Conselheira eleita reforça relevância estratégica de investimentos da Petrobrás na Bacia de Campos

A Petrobrás comunicou nesta segunda-feira (13) a identificação de hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Campos, no bloco C-M-477. “Essa excelente notícia comprova o que nós, trabalhadoras e trabalhadores, sempre defendemos: investir é preciso! E investir em províncias petrolíferas relevantes historicamente e ainda promissoras, como a Bacia de Campos, é uma decisão estratégica e economicamente acertada”, comemora a geóloga Rosangela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. 

Leia a íntegra da nota da conselheira eleita:

A Bacia de Campos é parte fundamental da nossa história no petróleo. É a grande escola da exploração em águas profundas e ultraprofundas, que nos trouxe diversos prêmios na OTC, que construiu o conhecimento e viabilizou parte dos investimentos para a descoberta do pré-sal.

O poço 1-BRSA-1404DC-RJS foi perfurado no setor SC-AP4, a 201 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de 2.984 metros. A presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos, com indícios de gás e coleta de amostras de fluido durante a perfuração. Essas amostras seguem para análises laboratoriais, que permitirão entender melhor o potencial da área e orientar os próximos passos. É o processo natural — técnico, cuidadoso — que transforma descoberta em resultado concreto.

A atuação da Petrobrás no bloco está alinhada à necessidade de recompor nossas reservas e à visão estratégica de que “todo óleo importa”. O bloco foi adquirido na 16ª Rodada de Licitações da ANP, sob regime de concessão em parceria com a BP, que detém 30%, sendo a Petrobrás operadora com 70%.

Importante destacar que, nos governos pós-golpe (2016–2022), a Bacia de Campos passou por um processo de sucateamento, com cortes de investimentos e desinvestimentos, inicialmente através de parcerias e posteriormente privatizações integrais. No atual governo e na atual gestão da empresa, com destaque à diretora de E&P, a visão estratégica muda de fato e os investimentos na bacia são retomados, sejam em novas áreas exploratórias, sejam nas revitalizações de campos “maduros”.

Esse movimento reforça uma convicção importante: investir com estratégia, confiar na capacidade técnica que construímos e valorizar ativos como a Bacia de Campos é fundamental para garantir energia ao país com responsabilidade. Repito aqui que precisamos ampliar esse olhar para as demais bacias brasileiras relegadas nesse passado recente, tais como nossa vizinha Bacia do Espírito Santo, entre outras, inclusive terrestres.

Os resultados começam a aparecer e mostram que estamos no caminho certo. Parabéns a todos os envolvidos!