Contribuição assistencial: sustentar a luta é defender o futuro da categoria

A greve petroleira de 2025 entrou para a história da categoria como uma das mais importantes já realizadas no Sistema Petrobras. Com ampla adesão, assembleias massivas e forte presença da base, o movimento demonstrou, na prática, que a organização coletiva é capaz de enfrentar ataques, barrar retrocessos e garantir conquistas. Mas nada disso acontece por acaso — nem se sustenta sem estrutura.

É a partir dessa experiência concreta que o Sindipetro-NF reafirma a importância da contribuição assistencial, aprovada em assembleia ao final do movimento grevista. Segundo o coordenador-geral do sindicato, Sérgio Borges, a contribuição não é um favor à entidade, mas uma necessidade para manter viva a capacidade de luta da categoria.

Durante a greve, ficou evidente o papel de uma estrutura sindical organizada: comunicação ativa para combater desinformação, suporte jurídico permanente, direção presente na base, logística, infraestrutura e trabalhadores e trabalhadoras garantindo que tudo funcionasse — do planejamento das ações ao acolhimento diário nos espaços de mobilização. “Sindicato não é um prédio ou uma sigla. Sindicato somos todos nós”, reforça Borges, ao destacar que a força da entidade é reflexo direto da consciência e participação da base.

A contribuição assistencial tem justamente esse objetivo: sustentar a estrutura que permite ao sindicato agir, reagir e negociar em condições reais de enfrentamento. Sem recursos, a capacidade de resposta cai, e o trabalhador passa a assistir, de forma passiva, a ataques como retirada de direitos, precarização das condições de trabalho, avanço da terceirização e sucateamento das instalações.

O Sindipetro-NF destaca que o direito de recusa é garantido, mas faz um chamado à reflexão coletiva. Contribuir é um ato de solidariedade e de autodefesa dos próprios trabalhadores. “Quem ganha com sindicato fraco não é o trabalhador que enfrenta escala pesada, risco operacional, pressão e assédio. Quem ganha é a empresa”, afirma o coordenador.

Ao defender a contribuição assistencial, o sindicato reforça que ela é um investimento na própria proteção da categoria: garante estrutura para as próximas negociações, resposta a novos ataques e organização para futuras mobilizações. Não existe sindicato forte sem base consciente — assim como não há base protegida sem um sindicato estruturado.

Por isso, o Sindipetro-NF conclama a categoria a participar, fortalecer a entidade e, quem ainda não é filiado, a se sindicalizar. A história recente mostrou que a luta vale a pena. E mostrou, sobretudo, que conquistas só são possíveis quando os trabalhadores financiam, constroem e sustentam a sua própria organização. Seguiremos juntos, firmes e em luta.

Oposição à Contribuição

Caso alguém da categoria queira se opor ao desconto da contribuição assistencial, o prazo inicia no dia 15 de janeiro e vai até o dia 23 de fevereiro.

É necessário acessar o link:  (https://confluir.sindipetronf.org.br/nao_contribuicao/1768402701875×328013624440782850) e seguir o passo a passo. Os não filiados devem preencher a ficha, assinar e encaminhar por e-mail para [email protected].