Sindicato cobra esclarecimentos sobre denúncias de terceirização dos TS no Campo de Roncador

Uma reunião realizada na sexta-feira (23) reuniu dirigentes sindicais e representantes da Petrobras para tratar de denúncias envolvendo a possível substituição de Técnicos de Segurança do Trabalho próprios por profissionais contratados no Campo de Roncador. O encontro foi solicitado pelo Sindipetro-NF e teve como foco esclarecer informações que circularam entre os trabalhadores e geraram apreensão na base.

Na abertura, o coordenador do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, explicou que, na semana anterior, o sindicato recebeu uma série de ligações denunciando uma reunião onde a empresa fez uma apresentação aos Técnicos de Segurança de Roncador, informando que, a partir de então, a Petrobras começaria a substituir técnicos de segurança próprios por trabalhadores contratados em algumas situações específicas.

O Coordenador do NF também lembrou que o sindicato atua no Fórum do Efetivo, junto ao RH Corporativo, onde negocia a aceleração da convocação do cadastro de reserva dos concursos ainda em aberto. Segundo ele, a chegada recente de novos técnicos pode aliviar parte do problema a médio prazo, mas não o resolve integralmente, o que torna as denúncias ainda mais sensíveis.

Durante os relatos, o diretor do NF Cleverton Lima afirmou que a notícia causou grande preocupação entre os trabalhadores, que passaram a enxergar a situação como uma possível “privatização disfarçada”. A diretora Bárbara Bezerra reforçou a necessidade de esclarecimentos e alertou para mudanças recorrentes no escopo da função, citando a sobrecarga de atividades que confundem segurança operacional com patrimonial. Também manifestou preocupação com a segurança das operações, especialmente na composição de brigadas e na atuação em Permissões de Trabalho (PTs). Robson Botelho acrescentou que a alta rotatividade de profissionais é outro fator de risco.

Representantes da Petrobrás  reforçaram não se tratar de substituição de empregados próprios por terceirizados, mas de esclarecimento de ruídos de comunicação. Segundo a Petrobrás, não há perspectiva de desimplante de técnicos próprios, mas sim um planejamento para uso pontual de profissionais contratados para garantir a segurança operacional.

Para a Petrobrás, não houve irregularidade e as medidas adotadas são pontuais e amparadas pelas normas regulamentadoras. As recomposições ocorreram de forma quase emergencial diante do cansaço das equipes e do absenteísmo, e os profissionais contratados são treinados, qualificados e integrados à gerência de Roncador.

O Sindipetro-NF destacou que não há desqualificação dos profissionais contratados, mas ressaltou que, em situações críticas, a experiência e o conhecimento da unidade são determinantes para a segurança de todos a bordo.

Ao encerrar, o sindicato avaliou que há divergências entre a denúncia recebida e as explicações apresentadas, reafirmou que seguirá acompanhando o tema e solicitou o envio de comprovações de que as contratações e substituições ocorrem, de fato, de maneira pontual.