O Sindipetro-NF participa, nesta terça-feira (14) e quarta-feira (15), da 17ª Conferência Municipal de Saúde de Macaé, realizada na Câmara de Vereadores, contribuindo para os debates sobre os rumos da saúde pública e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do povo é cuidar do Brasil”, o encontro reúne gestores, trabalhadores da saúde, usuários do sistema e representantes da sociedade civil organizada.
A participação do sindicato ocorre por meio da atuação do diretor Benes Júnior, que integra a coordenação adjunta da organização da conferência, do dirigente da CNQ (Confederação Nacional dos Químicos) Antônio Carlos Bahia, e da assistente social do Sindipetro-NF, Daniele Araújo, responsável pela mediação da mesa do Eixo I — Democracia, Saúde como Direito e Soberania Nacional.
Além da presença nos debates e na organização do evento, o Sindipetro-NF também apoiou a realização da conferência por meio da produção dos materiais de comunicação impressa, como banners, faixas, camisas e crachás utilizados pelos participantes.
A conferência constitui a etapa municipal da 18ª Conferência Nacional de Saúde e tem entre seus objetivos construir propostas para o fortalecimento do SUS, além de eleger os delegados que representarão Macaé na etapa estadual do processo de debates sobre as políticas públicas de saúde.
Os debates estão organizados em quatro eixos temáticos: democracia e soberania nacional; financiamento adequado do SUS; emergências climáticas e justiça socioambiental; e modelos de atenção e gestão do sistema de saúde.
Participação popular
Para o diretor do Sindipetro-NF, Benes Júnior, a participação popular é condição fundamental para garantir um sistema público de saúde cada vez mais forte e democrático. “É muito importante a participação da sociedade civil e movimentos populares na construção das pautas de investimento na saúde. O SUS é nosso, precisamos lutar para continuar sendo de todos”, afirma.
Benes destaca ainda que as conferências cumprem um papel estratégico ao levar a voz da população para os espaços de formulação das políticas públicas: “As conferências trazem a voz do povo, dos usuários do sistema, para a elaboração das pautas que serão levadas às conferências estadual e nacional, ajudando a estabelecer as diretrizes para o futuro do SUS.”
Representando a CNQ e atuando na área de saúde da confederação, Antônio Carlos Bahia também participou das atividades e ressaltou a importância da escuta popular na definição das prioridades da saúde pública. “Democracia é escuta. A gente precisa ser escutado no território para que quem esteja com a caneta na mão possa saber o que vai fazer. Na realidade, o que a gente vê é que muitas vezes as pessoas estão tentando adivinhar o que a sociedade precisa, sem escutar a sociedade”, adverte.
Bahia também relacionou o debate sobre soberania à necessidade de fortalecimento da estrutura pública do sistema de saúde: “Soberania é aquele que tem o poder cuidar do povo. Então por que o SUS está sendo terceirizado? Por que não tem concurso público?”
A conferência se encerra nesta quarta-feira (15), com a consolidação das propostas apresentadas nos grupos de trabalho e a eleição da delegação de Macaé para a 10ª Conferência Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. O processo respeita a participação paritária entre usuários, trabalhadores da saúde, gestores e prestadores de serviço, fortalecendo o controle social e a construção democrática das políticas públicas de saúde.
[Foto: Reprodução Vídeo / Jucélia Grativol – Sindipetro-NF]


