Domingo é dia de ir às ruas pelo fim da escala 6×1; CCJ deve votar dia 2/09

Da Imprensa da CUT – O próximo domingo (30) é dia do povo ir às ruas para pressionar o Senado a votar e aprovar o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6×1, sem redução salarial. Os atos estão sendo convocados pela CUT, demais centrais sindicais (CTB, CSB, Força Sindical, Intersindical, NCST, UGT, Pública Central do Servidor, Fórum das Centrais Sindicais), o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Em São Paulo o ato será na Avenida Paulista, em frente ao MASP, a partir das 9h. Os demais locais e horários serão atualizados em breve.

O texto da PEC nº (221/2019) foi aprovado pela Câmara Federal no dia 27 de maio, mas para passar a valer precisa também ser aprovado no Senado. Somente na última sexta-feira (21) que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AC) enviou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise.

Nesta terça-feira (25), o relator da PEC, senador Omar Aziz, disse à imprensa que vai apresentar o seu parecer na próxima quinta-feira (27), e que a votação na Comissão deve ocorrer no dia 2 de setembro.A votação, porém, pode ficar para outra data caso algum senador peça vista.  Aziz disse que não vai alterar o texto aprovado pela Câmara para que não precise passar por outra votação.

Somente após a aprovação na CCJ que a PEC pode ir à votação no plenário do Senado. Para que o fim da escala 6×1 se torne lei são necessários 48 votos favoráveis do total de 81 senadores que compõem a Casa e sancionado pelo presidente da República.

O que deve mudar com a aprovação do fim da escala 6×1

A proposta aprovada na Câmara e enviada ao Senado reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a jornada em quatro dias de trabalho.

O texto estabelece jornada de oito horas diárias e 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O texto também prevê que acordos e convenções coletivas poderão definir compensações de horário e jornadas menores.

Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos domingos. A medida não altera jornadas que já sejam iguais ou inferiores a 40 horas semanais.

Resumo 

A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

  • o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;
  • a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas e;.

Em 14 meses:

  • jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2 e;
  • dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos

O texto aprovado também estabelece exceções

Profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão submetidos às novas regras de jornada e controle de ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a pejotização e garantir maior flexibilidade para trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução da jornada dependerá de decisão do empregador ou de previsão em acordos coletivos.

A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Nos contratos firmados pelo poder público com empresas terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser incluídos na nova jornada a partir da formalização de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12 meses previsto para adaptação.

Como pressionar 

Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar seu recado para os senadores pela plataforma Na Pressão, da CUTClique aqui.

 

[Foto: Roberto Parizotti (Sapão) – Arquivo da CUT]