O Sindipetro-NF realizou na manhã desta terça-feira (7), na Base de Imboassica (Parque de Tubos), em Macaé, um ato que integrou o Dia Nacional de Luta pelos Direitos Sindicais dos Trabalhadores e Trabalhadoras Prestadores(as) de Serviços, convocado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros). A mobilização denunciou o avanço de práticas antissindicais em empresas contratadas do Sistema Petrobrás e cobrou providências da estatal diante de graves episódios de violência registrados recentemente.
Durante a atividade, o diretor do Sindipetro-NF Alexandre Vieira chamou a atenção para a gravidade dos fatos ocorridos durante a greve dos trabalhadores da construção e montagem da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo.
“Trabalhadores foram atacados pelo crime organizado a mando do patrão. O patrão pagou o crime organizado para bater em trabalhadores que estavam protestando. Se você não apoia isso, a gente pede para dar atenção: entre na página do sindicato e veja a denúncia nacional que está sendo feita pela FUP e por todos os Sindipetros”, alertou o dirigente.
Vieira ressaltou que o caso não pode ser tratado como um conflito isolado, mas como um ataque ao direito constitucional de organização sindical e ao próprio regime democrático nas relações de trabalho.
O coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, também participou do protesto, assim como os diretores Guilherme Cordeiro, Marcos Botelho, Marcelo Py, Benes Junior, Luiz Carlos Mendonça, Heron Franco e Anderson Silva.
O ato em Imboassica reuniu dirigentes sindicais e trabalhadores da base e contou com a leitura do Manifesto dos Petroleiros e Petroleiras do Norte Fluminense, documento que reafirma o compromisso da categoria com a liberdade sindical, a democracia e o direito de organização coletiva.
No texto, os trabalhadores lembram que nenhuma das grandes conquistas da categoria foi resultado de concessões espontâneas das empresas, mas fruto de décadas de mobilização sindical.
“A liberdade sindical não é um favor concedido pelas empresas. É um direito garantido pela Constituição Federal. Atacar esse direito significa enfraquecer a voz dos trabalhadores e abrir espaço para relações de trabalho marcadas pela imposição, pelo autoritarismo e pela retirada de direitos”, afirma o manifesto.
Mobilização nacional
A atividade em Macaé fez parte do calendário nacional aprovado pela FUP após as denúncias de violência contra trabalhadores terceirizados durante a greve na Replan. Segundo a federação, pelo menos três trabalhadores ficaram gravemente feridos após agressões atribuídas a grupos contratados para intimidar os grevistas, sendo que um deles corre risco de perder a visão.
Para a FUP, os episódios representam a manifestação mais grave de uma prática que vem sendo denunciada há anos pelos sindicatos petroleiros: intimidações, perseguições, restrições à atuação sindical e tentativas de impedir a livre organização dos trabalhadores em diversas unidades do Sistema Petrobrás.
O Sindipetro-NF reafirmou que continuará denunciando qualquer prática antissindical e cobrando que a Petrobrás e suas empresas contratadas garantam o pleno respeito aos direitos constitucionais dos trabalhadores.
A entidade destacou que defender a liberdade sindical é defender a democracia e lembrou que sindicatos fortes são fundamentais para garantir ambientes de trabalho mais seguros, relações laborais equilibradas e a proteção dos direitos conquistados pela categoria ao longo de décadas de organização e luta coletiva.
[Fotos: Luciana Fonseca / Imprensa do NF]












