NF faz homenagem às vítimas petroleiras da Covid em ato nesta segunda em Macaé

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O Sindipetro-NF promove na próxima segunda-feira (4), a partir das 7h, ato público na base de Imbetiba, em Macaé, na entrada da Praia Campista, para marcar os dois anos da pandemia da Covid-19 e seus impactos sobre os petroleiros. Uma das mais expostas à contaminação, em razão da atuação em espaços confinados, a categoria precisou enfrentar a falta de transparência da Petrobrás em relação ao número de casos e, na avaliação da entidade, a negligência da empresa na prevenção.

“A Petrobrás se comportou de forma negacionista quando, por exemplo, tentou não permitir a distribuição de máscaras pelo Sindipetro-NF, ou quando se negou a ouvir o sindicato e realizar a testagem e avaliação médica de trabalhadores recém contaminados pela Covid-19”, relata o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

A data de 4 de abril foi escolhida pelo fato de ser nela que se completa o processo de retorno de 100% dos empregados da Petrobrás ao trabalho presencial nas bases administrativas. Haverá participações de familiares e homenagens às vítimas da Covid-19 entre os petroleiros. O sindicato também utilizará a atividade para prestar contas da sua atuação nestes dois anos de pandemia.

Um boletim especial preparado para o ato vai mostrar que o Sindipetro-NF tomou iniciativas como criar um protocolo de prevenção, que viria a ser referendado pela Fiocruz e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), atuou na cobrança por transparência da Petrobrás, promoveu a distribuição de máscaras de qualidade para os trabalhadores e firmou parceria com IFF para produção de sabonete líquido para comunidades em vulnerabilidade social.

Além disso, o sindicato manteve solicitações às prefeituras por fiscalização nos aeroportos e no Heliporto do Farol, foi vigilante as cobranças por melhorias de condições dos hotéis utilizados em quarentenas, realizou a Greve pela Vida, disponibilizou testagem para a categoria, fez denúncias à imprensa e a órgãos fiscalizadores sobre surtos nos locais de trabalho, participou de audiências públicas e moveu ações jurídicas contra a empresa.