O Sindipetro-NF recebeu uma moção de repúdio assinada por mais de 30 petroleiras e petroleiros recém-contratados da Petrobrás que atuam na plataforma P-56. Os trabalhadores denunciam que, apesar de embarcarem há cerca de um ano e desempenharem atividades offshore, ainda não foram enquadrados no regime, sem a implantação formal no regime de trabalho correspondente às suas funções.
Para a entidade, a situação evidencia uma preocupante descoordenação da Petrobrás na gestão de seus efetivos. Enquanto trabalhadores aguardam há meses a regularização de implantes, a empresa também vem sendo cobrada pelo sindicato em razão de desimplantes arbitrários e injustificados em outras unidades operacionais da Bacia de Campos.
Na moção, os empregados afirmam que a Petrobrás, a Gerência de Recursos Humanos e a Gerência da Bacia de Campos descumprem o padrão interno PP-1PBR-00515, que trata da mudança de regime de trabalho para empregados que passam a atuar em unidades offshore.
Os trabalhadores também destacam o constrangimento de exercerem as mesmas atividades que colegas embarcados, mas sem usufruir dos mesmos direitos. “É bastante desconfortável nós estarmos exercendo nossas atividades offshore, onde uma parcela da equipe usufrui dos direitos que lhe é devida e a outra não”, afirmam.
O documento questiona ainda como uma empresa do porte da Petrobrás pode deixar de cumprir suas próprias normas internas e os princípios de isonomia e equidade que afirma defender: “Como pode a maior e mais lucrativa empresa do país não cumprir o seu próprio padrão? Como ficam a isonomia e a equidade de tratamento da força de trabalho que é apregoada pela empresa em seus canais internos e externos de publicidade? E o código de conduta ética?”.
O Sindipetro-NF reforça a cobrança para que a Petrobrás regularize imediatamente a situação dos trabalhadores da P-56, promovendo os implantes pendentes e assegurando os direitos previstos para quem atua em regime offshore.
O sindicato orienta petroleiras e petroleiros de outras unidades que estejam enfrentando situação semelhante a encaminharem relatos para o e-mail [email protected].
Confira a íntegra da Moção de Repúdio da P-65
Moção de repúdio P-56


