis Clube Macaé, localizado no Centro da Cidade e iniciam sempre às 19h30.

Doze equipes se inscreveram para participar. Entre elas  ARTMEQ, Barsemlona, Joga 10, Pré-sal, Submarino, Vikings EQSB, Cata Cata F.C., Espartanos, Fúria Normatel e Palmeirinhas, Conversa Fiada e o Primos.

 

O torneio acontece até 28 de setembro e seu objetivo é promover a integração entre os trabalhadores e o sindicato. O evento reúne petroleiros da Petrobrás e da empresas privadas do setor petróleo.

Assista a matéria em https://youtu.be/Ok7kM4Eh2t8

Nesta sexta, 21, diretores do Sindipetro-NF embarcam em plataformas da região para participarem de reuniões de Cipas. Os embarques serão para três plataformas: P-18 (Leonando Ferreira), P-35 (Francisco José) e PNA-2 (Antônio Raimundo Teles). 

O embarque de dirigentes para as Cipas de plataforma é uma conquista da categoria em acordo coletivo e tem contribuído na luta por segurança do trabalho, em defesa da vida.

É muito importante que a categoria, destas e das demais unidades, mantenha o sindicato informado sobre as condições de segurança. Relatos podem ser enviados para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . O sigilo sobre a identidade do denunciante é garantido.

 

Na próxima sexta, dia 21/09, às 16h30, as Mulheres da Coligação Frente Popular irão realizar a Caminhada das Flores com concentração na Candelária. Nesse dia vão ocupar as ruas  para dialogar com a população sobre as pautas das mulheres com as mulheres e homens deste Estado.

"Somos negras, brancas, trans, cis, lésbicas, bissexuais; somos mães, trabalhadoras, professoras, catadoras, petroleiras, de diversas religiões, de diversas regiões. Somos da Coligação  que nunca fugiu à luta em defesa das mulheres, do povo brasileiro, das trabalhadoras e trabalhadores" - explicam as organizadoras.

A CUT convida a todas as companheiras trabalhadoras a participar dessa atividade no Rio de Janeiro.

 

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