Os diretores do Sindipetro-NF participaram, na noite de ontem (27), de mais uma edição do programa NF ao Vivo, onde debateram temas centrais para a categoria petroleira, como os equacionamentos da Petros, o Plano de Cargos, a recomposição de efetivo, teletrabalho e a campanha pela ampliação da escala 14×21 para todos os trabalhadores offshore.
Participaram do programa o coordenador-geral do sindicato, Sérgio Borges, e os diretores diretor Tezeu Bezerra e Marcos Botelho, na conversa mediada pelo jornalista Vitor Menezes.
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Equacionamento
Um dos principais temas debatidos foi a cobrança pela solução definitiva dos equacionamentos da Petros. Tezeu Bezerra afirmou que a categoria não aceita mais atrasos da Petrobrás na condução das negociações relacionadas aos PEDs. “A gestão da Petrobrás está enrolando mais uma vez uma solução que já foi assinada. A questão dos equacionamentos segue como prioridade absoluta para a FUP e para o Sindipetro-NF”, afirmou.
Segundo o dirigente, o movimento sindical cobra que a empresa provoque imediatamente o Tribunal de Contas da União para iniciar a mediação prevista na carta compromisso assinada durante a greve da categoria.
Marcos Botelho também destacou a necessidade de mobilização da categoria para pressionar a Petrobrás. “Nós já estamos há oito anos pagando esses equacionamentos. A categoria precisa se mobilizar porque não dá mais para esperar”, declarou.
O dirigente informou ainda que a Federação Única dos Petroleiros prepara uma série de mobilizações nacionais sobre o tema nas próximas semanas.
Plano de Cargos
Outro ponto abordado no programa foi a situação do Plano de Cargos da Petrobrás. Sérgio Borges afirmou que o sindicato seguirá pressionando a companhia para cumprir os compromissos assumidos durante a greve de 2025. “A empresa precisa apresentar propostas que contemplem os anseios dos trabalhadores. Não vamos aceitar enrolação”, afirmou.
O coordenador-geral também destacou a necessidade urgente de recomposição do efetivo da companhia, apontando impactos da falta de trabalhadores nas plataformas e unidades operacionais.
Tezeu Bezerra criticou a sobrecarga enfrentada pela categoria e cobrou novos concursos.
“Tem trabalhador embarcando 14 por 14 e ganhando hora extra todo mês. Isso está errado. A recuperação do efetivo é urgente”, disse.
Segundo ele, a falta de efetivo tem provocado insegurança operacional, adoecimento psicológico e aumento da pressão sobre os trabalhadores.
Teletrabalho
No debate sobre teletrabalho, Sérgio Borges explicou que a pauta segue sendo construída coletivamente pela categoria por meio de setoriais, assembleias e congressos sindicais. O dirigente afirmou que o sindicato pretende avançar nas negociações do próximo acordo de teletrabalho, cuja renovação ocorrerá no ano que vem.
“A expectativa é continuar pautando melhorias concretas no teletrabalho e construir uma relação mais favorável para os trabalhadores”, afirmou.
Sérgio também relacionou o debate interno da categoria à luta nacional pelo fim da escala 6×1, defendida pelo governo federal e pelos movimentos sindicais. Segundo ele, a aprovação da proposta abrirá caminho para novas conquistas nas escalas dos petroleiros.
14×21 para todos
“Quando a escala 6×1 acabar no Brasil, nós vamos pautar aqui a escala 4×3 para os trabalhadores administrativos e ampliar a luta pelo 14×21 para todos os trabalhadores offshore”, destacou.
O coordenador lembrou que a campanha pelo 14×21 já possui projeto de lei em tramitação e afirmou que o Sindipetro-NF e a FUP voltarão a intensificar a mobilização em torno do tema. “A categoria petroleira tem histórico de luta e organização. Tenho certeza de que vamos avançar nessa pauta também”, afirmou.
Ao longo do programa, os dirigentes também ressaltaram a importância da greve de 2025 para as conquistas recentes da categoria, incluindo avanços no ACT, pagamento da PLR e fortalecimento da organização sindical.
Para a direção do Sindipetro-NF, os próximos meses serão decisivos para pressionar a Petrobrás por soluções concretas nas pautas estruturais da categoria e ampliar as mobilizações em defesa dos direitos dos trabalhadores.


