Da Imprensa da FUP – Aconteceu na tarde desta terça-feira (28), a primeira reunião da Comissão de Anistia, que tratou sobre as últimas atualizações das pendências dos casos dos empregados da empresa anistiados por Lei, que ainda estão sofrendo as consequências de medidas arbitrárias tomadas pelas gestões anteriores da companhia.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apresentou ao RH da empresa, uma lista detalhada de reivindicações, onde cita os casos Estado por Estado que ainda têm pendências e precisam de revisão por parte da gestão da companhia. Paulo Neves, diretor de comunicação da Federação, que coordena a Comissão em representação da entidade, afirmou: “A FUP reconhece os avanços que tem acontecido no sentido de garantir os direitos validados por lei, esforços que os próprios anistiados reconhecem, assim como também os avanços conquistados no Acordo Coletivo, que permitem ampliar o olhar para as demissões políticas dos últimos anos”.
Porém, acrescenta: “Entendemos que precisamos avançar rumo a uma anistia ampla, total e irrestrita, que permita o retorno de todos os trabalhadores que foram demitidos injustamente em processos de privatização e fechamentos de fábrica, assim como também no exercício do direito de greve e do mandato sindical”.
A empresa se comprometeu a dar o retorno antes do prazo de três meses previsto, e realizou alguns esclarecimentos legais sobre alguns dos processos em andamento. No final da reunião, o depoimento do petroleiro Alessandro Trindade, demitido durante o governo Bolsonaro, deu o tom dos importantes debates que a Comissão de Anistia tem pela frente: “Essa casa aqui quase destruiu minha vida, eu perdi plano de saúde, escola dos meus filhos, mas não perdi meu lar e minha dignidade porque tinha o sindicato do meu lado. Graças a deus estou vivo. Eu pensava que não ia voltar a receber meu crachá e meu jaleco, minha esposa e minha mãe não acreditava que fosse retornar para a companhia. Alguns ainda sonham com voltar à companhia, e muitos acabam falecendo, é uma situação muito triste que precisa ser resolvida”.
Trindade ficou três anos, quatro meses e 18 dias fora da empresa, após ser demitido, em junho de 2021, por entregar comida na ocupação 1° de maio – Campo dos Refugiados, que ocorria num terreno da Petrobrás na zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo o depoimento do petroleiro na comissão, “Só voltei pelas urnas, porque escolhemos a mudança para que essa empresa continue a existir e voltei somando o empenho de vocês, o empenho da Federação e da Central”. Trindade afirma: “Precisamos de uma Petrobrás forte, a continuidade desse projeto, uma Petrobrás justa que olhe para seus trabalhadores”.



