Trabalhadores da JG Engenharia anunciam paralisação em plataformas após atrasos salariais

Trabalhadores da empresa JG Engenharia anunciaram a paralisação das atividades em plataformas da Bacia de Campos após atrasos salariais e problemas no cumprimento de direitos trabalhistas. A mobilização atinge as unidades P-09, PGP-1, PNA-1 e PNA-2.

De acordo com comunicado divulgado pelos trabalhadores, a paralisação ocorre diante de uma série de irregularidades relatadas pelos empregados da empresa, entre elas atrasos no pagamento dos salários, ausência de depósitos do FGTS, cancelamento do plano de saúde e exigência de embarque sem o custeio da logística.

Em comunicado enviado aos trabalhadores, a empresa informou que o pagamento dos salários referentes à competência de fevereiro de 2026 não pôde ser realizado na data prevista. Segundo a JG Engenharia, durante a última semana foi solicitada à Petrobras a antecipação de valores relativos às atividades do período, mas os recursos não teriam sido disponibilizados.

A empresa informou ainda que a previsão apresentada aos trabalhadores é de que os salários sejam regularizados até o dia 12 de março, solicitando compreensão diante da situação.

No caso dos trabalhadores vinculados ao contrato do lote 2, a empresa informou que, em reunião realizada no dia 5 de março com a Petrobras, foram discutidas alternativas para viabilizar a regularização dos valores pendentes do contrato. A empresa alega que existem valores retidos, o que estaria dificultando a liberação direta dos recursos.

Outro ponto que tem causado apreensão entre os trabalhadores é a situação dos empregados que não forem realocados em outros projetos da empresa. De acordo com comunicado interno, o setor de recursos humanos deverá entrar em contato com esses profissionais para tratar das providências administrativas relacionadas ao processo de desligamento.

Diante desse cenário, os trabalhadores decidiram paralisar as atividades nas plataformas, informando que o retorno ao trabalho ocorrerá somente após a regularização do pagamento dos salários, dos depósitos do FGTS e da reativação do plano de saúde.

Durante a paralisação, serão mantidos apenas os serviços essenciais, como atendimento a aeronaves e recebimento de rancho, garantindo as condições mínimas de operação das unidades.

Embora os trabalhadores da empresa JG Engenharia não sejam representados pelo Sindipetro-NF, o sindicato manifestou solidariedade à situação enfrentada pelos trabalhadores, ressaltando que o respeito aos direitos trabalhistas e às condições dignas de trabalho deve ser garantido a todos os profissionais que atuam na indústria do petróleo.