O Sindipetro-NF encaminhou à Petrobras um novo ofício no dia 30 de junho, cobrando resposta imediata às questões apresentadas pelo sindicato sobre a alteração unilateral de escala e regime de trabalho dos petroleiros nas plataformas acostadas no Porto do Açu (P-26 e P-33). O documento reforça a preocupação da entidade com a postura da empresa, que, até o momento, não respondeu aos questionamentos encaminhados em maio e segue sem negociar com o sindicato.
No ofício, a diretoria do NF destaca que “o silêncio da Petrobras amplia a insegurança entre os empregados envolvidos nas atividades de descomissionamento e demais unidades marítimas”. Entre os temas pendentes estão esclarecimentos sobre o plano de pessoal, indenizações, impactos financeiros, condições de trabalho, questões de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) e outros aspectos relacionados à alteração de regime e de escala na P-26 e P33.
No documento, o sindicato reitera a exigência de uma resposta integral e detalhada ao Ofício nº 148/2026 e cobra que a Petrobras cumpra seu dever de manter um diálogo efetivo com a representação da categoria.
Para o Sindipetro-NF, “a Petrobras não pode impor alterações que afetem profundamente a vida profissional e familiar dos trabalhadores sem dialogar com o sindicato. O respeito à negociação coletiva passa, antes de tudo, pelo fornecimento das informações solicitadas e pela construção de soluções de forma transparente”.
Segundo o Sindipetro-NF, somente com transparência e respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho será possível construir alternativas que preservem os direitos dos trabalhadores e garantam segurança jurídica ao processo.


