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A SEMANA
Editorial
E se o bode não quiser sair da sala?
Há, no movimento sindical, a utilização da expressão “bode na sala” para se referir a algo que geralmente o patronato coloca como ponto crítico no início das negociações para gerar desgaste e retirar depois, dando a sensação de vitória dos trabalhadores. Mas há uma variável que o conceito não abrange: e se o bode ficar?
Quando a Petrobrás anunciou, em 2024, que iria entrar na Justiça para tentar tomar de volta os valores pagos aos trabalhadores a título diferenças do Repouso Semanal Remunerado (RSR), conquistados pela categoria com processo transitado em julgado e recebidos de boa-fé, muita gente individualista que gosta de desdenhar a ação sindical (como se fosse patrão de si mesmo) deu de ombros e pensou com seus botões: a empresa não vai fazer isso, é um “bode na sala”.
Só que a empresa fez. Entrou de fato na justiça para tentar reaver os valores, argumentando até mesmo que era juridicamente obrigada a fazer, sob pena de negligenciar os interesses da empresa na recuperação dos valores. Do dia para a noite, mais de sete mil petroleiros e petroleiras se viram sob a ameaça de devolver o que haviam recebido de modo justo e lícito.
Ainda que fosse apenas um “bode na sala”, não foi o Sindipetro-NF que o colocou, claro. Assim como é claro que o “bode” não sairia sozinho.
Então é vitória sim, e das maiúsculas, que o sindicato e a FUP tenham conseguido que a gestão da Petrobrás retirasse a ação de cobrança de devolução do RSR. Foram muitos meses de muito empenho jurídico, político e de mobilização, culminando com a Greve de 2025, para que isso acontecesse.
A categoria petroleira deve ter muita desconfiança daqueles que desdenham das conquistas do seu sindicato. No fundo, pelegos, oportunistas ou arrivistas de toda ordem torcem mais pelos “bodes” do patrão do que pelas vitórias coletivas dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Sigamos juntos, firmes e fortes contra todos os “bodes” da gestão.

Fórum cobra da Petros cumprimento de carta
Representantes do Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros tiveram reunião recente com a diretoria da Petros, para cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos na carta firmada no ACT, resultado da greve vitoriosa da categoria petroleira. O encontro teve como eixo central a cobrança de celeridade na implementação dos pontos pactuados, o acompanhamento do cronograma e o reforço da necessidade de a Petros estreitar sua relação com participantes e assistidos. Também foram abordadas questões relativas à estrutura de governança.
Solidariedade a MG
O Sindipetro-MG aderiu à Campanha do Comitê pela Cidadania, grupo de voluntariado de empregados da Petrobrás, e convoca toda a categoria a fazer contribuições para a compra de itens essenciais às necessidades dos atingidos pelas chuvas. A diretoria colegiada da entidade aprovou uma contribuição de 10 mil reais.
Onde doar
As contribuições para as comunidades de Minas Gerais podem ser feitas para o Comitê pela Cidadania, através da a chave PIX 74.068.818/0001-82. A arrecadação vai até o dia 6 de março. A destinação das doações será realizada conforme prioridades definidas por órgãos como a Defesa Civil e a Prefeitura de Juiz de Fora.
Prevenção
Diante das fortes chuvas que atingiram o Norte Fluminense, o Sindipetro-NF orientou a categoria e reforçou junto à Petrobrás o pedido para que os trabalhadores das bases da região fossem mantidos em regime de teletrabalho, como medida de proteção à integridade física da categoria. Os municípios de Macaé e Rio das Ostras registraram diversos pontos de alagamento, dificultando a mobilidade e colocando a população em risco.
De olho na P-54
O NF participou, no último dia 25, de reunião com a Petrobrás sobre a denúncia apresentada pela entidade sobre redução no efetivo da P-54. No último dia 9, a entidade havia informado à gestão que iria formalizar denúncia de que a gerência adotou práticas que colocam em risco a segurança operacional e a integridade física dos empregados. A empresa afirma que foi um caso isolado e o sindicato cobrou dados que comprovem essa versão.
Reembolso da Greve
O Sindipetro-NF abriu, no último dia 25, o prazo para solicitação de reembolso dos descontos salariais referentes à greve da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Sistema Petrobras, realizada em dezembro de 2025. A greve, que durou 16 dias, mobilizou trabalhadores da Petrobrás em todo o país e foi marcada por forte adesão. O prazo segue aberto até 3 de abril de 2026. Para realizar a solicitação, é necessário preencher o formulário disponível em link no site da entidade.
VOCÊ TEM QUE SABER
Greve leva a retirada de ação de devolução
Fruto da Greve de 2025 e das negociações da FUP e do Sindipetro-NF, a Petrobrás retirou a ação judicial que buscava a devolução dos valores pagos a 7048 empregados da empresa, a título de Repouso Semanal Remunerado (RSR). O sindicato foi notificado no último dia 25 a se manifestar sobre a decisão da empresa no processo e não se opôs.
“O Sindipetro-NF foi intimado para se posicionar sobre o pedido de desistência da Petrobrás. Nosso posicionamento favorável ao encerramento da ação já está nos autos do processo, agora é aguardar o encerramento com a devida extinção e arquivamento”, explica o advogado Carlos Eduardo Pimenta, que assessora o Sindipetro-NF.
Em 2024, a Petrobrás entrou com a ação para cobrar dos petroleiros e petroleiras a restituição de valores que a categoria havia recebido em decorrência de vitória judicial transitada em julgado. O sindicato, então, iniciou uma série de mobilizações, enfrentamentos jurídicos e negociações com a empresa para a reversão da cobrança.
Em audiência no Tribunal Regional do Trabalho, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2024, o sindicato expôs o absurdo que era a tentativa da empresa em querer a devolução de valores que foram recebidos de boa fé pelos trabalhadores.
Naquele momento, o coordenador do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, explicou ao presidente do TRT1, César Marques Carvalho, que haveria grande impacto financeiro na vida dos trabalhadores da ativa e aposentados, e que essa cobrança da Petrobrás era incoerente com a própria posição da empresa em outras situações, como no acordo de R$ 2 bilhões na Lava Jato.
Embora os passos jurídicos e de negociação tenham sido tomados ao longo de 2024 e 2025, a Greve do final do ano passado que foi decisiva para a superação do impasse. O tema foi um dos colocados em mesa de negociação para o encerramento do movimento, mostrando que as conquistas da categoria são resultado da luta.
Sindicatos têm reunião com gestão sobre desimplantes
Foi confirmada a data da reunião entre os sindicatos e a Petrobrás para tratar da situação dos desimplantes de trabalhadores. O encontro será realizado na próxima segunda-feira (09), às 11h, de forma presencial, no Edifício Sede (Edisen).
Participarão da reunião dois representantes do Sindipetro-NF, dois do Sindipetro-ES e um representante da FUP, garantindo a representação direta das bases envolvidas na discussão.
A confirmação da reunião representa um avanço na cobrança feita pelo sindicato, que agora espera que o encontro resulte em encaminhamentos concretos para suspender os desimplantes e estabelecer regras transparentes e negociadas para qualquer alteração de regime.
Atuação do Sindipetro-NF
Desde o início do processo de desimplantes, o Sindipetro-NF vem atuando de forma firme na defesa dos trabalhadores. A entidade protocolou ofícios cobrando a reversão dos desimplantes, a suspensão imediata dos processos em curso e a revisão dos critérios utilizados para definição e alteração de regimes de trabalho.
No Ofício nº 33/2026, encaminhado à companhia, o sindicato destacou que o tema está diretamente relacionado ao Acordo Coletivo de Trabalho 2025-2027, firmado após a greve de 16 dias em dezembro de 2025. O documento também reforça que as cartas compromisso homologadas no TST preveem a reavaliação de inconsistências nas mudanças de regime.
Além disso, o Sindipetro-NF denunciou os impactos dos desimplantes na vida dos trabalhadores, como prejuízos financeiros sem planejamento, alterações abruptas na rotina de trabalho e reflexos na vida pessoal e profissional, apontando ainda a ausência de negociação prévia com as entidades sindicais.
O Sindipetro-NF seguirá acompanhando de perto a situação e manterá a categoria informada sobre os desdobramentos.
Assembleia elege Junta nesta quarta
Publicado no último dia 27, no site do Sindipetro-NF e em edição extra do Nascente, o edital de convocação de assembleia para eleição da Junta Eleitoral, que ficará responsável por coordenar os trabalhos do pleito sindical neste ano. A assembleia acontece nesta quarta-feira (04), às 10h, na sede do sindicato, em Macaé.
Para garantir a participação dos trabalhadores e trabalhadoras de Campos dos Goytacazes, o sindicato disponibilizou ônibus com saída às 7h30, de Campos para Macaé (com vagas reservadas pelo telefone 22-98178-0079).
A assembleia definirá o número de integrantes da Junta Eleitoral — que pode variar de três a sete membros — e realizará a eleição dos seus componentes. Podem participar da assembleia e integrar a Junta Eleitoral apenas os filiados e filiadas ao Sindipetro-NF há pelo menos 180 dias antes da data da assembleia (até 05/09/2025), com as contribuições mensais ininterruptas e em dia.
O acesso à sede será permitido exclusivamente aos aptos a votar, além de eventuais acompanhantes de pessoas com necessidades especiais (estes poderão ingressar na sede, mas não no teatro, local de votação), bem como funcionários e diretores envolvidos na organização da assembleia.
Eleição 2026/2029
O processo eleitoral escolherá a Diretoria Colegiada e o Conselho Fiscal para o mandato 2026/2029. O calendário completo do pleito será definido pela Junta Eleitoral após sua constituição.
O Sindipetro-NF reforça a importância da participação ativa da categoria em todas as etapas do processo eleitoral, como demonstração de unidade, força coletiva e compromisso com a democracia sindical.
SAIDEIRA
Luta contra violência e pelas pautas das trabalhadoras
André Accarini / Da Imprensa da CUT
Em 2026, o Mês Internacional da Mulher acontece no contexto de que, de uma vez por todas, a violência contra a mulher tem que acabar. Com índices de feminicídios crescentes não basta apenas o poder público ter iniciativas, elaborar políticas públicas e planos de ação. É crucial que a própria sociedade assuma a corresponsabilidade no combate a esse tipo de violência: o parente próximo, o amigo, o vizinho, todos quem presenciam ou desconfiam de abusos tem de agir para que os agressores sejam punidos.
“Não se trata de fazer justiça com as próprias mãos e sim de denunciar, acolher a mulher, afastá-la, tirá-la do ambiente tóxico e violento em que eventualmente viva. Quem tem conhecimento de todo e qualquer caso, deve denunciar, acolher, proteger e encaminhar essa mulher para fora da situação de perigo”, diz a secretária da Mulher Trabalhadora CUT, Amanda Corcino.
Entre as bandeiras de luta da CUT para o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher – além do fim da escala 6×1, da soberania dos povos e de uma maior representação política feminina, está o fim do feminicídio.
O Brasil fechou 2025 com cerca de 1.470 feminicídios – média de quatro mulheres assassinadas por dia. Mais de 1 milhão de novos processos de violência doméstica ingressaram no Judiciário. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher aponta que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar no último ano. Em 71% dos casos havia crianças presentes. A casa segue como o principal local da violência.
O primeiro eixo de mobilização da CUT neste março é direto: defender a vida das mulheres. A central denuncia que 2025 foi o ano mais letal desde que o feminicídio foi tipificado, em 2015. Destaca também que a impunidade e a desigualdade econômica dificultam o enfrentamento da violência e que o assédio moral e sexual no trabalho empurra muitas mulheres para o adoecimento ou para o desemprego.
Além da luta contra a barbárie que vitima mulheres, ao longo de março, a CUT e sindicatos filiados promoverão seminários, rodas de conversa, atos públicos, debates em locais de trabalho e campanhas de conscientização para ampliar informação e fortalecer redes de proteção, com as seguintes pautas: Mais Mulheres na Política; Fim da Escala 6×1 e Justiça no Mundo do Trabalho; Soberania dos povos; Corresponsabilidade no Trabalho de Cuidados.
Atividades do Sindipetro-NF
O Sindipetro-NF vai divulgar, em breve, a sua programação para o Mês da Mulher. A previsão é a de participação em atos públicos, realização de rodas de conversa e de atividades culturais.
NORMANDO
O cavalo e o pedófilo
Normando Rodrigues*
Na época em que o imperador pedófilo Calígula nomeou o cavalo Incitatus senador romano, Teerã existia apenas como aldeia. E Washington, capital, era território de caça do trucidado povo Anacostia.
Hoje, quando a pedofilocracia dos EUA e a teocracia atômica de Israel atacam a teocracia iraniana, o Senado da República do Brasil conta com uma verdadeira cavalaria eleita para 8 anos de espetáculos equestres.
Em meio à manada, destaca-se o de nome romano Flavius, pelo extraordinário enriquecimento ilícito, advindo da apropriação de recursos públicos via “rachadinhas” e via empréstimo inédito e inexplicável, presente do quasímodo que ocupa o palácio do Buriti, sede do governo do DF.
F. Incitatus é apenas um dos vários que defendem o Brasil enquanto “estado-livre-associado” (nome pomposo que os EUA aplicam à sua colônia caribenha, Porto Rico) do império pedofilocrata. A lista de assumidos traidores inclui os Zemas, Tarcisios, Eduardo-Leites e, obviamente, todo o clã bolsonazi.
Acumpliciado aos comedores de criancinhas (em diversos sentidos), F. Incitatus tomou-se de ira ante a condenação do Brasil ao ataque contra Teerã.
Como quase todo equino, F. Incitatus é binário na compreensão da realidade. Ou há alfafa, ou não há alfafa. Ou escoiceia, ou não dá coice.
É inimaginável para a mente de F. Incitatus a possibilidade de se reprovar o regime de Teerã e ao mesmo tempo condenar o ataque terrorista empreendido por Trump e Netanyahu, linha adotada por estadistas notáveis como o chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez, e até mesmo por senadores e representantes do partido do pedófilo Trump.
Defender o pedófilo, e indiretamente a pedofilia, é porém uma questão de princípios para o filho daquele ser deplorável, preso com 40 anos de atraso, que se orgulha de ter “pintado um clima” entre ele e garotas refugiadas venezuelanas.
Há aqui um denominador comum. As fragilizadas meninas venezuelanas foram objeto aos olhos do Jair, tanto quanto a menina transsexual “utilizada” por F. Incitatus; as meninas da rede de pedofilia de Epstein para Trump e outros; as meninas de Gaza para Netanyahu; as meninas da “Festa da Cueca” para Sérgio Moro; e as meninas ucranianas, russas e bielorrussas nos “eventos” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Todo o resto da humanidade não passa de meio, de instrumento, de rebanho, para a satisfação dos prazeres inconfessáveis dos ricos.
É esta a “razão” de fundo que faz F. Incitatus se irmanar a pedófilos, algozes e genocidas.
E, pela mesmíssima “razão”, F. Incitatus se mobiliza para defender a escala de trabalho 6×1 e para subir a rampa do Palácio do Planalto, em solene cerimônia coreografada a oito cascos, ao lado do pai.
* Assessor jurídico do Sindipetro-NF e da FUP. [email protected]
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