Técnicos de segurança que atuam em plataformas da Petrobras denunciaram ao Sindipetro-NF uma medida adotada pela gerência de Marlim que, segundo eles, compromete a independência da categoria e pode impactar diretamente suas avaliações de desempenho, progressão na carreira e remuneração variável.
De acordo com os relatos, foi implementado um formulário para avaliação do trabalho dos técnicos sem qualquer comunicação prévia sobre os critérios utilizados. Os profissionais afirmam que não foram informados sobre quais aspectos seriam avaliados, quem participaria das respostas e como os resultados seriam utilizados. Além disso, não há transparência na divulgação dos dados, gerando insegurança e questionamentos sobre a imparcialidade do processo.
A principal preocupação da categoria é que a nova metodologia fere uma conquista histórica dos técnicos de segurança, que sempre buscaram atuar de forma independente, sem qualquer tipo de subordinação hierárquica ao gerente da plataforma. A medida, segundo os trabalhadores, representa um retrocesso e pode abrir espaço para perseguições dentro do ambiente corporativo.
“A implementação desse formulário sem diálogo com a categoria é um desrespeito aos profissionais que garantem a segurança das operações. A falta de transparência no processo compromete a credibilidade da avaliação e abre margem para decisões arbitrárias”, afirmou um dos trabalhadores.
Diante das denúncias, o sindicato da categoria já se mobiliza para questionar formalmente a Petrobras sobre a adoção do sistema de avaliação e exigir maior transparência no processo. A entidade reforça que seguirá acompanhando o caso para garantir que os direitos dos técnicos de segurança sejam preservados.