Sinthop leva à Câmara de Vereadores de Macaé denuncia sobre precarização e desigualdade salarial

O Sindipetro-NF manifesta apoio à luta dos trabalhadores e trabalhadoras da hotelaria offshore, pauta debatida nesta quarta-feira (27) na Câmara Municipal de Macaé, durante sessão que discutiu as condições de trabalho e a desigualdade salarial enfrentada pela categoria embarcada terceirizada nas plataformas de petróleo.

A discussão ocorreu a partir de requerimento apresentado pela vereadora Leandra Lopes, que solicita o envio de correspondência à Petrobras cobrando informações e apoio institucional aos trabalhadores da hotelaria offshore. O documento também questiona as condições de trabalho nas empresas contratadas.

Durante a sessão, representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria Embarcados nas Plataformas de Petróleo (Sinthop) denunciaram a precarização enfrentada pela categoria. O presidente do sindicato, Sildo Moreira, acompanhado do diretor jurídico José Luiz Oliveira, destacou os baixos salários e as dificuldades do trabalho embarcado.

A vereadora Leandra Lopes chamou atenção para a discrepância salarial entre terceirizados e trabalhadores da estatal. “Um padeiro ganha R$ 1.700 enfrentando todas as dificuldades do trabalho embarcado, enquanto na Petrobras o salário é R$ 2.207”, afirmou durante a sessão. A parlamentar também defendeu a criação de uma Frente Parlamentar de Energia e Petróleo para debater os problemas enfrentados pelos trabalhadores do setor.

O presidente da Câmara, Alan Mansur, também manifestou apoio à pauta. “Não é justo a mesma mão de obra ter salários tão desiguais em empresas diferentes”, declarou.

Para o Sindipetro-NF, a luta dos trabalhadores da hotelaria offshore é legítima e evidencia um problema histórico da terceirização no setor petróleo: a precarização das condições de trabalho e a desigualdade de direitos entre trabalhadores que atuam nas mesmas unidades operacionais.

A diretoria do NF reforça que os trabalhadores da hotelaria offshore exercem papel essencial para o funcionamento das plataformas, garantindo alimentação, limpeza, organização e condições mínimas de habitabilidade para milhares de petroleiros embarcados.

A entidade reafirma solidariedade à categoria e defende o fortalecimento da organização coletiva dos trabalhadores offshore na luta por salários dignos, valorização profissional e condições de trabalho seguras e humanas.