O Teatro do Sindipetro-NF, em Macaé, recebeu na noite de ontem (23) mais uma edição do evento Vozes da Diversidade, promovido pelo sindicato como parte das atividades do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. O encontro reuniu trabalhadores e trabalhadoras, dirigentes sindicais, convidados e representantes de diferentes segmentos da sociedade para uma roda de conversa marcada por reflexões sobre respeito, diversidade, direitos humanos e combate às discriminações.
A atividade foi conduzida pelas diretoras do Sindipetro-NF Bárbara Bezerra e Jancileide Morgado, que mediaram um debate plural, com relatos pessoais, reflexões políticas e discussões sobre os desafios ainda enfrentados pela população LGBTQIAPN+ nos espaços de trabalho e na sociedade.
Ao longo da noite, os participantes destacaram a importância de preservar a memória das lutas históricas do movimento LGBTQIAPN+, defender direitos conquistados e ampliar a conscientização sobre as diversas formas de preconceito que ainda persistem.
Participantes da roda, Thalia dos Santos, destacou a importância da representatividade e da ocupação dos espaços institucionais. “Eu resolvi expor a minha imagem, levar a minha presença para todos os espaços da companhia, em todas as hierarquias, incomodar quem se sente incomodado e representar as pessoas que desejam se ver na minha imagem. Mais do que celebrar, este é um momento de não dar nenhum passo atrás”, afirmou.
Para ela, o orgulho também está ligado à preservação da memória daqueles que abriram caminhos para as novas gerações: “Além de lembrar e valorizar as vidas que lutaram por direitos, precisamos continuar defendendo esses direitos e batalhar por outros que ainda estão por vir. É sobre exercitar o respeito e também se fazer respeitar”.
Charles Araujo chamou atenção para a dimensão histórica e política da celebração do orgulho LGBTQIAPN+. “Nós somos subversivos no sentido de questionar padrões e estruturas. Queremos estar aqui e queremos ser felizes. Mas não podemos deixar que o orgulho seja reduzido apenas ao consumo ou ao mercado. Precisamos lembrar que este é um momento para refletir sobre nossa história, nossa trajetória e as reivindicações que continuam atuais”, disse.
Já Rafael Almeida enfatizou a importância do Mês do Orgulho para as novas gerações e para a valorização das identidades LGBTQIAPN+. “Existe uma visão equivocada de que o Mês do Orgulho se resume a colocar uma bandeira LGBT na foto de perfil. Não é isso. É um período para continuarmos contando as histórias de quem passou por tantas dificuldades para que hoje pudéssemos estar aqui e também para celebrar quem continua lutando pelos nossos direitos”, afirmou.
Rafael também destacou o impacto da celebração para pessoas trans. “Para mim, o Mês do Orgulho é pegar tudo aquilo que usaram contra você durante a vida e dizer: eu tenho orgulho disso. Essa é a importância dessa celebração”, afirmou.
A diretora do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, que coordena o Departamento de Cultura, Esporte e Lazer, responsável pelo evento, abordou a necessidade de respeito às diferentes formas de expressão da identidade de gênero. “Muitas vezes mulheres dissidentes dos padrões convencionais sofrem preconceitos apenas porque não correspondem a determinadas expectativas sobre feminilidade. Respeitar a diversidade também significa permitir que cada pessoa seja quem deseja ser”, destacou.
Além dos participantes da roda de conversa, o evento contou com diversas intervenções espontâneas do público e de integrantes do próprio sindicato, que compartilharam experiências pessoais, reflexões sobre inclusão e propostas para fortalecer a luta por igualdade e respeito.
A programação também incluiu apresentação artística e um momento de confraternização entre os participantes, reforçando o caráter acolhedor e coletivo da iniciativa.
Ao promover mais uma edição do Vozes da Diversidade, o Sindipetro-NF reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, o combate a todas as formas de discriminação e a construção de ambientes de trabalho e de convivência mais inclusivos, democráticos e respeitosos para todas as pessoas.
[Fotos: Luciana Fonseca / Imprensa do NF]
































