Diante da morosidade da empresa, executiva da FUP convoca novo Conselho Deliberativo para definir ações
[Da Comunicação da FUP]
Mesmo acordado na última negociação coletiva e colocado permanentemente como pauta prioritária pela categoria petroleira, a gestão da Petrobrás continua sem apresentar um calendário para a retomada das negociações sobre o Plano de Cargos e Salários dos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) está fazendo sua parte, suspendeu as ações judiciais que envolvem o plano de cargos e está cobrando a retomada do diálogo sobre a pauta, para a qual tem propostas concretas.
Diante da morosidade da empresa, a FUP cobrou, em documento enviado no dia 24 de abril, uma resposta para o assunto, mas até agora não obteve resposta.
“O Plano de Cargos e Salários é uma pauta prioritária da categoria petroleira. A gente tem colocado isso com muita clareza em todas as mesas de negociação, por tanto, a Petrobrás sabe muito bem que essa morosidade é inaceitável considerando o que foi acordado na última negociação coletiva”, afirma a coordenadora geral em exercício da FUP, Cibele Vieira. E acrescenta: “Frente a essa atitude da empresa, estamos convocando um novo Conselho Deliberativo da federação e dos sindicatos para o dia 27/05, e já orientamos os sindicatos debaterem localmente para que o CD seja efetivo, e decidir quais serão os próximos passos e ações a serem tomadas para avançar na negociação”.
Uma história de luta
A demanda de um Plano de Cargos não é de hoje, é uma luta que a FUP tem colocado como prioritária, e que tem sido negociada durante os anos de 2024 e 2025, até o momento sem maiores avanços. Porém, durante as negociações do ACT 2025-2027, foi acordado entre a FUP e a gestão da empresa que seriam retomadas as negociações. Não é por falta de propostas que essa questão não avança.
A categoria petroleira tem uma proposta concreta e consensuada para o Plano de Cargos e Salários, aprovada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) em seminário unitário realizado em março de 2025. Essa proposta contempla as principais reivindicações de ambas federações, tendo como pilares a construção de um plano único e integrado para todo o Sistema Petrobrás, que corrija as distorções impostas pela empresa, repare as injustiças geradas pelas discriminações entre o PCAC e o PCR e garanta mobilidade de forma democrática, justa e com respeito à diversidade para todos os trabalhadores e trabalhadoras. Vários desses insumos foram recolhidos pela FUP em pesquisa lançada entre os trabalhadores da holding e das subsidiárias em agosto de 2024.
A proposta da categoria busca a isonomia da tabela salarial para todo o Sistema, mecanismos democráticos de mobilidade com valorização e capacitação dos trabalhadores, resgate do avanço de nível automático com aplicação retroativa para quem está no PCAC e no PCR, reparação das injustiças sofridas pelos trabalhadores que não aderiram ao PCR e que sofreram perseguições políticas por parte dos gestores, entre outras premissas que já haviam sido deliberadas nos fóruns da categoria.



