Confira manifesto que será votado nas assembleias desta quinta e sexta

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Entre os indicativos da assembleia convocada pelo Sindipetro-NF para esta quinta e sexta-feira, online, está o de aprovação de um manifesto da categoria petroleira contra a escala imposta pela Petrobrás que prevê 21 dias de trabalho a bordo das plataformas. Confira o documento:

 

Manifesto dos petroleiros e petroleiras da Bacia de Campos contra escala arbitrária da Petrobras

Nós, petroleiros e petroleiras da Bacia de Campos, nos manifestamos em defesa do cumprimento do Acordo Coletivo de trabalho e da legislação brasileira sobre o trabalho offshore na observância de escalas de trabalho que não ultrapassem 14 dias à bordo das plataformas. Condenamos e denunciamos, desse modo, as insistentes coações da gestão da Petrobrás ao implementar de forma unilateral, sem qualquer negociação com as nossas entidades representativas, escalas desumanas e inseguras como que prevê até 21 dias de embarque.

O aumento no tempo de embarque de trabalhadores e trabalhadoras em espaços confinados, em plena pandemia de Covid-19, é mais um exemplo da negligência da empresa na prevenção à doença. Diferentemente de todos os esforços mundiais pela manutenção de empregados pelo menor tempo possível em seus locais de trabalho, a companhia aproveita-se do momento crítico, de extrema vulnerabilidade no mercado de trabalho, para aterrorizar a categoria e expô-la a ainda mais riscos de saúde e de segurança no trabalho.

Reconhecemos nas propostas do Sindipetro-NF, da FUP e do Ministério Público do Trabalho, referendadas pela Fiocruz, caminhos para o enfrentamento correto da pandemia nos ambientes da Petrobrás, inclusive no que diz respeito à proposta sindical de uma escala de 14×28. Em nome da suposta boa relação que a empresa diz ter com seus trabalhadores, reivindicamos a abertura de negociações sérias e respeitosas em relação à adoção de uma escala que de fato atenda ao propósito de contribuir na prevenção à Covid-19, e não ao de ampliar a exploração da força de trabalho.

Destacamos ainda que esta negociação deve se dar de modo a abranger todos os trabalhadores e trabalhadoras, próprios e terceirizados, por entender que todos somos petroleiros e petroleiras e, sobretudo, humanos que merecemos o mesmo tratamento, especialmente diante de um risco que não faz distinção em relação às suas vítimas.

Como profundos conhecedores do trabalho e da sua importância para o país, sabemos que a produção é essencial, mas também sabemos que esta produção não pode seguir a todo custo, ao preço do crescente número de adoecimentos e mortes na categoria petroleira.

Seguimos na luta em defesa da vida.

Petroleiros e petroleiras da Bacia de Campos
03 de Junho de 2021