Problemas com a logística dos trabalhadores que embarcam continuam

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Essa semana aconteceu mais um problema logístico em relação a hospedagem, alimentação e testagem dos trabalhadores da Bacia de Campos. No dia 30 de setembro, o NF recebeu a informação que trabalhadores do Ativo Roncador que são isentas de testagem PCR estão liberadas para se apresentarem para o embarque, diretamente no aeroporto de Farol de São Tomé. O motivo dessa isenção é que já tiveram Covid comprovada por exame RT-PCR, com resultado positivo e que já tem esse fato registrado na Petrobras.

Também que por problemas operacionais com a testagem nos hotéis em Macaé, a testagem de todos com destino às plataformas de Roncador será realizada no Hotel Ramada em Campos dos Goytacazes. A testagem nesse formato é temporária e os trabalhadores devem se apresentar no Hotel Ramada, a partir das 12hs.

O Coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira questiona a empresa fazer o trabalhador que tem base em Macaé se deslocar até Campos, fazer o teste e voltar no mesmo ônibus de outros, sem saber o resultado dos exames e com possibilidade de ser contaminado ou contaminar alguém.

“No caso de um desses trabalhadores testar positivo gostaria de saber se a empresa irá repetir o teste a bordo. Irão considerar todos do ônibus contactantes e aguardar uma semana para repetir o exame? E isso remete a outra questão que são os embarques em emergência que ocorrem e acabariam furando o protocolo, caso algum trabalhador a bordo necessite descer de repente” – argumenta Vieira.

O Sindipetro-NF já havia identificado e comunicado à Petrobras algumas falhas nos protocolos que expunham os trabalhadores a riscos de contaminação. Como aglomerações e possíveis falsos positivos, devido a característica de sensibilidade dos testes, que para o sindicato deveriam ser combatidos com repetição de testagem a bordo.

Além desse risco, já denunciamos também que a empresa está impondo um protocolo de fome no dia do embarque, principalmente para quem sai de Macaé de madrugada para o Farol de São Tomé. Os trabalhadores estão embarcando após várias horas sem se alimentar, alguns sem almoço só com um “lanchinho” do ônibus.