Sérgio Borges destaca orgulho nacional pelo desenvolvimento da tecnologia do pré-sal

O coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, foi o convidado desta semana do podcast Nossa Macaé, da TV Câmara Macaé, em entrevista conduzida por Silvio Campos. Entre os temas abordados, o dirigente destacou o desenvolvimento tecnológico que permitiu ao Brasil explorar o petróleo do pré-sal e ressaltou a participação de trabalhadores brasileiros nesse processo.

Sérgio lembrou que a existência de petróleo na camada do pré-sal já era conhecida antes do início da exploração, mas havia dúvidas sobre a capacidade tecnológica e econômica de alcançar as reservas, localizadas sob uma espessa camada de sal e em grandes profundidades.

Segundo o dirigente, um dos principais desafios estava na própria perfuração. As características das rochas e da camada de sal exigiram o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo brocas de diamante. Sérgio destacou que parte importante desse conhecimento foi desenvolvida no Brasil, com participação de trabalhadores próprios e contratados da indústria.

“Tudo tecnologia nacional, o que nos enche de orgulho”, afirmou. Ele ressaltou ainda que muitos trabalhadores da região de Macaé, Campos dos Goytacazes e Rio das Ostras participaram desse processo de desenvolvimento tecnológico.

Petrobras insistiu na exploração

Na entrevista, Sérgio também recuperou parte da trajetória de desenvolvimento do pré-sal e destacou os desafios econômicos enfrentados no início da exploração. Segundo seu relato, os primeiros projetos envolviam custos elevados, justamente porque a tecnologia ainda estava sendo desenvolvida e aprimorada.

O dirigente citou como exemplo um dos primeiros poços do pré-sal, desenvolvido em parceria entre Petrobras e Shell. De acordo com Sérgio, depois de investimentos superiores a US$ 1 bilhão, a empresa estrangeira avaliou que o projeto não era viável e decidiu deixar o empreendimento.

A Petrobras, porém, optou por continuar os investimentos. Sérgio mencionou a atuação do geólogo Guilherme Estrella, que posteriormente foi diretor da companhia, na defesa da continuidade do projeto. A persistência permitiu, segundo o dirigente, comprovar não apenas a existência das reservas, mas também a viabilidade econômica da exploração.

Críticas às vendas de ativos

Durante a entrevista, Sérgio também relacionou a discussão sobre o pré-sal às decisões tomadas em períodos anteriores de gestão da Petrobrás, no governo Bolsonaro. O dirigente criticou a venda de plataformas da Bacia de Campos sob o argumento de que seriam ativos deficitários.

Na avaliação apresentada por ele, o fato de outras empresas terem adquirido essas unidades e posteriormente passado a operá-las com resultados positivos demonstra a importância de avaliar estrategicamente os ativos da companhia e não apenas seu resultado imediato.

A entrevista abordou ainda o cenário econômico da indústria do petróleo e a importância dos trabalhadores para o funcionamento do setor.

O episódio completo do “Nossa Macaé”, apresentado por Silvio Campos, pode ser visto na íntegra no vídeo abaixo:

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