Colapso da MSL: Sindipetro-NF, FUP e Petrobrás buscam solução para evitar prejuízos

Novos relatos de trabalhadores da MSL Petróleo e Gás do Brasil revelam o agravamento da crise enfrentada pela empresa, prestadora de serviços da Petrobras na Bacia de Campos. Funcionários denunciam falta de informações oficiais sobre o pagamento dos salários, das verbas rescisórias e do futuro dos contratos. Embarcados e trabalhadores em terra temem perder o emprego e falam sobre a incerteza sobre as condições para continuar operando nas plataformas. 

Um dos funcionários contou que ao buscar atendimento médico foi informado de que o plano de saúde havia sido cancelado. Pouco depois, recebeu mensagens de despedida de trabalhadores que se desligaram da empresa. A reclamação é de que não há esclarecimentos oficiais e existem dúvidas sobre a continuidade das operações. 

Outro relato aponta que, nas plataformas P-78 e P-79, equipes de radiocomunicação e apoio estariam atuando apenas em situações emergenciais enquanto aguardam uma definição sobre os vencimentos. Muitos profissionais desejam desembarcar, mas temem perder a possibilidade de serem aproveitados pela empresa que, possivelmente, assumiria o contrato. 

Ainda segundo relatos, não procede a informação de que apenas 20% do contrato estaria retido pela estatal. A retenção contratual seria de cerca de 2% do valor do contrato, montante que seria suficiente para garantir o pagamento dos trabalhadores. Há informações de que caso a empresa não efetue o depósito dos salários até o prazo legal, a Petrobras estuda realizar o pagamento diretamente aos empregados. A orientação é para que os trabalhadores embarcados mantenham suas atividades. 

Dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Reinaldo Guriri, afirmou que a entidade recebeu diversas denúncias de trabalhadores da MSL. Segundo ele, a empresa estaria abandonando o contrato, o que levou a FUP a intensificar as tratativas com a Petrobras. Guriri informou que a estatal já trabalha para garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados e providencia a contratação de uma nova empresa para assumir os serviços. Ele acrescentou que a Federação acompanha o caso de perto e atua para assegurar os direitos dos empregados terceirizados durante a transição. 

O Sindipetro-NF acompanha o caso desde os primeiros sinais de agravamento da crise e mantém contato com trabalhadores, representantes da Petrobrás e demais entidades sindicais. O sindicato cobra uma solução rápida sem mais prejuízos para os empregados envolvidos no processo.