O Sindipetro-NF promoveu uma noite de celebração da cultura afro-brasileira, da resistência e do protagonismo das mulheres negras durante a programação do Julho das Pretas. O evento reuniu trabalhadores, trabalhadoras e convidados em um encontro marcado pela música, poesia, arte e reflexões sobre a luta por igualdade racial e de gênero.
A programação teve início com o Recital Preto – Tributo a Clara Nunes, apresentado pelo Coletivo Artístico Clara, que emocionou o público ao revisitar a obra de uma das maiores intérpretes da música brasileira e símbolo da valorização da cultura afro-brasileira, representada por Fábia Shufi.
Durante a abertura, a diretora do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, chamou ao palco as diretoras Jancileide Morgado e Carmén Lucia que se apresentaram. Depois Bárbara destacou que esta foi a quarta edição da celebração do Julho das Pretas promovida pelo sindicato.
“Este é o quarto ano em que celebramos o Julho das Pretas e também realizamos a nossa Mostra de Cultura Feminina. A ideia nasceu do desejo de continuar exercendo nossa militância e nossa resistência por meio da arte e da cultura. Foi dessa construção coletiva que surgiram eventos como este, que hoje se consolidam como um importante espaço de valorização da cultura, da memória e da luta das mulheres negras” – disse.
Bárbara também ressaltou a importância de manter viva a história que dá origem ao 25 de julho, data que simboliza a resistência das mulheres negras na América Latina e no Caribe. “É fundamental lembrarmos a origem desta data. O 25 de julho foi instituído durante o Primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em 1992, na República Dominicana. No Brasil, a data foi oficializada em 2014 e passou também a homenagear Tereza de Benguela, uma extraordinária líder quilombola cuja história foi invisibilizada por muito tempo. Celebrar este dia é reconhecer a força, a organização política e a contribuição histórica das mulheres negras para a construção da nossa sociedade” – lembrou a diretora.
Na sequência, a cantora Jô Wilme comandou uma animada roda de samba ao lado das convidadas Ellen Chaffin e Feratus Wilme, transformando o espaço em um ambiente de celebração, memória e fortalecimento da cultura negra. O evento também contou com uma intervenção de SLAM, trazendo a força da poesia falada como instrumento de denúncia, resistência e afirmação da identidade negra.
Ao longo da noite, as apresentações foram intercaladas por falas de mulheres pretas como Ivonete Lopes e Zoraia Brás que compartilharam reflexões sobre a importância da organização coletiva, do voto em mulheres pretas, do combate ao racismo e ao sexismo e da valorização das trajetórias das mulheres negras na construção da sociedade brasileira.
Por que o Julho das Pretas?
A atividade integra a agenda do Julho das Pretas, movimento nacional que reúne organizações e coletivos de mulheres negras em torno de ações políticas, culturais e educativas durante todo o mês de julho.
A mobilização tem como ponto central o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, instituído em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. A data nasceu como um marco da luta contra o racismo, o sexismo, as desigualdades sociais e todas as formas de discriminação que atingem as mulheres negras.
No Brasil, o dia também homenageia Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII que comandou o Quilombo do Quariterê, no atual estado de Mato Grosso, tornando-se símbolo da resistência do povo negro e da luta pela liberdade. Desde 2014, a data integra o calendário oficial brasileiro como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Ao promover o Julho das Pretas, o Sindipetro-NF reafirma seu compromisso com a defesa da igualdade racial, da justiça social e da valorização da diversidade, fortalecendo espaços de diálogo, cultura e conscientização sobre a importância das mulheres negras na história e na construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Se houver fotos do evento, também posso sugerir legendas e uma versão mais “quente”, destacando momentos marcantes da noite e depoimentos das participantes.


