Sindipetro-NF e Sindipetro-ES se reúnem com Petrobrás e mantêm pressão pelo fim dos desimplantes arbitrários

A luta contra os desimplantes arbitrários ganhou mais um capítulo na manhã desta quarta-feira (8). Após a pressão dos trabalhadores e das entidades sindicais, a Área de Relações Sindicais da Petrobrás realizou reunião com representantes do Sindipetro-NF e do Sindipetro-ES, no Edisen (Edifício Senado), no Rio de Janeiro, para discutir a situação dos trabalhadores atingidos.

Representaram o Sindipetro-NF o coordenador-geral Sérgio Borges e os diretores Marcelo Nunes e Bárbara Bezerra. Pelo Sindipetro-ES participou o coordenador-geral Valnísio Hoffmann.

A reunião ocorre após semanas de denúncias, manifestações da categoria e cobranças das entidades sindicais, que já haviam conseguido a reversão de alguns casos individuais de desimplantes. O objetivo agora é garantir uma solução coletiva e definitiva para todos os trabalhadores afetados.

De acordo com o diretor do Sindipetro-NF Marcelo Nunes, a empresa ainda não apresentou uma resposta conclusiva sobre os casos encaminhados pelo sindicato, mas sinalizou mudanças importantes nos critérios atualmente utilizados. “A empresa ainda vai responder ao ofício encaminhado pelo sindicato com os nomes dos trabalhadores desimplantados. Também foi informado que haverá mudanças nas regras, e a expectativa é que essa nova regra seja mais inclusiva”, afirmou o dirigente.

Para o Sindipetro-NF, a realização da reunião representa mais uma oportunidade de ampliar a pressão sobre a empresa e manter aberto o canal de diálogo, mas ainda está distante do desfecho esperado pelos trabalhadores. A entidade avalia que qualquer mudança nos critérios precisa resultar, na prática, no fim dos desimplantes arbitrários e no atendimento das reivindicações apresentadas pela categoria, garantindo previsibilidade, transparência e respeito aos direitos dos trabalhadores.

O sindicato continuará acompanhando de perto os desdobramentos das negociações e cobrando que a Petrobrás apresente respostas concretas para os casos já existentes, especialmente nas unidades que passam por processos de descomissionamento e reorganização dos efetivos.

O Sindipetro-NF também reforça a orientação para que trabalhadores de outras unidades que estejam enfrentando situações semelhantes continuem encaminhando relatos à diretoria da entidade, contribuindo para o acompanhamento dos casos e fortalecendo a cobrança coletiva junto à empresa.