Confira calendário e participe das assembleias do ACT nesta semana com indicativo de mobilização

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Depois de uma rodada de negociações em que a gestão da Petrobrás se comportou de modo vergonhoso, praticamente repetindo a contraproposta que já foi rejeitada em assembleias massivas da categoria petroleira, os petroleiros e petroleiras da empresa voltam às assembleias nesta semana (confira calendário abaixo) para avaliar indicativos do Conselho Deliberativo da FUP, que reúne as representações de todos os sindicatos filiados.

De tão indecente, a contraproposta da Petrobrás foi rejeitada pelo CD, sem necessidade de nova avaliação pela categoria. Em lugar disso, assembleias foram convocadas justamente para aprovar um calendário de mobilizações sobre esse desrespeito da empresa, além do repúdio e denúncia contra os ataques à autonomia e à liberdade sindical e aprovação de manifesto em defesa da democracia e do respeito aos resultados das eleições 2022 (veja abaixo).

Pela liberdade sindical

O Sindipetro-NF destaca, sobre este segundo ponto, a importância da categoria não aceitar e não normalizar uma série de atitudes da gestão bolsonarista da Petrobrás que busca enfraquecer a representação dos trabalhadores e trabalhadoras — e, consequentemente, o seu poder de pressão por direitos. Têm sido frequentes os episódios em que dirigentes sindicais são barrados nas bases da região e continuam impedidos de entrar nas salas de controle remoto. Também tem sido vista uma tentativa de criminalização do movimento sindical, com policiais filmando as assembleias da categoria, como aconteceu recentemente na base de Cabiúnas.

Este cenário de desprezo da empresa pelos seus trabalhadores, coação à ação sindical e criação de uma ambiência golpista por parte do governo federal merece a atenção constante da categoria, mostrando-se unida e pronta para a mobilização. Por isso, o NF reforça que é muito importante a participação de todos e todas nas assembleias.

Calendário de assembleias

Cabiúnas:
Grupo C: 25/07 às 19h
ADM: 26/07 às 07h
Grupo E: 26/07 às 07h
Grupo D: 26/07 às 19h
Grupo A: 28/07 às 07h
Grupo B: 30/07 às 07h

Porto do Açu: 27/07 e 30/07 às 07h

Parque de Tubos:
ADM: 26/07 à 28/07 às 13h, na Igrejinha
Turno: 26/07 e 29/07 às 18h (Entrada no turno) 19h30 (Saída do turno)

Imbetiba (entrada da Praia Campista):
ADM: 26/07 à 28/07 às 13h
Turno: 26/07 e 29/07 às 18h (Entrada no turno) 19h30 (Saída do turno)

Plataformas: 23/07 à 31/07 (entrega das atas até dia 01/08 às 12h).
Sede Campos: 27/07 às 10h
Sede Macaé: 28/07 às 10h

Pontos de Pauta

I) Aprovação de um Calendário de mobilizações, durante toda a negociação do ACT;

II) Aprovação de Repúdio e denúncia contra os ataques à autonomia e à liberdade sindical;

III) Aprovação de Manifesto em defesa da democracia e do respeito aos resultados das eleições de 2022.

Edital de convocação das assembleias

NF - ACT 2022 (2ª Rodada)

Manifesto pela Democracia

Entre o golpe e a urna, votamos na urna! Em defesa das eleições! Um manifesto da categoria petroleira

Nós, petroleiros e petroleiras de todo o Brasil, de todas as regiões, de todas as cores, orientações sexuais, religiões e ideologias, manifestamos nosso apoio e nossa defesa incondicionais das eleições de outubro de 2022 e da democracia.

Está em curso uma tentativa de golpe em nosso país. Perpetrada pelo dublê de presidente da República, Jair Bolsonaro, e por sua cúpula governamental – generais sem respaldo nas Forças Armadas, empresários entreguistas, neoliberais e fundamentalistas religiosos.

Ao que tudo indica, esse golpe passará pela fabricação e o manejo de caos social em meados de setembro, com posterior adiamento das eleições regulares de outubro de 2022 e, por fim, a intervenção nos demais poderes constitucionais da República e seu fechamento.

Não é por acaso que desde 2018, o presidente, então recém eleito, declarou, sem provas, que as eleições daquele ano foram fraudadas. Desde 2020, de novo e com muita força, mas nenhuma prova, ele espalha mentiras sobre as urnas eletrônicas. Desde 2021, ofende e difama as instituições do Judiciário, como o Tribunal Superior Eleitoral.

Seus seguidores pediram um novo AI-5 e tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal. E agora, em 2022, os generais que se subordinaram ao presidente questionam o processo eleitoral, mesmo depois de 25 anos acompanhando, concordando e participando como suporte da execução das eleições.
Diante de embaixadores do mundo inteiro, no dia 18 de julho, Jair reafirmou suas falsas teorias sobre urnas eletrônicas e mais uma vez agrediu o TSE e o STF. A ameaça de golpe em nosso país, portanto, é real. Mais que real: o golpe está em curso.

Relembrar é viver: as urnas eletrônicas estão em uso há mais de duas décadas, sem qualquer fato que coloque sua credibilidade em xeque. Os partidos políticos, a OAB, as universidades, os deputados e senadores, até mesmo os militares, todos sempre puderam acompanhar a programação das urnas, a verificação de seu funcionamento e o passo-a-passo da sua distribuição e operacionalização nos dias de eleição.

O voto impresso foi rejeitado na Câmara dos Deputados em 2021, no mesmo dia em que tanques de guerra combalidos e fumacentos circularam por Brasília, numa tentativa de intimidação que seria cômica, se não fosse preocupante. E é por estarmos muito preocupados que precisamos reagir.

O plano de Jair e seu bando é à imagem e semelhança do que ocorreu com Marcelo Arruda – o petista e pai de família morto em sua festa de aniversário: um assassinato. O assassinato das eleições, da democracia brasileira, justamente no ano em que a nação comemora seus 200 anos de Independência.

A história brasileira registra episódios lamentáveis de autoritarismo, de supressão do povo enquanto poder político, de escravização da vida humana, de destruição das florestas, dos rios, da terra e de desprezo pela natureza. São expressões dessas violações o massacre de indígenas, o genocídio da população negra, o estupro, o feminicídio, a violência doméstica contra as meninas e mulheres. O bando de Bolsonaro representa essa tragédia.

Contudo, a história brasileira também registra a força e a beleza da sobrevivência, da luta e da conquista, da vitória sobre a morte. Assim foram todas as revoltas e levantes contra a dominação, de Palmares a Tiradentes. Todas as greves, a conquista dos direitos, a superação da ditadura. A Petrobrás e a Eletrobrás. O SUS. Os direitos trabalhistas para as domésticas e a universidade para seus filhos e filhas.

A FUP sempre esteve ao lado das trabalhadoras e dos trabalhadores nessas batalhas.
Mais uma vez, a marcha da história do nosso país nos conclama a assumir uma posição inequívoca: queremos o direito de viver! Queremos o direito de votar! E, sobretudo, queremos o direito de sonhar com tempos cada vez melhores e realizar todo o potencial das nossas capacidades.

Para isso, precisamos exercer e defender permanentemente nossos direitos civis, políticos e sociais. Defender a escolha pela vida, pelo debate, pelas opções. Pela voz.
Tudo o que a classe trabalhadora toca, muda. Assim, conclamamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil; àqueles e àquelas que vivem do cultivo da terra, da operação das máquinas, da correria nas cidades; àqueles e àquelas que vivem de ensinar, de curar, de alimentar; todo mundo que escreve, que fala e que informa, a dizer: defendemos as eleições!

Estaremos nas ruas e nas praças, nas igrejas e nas fábricas, na televisão e na internet, combatendo qualquer ameaça de golpe no Brasil!

Em defesa da democracia, dos direitos, da soberania brasileira!

As urnas sempre foram seguras!

Defendemos as eleições e o respeito incondicional à vontade do povo expressa nas urnas!

FUP – Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras