12º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras encerra com chamado à luta por direitos, igualdade e transformação social.

A coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP, Barbara Bezerra, encerrou o 12º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras com uma mensagem em tom de convocação à luta por direitos, igualdade e transformação social. Em sua fala, Barbara reforçou a necessidade de organização coletiva das trabalhadoras para enfrentar as desigualdades de gênero e construir mudanças concretas no mundo do trabalho e na sociedade.

Ao fazer um chamado à ação, a dirigente criticou a ausência de compromisso efetivo com transformações estruturais e defendeu que a luta das mulheres vá além de manifestações pontuais de repúdio à violência e à opressão. “A gente quer um compromisso de transformação real. Eu não quero que vocês tenham que dizer ‘ah, que feio o feminicídio’. Eu quero que acabe o feminicídio. O assédio é ruim? Eu quero que acabe o assédio. Tem que acabar essa cultura”, afirmou.

Barbara destacou  que nenhum direito foi concedido espontaneamente à classe trabalhadora e que os avanços conquistados são resultado direto da organização e da luta coletiva. “Nada é dado à classe trabalhadora. Nada vai nos ser dado. Tudo vai ser conquistado. E, por muitas vezes, com sangue, suor e lágrimas. Não haverá avanço se não for de forma organizada”, declarou.

A coordenadora também relembrou a trajetória de construção do Coletivo de Mulheres Petroleiras dentro da FUP e os avanços obtidos na participação feminina nos espaços de direção da Federação. Segundo ela, a organização das trabalhadoras foi fundamental para ampliar a presença das mulheres na entidade. “Esse coletivo nasce de uma executiva da FUP que não tinha nenhuma mulher. Nós nos organizamos, construímos a cota de 17% e hoje estamos com uma ocupação histórica de 25% de mulheres na FUP”, ressaltou.

Durante o encerramento, Barbara enfatizou que a luta das mulheres petroleiras não se resume à representação simbólica nos espaços institucionais, mas à defesa de condições dignas de trabalho e de vida para todas as trabalhadoras. “A gente não quer estar só na foto. A gente quer dignidade para todas nós, lá no chão da plataforma, lá no chão da refinaria. É para isso que a gente está construindo”, afirmou.

Ao concluir sua fala, a coordenadora reforçou a importância da coragem, da unidade e da resistência coletiva para avançar na construção de uma sociedade mais justa. “Precisamos celebrar as conquistas recentes, como o aumento da participação feminina na FUP, mas também é preciso  buscar a dignidade no trabalho e na sociedade como um todo. Precisamos de coragem, união e um pouco de rebeldia para alcançar um mundo mais justo”, concluiu.

O Coletivo Nacional de Mulheres da FUP também esteve na Refinaria Gabriel Passos para um momento de interação com as trabalhadoras que não puderam participar do encontro. Durante a atividade, foram debatidos temas abordados nas mesas do evento, além da trajetória de construção do coletivo e da dinâmica cotidiana de atuação das diretoras dos sindicatos filiados e da FUP.

“Não é mais uma retórica agradecer estar viva” frase de Mahara Jneesh Menezes Silva

Algumas imagens do Encontro de Mulheres (Crédito: Luciana Fonseca):