A iniciativa busca viabilizar o financiamento, pela Petrobrás, de um amplo programa de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a produção de fertilizantes e bioinsumos (Biofertilizantes) e Potássio, além de outras cadeias produtivas de alto valor agregado.
Segundo Tezeu Bezerra, a proposta vem sendo construída de forma articulada entre diferentes órgãos governamentais e instituições de pesquisa, com foco na soberania produtiva, no desenvolvimento sustentável e na geração de renda para comunidades tradicionais. “Iniciativas que articulam pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e participação das comunidades tradicionais representam caminhos estratégicos para ampliar a soberania nacional e criar alternativas sustentáveis para o desenvolvimento econômico do país.” Afirmou.
O projeto prevê impactos sociais e econômicos relevantes. A expectativa é beneficiar cerca de 5 mil famílias ligadas à atividade pesqueira, criando novas oportunidades de trabalho e renda por meio da produção e do manejo sustentável de algas. Além disso, a iniciativa poderá contribuir para reduzir a dependência externa do Brasil em relação ao potássio, insumo estratégico para a produção de fertilizantes.
O debate já se encontra em estágio avançado e conta com a participação de importantes agentes públicos, entre eles a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Durante o workshop, foram apresentados estudos, estratégias e tecnologias sociais voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva das algas, que dialogam com os desafios da transição energética justa e do desenvolvimento sustentável, ao estimular soluções inovadoras que associam preservação ambiental, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional.


