O Sindipetro-NF encaminhou à Petrobrás, nesta quinta-feira (12), o Ofício nº 33/2026, cobrando a suspensão imediata dos processos de desimplantes de trabalhadores e a abertura urgente de negociação sobre o tema. O documento, assinado pelo coordenador geral Sérgio Borges Cordeiro, é direcionado ao setor de Relações Sindicais da companhia e trata do cumprimento do ACT 2025-2027.
No ofício, o sindicato relembra que o Acordo Coletivo foi firmado após uma greve histórica de 16 dias, em dezembro de 2025, e que as cartas compromisso homologadas no dissídio coletivo no TST preveem a reavaliação de inconsistências nas mudanças de regime. Entre elas, a carta 232/2025, na qual a Petrobrás se compromete a revisar os procedimentos adotados.
O Sindipetro-NF destaca ainda que já havia protocolado os ofícios 003/2026 e 010/2026 solicitando a reversão dos desimplantes e a paralisação do processo, além da revisão dos critérios de definição e alteração dos regimes de trabalho. No entanto, até o momento, segundo a entidade, não houve confirmação oficial sobre a análise dos casos encaminhados nem definição de data para reunião.
Diante desse cenário, o sindicato formaliza quatro reivindicações centrais: a suspensão imediata dos desimplantes em curso; a definição de data para a primeira reunião de discussão dos casos listados pelo NF; o envio do procedimento atual de definição e alteração de regimes; e a marcação de reunião específica para debater esse procedimento.
No documento, o Sindipetro-NF ressalta a urgência do tema e os impactos diretos na vida dos trabalhadores, citando prejuízos financeiros sem planejamento, mudanças abruptas na rotina de trabalho e reflexos na vida pessoal e profissional. A entidade também aponta a ausência de negociação prévia com os sindicatos e alerta para o risco de deslegitimação das cartas compromisso firmadas no ACT.
O sindicato estabeleceu prazo até 22 de fevereiro para que a Petrobrás responda aos questionamentos, informando que a ausência de manifestação poderá ser entendida como descumprimento do Acordo Coletivo vigente . A direção do NF afirma que seguirá acompanhando o caso e cobrando respeito aos compromissos assumidos, reforçando que a defesa dos direitos e da estabilidade dos trabalhadores é prioridade da entidade





