Petrobrás e subsidiárias apresentam resultados para quitação da PLR 2025

Da Imprensa da FUP – Em reunião na tarde desta sexta-feira, 10, com a FUP e seus sindicatos, as empresas do Sistema Petrobrás apresentaram o resultado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente ao exercício de 2025. A holding informou que os trabalhadores e trabalhadoras atingiram todos os indicadores e metas, o que garantirá a distribuição de R$ 3,59 bilhões, um aumento de 52% em relação a 2024. Esse montante equivale a 3,26% do lucro líquido e a 7,95% dos dividendos pagos aos acionistas. Os petroleiros receberão o maior piso de PLR já pago na história da empresa, um valor que chega a 10 remunerações para os salários mais baixos.

Somando os valores provisionados da PLR e para o PRD, a Petrobrás pagará um total de R$ 6,8 bilhões em remuneração variável, o que representa 6,19% do lucro líquido e 16,55% em relação aos dividendos. Considerado a soma da PLR e do PRD, a relação piso e teto chega a 12,4 vezes, enquanto na PLR, a diferença entre o menor e o maior valor pago é de 4 vezes.

A FUP destacou que, apesar do montante da PLR ter tido um significativo aumento em relação aos anos anteriores, principalmente, comparado aos governos Temer e Bolsonaro, a gestão ainda destina um valor expressivo para o PRD, cujos critérios de pagamento não são negociados coletivamente com as representações sindicais. As lideranças sindicais ressaltaram que isso reforça ainda mais a desigualdade salarial no Sistema Petrobrás, que hoje gira em torno de 31 vezes, considerando a diferença entre a menor e a maior remuneração mensal praticada na companhia. Nos governos petistas anteriores ao golpe, essa diferença era de 20 vezes.

Por meio da negociação coletiva das PLRs 2024 e 2025, a FUP e seus sindicatos conseguiram ampliar o montante distribuído e reduzir a diferença entre o menor e o maior valor pago. Por isso é tão importante garantir a negociação coletiva de toda forma de remuneração variável. Mesmo com os avanços dos percentuais em relação aos dividendos e ao lucro líquido, a categoria ainda não retornou aos patamares que tinha conquistado nos governos progressistas, antes do golpe de 2014, quando a média do montante da PLR equivalia a 4,5% do lucro líquido. Além disso, não havia premiação individual. Toda remuneração variável era negociada e pactuada nos acordos coletivos de PLR, o que garantia uma distribuição mais equânime e de forma unitária para todos os trabalhadores do Sistema.

A FUP novamente enfatizou a importância de se fortalecer a PLR como principal instrumento de remuneração variável e avançar na negociação coletiva, pois trata-se da distribuição da riqueza gerada por todos os trabalhadores e trabalhadoras. As lideranças sindicais reforçaram a pauta histórica da categoria: uma PLR linear, máxima e única para todo o Sistema Petrobrás.

A Petrobrás informou que a Assembleia Geral dos Acionistas vai aprovar o provisionamento da PLR no próximo dia 16 e a data prevista para a quitação é 29 de maio.

Subsidiárias

Assim como a holding, a Transpetro afirmou que todos os indicadores da PLR foram atingidos pelos trabalhadores, mas que, em função da limitação do provisionamento em relação ao lucro líquido, a empresa complementará o pagamento com o PRD. Sendo assim, 18% do montante será pago como PLR e 82%, como PRD.

A Termobahia informou que foram atingidos 95% dos indicadores e todos os gatilhos para o pagamento da PLR e que, portanto, seguirá as mesmas regras e critérios da Petrobrás, mas que ainda depende da aprovação do Conselho de Administração, que reúne-se no próximo dia 17.

A PBio não tem PLR, somente o PRD, e ainda depende da aprovação das demonstrações contábeis pela diretoria da subsidiária, cuja reunião será realizada na quarta-feira, 15.

A TBG explicou que a divulgação dos resultados da empresa ainda será feita no dia 27 de abril e que o provisionamento para a PLR e PRD depende da aprovação do Conselho de Administração, que se reunirá no dia 15/05.

Já na Ansa, o pagamento será feito em forma de abono em outubro.

A FUP tornou a criticar o tratamento diferenciado da PLR pelas subsidiárias, destacando que essa divisão está na contramão da proposta da categoria para fortalecer o Sistema Petrobrás. Os lucros e os resultados da empresa são decorrentes do trabalho coletivo de todos os trabalhadores e trabalhadoras e, portanto, a destinação da riqueza gerada deve ser negociada coletivamente e distribuída de forma unitária para toda a categoria.

As direções sindicais também questionaram o discurso alarmista da gestão da Petrobrás no ano passado, que impôs aos trabalhadores um plano de austeridade desnecessário, usando como argumento a queda dos preços do barril do petróleo, uma situação conjuntural que não se sustentou. “Não se pode impor uma política recessiva em função de situações conjunturais em uma indústria que é suscetível a elementos da geopolítica, que não estão sob o controle da Petrobrás, nem dos trabalhadores”, afirmou o diretor da FUP.