Marítimos mobilizados contra corte de direitos em nova empresa

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

A Bacia de Campos está na iminência de manter 22 plataformas em condições de extrema vulnerabilidade, caso não sejam atendidas as reivindicações de marítimos que estão próximos do fim do contrato, no dia 13 de março. A empresa Infotec, vencedora de licitação da Petrobrás na terceirização de 115 trabalhadores como oficiais, mestres de cabotagem e marinheiros que atuam nas unidades, tenta rebaixar remunerações e benefícios dos empregados.

Três sindicatos da categoria, com solidariedade do Sindipetro-NF, cobram da gerência de contratos da Petrobrás a superação do impasse. Os trabalhadores, altamente especializados e escassos no País, denunciam que a nova empresa quer contratá-los em condições salariais e de benefícios muito piores do que as vigentes na empresa atual, a Lighthouse.

Entre as perdas está o corte na extensão da assistência médica e odontológica aos dependentes dos empregados, o que acontece há mais de 20 anos. No processo licitatório, realizado ao longo de 2020, a Petrobrás não inseriu essa exigência às empresas participantes, apesar dos inúmeros alertas dos sindicatos.

Em ofício de 13 junho de 2020, a gerência de contratos da Petrobrás chegou a lavar as mãos. Em resposta a reivindicação sobre o tema enviada pelo Sindicato dos Mestres de Cabotagem e de Contramestres em Transporte Marítimo, a companhia afirmou que “esta medida de ampliação do plano de saúde e odontológico aos dependentes de colaboradores estará no âmbito de decisão das licitantes, conforme suas diretrizes e política interna de saúde, não possuindo a Petrobras ingerência nesta relação”.

Os trabalhadores denunciam que estão sendo coagidos, até mesmo por gerentes da Petrobrás, a aceitarem as condições rebaixadas da nova empresa — o que, organizados e mobilizados junto aos seus sindicatos, já avisaram que não vão fazer. A categoria adverte que a Petrobrás precisa rever o resultado da licitação, caso a nova empresa não consiga apresentar um quadro de empregados qualificados para as funções.

O Sindipetro-NF acompanha de perto a luta dos marítimos, em contatos frequentes com os sindicatos da categoria, e reforça a pressão para que a Petrobrás resolva este problema de grandes impactos nos direitos dos trabalhadores diretamente atingidos e nas condições de segurança de todos os petroleiros e petroleiras.