[Da comunicação da FUP]
Em reunião nesta quinta-feira, 30, com a FUP e seus sindicatos, a gerência de RH da Petrobrás apresentou a primeira proposta da empresa para o novo plano de cargos e salários, conforme compromisso assumido no encerramento da greve de dezembro de 2025. Os pontos apresentados foram referentes à estruturação das carreiras e à mobilidade interna, sem qualquer menção à progressão salarial. Além disso, apesar das gerências das subsidiárias estarem presentes à reunião, somente a Transpetro anunciou que acompanha a proposta da holding.
Os dirigentes da FUP e dos sindicatos fizeram uma série de questionamentos, reafirmando que a pauta central da categoria é um só plano de cargos e salários para todo o Sistema Petrobrás, com regras transparentes e democráticas, que valorizem os trabalhadores e as trabalhadoras, promovendo equidade e diversidade. Outro ponto central é a reparação das distorções causadas pela imposição do PCR.
Como reforçado na reunião, é fundamental que a empresa leve em conta as pautas que a FUP apresentou no GT para unificação dos planos, tendo como referência o PCAC, que foi o único plano de cargos e carreiras negociado com as representações sindicais ao longo de toda a história do Sistema Petrobrás. Os próprios representantes da empresa admitiram, na apresentação da proposta, que o PCR foi implantado “em um contexto de desinvestimentos” e, portanto, desenhado para facilitar o desmonte da empresa, o que não condiz com a realidade atual de reconstrução da estatal.
Na avaliação das direções sindicais, a primeira proposta da Petrobrás é o pontapé inicial para aprofundar os pontos que a empresa apresentou para estruturação das carreiras e avançar nas demais pautas. Ainda faltam propostas para progressão nas carreiras, reparações para os trabalhadores que permaneceram no PCAC, além da garantia de extensão para as subsidiárias. Todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema precisam ser contemplados no processo de negociação do novo plano de cargos e salários.
“Para caminharmos para um único plano de cargos e carreiras, precisamos ter as propostas das subsidiárias e tratar de pautas específicas para quem ficou no PCAC, como a garantia de que não haverá perseguição contra esses trabalhadores nas transferências e a isonomia no avanço de nível por mérito”, afirmou a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.
A FUP aguarda as propostas das subsidiárias para fazer uma avaliação global e definir os próximos passos para avançar na negociação sobre a progressão e demais pontos apresentados pela categoria para o novo plano de cargos e salários do Sistema Petrobrás.


