NF cobra solução para desimplantes em reunião com gestão da Petrobrás e denuncia “economia de palito” às custas dos trabalhadores

A diretoria do Sindipetro-NF se reuniu, na tarde desta quinta-feira (21), com a gestão local da Petrobrás para discutir os desimplantes que vêm atingindo trabalhadores da companhia e gerando forte insatisfação na categoria. Durante a reunião, o sindicato denunciou a falta de transparência da empresa, cobrou critérios objetivos para os desimplantes e criticou a condução do processo pelo RH corporativo da Petrobrás.

Segundo as informações apresentadas pela empresa, apenas um novo caso foi revertido até o momento, com reimplantação do trabalhador por meio de transferência de unidade. Para o Sindipetro-NF, o resultado é insuficiente diante da gravidade do problema e do número de trabalhadores afetados.

O sindicato também questionou a ausência de critérios claros para os desimplantes e cobrou explicações sobre a metodologia utilizada pela companhia para definir quem permanece ou não implantado. A direção do Sindipetro-NF classifica a situação como absurda e critica duramente a postura da companhia.

Para a entidade, é um absurdo a maior empresa do Brasil, a petrolífera mais lucrativa do planeta neste primeiro trimestre, fazer economia de palito em cima do adicional dos trabalhadores. Isso é uma política equivocada e contraditória com tudo o que o governo Lula defende.

O sindicato adverte que além de afetar diretamente a vida pessoal dos trabalhadores, os desimplantes também provocam impactos operacionais e de segurança. A empresa não apresenta critérios, não dialoga sobre a metodologia e cria problemas para o operacional na ponta, afetando segurança, saúde mental e a própria organização do trabalho.

Falta de efetivo

Durante a reunião, o sindicato voltou a denunciar problemas relacionados à falta de efetivo, excesso de horas extras e dificuldades nas unidades operacionais. A entidade também defendeu a ampliação das transferências como alternativa para minimizar os impactos dos desimplantes, especialmente em unidades que enfrentam déficit de pessoal.

De acordo com o coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, que participou da reunião, há situações consideradas injustificáveis pela entidade, como trabalhadores que seguem embarcando regularmente, sem possibilidade real de atuação em terra, mas que ainda assim não são implantados.

O sindicato tem verificado que há trabalhadores que embarcam frequentemente, sem ter outra realidade de trabalho possível, e mesmo assim não está implantado.

Nova reposta em 15 dias

Ao final da reunião, o sindicato apresentou uma nova lista de prioridades e a Petrobrás assumiu o compromisso de analisar os casos e apresentar resposta em até 15 dias após o envio formal da documentação pela entidade, que deverá ocorrer até esta sexta-feira.

O Sindipetro-NF informou ainda que seguirá com a cobrança de soluções nas reuniões corporativas conduzidas pela FUP e reforçou que manterá a pressão por mais transparência e respeito aos trabalhadores.