A Petrobrás e a Satoil anunciaram na manhã de hoje, em comunicados ao mercado, a venda, pela companhia brasileira, de 25% do campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a estatal norueguesa.

Para o Sindipetro-NF, este é mais um ataque da agenda golpista contra a soberania brasileira, em manobra para tornar a Petrobrás cada vez mais frágil e pronta para uma privatização definitiva.

"É mais uma parte do pagamento do golpe. Nós alertamos que o golpe era para isso, para fazer a entrega do patrimônio brasileiro, dos nossos recursos naturais. E está aí a prova, com um dos nossos campos mais rentáveis sendo entregue a uma empresa estrangeira", protesta o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra. O sindicalista lembra ainda que será necessário "continua a fazer a luta contra o golpe, com muita veemência".

De acordo com fato relevante publicado pela Petrobrás, a Statoil pagará um total de US$ 2,9 bilhões pela fatia do campo de petróleo —US$ 2,35 bilhões no fechamento da operação e US$ 550 milhões em pagamentos contingentes.

Descoberto em 1996, o campo de Roncador fica a 125 quilômetros da praia do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes (RJ), possui 400 quilômetros quadrados e mantém produção média de 240 mil barris de óleo diários, somadas as plataformas P-52, P-54, P-55 e P-62.

 

A Diretoria Colegiada do Sindipetro-NF se reúne na tarde de hoje, a partir das 13h, na sede de Campos dos Goytacazes, para discutir os encaminhamentos da Campanha Reivindicatória após indicativo do Conselho Deliberativo da FUP, na última sexta-feira, de aceitação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho consolidada na mesa de negociações entre a Federação e a Petrobrás.

O Conselho indiciou ainda a realização de assembleias a partir desta terça, 19. A diretoria do NF vai definir o calendário para o Norte Fluminense na reunião de hoje. Às 19h30, diretores da entidade participarão de Face to Face com a categoria, interação ao vivo para discussão da Campanha Reivindicatória, na página da entidade no Facebook.

Em informe na última sexta-feira, após ter exercido muita pressão na mesa de negociações, a FUP destacou a importância da conquista da manutenção do Acordo Coletivo nas bases atuais por mais dois anos.

"Em um cenário de graves ataques contra o povo brasileiro, com a democracia sequestrada por um golpe que está destruindo o país, os petroleiros garantiram a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho por dois anos. A categoria barrou a retirada de direitos na Petrobrás e subsidiárias, inclusive na Araucária Nitrogenados e na TBG, onde os trabalhadores já enfrentam o processo de privatização", disse a FUP.

A Federação explicou, no entanto, que "apenas dois direitos tiveram mudanças na forma de concessão: o auxílio alimentação, que passa a ser através de vale refeição/alimentação e o Benefício Farmácia, cuja nova modelagem é de coparticipação, onde só paga quem usar".

“Diante deste processo de ruptura democrática que enfrentamos no país, uma categoria do porte da nossa conseguir manter intacto o seu acordo coletivo é uma baita de uma vitória”, disse o coordenador da FUP, José Maria Rangel, no informe da Federação.

 [Atualizada às 11h24]

 

Da Imprensa do Sindipetro Unificado-SP - O script estava todo montado para homenagear o "engenheiro do ano" [no último dia 14], outorga concedida a Pedro Parente pelo Instituto de Engenharia (a escolha de Parente não foi unanimidade entre os associados do Instituto, como apurou o jornal Petroleir@s). Empresários de vários setores, engenheiros, políticos e um representante do governador Alckmin – tucano da mesma laia de Parente –, todos apostos para aplaudir o convidado de honra.

O que o cerimonial não havia previsto, no entanto, é que os representantes dos trabalhadores – chamados de vagabundos pelos puxa sacos de PP – também queriam lugar na festa e entraram sem pedir licença ou serem convidados.

Enquanto um grupo de dirigentes sindicais se mantinha na porta de entrada do evento (ocorrido no auditório da Federação do Comércio, em São Paulo), distribuindo para a população um boletim que explicava "as obras" do homenageado e seu conluio com empresas estrangeiras para privatizar a Petrobrás, dentro do auditório, estrategicamente, outros sindicalistas e trabalhadores da Petrobrás se posicionavam para mostrar que do lado do trabalhador ninguém está contente com a gestão de Parente. Assista aqui o vídeo

Repressão

Para evitar serem barradas pela segurança, as faixas foram devidamente camufladas e ficaram recolhidas durante a cerimônia, até o momento da fala do presidente da Petrobrás. "Em nenhum momento fomos desrespeitosos com o evento, porém, democraticamente, queríamos expressar nossa contrariedade com a indicação de Parente para o prêmio e, principalmente, como ele conduz a maior empresa do país, na contramão das prioridades nacionais", declarou a diretora do Unificado, Cibele Vieira, uma das que entraram no auditório.

No momento em que Pedro Parente iria iniciar sua fala, os representantes dos trabalhadores levantaram duas faixas denunciando os conflitos de interesses do presidente da Petrobrás, que acumula a Presidência da Bolsa de Valores e mantém ligações com várias empresas que têm interesses contraditórios com a Petrobrás.

Se por parte do Sindicato, a manifestação foi democrática, o mesmo não se pode falar da reação de parte dos presentes. O primeiro momento foi de surpresa, acompanhado por um riso nervoso de Parente, em seguida puxaram palmas para se contrapor às palavras de ordem (até aí tudo normal), mas alguns raivosos partiram para cima dos manifestantes, ameaçando fisicamente, tentando arrancar as faixas e xingando os trabalhadores. "Essa é uma reação típica de uma certa classe que está acostumada a mandar em tudo e ver sempre os trabalhadores de cabeça baixa, esse pessoal tem medo da democracia", afirmou o coordenador da Regional São Paulo, Verenissímo Barsante.

Após a manifestação, os dirigentes se retiraram do auditório, evitando confronto, mas dando firmemente seu recado.

Contradição

Precedendo ao discurso de Parente, o presidente do Instituto de Engenharia, Eduardo Lafraia, valorizou a indústria nacional, ressaltou o papel da Petrobrás no desenvolvimento do país e chegou a cobrar, discretamente, Pedro Parente por suas opções.

A fala do presidente do Instituto soa como uma contradição ao prêmio, dado, justamente, a alguém que está desmontando a empresa pública em favor de multinacionais estrangeiras, que está causando enorme desemprego ao não seguir as regras de conteúdo nacional nas compras e contratações, levando à falência importantes setores da indústria nacional.

Se Pedro Parente merece algum prêmio é o de entreguista do ano e os petroleiros utilizaram todos os canais para defender os interesses da categoria e do Brasil.

 

Da Imprensa da FUP - Em um cenário de graves ataques contra o povo brasileiro, com a democracia sequestrada por um golpe que está destruindo o país, os petroleiros garantiram a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho por dois anos. A categoria barrou a retirada de direitos na Petrobrás e subsidiárias, inclusive na Araucária Nitrogenados e na TBG, onde os trabalhadores já enfrentam o processo de privatização.

Desde que a empresa apresentou a proposta, no dia 12, a FUP e seus sindicatos permaneceram reunidos no Rio de Janeiro, analisando minunciosamente as minutas de Acordo. As direções sindicais cobraram do RH esclarecimentos das dúvidas identificadas, mantendo em aberto o processo de negociação com a Petrobrás e subsidiárias. Após assegurar os devidos ajustes nas redações, o Conselho Deliberativo da FUP indica a aprovação da proposta.

Cenário de golpe

A campanha reivindicatória dos petroleiros ocorre em um cenário de extrema dificuldade para a classe trabalhadora. Temer e sua turma congelaram por 20 anos os investimentos públicos, desmontaram a legislação trabalhista, estão desregulamentando o setor de óleo e gás, desindustrializando o país e entregando todas as riquezas da nação, inclusive o Pré-Sal e a Petrobrás. O próximo passo é acabar com a aposentadoria.

É em meio a essa avalanche de ataques que os petroleiros estão impedindo o desmonte do Acordo Coletivo, sem abrir mão de qualquer conquista. Apenas dois direitos tiveram mudanças na forma de concessão: o auxílio alimentação, que passa a ser através de vale refeição/alimentação e o Benefício Farmácia, cuja nova modelagem é de coparticipação, onde só paga quem usar.

Salvaguardas contra mudanças na legislação

Os petroleiros foram a primeira grande categoria a conduzir uma campanha sob a égide da contrarreforma trabalhista, que passou a proteger o patrão, em vez do trabalhador. A Petrobrás já começou a negociação prorrogando o ACT somente até o dia 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da nova legislação. A FUP reagiu imediatamente, propondo um Termo Aditivo com salvaguardas que protegem os direitos da categoria das precarizações impostas pelo golpe.

A renovação do Acordo Coletivo por dois anos, com a garantia de que em 2018 os petroleiros já tenham no mínimo o IPCA conquistado, é, portanto, uma vitória importantíssima neste cenário de anormalidades políticas e institucionais. “Diante deste processo de ruptura democrática que enfrentamos no país, uma categoria do porte da nossa conseguir manter intacto o seu acordo coletivo é uma baita de uma vitória”, afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel, destacando a importância dos petroleiros terem assegurado também salvaguardas importantes para proteger suas conquistas dos efeitos da contrarreforma trabalhista.

“Com nossos direitos preservados por mais dois anos, garantimos uma trincheira de resistência em meio ao golpe. Nossos esforços agora devem ser todos voltados para impedir o desmonte do Sistema Petrobrás e garantir a retomada dos investimentos da empresa para que volte a ser gerida com foco no desenvolvimento nacional, gerando emprego e renda para o povo brasileiro”, destaca Zé Maria.

Participe das assembleias que começam a partir de terça-feira, 19/12.

 

 

 

A FUP e seus sindicatos seguem reunidos no Rio de Janeiro, aguardando os ajustes cobrados na redação das minutas dos Acordos propostos pela Petrobrás e subsidiárias. Após a empresa apresentar a proposta, no dia 12, a FUP e sua assessoria jurídica voltaram a se reunir com o RH para esclarecer dúvidas e propor mudanças redacionais em pontos onde foram identificados problemas.

Assim que tivermos em mãos uma nova minuta do Acordo com esses acertos, feitos ou não pela Petrobrás, daremos o indicativo à categoria”, esclarece o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Imprensa Sindipetro-BA - Os trabalhadores da Perbras e de outras empresas terceirizadas que prestam serviço à Petrobrás cruzaram os braços nesta quinta-feira, 15/12, em protesto à morte do plataformista Henrique Dantas, 24 anos, que aconteceu no dia 12/12, durante um assalto à Sonda 82 da Perbrás, na cidade de Mata de São João.

O protesto, que começou às 6h30 nas bases de Bálsamo, Candeias, Taquipe, Araças, Santiago, Miranga e Buracica, se estende por todo o dia. Todos os trabalhadores retornaram para suas casas, mas antes participaram da mobilização organizada pelo Sindipetro Bahia.

De acordo com o diretor do Sindipetro, André Araújo, “o sentimento na base é de revolta e também de tristeza. Há ainda uma grande sensação de insegurança, que se intensificou após a decisão da direção da Petrobrás de reduzir o efetivo de forma irresponsável,  não  poupando nem a segurança patrimonial própria”.

Alguns trabalhadores relataram o que chamam de “estado de horror” que vem acontecendo na Bahia, ao descreverem que em apenas uma semana aconteceu um assalto na estação Palmeira no campo de Candeias; o assassinato na SPT 82; assalto ao ônibus de Araçás que transporta funcionários primeirizados e outro assalto ao ônibus de turno da FAFEN. 

No campo de Candeias, por exemplo, os roubos e assaltos são frequentes. Além dos pertences dos funcionários, os bandidos roubam painéis solares, baterias e cabos de energia. “Os roubos por si só já são um grande problema, mas está se concretizando o que sempre tememos e denunciamos, inclusive ao Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Mauricio Telles Barbosa, que é a interrupção precoce da vida de trabalhadores, vítimas da tragédia e descaso da direção da Petrobrás”, pontuou Araújo.

A tarde desta sexta-feira, 15 de dezembro, foi bem diferente na sede do Sindipetro-NF em Campos. A entidade promoveu por mais um ano consecutivo o Natal dos Sem Terrinha que mobilizou cerca de 80 crianças dos acampamentos da cidade.
 
 
Durante a festa foi servido cachorro quente, guaravita e bolo, mas o ponto alto foi a chegada do Papai Noel que trouxe presentes e muita alegria, transmitida pelos olhos das crianças.
 
Há cinco anos o Sindipetro-NF promove a atividade, que em anos anteriores acontecia no assentamento e esse ano foi na sede de Campos, com o objetivo de mostrar um outro ambiente para as crianças. Os diretores Leonardo Ferreira, Francisco José e Guilherme Fonseca representaram a direção na atividade. 
 
[Fotos: Luciana Fonseca]  
 

Sem conseguir obter maioria qualificada para votar proposta na Câmara, governo decide adiar reforma para fevereiro

Pedro Rafael Vilela - Brasil de Fato | Brasília (DF)
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  - Créditos: Reprodução

/ Reprodução

Está ficando cada vez mais difícil para o governo conseguir convencer os parlamentares de sua base aliada a votarem a favor da Reforma da Previdência. A semana, que começou com o forte lobby de setores empresariais dentro do Congresso Nacional, terminou com o anúncio de que a votação será adiada para 19 de fevereiro, de acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Isso deve dificultar ainda mais sua aprovação em pleno ano eleitoral. São necessários 308 votos favoráveis dos deputados, em duas votações seguidas (primeiro e segundo turnos), além de uma dupla votação no Senado, que exige um mínimo de 49 votos a favor em cada.

Quanto mais exposta ao debate público, mais a Reforma da Previdência proposta pelo governo golpista de Michel Temer é percebida como um mecanismo que vai restringir e impedir que milhões de trabalhadores consigam se aposentar algum dia.

Em recente entrevista ao Jornal GGN, o professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Eduardo Fagnani, demonstrou como a proposta do governo segue excluindo justamente os mais pobres. “Pra começar, ninguém mais vai conseguir se aposentar com aposentadoria integral, porque para isso seria necessário acumular 40 anos de contribuição. O Dieese [Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas] mostra que o trabalhador do setor privado, por conta da rotatividade e da informalidade no mercado de trabalho, contribui uma média de 9 meses a cada 12 meses (um ano), ou seja, para ele atingir 25 anos de contribuição, teria que trabalhar quase 33 anos”, explica.

Seguindo essa média, para um trabalhador juntar os 15 anos de contribuição mínima exigida – e que só dá direito a 60% do valor do salário –, ele teria que trabalhar durante 19 anos. Para receber uma aposentadoria integral, os 40 anos de contribuição exigidos só seriam alcançados com cerca de 50 anos de trabalho, uma realidade improvável.

Dados do próprio governo mostram que apenas pouco mais de 20% dos aposentados comprovaram contribuição acima de 25 anos, isso sem levar em consideração as regras da reforma trabalhista, que devem reduzir ainda mais a capacidade do trabalhador contribuir com a previdência.

“A reforma trabalhista está incrementando no país os empregos temporários e o trabalho intermitente, que paga por hora. Vai ser muito mais difícil você conseguir comprovar sequer os 15 anos de contribuição mínima”, aponta Eduardo Fagnani, na Unicamp. Nesse cenário, o valor médio da aposentadoria do INSS no país, que é de apenas R$ 1.500 por mês, deve ser drasticamente reduzido, já que a média dos benefícios cairá dos atuais 85% para cerca de 60% do salário.

Aposentadoria rural atingida 

Ao contrário da propaganda do governo de que os trabalhadores rurais ficaram de fora da Reforma da Previdência, o analista político Antônio Augusto Queiroz, do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) explica que isso não passa de publicidade enganosa, a começar pelo próprio aumento da idade mínima exigida para a aposentadoria, que também valerá para os assalariados rurais e os pequenos produtores.

Pela regra proposta, os agricultores familiares, que normalmente se aposentam por idade, ganhando um salário mínimo, vão ter que comprovar “tempo de contribuição” de 15 anos e não mais “tempo de atividade rural”, como ocorre atualmente.  “Assim, o pequeno produtor rural, que antes se aposentava por idade – aos 60 anos, no caso do homem, e 55 anos, no caso da mulher – desde que comprovasse o exercício de atividade rural por 15 anos, ainda que de forma descontínua, com as novas regras passa-se a exigir comprovação de 180 meses de contribuição (15 anos de contribuição) e três anos de comprovação de atividade rural imediatamente anteriores à aposentadoria”.

A mudança de “tempo de atividade rural” para “tempo de contribuição”, na prática, vai inviabilizar a aposentadoria do pequeno agricultor. “Para comprovar 15 anos de contribuição, ele vai ser obrigado que ir no banco todo mês pagar a prestação da previdência, o que é absolutamente incompatível com a dinâmica do trabalhador rural”, aponta Eduardo Fagnani, professor da Unicamp.

Sonegação na Previdência

Segundo o relatório da CPI da Previdência, empresas privadas do país devem mais de R$ 450 bilhões ao INSS. Entre elas, figuram gigantes como o banco Bradesco e a JBS, controladora da Friboi. Além disso, as desonerações e isenções de impostos aplicadas ao longo das últimas décadas fez com que o governo deixasse de arrecadar cerca de R$ 400 bilhões para o pagamento das aposentadorias e benefícios sociais.  

Reforma mantêm privilégios

Enquanto afirma que a reforma da Previdência vai acabar com privilégios, o governo de Michel Temer defende a manutenção das atuais regras de aposentadoria especial para os parlamentares. Mesmo sendo considerada uma das leis mais “imorais” da República, a norma especial de aposentadoria parlamentar foi defendida pela Advocacia Geral da União (AGU) em manifestação recente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A norma permite que o político que comprovar 35 anos de mandatos parlamentares (de vereador, deputado ou senador) possa receber a aposentadoria integral de um parlamentar federal: cerca de R$ 33,5 mil por mês.

Mesmo que não comprove os 35 anos de atividade legislativa, os parlamentares tem o direito de se aposentar com salário proporcional ao tempo de contribuição. Por causa disso, a média da aposentadoria parlamentar no Brasil está atualmente em R$ 14 mil por mês, um salário muito superior ao teto da aposentadoria pelo INSS, que é de R$ 5,5 mil, e seria o máximo que um trabalhador brasileiro poderia receber.

Edição: Simone Freire

Marize Muniz / Da CUT - Para os entrevistados pela pesquisa CUT-Vox Populi, realizada entre os dias 9 e 12 de dezembro, quem deve julgar Lula é o povo brasileiro. Ou seja, nem o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná, que condenou o ex-presidente sem provas no “caso triplex”, ou outros juízes, como os do TRF-4, que marcaram o julgamento do recurso do ex-presidente contra a condenação de Moro para o dia 24 de janeiro, têm o direito de impedir a candidatura de Lula, aponta a pesquisa.

Refiro-me, é evidente, ao dia 24 de janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região julga apelo da defesa de Lula contra a condenação a nove anos e meio de cadeia que o juiz Sergio Moro impôs ao petista no ruidoso caso do tríplex de

Segundo a CUT-Vox Populi, independentemente de votar ou não em Lula, 56% dos brasileiros acham que ele deveria ter o direito de se candidatar na próxima eleição. Outros 34% acham que ele deve ser impedido de se candidatar e 10% não souberam ou não quiseram responder.

É o povo quem tem de julgar Lula

Apesar dos esforços da mídia golpista que veem antecipando a condenação de Lula em centenas de manchetes, 48% afirmaram que quem deve julgar o ex-presidente é o povo brasileiro, nas urnas, e não Moro ou outros juízes. Outros 42% discordam, acham que Lula deve ser julgado pelos juízes e 10% não sabem ou não responderam.

O fato de Moro, do Ministério Público do Paraná e da Polícia Federal terem investigado Lula durante quase três anos sem encontrar malas de dinheiro, contas no exterior, nem sequer gastos extraordinários nos cartões de crédito é percebido pela maioria dos entrevistados.

Para 40% dos brasileiros, Moro não provou sequer que o triplex do Guarujá pertence ao Lula. Outros 33% acham que ele provou e 27% não sabem ou não responderam.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, esse resultado “evidencia o caráter do processo essencialmente político contra Lula”.

Perguntados se Lula é tratado por Moro e por outros juízes de maneira mais rigorosa do que o presidente Michel Temer (PMDB-SP) ou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), 40% responderam que sim! Esse sentimento é mais forte no Nordeste, onde 54% dos entrevistados consideram parte da Justiça tendenciosa.

Para Vagner, é a confirmação de que o povo já entendeu que Moro e seus amigos perseguem Lula.

A pesquisa CUT-Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas, em 118 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, e abrangeu todos os estratos socioeconômicos.

Confira na apresentação.

 

Petroleiros e petroleiras da Perbras realizaram na manhã de hoje, em Mossoró (RN), ato público que reforça a campanha "Sem o NF, não tem acordo", que reafirma a representação da categoria pelo Sindipetro-NF nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho. A diretora Jancileide Morgado e os diretores Tadeu Porto e Eider Cotrim representaram o NF no protesto.

A empresa tentou esvaziar o ato, enviando ônibus para retirar os trabalhadores local, mas o ônibus foi interceptado pelos sindicalistas e os petroleiros voltaram ao local da manifestação. Além dos diretores do NF, também esteve no ato o diretor do Sindipetro-RN, Pedro Lúcio Góis.

Da Imprensa da CUT - Mesmo com a confusão entre os auxiliares do golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) sobre se vota ainda este ano ou não a nova proposta de reforma da Previdência, a CUT e demais centrais vão intensificar a pressão nos deputados e deputadas para impedir a aprovação do que o presidente da CUT, Vagner Freitas, chama de “famigerada proposta de Temer”.

O principal consenso da reunião das centrais sindicais (CUT, CTB, CSB, Força Sindical, NCST, UGT, CSP Conlutas, Intersindical, CGTB), realizada nesta quinta-feira (14) na sede da CUT, em São Paulo, foi: se botar para votar, o Brasil vai parar!

E não adianta tentar confundir os trabalhadores e trabalhadoras mudando e negando ao mesmo tempo a data de votação, alerta Vagner, que lembra: “mesmo internado no hospital, Temer não perdeu a maldade e continua pressionando os parlamentares em defesa da proposta”.

Vagner destacou ainda o desespero do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que foi à televisão dizer que os deputados têm que votar ainda esse ano, contrariando a fala do senador Romero Jucá (PMDB-RO) que, minutos antes, havia dito que só eles (governo) só votariam em 2018. Segundo Vagner, só com muita mobilização da classe trabalhadora “é que podemos engavetar de vez a proposta que eles chamam de reforma e é, na verdade, uma medida que vai acabar com a aposentadoria”.

“Estamos em estado de greve permanente! A jornada de lutas vai ser maior e a pressão nos deputados também. Temos que ir para os aeroportos, nas zonas eleitorais, nos bairros, na Câmara dos Deputados, estampar as carinhas deles nos postes, nas redes sociais e em cartazes dizendo que não vão se eleger se votarem a favor dessa proposta famigerada”, destacou Vagner.

Além de continuarem com as mobilizações contra a reforma da Previdência, a CUT e as demais centrais irão orientar os sindicatos de todo o país a ampliar o diálogo com a classe trabalhadora. Isso porque, todos têm de saber que o governo não abriu mão de votar a proposta que acaba com a aposentadoria ainda esse ano e é preciso ficar mobilizado e atento.

É o que alertou o secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre. Segundo ele, “governo está ameaçando governadores e prefeitos com a retirada de recursos casos seus deputados não votem a favor da proposta”.

Sérgio também lembrou que até os empresários, os maiores interessados nas reformas de Temer, estão ameaçando com a retirada de financiamento nas campanhas eleitorais de 2018, se os parlamentares não votarem ainda esse ano a reforma da Previdência.

“Isso prova que o governo não desistiu da votação e a gente não pode subestimar a capacidade dos golpistas de fazer maldade”, diz Sérgio, que completa: “Ninguém esperava que eles fossem destruir a legislação trabalhista e eles destruíram. Eles são capazes de destruir também o sistema da previdência”.

“A classe trabalhadora tem que intensificar a pressão, porque o governo não tem hoje os 308 votos necessários porque estamos pressionando em todos os lugares. A pressão é de fundamental importância”, alertou Sergio.

“Se colocar em votação a Reforma da Previdência ainda esse ano ou no ano que vem o Brasil vai parar, este é um compromisso de todas as centrais sindicais”, frisou Nobre.

A reunião contou com a participação de diversas categorias, entre elas, o Sindicato dos Condutores e do Sindicato dos Metroviários. Ambas reafirmaram o compromisso de parar caso a Reforma da Previdência entre em votação.

[Foto: Roberto Parizzoti]

 

Engenheiros, geólogos ou técnicos, trabalhadores e trabalhadoras em qualquer uma das áreas representadas pelo Crea-RJ, têm um compromisso importante nesta sexta, 15. É a eleição para o Conselho, que tem apoio do Sindipetro-NF para a candidatura à presidência de Luiz Cosenza (número 100).

Cosenza é um engenheiro comprometido com os trabalhadores do setor e vai tornar o Crea-RJ uma entidade ágil e transparente. Confira aqui as suas propostas. 

A votação acontece nos seguintes locais:

Campos

Rua São Salvador Corrêa 68 (loja)

Macaé

Rua Dr. Bueno 308 (loja)
Parque dos tubos - Rodovia Amaral Peixoto, 11000, KM 163 - Imboassica
Praia campista - Avenida conselheiro Almeida Prado, S/N - Costa do Sol

São João da Barra

Porto do Açu

Caxias

Rua Marechal Deodoro, n 557 , 406.
Rodovia Washington Luiz, Km 113. REDUC.

Rio de Janeiro

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Petrobras - Edisen: rua Henrique Valadares 28 térreo

 

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