Em três horas, plataformas em greve têm redução estimada em 400 mil barris diários na Bacia de Campos

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Nas três primeiras horas de greve na Bacia de Campos, o Sindipetro-NF recebeu informações de que 22 plataformas estão com a produção sob controle dos trabalhadores em greve. A orientação da entidade é a de que os grevistas parem completamente a produção ou produzam apenas o volume mínimo de gás e óleo necessário para a segurança e a habitabilidade da plataforma. O impacto inicial estimado é de uma redução de 400 mil barris diários de petróleo.

Cada caso é avaliado pelos próprios trabalhadores. Até o momento, o quadro é de parada total em 14 plataformas (100% de corte na produção) e oito plataformas estão com reduções que variam de 20% a 97% da produção. Estão no primeiro caso as plataformas PCE-1, PPM-1, PNA-2, PCH-1, PCH-2, PVM-1, PVM-2, PVM-3, P-09, P-12, P-15, P-31, P-33 e P-65. No segundo caso, estão PGP-1, P-18, P-32, P-40, P-50, P-51, P-56 e P-63.

Há ainda casos de plataformas onde os petroleiros aderiram à greve mas a produção foi mantida pela equipe de contingência da empresa, o que ocorre em P-52 e P-54. Na P-62, os petroleiros pararam completamente a produção, mas a equipe de contingência tenta retomar a produção.

Em Cabiúnas, a gerência bloqueou o acesso dos trabalhadores do turno das 15h. O sindicato entrará com denúncia em relação à manutenção ilegal de petroleiros em turno superior a oito horas na base, expondo todos a risco e a elevado desgaste.

Em todo o País, refinarias e terminais de bases sindicais de entidades filiadas à FUP iniciaram a greve a partir das 15h de hoje. A categoria protesta contra o Plano de Negócios da empresa, que prevê uma redução de 40% da companhia em quatro anos, com redução do efetivo, venda de ativos e desinvestimentos e corte de direitos dos trabalhadores.