A Petrobrás anunciou nesta semana que exerceu o direito de preferência para reassumir 100% de participação nos campos de Tartaruga Verde e no Módulo III de Espadarte, localizados na Bacia de Campos. A decisão marca uma mudança importante na estratégia da companhia e reforça a retomada de ativos considerados estratégicos.
A operação foi destacada pela representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da empresa, Rosangela Buzanelli, como um movimento de grande relevância para o futuro da estatal.
“Reassumir a integralidade dos campos que a Petrobrás descobriu e desenvolveu sozinha, assumindo todos os riscos, é mais do que um ótimo negócio: é uma reparação histórica”, afirmou em seu blog.
Os campos haviam sido parcialmente vendidos durante a gestão de Pedro Parente, no governo Temer, quando 50% das participações foram transferidas para a empresa malaia Petronas, em uma operação classificada à época como parceria estratégica.
Segundo Buzanelli, que acompanhou o desenvolvimento do campo de Tartaruga Verde desde a fase de declaração de comercialidade, a retomada simboliza também o reconhecimento dos investimentos realizados pela própria Petrobrás ao longo dos anos.
“Foram anos de investimentos e assunção de riscos para descobrir e desenvolver esses campos. Retomar esses ativos é reafirmar o papel estratégico da companhia”, destacou.
A decisão está alinhada ao plano de negócios da empresa, que prioriza ativos de maior geração de valor e busca fortalecer a resiliência econômica e ambiental da companhia. No entanto, a conselheira ressalta que o conceito de valor vai além dos indicadores financeiros.
“Valor não se mede apenas em dólares. Ele se mede em soberania, planejamento estratégico e segurança energética”, pontuou.
Para a representante dos trabalhadores, a medida também dialoga com a missão histórica da Petrobrás, ligada ao interesse público e à garantia do abastecimento energético do país.
“A reconstrução da Petrobrás passa por voltar a atuar de forma integrada e verticalizada, garantindo a soberania energética e atendendo ao interesse coletivo que motivou a sua criação”, concluiu.
A retomada integral dos campos na Bacia de Campos é vista pela conselheira, assim como pelo Sindipetro-NF, como um passo importante no reposicionamento da Petrobrás como empresa pública, com impactos positivos tanto econômicos quanto estratégicos para o setor de energia no Brasil.





