Além do atraso salarial e do anúncio de suspensão das operações, os trabalhadores da RY Serviços enfrentam agora um novo problema: a empresa ainda não formalizou os desligamentos nem deu baixa nas carteiras de trabalho, impedindo que os profissionais busquem novas oportunidades.
Segundo relatos encaminhados ao Sindipetro-NF, mesmo após comunicar que suspenderia as atividades e providenciaria os desligamentos, a RY não concluiu os procedimentos formais de rescisão contratual. Na prática, os trabalhadores seguem vinculados à empresa, sem receber salários e sem poder assinar contrato com outra empregadora.
A situação é ainda mais grave porque muitos desses profissionais dependem da regularização da baixa na Carteira de Trabalho Digital para assumir vagas em outras empresas que atuam na região. Sem a formalização do desligamento, ficam impedidos de seguir trabalhando e garantir o sustento de suas famílias.
O comunicado emitido pela empresa no último dia 16 de fevereiro informou que um bloqueio judicial nas contas estaria impedindo pagamentos e que haveria valores retidos junto à Petrobras suficientes para quitar compromissos trabalhistas . No entanto, até o momento, além dos salários atrasados, não houve efetivação das rescisões nem liberação formal dos trabalhadores.
Já em novo comunicado divulgado no dia 23 de fevereiro, a direção da RY informou que surgiu “uma possibilidade concreta de mudança de cenário”, com a entrada de um novo investidor que teria solicitado reunião urgente com a Petrobras para tentar evitar a interrupção dos contratos, mesmo com as rescisões já em processamento. A empresa pediu prazo até o dia 25/02/2026 para apresentar um posicionamento mais claro sobre os próximos passos.
A promessa de um possível investidor, no entanto, não altera a realidade imediata dos trabalhadores, que continuam sem salários, sem rescisão formalizada e sem a liberação da carteira de trabalho para buscar novo emprego.
Embora não represente diretamente esses empregados, o Sindipetro-NF reforça sua solidariedade de classe e cobra que a situação seja resolvida com urgência. Para o sindicato, é inadmissível que trabalhadores fiquem presos a um vínculo contratual sem salário e sem a possibilidade de buscar nova colocação no mercado.
A entidade seguirá pressionando por uma solução imediata, exigindo que a empresa regularize os desligamentos e que a Petrobras atue para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas. Nenhum trabalhador pode ser penalizado pela má gestão ou por impasses jurídicos das empresas contratadas.





