PNA-1: 70% dos trabalhadores à bordo da unidade foram atingidos pela Covid-19

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Mais um dado alarmante com relação ao cenário da Covid-19 nas plataformas chegou ao Sindipetro-NF, nesta semana. 70% dos trabalhadores de PNA-1 foram afetados pelo vírus.

 

Segundo informações, 41 trabalhadores foram testados e positivados pela Covid-19. Outros 36 foram identificados como contactantes e apenas 32 testaram negativo.

 

Vale lembrar, que desde o início de dezembro, os trabalhadores desta unidade estão denunciando um possível surto da doença, motivado pelo embarque de trabalhadores já com os sintomas.

 

Apesar das tentativas da empresa de esconder os dados e dos números ainda serem instáveis, devido ao aumento diário de casos, o Sindipetro-NF entende que já passou da hora da empresa entender que existem protocolos, que precisam ser cumpridos para garantir a vida dos trabalhadores.

 

Por conta do descumprimento das medidas de prevenção, na Petrobrás, já são cerca de 1,5 mil infectados confirmados somente entre os trabalhadores próprios. A FUP e o Sindipetro-NF calculam que cerca de 3 mil trabalhadores terceirizados possam estar com a doença.

 

O Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, afirma que o sindicato tem tomado todas as providências legais e atuado de maneira intensa para garantir os direitos do trabalhador e que é inaceitável a atitude negacionista da Petrobrás, que segue priorizando a produção e esquecendo o valor da vida do trabalhador.

 

“Fica claro que a prioridade da empresa é priorizar a produção, o lucro dos acionistas. A vida dos trabalhadores está em segundo plano. É por isso, que o Sindipetro-NF tem feito um trabalho incansável, inclusive, recebendo denúncias e dialogando com os trabalhadores dia e noite, durante a semana e aos fins de semana e vamos continuar na luta em defesa da vida do trabalhador”, frisou o coordenador.

 

O sindicato reforça que diante deste cenário é ainda mais importante que a categoria petroleira mantenha o sindicato informado sobre as condições de saúde e segurança no trabalho. Os relatos podem ser enviados para [email protected] A identidade do denunciante é preservada.