Após pressão do movimento sindical, Petrobrás afirma que avaliação de GD não será usada como critério para desimplantes

Após a atuação do movimento sindical petroleiro, a Petrobrás formalizou o entendimento de que resultados pontuais da avaliação de Gestão de Desempenho (GD) não podem ser utilizados como critério para definir mudanças nos regimes especiais de trabalho, incluindo os desimplantes. O posicionamento foi encaminhado pela empresa à FUP nesta quinta-feira (13), por meio da carta RH/RS 158/2026, em resposta às preocupações apresentadas pelas entidades sindicais após a divulgação de informações relacionadas aos critérios para atuação dos trabalhadores em regimes especiais no E&P.

No documento, a Petrobrás afirma que a atuação dos empregados em regime especial deve ser considerada a partir do histórico profissional e da capacidade do empregado para exercer as atividades inerentes ao regime especial. A empresa faz, em seguida, uma distinção ao afirmar que esse entendimento “não se confunde com resultados pontuais e circunstanciais de processos de Gestão de Desempenho (GD)”.

Na prática, o posicionamento formal da empresa representa um avanço importante na luta sindical contra critérios que poderiam resultar em mudanças de regime de trabalho a partir de avaliações pontuais de desempenho. O entendimento reforça que decisões com impactos profundos sobre a vida profissional, familiar e material dos trabalhadores não devem estar subordinadas a resultados circunstanciais de um processo de avaliação.

Vitória da mobilização sindical

O esclarecimento ocorre depois de uma série de iniciativas do movimento sindical para questionar os critérios relacionados aos desimplantes e cobrar transparência da Petrobrás. O Sindipetro-NF e a FUP vinham pressionando a empresa para esclarecer a utilização de critérios de Gestão de Desempenho nas decisões envolvendo os regimes especiais.

Para o Sindipetro-NF, a formalização desse entendimento é uma vitória do movimento sindical petroleiro, que avança na construção de critérios mais justos para os processos que envolvem mudanças nos regimes de trabalho.

A luta contra os desimplantes arbitrários continua, mas o reconhecimento formal de que avaliações pontuais de GD não podem servir como critério para essas decisões representa um passo importante na defesa dos trabalhadores. Afinal, mudanças no regime de trabalho podem interferir diretamente na renda e na organização da familiar dos petroleiros e petroleiras.

O Sindipetro-NF seguirá acompanhando a aplicação desse entendimento e cobrando que nenhum trabalhador seja prejudicado por critérios inadequados ou decisões que desconsiderem sua trajetória profissional e as condições concretas de sua vida e de seu trabalho.