Relatos indicam que acidente com helicóptero na P-51 foi mais grave do que o informado

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Uma decolagem que chegou a algo entre cinco a oito metros de altura, e não a apenas um. Um forte estrondo e muita fumaça na turbina, e não apenas uma pane silenciosa administrável com facilidade. Novos relatos recebidos pelo Sindipetro-NF sobre o acidente com uma aeronave, no último sábado, 21, no heliponto da plataforma P-51, confrontam versões iniciais e reforçam a necessidade de investigação rigorosa com participação do sindicato.

De acordo com os trabalhadores, a gestão da companhia está amenizando o tratamento de um caso que foi muito mais grave e que, por muita sorte, não vitimou fisicamente passageiros e tripulantes do helicóptero. No momento do acidente, 18 petroleiros e três tripulantes estavam a bordo da aeronave.

“A turbina explodiu. Muita fumaça no momento e muita limalha no helideck. Eles estão afirmando que eles desligaram o segundo motor por segurança. O piloto estava a segundos de fazer a manobra da saída. Mas não foi assim. Não chegou a pegar fogo, mas houve um estrondo de metal e em seguida ouvimos a desaceleração da turbina. Foi sério, mas querem passar pano”, relatou um dos passageiros ao Sindipetro-NF.

O mesmo trabalhador, que terá a identidade mantida em sigilo pelo sindicato, é que conta que a aeronave “subiu de cinco a oito metros de altura, de acordo com o vídeo [do circuito interno da empresa, que será requerido pela entidade] e quem estava de fora visualizando a operação”. Depois do acidente, os petroleiros foram desembarcados por meio de transbordo de barco para a P-56.

Novos relatos recebidos hoje, também da categoria, informam que a aeronave foi retirada do heliponto e colocada em um rebocador. Desde a manhã do sábado a unidade vinha sendo mantida em produção mesmo com o heliponto interditado pela presença da aeronave com defeito, o que contraria a NR-37 (como denunciou o sindicato).